Falsa ilusão em que mergulhei, Terei eu a humildade dos mestres, Para reequacionar o sentido da vida, Há tão pouco tempo julgado desvendado, E novamente e sempre posto em causa, Na sua essência tangente mais viral.
Falsa modéstia que me encheu a alma, Orgulhosamente só julguei perscrutar, O silêncio da transumância cósmica, Que me sufocou de presunção alienada, Não me serviu de nada a luz epifania, Que um dia julguei ter em mim incidido.
Falsa ausência de arrogância que esconjuro, A maldição da indiferença absorta que instaurei, A noção do ridículo que me absorve de comoção, As inenarráveis teias dos pesadelos que me assaltam, As noites mágicas transcendentes que idealizei, Para morrerem na infinidade das probabilidades.
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“ Poesia Eterna Parte II”
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“ Amor Eterno - Antologia Poética”
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“ Poesia Eterna Parte II”
O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…
No sentido prazer tórrido testemunhado sem mazela.
As saudades da tua boca pelos beijos em fruição,
Em que afogámos vezes sem conta nossa paixão,
Não me esquecerei deles jamais minha pura donzela.
466
Contigo
Contigo a sós desejei para sempre junto ficar,
Ao teu encontro desejei ir afogar o meu sofrer,
Pelos teus lábios matei a sede do meu suplicar,
Nas palavras que mitigam o medo de te perder.
Contigo aprendi a olhar o mar e a sorrir á Lua,
Vieste com a poesia dos teus horizontes largos,
Que me encheu a alma outrora vazia agora Tua,
Vieste para mim florindo de cor os meus burgos.
Contigo caminharia feliz ao sabor das tuas rimas,
Despojar-me-ia de todos os desalentos e ensejos,
Só te queria por perto para aparar as tuas lágrimas,
Só me queria confortar com os teus doces beijos.
Contigo caminharei para o infinito dos céus azuis,
Ao sabor dum chamamento teu que ecoa por mim,
Para me perder só no teu corpo como sempre quis,
Meu templo sagrado de amor perfumado a jasmim.
Contigo entrelaçaremos os abraços queridos,
Em noites de pura paixão e edílica harmonia,
Juraremos nosso amor eterno em leves gemidos,
Resplandecendo nossos corações em evidência.
457
Não Queria Acreditar
Não queria acreditar no que me tinha acontecido,
Naquele dia singelo em que sofria entristecido,
Vi-te surgir no horizonte ofuscando tudo e todos,
À tua passagem soltaram-se belas flores de lótus.
Não queria acreditar nesta diva encantada luzidia,
Onde agora nos seus lábios bebia o néctar da vida,
Enfeitiçado fiquei receando a tua derradeira caricia,
Nos teus doces braços me embalas de paixão servida.
Não queria acreditar no que os teus olhos me diziam,
Que a paz e a felicidade em sonhos de amor venceriam,
Olhar enigmático terno e meigo que me alimenta o desejo,
De conseguir um beijo teu minha donzela num lampejo.
Não queria acreditar na pureza emanada do teu corpo,
Objecto do meu louco desejo por tocar-te em devaneio,
O delírio que dele transparece em formusura tão fina,
Ai como queria perder-me e só ter como farol tua pele.
484
Noites de Paixão
As noites de paixão que idealizei contigo amor, Espero-te impacientemente que me incendeis, Sorriste-me quando estava inundado em dor, Todo o meu ser flameja quando vós o acendeis.
As palavras ditas nos momentos de febril paixão, Que nos atearam os corações em lenta agonia, Afogamo-nos em beijos e demos os dois a mão, Em delírio extremo e êxtase ficamos em sintonia.
Aquela noite mágica que desceu dos céus cintilantes, Em que nos abraçamos como se fosse a última vez, Onde elevamos o amor durante horas extenuantes.
Inesquecível noite em que calcorreei todas as curvas, Do teu fogoso corpo suado dos prazeres errantes vividos, Naquele serão em que as nossas almas ficaram mudas.
463
Falta-me o Ar
Falta-me o ar quando a pensar em ti desespero, Eu adormeço murmurando baixinho o teu nome, Falta-me o ar quando em meu sonho te espero, A ternura infinita que emana de ti e me consome.
Falta-me o ar quando olho teu busto auroral, No meu leito curo meu desejo de ti insatisfeito, Falta-me o ar ao viver este amor intemporal, Desventurosa afeição que poisou em teu peito.
Falta-me o ar quando leio teus versos ardentes, Onde cantas frases de amor que me enlaçam, Soltando beijos divinos nos meus lábios dormentes.
Falta-me o ar quando imagino o teu corpo despido, Ao afagar-te a pele rosada e quente tão macia, E os nossos corações unidos num só tão tórrido.
553
Quando Eu te Vi
Quando pousaste a mão leve na minha fronte, Logo a paz serena se instalou em meu espirito, As palavras mágicas que eu bebi de tua fonte, Deixaram o meu pobre ser impávido e atónito.
Quando te conheci era mais um dia de Natal, Um verdadeiro milagre nesse dia aconteceu, Tinhas-te vertido em alvas lágrimas de luz fatal, Que incidiram em meu coração vindas do céu.
Inocente alma tão pura e bela me chegou, Naquele dia cheio da minha inteira solidão, O teu longo cabelo negro logo me despertou.
Fiquei nele perdidamente emaranhado em ti, Fervorosamente fugi da incauta ausência de razão, De me ter perdidamente apaixonado pelo que li.
493
Sem Te Encontrar
Não te fixei o olhar, Nem te consegui dedilhar, Sem encantamentos, Nem emolumentos, Dilui-me em dor, Em puro torpor, Imolado na loucura, Que perdura, Deixaste-me o perfume, No meu azedume, E eu sequei as saudades, De todas as inverdades, As lágrimas contidas, Do coração vertidas, Ninguém bateu à porta, Da minha natureza morta, O sol nunca mais nasceu, Quando o assombro se perdeu, Enviusado no sentir, Extinto ao resistir.
Lisboa, 21-10-2013
557
O Amor
O amor que transborda de mim em cascata, De alegrias aspiradas de ti em minha paixão, Só a sua essência pura e divina me desacata, O coração sofrido incrédulo em vã exaustão.
O amor guia prometido de um sonho inteiro, Quando chegou plácido em névoa se tornou, Largado como caducas folhas de Outono ligeiro, Veio sereno pousar e na minha alma se deitou.
O amor que mata a sede às almas perdidas, Que aligeira a longa árdua caminhada exausta, Que enche de luz as perenes noites combatidas, Através apenas da tua lembrança tão fausta.
O amor que nasceu dos confins do infinito, Diluído vigoroso em quimera utópica sensorial, Varre-me de desejos ansioso de ser teu eleito, Nunca te esquecerei minha bailarina celestial.
506
Anseios Pueris
Anseio tanto as tuas cartas ao fim do dia, Que para mim são autênticas cartas de alforria.
Anseio tanto viver plenamente este amor que sinto, Pois foi o único que me fez verdadeiramente sofrer.
Anseio tanto esta saudade que me avassala por inteiro, A saudade do amor da minha melhor amiga que me cativa.
Anseio tanto contemplar-te que te procuro sem cessar em qualquer lado, Procuro-te nas faces das mulheres com que me cruzo na rua. E assim acho as mulheres agora sempre mais formosas e bonitas.
Anseio ser o meu amor platónico muito perceptível, Mas não escondo o que de tão belo me fez parecer.
Anseio pelas lágrimas derramadas deste amor sofrido, Por isso tenho a certeza e sinto que é real e verdadeiro.
Anseio pelos meus poemas de amor parecerem ridículos e patéticos, Mas não seriam realmente poemas de amor se não fossem risíveis e tolos.
Anseio tanto este amor anacrónico e intemporal gratuito, Que se possa desfazer algum dia futuro ingloriamente.
Anseio tanto ouvir-te a voz talvez calma e serena, Num chamamento hipnótico para só a ti te amar.
Ansiei tanto um encontro mágico de amor trágico, Que agora compreendo o longo tempo esperado.
Ansiei tanto este meu amor incondicional por tanto tempo, Que mesmo não correspondido ele continuará sempre meu, E irá comigo para todo o lado e até ao meu derradeiro suspiro.
Anseio tanto este amor não palpável e inverosímil, Porque no fundo sei que são essas as premissas, Para que ele possa existir como se fosse milagre.
Anseio tanto amar-te em demasia e em contra senso, Mas tinha o coração repleto de amor para oferecer, Acumulado de muitos e longos anos de tanta asfixia.
Anseio pelas tuas palavras doces e ternurentas, Fiz delas a fonte inspirada da minha vã utopia.
617
Melodias Tristes
Estou e sinto-me desde sempre velho ouvindo antigas melodias de outrora para todo o sempre tristes, que me fazem sonhar e chorar, e por detrás desta máscara austera de emoções bulímicas, escondo uma sensibilidade que é só de e para mim.
Comove-me hoje e desde sempre o sonho ideal que impele as pessoas, muito sinceramente, em contraste com a minha pessoa que apenas anseia uma boa noite de sono sem barulhos, nem telefonemas urgentes, nem projectos de dias de amanhã quaisquer, apenas um para todo o sempre reconfortante fingir de morto no meu leito de irrelevância.
Esta música que me invadiu o imaginário e percorre o meu âmago diariamente e desde sempre, faz como que transparecer a inocência de povos depreciativamente ditos primitivos, com ancestral sabedoria do viver simples e harmonioso, transbordando numa concórdia quase idílica e contagiante.
A verdadeira congruência da Humanidade estampada: na busca do santo graal da suprema serenidade de espírito, na budista paz infinita do contentamento e realização do grande Siddhartha.
Queria fazer desabrochar a tristeza que trago em mim em orquídeas amarelas de cetim num qualquer sem jardim.
Quando só me encontro na ausência de luar, na desesperança da solidão, na inconsequência do alcançar.
Músicas tristes percorrem o meu coração invadido por enxames de extrema desilusão, afogado em absinto de mercadores de frustração.
Gloriosos os bem-aventurados que inegavelmente se sentem em paz e realizados, imbuídos na sua miragem divina.
Quanto a mim até mais ou até quando posso continuar a insistir no masoquismo de viver.
Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.
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