Paulo Jorge LG

Paulo Jorge LG

n. 1970 PT PT

n. 1970-07-17, Lisboa

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Falsa Epifania





Falsa ilusão em que mergulhei,
Terei eu a humildade dos mestres,
Para reequacionar o sentido da vida,
Há tão pouco tempo julgado desvendado,
E novamente e sempre posto em causa,
Na sua essência tangente mais viral.

Falsa modéstia que me encheu a alma,
Orgulhosamente só julguei perscrutar,
O silêncio da transumância cósmica,
Que me sufocou de presunção alienada,
Não me serviu de nada a luz epifania,
Que um dia julguei ter em mim incidido.

Falsa ausência de arrogância que esconjuro,
A maldição da indiferença absorta que instaurei,
A noção do ridículo que me absorve de comoção,
As inenarráveis teias dos pesadelos que me assaltam,
As noites mágicas transcendentes que idealizei,
Para morrerem na infinidade das probabilidades.


Lisboa, 27-8-2013

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“ Poesia Eterna Parte II”
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“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1405190889487

“ Poesia Eterna Parte II”

O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.

“ Amor Eterno - Antologia Poética”

Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…

Poemas

163

Sofrer de Amor



Esta dor que não me larga o coração,

Não é dor física nem sequer ficcional,

É sim a dor atroz da proibida paixão,

Que me consome a pobre alma afinal.


Esta dor que nem é assim tão pouca,

Nem é tanta assim que me faça matar,

É a dor na voz do meu chamar já rouca,

Pelos sonhos perdidos no fundo do mar.


Esta dor que não me deixa respirar,

Que me instiga a amar-te frenético,

É a dor dos meus suspiros pelo ar,

Que me impele a este amar épico.


Esta dor sei que não me largará jamais,

Eu pressinto-te perder dos meus abraços,

Não me contenho tão lamentoso aos ais,

Nesse pesadelo contínuo de embaraços.


Esta dor que me parece enlouquecer,

É fruto da frustração de não te possuir,

Queria dormir junto contigo ao anoitecer,

Antes de me privarem de vez do teu sorrir.


440

A Magia do Teu Sorrir


A magia do teu sorriso cativou-me ao te deslumbrar,

Foi como aprendi o significado do que é o verbo Amar,

Sorriso de mil quimeras em promessas apaixonadas,

A Lua foi testemunha do nosso mútuo singelo concordar.


A magia do teu sorriso aquece-me a alma dorida,

O tempo que esperei por ele para viver com sentido,

Não me esquecerei quando em teus lábios deu guarida,

Na boca do meu amor onde jaz meu desejo lânguido.


A magia do teu sorriso faz despertar a doce Primavera,

As flores do meu jardim de pedra desabrocham coloridas,

No pensamento guardaria o teu sorrir que me tempera,

No meu corpo sedento as tuas doces caricias incontidas.


A magia do teu sorriso belo era o segredo mais cobiçado,

Todos eles o procuraram sôfregos tal como ao Santo Gral,

Mas foi só a mim que o deste a descobrir ao teu amado,

E como eu rejubilei em desmedido contentamento surreal.

471

Ligado a Ti


Para sempre estarei ligado a Ti,

Sempre tão demente enamorado,

Os dois entrelaçados em busca,

Das vãs promessas altercadas,

Amor suspenso no céu estrelado,

Em Ti num reflexo de luar pálido.


Para sempre estarei contigo Amor meu,

Nos teus dias sim e nos teus dias não,

O meu assaz pensamento é teu refém,

Perdidamente a Ti submetido fiel e casto,

Toma posse de mim como sendo todo teu,

Nada mais ainda anseio do que um beijo teu.


Para sempre inebriado na tua essência,

Tão divinal de sorriso penetrante tão cheio,

Estou louco incendiado pela tua douta paixão,

Que me ensinaste um dia a sentir por Ti,

Doce roseiral em que te vi desabrochar,

Pura de uma beleza estonteante e singular.


411

Sofrer Por amor


Sofro tanto mas tanto por Ti meu Amor,

Que nem consigo suster o meu pranto,

Sofro pela tua ausência tão distante,

Sofro pela minha saudade constante.


Sofro tanto mas tanto pelo meu Teu Amor,

Pois não há outro Amor igual já alguém dissera,

E cada poema Teu de amor que me ofertaste,

Só veio aumentar demais meu desejo por Ti.


Sofro tanto por este meu sagrado segredo,

Que tento em vão não esconder de ninguém,

O de tanto te amar perdidamente apaixonado,

E por ti tanto ter enlouquecido de afecta paixão.


Sofro por não poder sentir mais teu aroma,

Que já morou em mim grudado tão melado,

Depois daquelas mil e uma noites de paixão,

Em que passámos de corpos entrelaçados.


Sofro tanto meu belo anjo sideral,

Das sensações efervescentes,

Que em mim fizeste despertar,

Com aquele teu beijo de encantar.


412

Se Fosse a Tua Mão


Quem me dera ser a tua mão,

Para corar teus lábios de batom vermelho,

E pentear os teus longos cabelos negros,

Logo cedinho ao acordares pela manhã,

Ai quem me dera meu Amor.


Quem me dera ser a tua mão,

Para ensaboar tua pele sedosa no banho,

Acariciar teu belo corpo feito de mulher,

De mil jeitos e com tamanhos carinhos tais,

Ai quem me dera meu Amor.


Quem me dera ser a tua mão,

Para te confortar na longa noite,

Quando deitada em total solidão,

E tocar-te sensual em privado,

Ai quem me dera meu Amor.


Quem me dera ser a tua mão,

Estar extasiado omnipresente em Ti,

Em pleno acto de luxúria satisfação,

E gozar dos teus prazeres carnais,

Ai quem me dera meu Amor.


394

Porque És Assim?


Porque és tão benevolente para mim meu bem?

Porquê meu Amor?

Porque te fizeram à imagem duma Deusa celestial?

Porquê meu Amor?

Porque me deste aquele tímido beijo inesquecível?

Porquê meu Amor?

Porque me disseste que eu era somente teu?

Porquê meu Amor?

Porque me olhaste daquela maneira tão dócil?

Porquê meu Amor?

Porque não me levaste junto contigo para deitar?

Porquê meu Amor?

Porque as tuas juras de amor não se esbateram?

Porquê meu Amor?

Porque és tão Bela meu bem angelical?

Porquê meu Amor?

Porque é tão bom estar e conviver contigo?

Porquê meu Amor?

Porque é que não sinto mais dores nenhumas?

Porquê meu Amor?

Porque tenho este desejo pelo teu corpo ardente?

Porquê meu Amor?

Sabes bem porquê minha bendita amada!

Só porque te Amo minha paixão delirante!


410

Dorme Meu Anjo


Como te desejo entrando em minha cama,

Como te desejo as belas formas esculturais,

Vem encher a minha alma vazia de amor,

Vem cuidar de mim sem qualquer desplante,

Serás sempre a minha tímida e dócil menina,

Serás sempre a minha derradeira paixão,

Nunca me vi por tamanho encanto ladeado,

Nunca me senti de mais alguém ou algo,

Imagino-te a vir ao meu encontro marcado,

Imagino-te a dormir angelical a meu lado,

Quando surgiste frente ao meu olhar carente,

Cai como fulminado de tanta paz e harmonia,

Quando na tua voz não parava de me ouvir,

Em preces idolatradas da louca paixão por Ti,

Quando te despes clemente só para meu encanto,

Não deixo de me render ao largo prazer sentido,

Quando te guardo nos meus quentes abraços,

Tomas o meu ardente coração como só teu,

Quando me suspiras ao ouvido o romance,

Quase que me derreto embalado em transe,

Quando me destes a mão naquele mágico dia,

Fiquei cosmologicamente em sintonia ligado a ti.


440

Ciúmes Irados


Tenho ciúmes da tua roupa que te veste e cobre,

Colada ao teu corpo nu de princesa endeusada,

Tenho ciúmes dos teus sapatos que te calçam,

Resguardando teus pés dos meus beijos arrebatados,

Tenho ciúmes dos olhares estranhos que te cobiçam,

São uma afronta sem pudor ao meu amor por ti sentido,

Tenho ciúmes da almofada onde poisas os teus sonhos,

Por saber em primeira mão o que de mim querias,

Tenho ciúmes da tua camisa de noite em seda macia,

Por te acariciar continuamente esse corpo que tanto anseio,

Tenho ciúmes quando bóias serena ao sabor do mar azul,

E de não poder compartilhar as tuas confidências nele tidas,

Tenho ciúmes do ar que respiras e que te sustenta a vida,

Por não poder ser tão indispensável como ele o meu amor,

Tenho ciúmes de mim por sonhar constantemente contigo,

Deixando-me sem tempo para te acarinhar como era devido,

Tenho ciúmes da brisa que te afaga os sedosos cabelos,

As saudades que tenho deles a passar em minhas mãos,

Tenho ciúmes das flores que contigo competem em vão,

Pois a beleza a que elas aspiram não é de mais ninguém,

Tenho ciúmes do Sol que te ilumina tão arrebatadora,

Se eu conseguisse com meus pobres poemas tal enaltecer,

Tenho ciúmes do que avista o teu imaculado olhar além-mar,

Pois ansiava além de mim não teres mais para onde olhar.


445

Me Ensinaste a Amar


Foste tu meu Amor que me ensinaste a Amar,

Foi quando me deslumbrei pela tua beleza real,

Foi naquele dia em que te ouvi o amor cantar,

Foi naquele meu sonho onírico e tão imaterial.


Foste tu meu Amor que me fizeste cair fulminado,

Tal o meu encanto pela tua doce poesia genial,

E o fascínio de nos teus lábios o amor ser recitado,

Os teus versos gentis se espalham na brisa outonal.


Foste Tu meu eterno Amor que voou bem longe,

Para por fim me encontrar assim triste tão desprovido,

O contentamento petiz do meu coração feito monge,

Ansioso por tanto dar o amor guardado e em si perdido.


Foste apenas Tu minha adorável e graciosa menina,

Como não há outra igual nas redondezas sem dúvida,

Que me ensinaste a amar a tua beldade de czarina,

E a despertar por Ti a minha alienada paixão incontida.


Foste tu dona da minha Alma insuspeita,

Que fizeste o meu coração de novo saltar,

Pois é ela que só fala a verdade perfeita,

Quando se espanta calma ao te contemplar.


605

Sem Ti


Sem Ti perco a razão de existir,

Sem Ti não vale a pena de manhã acordar,

Sem Ti o Sol não me aquece nem ilumina,

Sem Ti só para mim a chuva cai lá fora,

Sem Ti as lágrimas só caiem-me na face,

Sem Ti os torpes pesadelos não me largam,

Sem Ti não existe Primavera no meu jardim,

Sem Ti não distingo sequer o bem do mal,

Sem Ti não sorrio nem te canto com gáudio,

Sem Ti o luar não me encanta o caminhar,

Sem Ti perdi o meu olhar no grande mar,

Sem Ti tão desamparado já nem sei andar,

Sem Ti deixei de contar para ninguém,

Sem Ti o salão de baile encerrou portas,

Sem Ti a tristeza reinante invade-me a alma,

Sem Ti finou meu coração trespassado,

Sem Ti a minha poesia se tornou jazida,

Sem Ti aos prantos e lamentos dei guarida,

Sem Ti o meu corpo desmantelou-se em dor,

Sem Ti os meus desejos morreram em seca flor,

Sem Ti deambulo sem qualquer alento,

Sem Ti o meu vão destino não tem sal,

Sem Ti não tenho mais coragem nem força de viver.


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Comentários (1)

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fernandamesquita
fernandamesquita

Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.