Falsa ilusão em que mergulhei, Terei eu a humildade dos mestres, Para reequacionar o sentido da vida, Há tão pouco tempo julgado desvendado, E novamente e sempre posto em causa, Na sua essência tangente mais viral.
Falsa modéstia que me encheu a alma, Orgulhosamente só julguei perscrutar, O silêncio da transumância cósmica, Que me sufocou de presunção alienada, Não me serviu de nada a luz epifania, Que um dia julguei ter em mim incidido.
Falsa ausência de arrogância que esconjuro, A maldição da indiferença absorta que instaurei, A noção do ridículo que me absorve de comoção, As inenarráveis teias dos pesadelos que me assaltam, As noites mágicas transcendentes que idealizei, Para morrerem na infinidade das probabilidades.
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“ Poesia Eterna Parte II”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1311039031514
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
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“ Poesia Eterna Parte II”
O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…
Se ao menos me largassem ao vento, Voaria leve como papagaio de papel. Se ao menos me largassem ao mar, Mergulharia no mais profundo azul. Se ao menos me largassem ao jardim, Floriria em todas as Primaveras. Se ao menos me bajulassem, Despiria meus trajes de confrade. Se ao menos me condenassem, Fugiria das masmorras que me prendiam. Se ao menos me libertassem, Naufragaria numa qualquer ilha. Se ao menos me viessem esperar, Eu porventura encontrar-me-ia. Se ao menos me não esquecessem, Acolheria as menções honrosas. Se ao menos me chorassem um dia, Mais depressa à tumba iria querer voltar.
Lisboa, 21-19.2013
516
Sem Te Encontrar
Não te fixei o olhar, Nem te consegui dedilhar, Sem encantamentos, Nem emolumentos, Dilui-me em dor, Em puro torpor, Imolado na loucura, Que perdura, Deixaste-me o perfume, No meu azedume, E eu sequei as saudades, De todas as inverdades, As lágrimas contidas, Do coração vertidas, Ninguém bateu à porta, Da minha natureza morta, O sol nunca mais nasceu, Quando o assombro se perdeu, Enviusado no sentir, Extinto ao resistir.
Lisboa, 21-10-2013
552
Quando Eu te Vi
Quando pousaste a mão leve na minha fronte, Logo a paz serena se instalou em meu espirito, As palavras mágicas que eu bebi de tua fonte, Deixaram o meu pobre ser impávido e atónito.
Quando te conheci era mais um dia de Natal, Um verdadeiro milagre nesse dia aconteceu, Tinhas-te vertido em alvas lágrimas de luz fatal, Que incidiram em meu coração vindas do céu.
Inocente alma tão pura e bela me chegou, Naquele dia cheio da minha inteira solidão, O teu longo cabelo negro logo me despertou.
Fiquei nele perdidamente emaranhado em ti, Fervorosamente fugi da incauta ausência de razão, De me ter perdidamente apaixonado pelo que li.
490
Sem Convalescença Possível
Estou irremediavelmente perdido na solidão, Pressinto a morte em mim inerte à espreita, Os gritos mudos que me percorrem a prisão, Em que me tornei bem fechada e estreita.
Estou tão longe das ruas cheias de euforia, Onde se percorrem caminhos sem rumos, Deixei lá escapar a alegria que se esvaia, Só me ficaram na memória os desaprumos.
A existência sórdida em que soçobrei, Recapitulada vezes sem fim nem conta, Tudo o que sem nexo tolhi e me tornei, Vazio sem importância ou qualquer monta.
A luz que deslumbrei ao longe nunca me incidiu, Rastejando na penumbra incógnito desistiu, A minha pobre alma imaculada afogada em dor, Hipnotizada não resistiu à modorra nem torpor.
Lisboa, 12-10-2013
629
Minha Pomba Branca
Se não tivesses tal pomba pousado em minha mão, Que desperdício teria sido toda a minha oca vida, Se não tivesses beijado meus lábios em pura visão, Qualquer tristeza nunca jamais em mim seria mantida.
E se não me tivesses feito julgar ser amado, Seria o mesmo alado espanto que em mim existe, Se não tivesses meu braço para dançar pegado, Estaria no peito ardente por ti o amor que me instruíste.
Obrigado por simplesmente tu e só tu existires, Obrigado por teres nascido naquele santo dia, Obrigado pelo teu perene sorriso antes de partires.
Obrigado pela tua alva beleza impar e celestial, Obrigado pelas tuas saudades que me consomem, Obrigado pelo meu por ti crescente desejo bestial.
504
És o Meu Sol
É com a luz da tua verdade que me bendizes, No céu negro estrelado cheio de tão misterioso, Levantas à tua suave passagem brisas leves, E deixas-me sempre tão dócil e desejoso.
O calor que irradia do teu corpo bendito, Ai como suspiro por ele toda a clara noite, O desejo por ti que arde deixa-me tão aflito, Ansioso que teu doce beijo em mim pernoite.
O sol que me enche de alegria já nasceu, Veio junto contigo no teu esplendor altivo, Neste meu dia de trevas que agora pereceu.
Tenho tanto frio e o coração enregelado, Vem afagar-me com tuas mãos de ninfa, Para o meu mal de amor ser debelado.
523
Melodias Tristes
Estou e sinto-me desde sempre velho ouvindo antigas melodias de outrora para todo o sempre tristes, que me fazem sonhar e chorar, e por detrás desta máscara austera de emoções bulímicas, escondo uma sensibilidade que é só de e para mim.
Comove-me hoje e desde sempre o sonho ideal que impele as pessoas, muito sinceramente, em contraste com a minha pessoa que apenas anseia uma boa noite de sono sem barulhos, nem telefonemas urgentes, nem projectos de dias de amanhã quaisquer, apenas um para todo o sempre reconfortante fingir de morto no meu leito de irrelevância.
Esta música que me invadiu o imaginário e percorre o meu âmago diariamente e desde sempre, faz como que transparecer a inocência de povos depreciativamente ditos primitivos, com ancestral sabedoria do viver simples e harmonioso, transbordando numa concórdia quase idílica e contagiante.
A verdadeira congruência da Humanidade estampada: na busca do santo graal da suprema serenidade de espírito, na budista paz infinita do contentamento e realização do grande Siddhartha.
Queria fazer desabrochar a tristeza que trago em mim em orquídeas amarelas de cetim num qualquer sem jardim.
Quando só me encontro na ausência de luar, na desesperança da solidão, na inconsequência do alcançar.
Músicas tristes percorrem o meu coração invadido por enxames de extrema desilusão, afogado em absinto de mercadores de frustração.
Gloriosos os bem-aventurados que inegavelmente se sentem em paz e realizados, imbuídos na sua miragem divina.
Quanto a mim até mais ou até quando posso continuar a insistir no masoquismo de viver.
Lisboa, 24-10-2013
649
Sem Tempo
Penso constantemente em ti, Durante todo o dia e horas, E não me chegando nunca, Penso em ti toda a noite, E nos intervalos da insónia, Sonho contigo como uma dádiva, Não tenho tempo de sobra algum, Pois nada mais interessa realmente, Só a tua calma que em mim se instala, Só a vontade de te tocar e beijar, Só o teu sorriso que me conforta, Só a tua presença espiritual me alivia, Só as tuas caricias me trazem a paz, Só as estrelas que moram no teu olhar, Só a tua pele branca de fada me cativa, Só tu meu amor me despertaste da dor,
Só por ti alguma vez valeu a pena ter nascido, Só por ti sempre valerá a pena ter morrido, Minha doce amante que me ensinaste a amar, Levarei a tua memória comigo para a eternidade, Para também lá sempre me lembrar da tua bondade, E continuar persistindo eternamente a te amar.
461
Como Eu Te Quero
Como eu te quero tanto Amor meu, Consolo ardente nos meus desalentos, Beijo de paz eterna nos meus tormentos, A felicidade que o teu meigo olhar me deu.
Como eu te quero tanto Amor meu, Afogar-te a boca com meus beijos, Idolatrar-te em versos meus desejos, Invoco tua imagem na saudade que me deu.
Como eu te quero tanto Amor meu, Deslumbrar a tua excelsa imagem, Acalmar a minha paixão na voragem, Em ecos de paixão por ti que a sina me leu.
Como eu te quero tanto Amor meu, Tocar-te em sonho o teu corpo ardente, Viver como que em transe a paixão dolente, No sufoco em que vivo desejoso pelo beijo teu.
683
O Teu Corpo em Mim
Sofro junto todas as tuas dores e mazelas, O meu sangue corre quente nas tuas veias, A paixão que te sufoca para-me o coração, O teu caminho é a minha ilusão de novo rumo, Tua face Terra Prometida em minha alma carecida, Os teus suspiros eram a minha canção de embalar, O prazer em beijos que nos sufocavam as bocas, As caricias sem fim nem destino certo mitigavam, A paixão que consumia nossos corpos já cansados, De tanto amarem incessantes como se tudo fosse acabar, Brincamos os dois à escondidas dos Deuses, Fugimos do destino de amor fatal por eles concebido, E quando nos unimos num só libertaram-se os medos, Foi quando a eternidade deu sentido ao Universo, O nosso amor era arauto da verdade celestial, O mistério da vida desvendado em amor derramado, Por nós dois amantes em languida perdição reclamado, O nosso romance personificou o sonho em cantos de sereia, Minha querida deusa do amor que em ti senti a libertação, Quando em meus braços floriste em rosas enamoradas.
Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.
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