Falsa ilusão em que mergulhei,
Terei eu a humildade dos mestres,
Para reequacionar o sentido da vida,
Há tão pouco tempo julgado desvendado,
E novamente e sempre posto em causa,
Na sua essência tangente mais viral.
Falsa modéstia que me encheu a alma,
Orgulhosamente só julguei perscrutar,
O silêncio da transumância cósmica,
Que me sufocou de presunção alienada,
Não me serviu de nada a luz epifania,
Que um dia julguei ter em mim incidido.
Falsa ausência de arrogância que esconjuro,
A maldição da indiferença absorta que instaurei,
A noção do ridículo que me absorve de comoção,
As inenarráveis teias dos pesadelos que me assaltam,
As noites mágicas transcendentes que idealizei,
Para morrerem na infinidade das probabilidades.
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Reservados Todos os Direitos de Autor
“ Poesia Eterna Parte II”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1311039031514
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1405190889487
“ Poesia Eterna Parte II”
O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…
A longa espera do último amanhecer,
A longa espera dum último adeus,
A longa espera do compreender,
A longa espera por um Deus,
A longa espera dum despertar,
A longa espera de mim ausente,
A longa espera do perfeito achar,
A longa espera letárgica dormente,
A longa espera por ninguém,
A longa espera pela felicidade,
A longa espera por alguém,
A longa espera no jardim da minha cidade.
Lx, 18-6-2013
565
A Tua Música
A tua música faz-se ecoar na minha cabeça volátil de ternuras latentes. A tua música materializa a minha visão feérica do afecto e afeições femininas maternais, como um real sentimento recalcado inalcançado pelo velho personagem que habita a minha existência.
As tuas fotografias plantadas pelo espaço vazio da minha casa imaginária estão mortas, o entendimento unívoco do observador é que as faz viver no seu mundo paralelo traduzidas na interpretação do recital inorgânico que julgo entoares.
Como qualquer melodia onde me revejo na figura e me sinta retratado, é um prolongamento, uma extensão da minha vida amorfa para além do meu quotidiano, um complemento em sonho virtual a juntar à minha parca existência, uma mais-valia irrecusável.
Habito uma criança alienada do mundo que a rodeia, prostrada no seu leito de dor higienizado, perdida num lamento vazio aliterado e interminável já sem reconhecer a essência percutora causadora da sua melancolia inata.
Lx, 20-4-2013
615
Natal Desencantado I
O Natal reincidente, vindo inebriante e jocoso da mítica terra dos sonhos, voltou implacável uma vez mais imbuído numa hipocrisia indescritível.
A caridadezinha natalícia, os centros comerciais em rodopio, os benignos filmes de natal, os circos sem feras, as mensagens de natal oficiais vazias de tão banais, a publicidade sem fim, os rituais religiosos inconsequentes, todos enchem de coisa nenhuma as mentes submissas.
A manipulação das massas é tão descarada, que quase deixa de ser óbvia, quando passa a servir a iniquidade do povo e o seu servilismo abjecto.
Um cansaço atroz começa a vingar em todo o lado: as mesmas músicas redundantes, a clonagem dos mesmos filmes, a sociabilidade das pessoas estereotipada à exaustão, as novelas das nossas vidas sempre iguais.
A previsibilidade da sua psicologia símia grotesca, pela humanidade adoptada há muito, esmaga de todo o bom senso que deveria ser inapto e essencial à evolução da espécie.
Sempre a mesma antropologia esgotada, uns a ansiarem o domínio da tribo, não olhando a meios para almejarem os seus objectivos, patéticos, manipulados até ao achincalhamento total, escravizados pela sua obsessão materialista.
E outros atingindo o topo da cadeia da bajulação, passam doravante a ser eles próprios os objectos da adoração, cientes agora da sua bestialidade arrogante, assumida deliberadamente, pavoneiam-se entre os seus pares.
Eles castigam, controlam, ordenam, impõem os seus próprios conceitos de vida, como verdades absolutas, na sua coutada de imbecilidades.
Nego-vos a todos vós ignotos, a luz divinal cintilante que em vós julgastes ter incidido um dia, e que doravante se perderá na escuridão da minha alma obscura e viciada de razão.
Venham antes a mim todos, sequiosos de respostas sem soluções, eu embalar-vos-ei nos meus braços frios desdenhosos, e cantarei canções de pesar, a contar as vossas vidas, em histórias de lamentar e entoando baixinho melodias de exorcizar.
A moral dos tolos estabeleceu a sua morada em mim, Eu, talvez o maior reaccionário dos cânones idealistas humanitários.
Até quando a negação da essência da condição humana como tal, os seus defeitos e ignomínias que eu perscruto no meu entendimento, e que enchem de pesadelos perpétuos os meus perenes sonhos de criança.
Homens e mulheres agrilhoados instintivamente às suas acções animalescas, recauchutadas de milhões de anos de evolução hominídea, cativos na genética programatizada há muito, muito tempo.
Tenhamos todos em uníssono, piedade de nós.
Lx, 24-12-2012
665
Comoções
Comovo-me com música inspirada,
No meu mais intimo recanto,
Adoça-me a alma exaltada,
Perdida em profundo espanto.
Comovo-me com rostos sorridentes,
Abençoados de áureos espíritos,
De bondade inapta eloquentes,
Exorcizando males prescritos.
Comovo-me com as gotas da chuva,
A chapinharem na poça do beiral,
Assentam como uma luva,
A cuidar-me do roseiral.
Comovo-me com o fantástico,
Das histórias vãs do cinema,
Senti-las no meu âmago acromático,
Desfazendo o meu maior dilema.
Comovo-me com a realidade,
Por ser apenas minha,
Para toda a posteridade,
Como me convinha.
Comovo-me hoje com o anteontem,
Estéril e senil inconsequente,
Prostrados todos pressentem,
O vil futuro incongruente.
Comovo-me com o sentido da vida,
Por não conseguir achar nenhum,
Sem qualquer relevância tida,
Sem almejar sentimento algum.
Comovo-me com a partida alheia,
E os beijos de despedida,
Esquecido luto preso na teia,
Da minha alma apátrida.
Comovo-me quando durmo,
Fingindo estar morto,
Quieto e aprumado,
Sem porto.
Lx, 25-2-2013
721
Fiquei à Espera
Fiquei à tua espera desde aquele tempo incerto,
Negaste-me a minha indulgente felicidade,
Que há muito em vão tentava almejar,
Não passavas afinal dum mero espectro,
Que julguei ouvir cantarolar um dia por perto,
Doces sussurros em juras de amor eterno,
Sonhos afáveis cheios de condescendência,
Desaguavam em beleza benevolente e piedosa,
Acarinhavam-me a longa e ríspida caminhada,
Tão áspera e rude que me estava destinada,
Fiquei impiedosamente ao destino largado,
Insano vergado pelo meu malfadado fado.
Lx, 1-3-2013
717
Sonhei Contigo
Sonhei contigo esta noite,
Estavas tão tranquila e serena,
Inspirado fiquei todo o dia,
Ao recordar-me de ti,
Minha doce sereia,
O beijo que te roubei,
Pela despedida,
Ainda me perfuma,
Os lábios carecidos,
O que imaginei eu,
Connosco juntos,
Perdidos no mundo,
Só com as tuas caricias,
Como abrigo,
Vagueias no meu âmago,
Passeias incólume,
Nos jardins que criei,
No meu pensamento,
Só para tu desfrutares,
Deambulas na mente,
De quem te criou,
cantarolas baixinho,
Só para mim,
Encarnaste um anjo,
Caído do céu,
Transladado etéreo,
No meu ser,
Faminto do teu calor,
Do teu sim.
Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.