Lista de Poemas

Quando Eu te Vi





Quando pousaste a mão leve na minha fronte,
Logo a paz serena se instalou em meu espirito,
As palavras mágicas que eu bebi de tua fonte,
Deixaram o meu pobre ser impávido e atónito.

Quando te conheci era mais um dia de Natal,
Um verdadeiro milagre nesse dia aconteceu,
Tinhas-te vertido em alvas lágrimas de luz fatal,
Que incidiram em meu coração vindas do céu.

Inocente alma tão pura e bela me chegou,
Naquele dia cheio da minha inteira solidão,
O teu longo cabelo negro logo me despertou.

Fiquei nele perdidamente emaranhado em ti,
Fervorosamente fugi da incauta ausência de razão,
De me ter perdidamente apaixonado pelo que li.


474

Amor Eterno





Amar-te-ei para todo o sempre minha querida,
Mesmo na derradeira e dorial hora da despedida,
O teu nome será a minha última palavra dita,
Teu sorriso etéreo me acompanhará senhorita.
Enquanto tuas fiéis lembranças me apaziguam.

Ao sabor das tão dóceis carícias imaginadas,
Melodrama atónito do meu sofrido predestino,
Onde e por andaste meu Amor mor dançarino,
Roubaste-me todas as dores mais desalmadas.


(Acróstico)

474

Desencantos





Desencantos alados que me corroem,
Nas sombras fugidias desenhados,
Que busco incessantemente trazer,
À luz enamorada do luar trajado.

Desencantos finados que me arruinaram,
Nas trevas me deixaram enclausurado,
Desabrigado da chuva insolvente que cai,
Que não me deixa desassossegar.

Desencantos que mergulham-me fundo,
Sem sequer poder ou saber respirar,
Nas entranhas da terra que por mim,
Suspiram sem parar tão saudosas.

Desencantos do meu desencantamento,
Que me inebriaram de tanto enfastiamento,
No meu leito de prenúncio de má sorte,
Onde gizei o luto do meu inconformismo.


Lisboa, 25-8-2013

584

A Anarquia Ordeira





A ordem que respira caoticamente,
Ao sabor das ânsias celestiais,
A anarquia da simples ideia anuente,
No primor belo das cores outonais.

A anarquia do meu arquear inteligível,
Promissórias do meu alheio desencanto,
Que sussurram-me alto o inatendível,
Desobrigado de advir em óbvio espanto.

A anarquia que me percorreu a mente,
Na discórdia de meras linhas obliquas,
Formatadas em pejorativa reflexão sapiente,
Num indelével negativismo sem tréguas.

A caos onde mergulhei a razão,
Esse mito vestido de utopia,
Vagueia ao sabor da monção,
Da casual ilógica entropia.


Lisboa, 26-9-2013

660

Suspiros Do Além





Suspiros do Além chamam por mim,
Segredam-me ao ouvido a hora do fim,
Inebriam-me a mente obscura,
Gasta de tanta clausura,
Liberta-me hoje,
Sem falta,
Enfim.


Lx, 31-7-2013

596

A Imortalidade Perdida





O sonho equívoco da perpetuidade da vida,
Para além do céu estrelado pirilâmpico,
Pelas constelações serpenteando agnóstico,
Na procura vã de recolher à minha ermida.

A falência do bem incorrupto paradisíaco,
O maniqueísmo que subsiste em nós,
Interpretado na secular vivência a sós,
No dealbar de um devaneio afrodisíaco.

A filosofia da humanidade absorvida,
Diz-nos sem hesitações o caminho,
Irreversível para um fim sozinho,
Intransigente sem contrapartida.

A utopia da salvação e eternidade,
Difundida até à exaustão em delírio,
Idolatrando a alma em martírio,
Amordaçando o facho da liberdade.


Lisboa, 21-9-2013

529

Porquê?





Porque só chove hoje para mim,
Porquê?
Porque não ouço hoje ninguém,
Porquê?
Porque as sombras hoje não me largam,
Porquê?
Porque não vislumbro hoje as cores,
Porquê?
Porque o calor hoje me abandonou,
Porquê?
Porque o vazio hoje perdurou,
Porquê?
Porque hoje não acordei,
Porquê?
Porque estou hoje tão sereno,
Porquê?
Porque não estou hoje equivocado,
Porquê?
Porquê?
Estás morto afinal e amanhã enterrado.


Lx, 31-7-2013

673

Sem Sentido




Sem sentido o Mar se nele não me banhar,
Sem sentido o vento se o inverno nunca chegar,
Sem sentido a chuva se a criança não chapinhar,
Sem sentido o amor se não souber amar,
Sem sentido a música se não ouvir o teu chamar,
Sem sentido o teu sorriso se nunca for achado,
Sem sentido a tua carícia no meu corpo arrestado,
Sem sentido o teu odor se já não houver mel frutado,
Sem sentido o teu consolo sem ficar ao teu cuidado,
Sem sentido o teu calor sem um abraço apertado,
Sem sentido o miradouro sem vista desafogada,
Sem sentido a beleza se não for recordada,
Sem sentido a paisagem se não for queimada,
Sem sentido a vida se não for chorada,
Sem sentido a morte se não chegar pela calada.


Lx, 20-5-2013

617

Êxtase




Estou em êxtase,
Pelo calor a correr lá fora,
Longe da minha cela,
Onde definho a divagar.
Estou em êxtase,
Pela música que soa,
Apaziguadora e terna,
Que ilumina o meu ser,
Como um luar,
Ao alto.
Estou em êxtase,
Ao sonhar com aves,
A planarem na brisa,
Que me refresca,
A alma dorida,
Esquecida no mar.
Estou em êxtase,
Pelo meu alvoroço,
Ciente do todo,
Envolvente no sentir,
Afundar devagar.
Estou em êxtase,
No definhar do corpo,
Da mente libertada,
Do teu sorriso esquecido,
Eternamente recordado.
Estou em êxtase,
No meu entendimento,
Mal retratado,
Da força irrelevante,
Que jaz maculada.


Lx, 4-5-2013

663

O Último Adeus




Sonhei com o meu último adeus,
Esqueçam as flores,
Esqueçam as indumentárias,
Esqueçam os lamentos,
Esqueçam os choros,
Esqueçam as lágrimas,
Esqueçam as lembranças,
Pois só restou o Mar,
O meu cendrário,
Onde repousar,
Diluído nas águas turvas,
Esquecido na eterna,
Acalmia do fundo abissal,
Sereno e leal.


Lx, 20-5-2013

627

Comentários (1)

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Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.

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“ Poesia Eterna Parte II”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1311039031514


“ Amor Eterno - Antologia Poética”
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“ Poesia Eterna Parte II”

O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.

“ Amor Eterno - Antologia Poética”

Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…