Paulo Jorge LG

Paulo Jorge LG

n. 1970 PT PT

n. 1970-07-17, Lisboa

Perfil
67 209 Visualizações

Falsa Epifania





Falsa ilusão em que mergulhei,
Terei eu a humildade dos mestres,
Para reequacionar o sentido da vida,
Há tão pouco tempo julgado desvendado,
E novamente e sempre posto em causa,
Na sua essência tangente mais viral.

Falsa modéstia que me encheu a alma,
Orgulhosamente só julguei perscrutar,
O silêncio da transumância cósmica,
Que me sufocou de presunção alienada,
Não me serviu de nada a luz epifania,
Que um dia julguei ter em mim incidido.

Falsa ausência de arrogância que esconjuro,
A maldição da indiferença absorta que instaurei,
A noção do ridículo que me absorve de comoção,
As inenarráveis teias dos pesadelos que me assaltam,
As noites mágicas transcendentes que idealizei,
Para morrerem na infinidade das probabilidades.


Lisboa, 27-8-2013

Ler poema completo
Biografia
Para Comprar:
http://www.lulu.com/shop/search.ep?type=&keyWords=paulo+gil&sitesearch=lulu.com&q=&x=8&y=9

Reservados Todos os Direitos de Autor

“ Poesia Eterna Parte II”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1311039031514


“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1405190889487

“ Poesia Eterna Parte II”

O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.

“ Amor Eterno - Antologia Poética”

Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…

Poemas

163

Sem Tempo





Penso constantemente em ti,
Durante todo o dia e horas,
E não me chegando nunca,
Penso em ti toda a noite,
E nos intervalos da insónia,
Sonho contigo como uma dádiva,
Não tenho tempo de sobra algum,
Pois nada mais interessa realmente,
Só a tua calma que em mim se instala,
Só a vontade de te tocar e beijar,
Só o teu sorriso que me conforta,
Só a tua presença espiritual me alivia,
Só as tuas caricias me trazem a paz,
Só as estrelas que moram no teu olhar,
Só a tua pele branca de fada me cativa,
Só tu meu amor me despertaste da dor,

Só por ti alguma vez valeu a pena ter nascido,
Só por ti sempre valerá a pena ter morrido,
Minha doce amante que me ensinaste a amar,
Levarei a tua memória comigo para a eternidade,
Para também lá sempre me lembrar da tua bondade,
E continuar persistindo eternamente a te amar.


464

O Teu Corpo em Mim





Sofro junto todas as tuas dores e mazelas,
O meu sangue corre quente nas tuas veias,
A paixão que te sufoca para-me o coração,
O teu caminho é a minha ilusão de novo rumo,
Tua face Terra Prometida em minha alma carecida,
Os teus suspiros eram a minha canção de embalar,
O prazer em beijos que nos sufocavam as bocas,
As caricias sem fim nem destino certo mitigavam,
A paixão que consumia nossos corpos já cansados,
De tanto amarem incessantes como se tudo fosse acabar,
Brincamos os dois à escondidas dos Deuses,
Fugimos do destino de amor fatal por eles concebido,
E quando nos unimos num só libertaram-se os medos,
Foi quando a eternidade deu sentido ao Universo,
O nosso amor era arauto da verdade celestial,
O mistério da vida desvendado em amor derramado,
Por nós dois amantes em languida perdição reclamado,
O nosso romance personificou o sonho em cantos de sereia,
Minha querida deusa do amor que em ti senti a libertação,
Quando em meus braços floriste em rosas enamoradas.


555

A Anarquia Ordeira





A ordem que respira caoticamente,
Ao sabor das ânsias celestiais,
A anarquia da simples ideia anuente,
No primor belo das cores outonais.

A anarquia do meu arquear inteligível,
Promissórias do meu alheio desencanto,
Que sussurram-me alto o inatendível,
Desobrigado de advir em óbvio espanto.

A anarquia que me percorreu a mente,
Na discórdia de meras linhas obliquas,
Formatadas em pejorativa reflexão sapiente,
Num indelével negativismo sem tréguas.

A caos onde mergulhei a razão,
Esse mito vestido de utopia,
Vagueia ao sabor da monção,
Da casual ilógica entropia.


Lisboa, 26-9-2013

677

A Imortalidade Perdida





O sonho equívoco da perpetuidade da vida,
Para além do céu estrelado pirilâmpico,
Pelas constelações serpenteando agnóstico,
Na procura vã de recolher à minha ermida.

A falência do bem incorrupto paradisíaco,
O maniqueísmo que subsiste em nós,
Interpretado na secular vivência a sós,
No dealbar de um devaneio afrodisíaco.

A filosofia da humanidade absorvida,
Diz-nos sem hesitações o caminho,
Irreversível para um fim sozinho,
Intransigente sem contrapartida.

A utopia da salvação e eternidade,
Difundida até à exaustão em delírio,
Idolatrando a alma em martírio,
Amordaçando o facho da liberdade.


Lisboa, 21-9-2013

545

Desencantos





Desencantos alados que me corroem,
Nas sombras fugidias desenhados,
Que busco incessantemente trazer,
À luz enamorada do luar trajado.

Desencantos finados que me arruinaram,
Nas trevas me deixaram enclausurado,
Desabrigado da chuva insolvente que cai,
Que não me deixa desassossegar.

Desencantos que mergulham-me fundo,
Sem sequer poder ou saber respirar,
Nas entranhas da terra que por mim,
Suspiram sem parar tão saudosas.

Desencantos do meu desencantamento,
Que me inebriaram de tanto enfastiamento,
No meu leito de prenúncio de má sorte,
Onde gizei o luto do meu inconformismo.


Lisboa, 25-8-2013

600

O Último Adeus




Sonhei com o meu último adeus,
Esqueçam as flores,
Esqueçam as indumentárias,
Esqueçam os lamentos,
Esqueçam os choros,
Esqueçam as lágrimas,
Esqueçam as lembranças,
Pois só restou o Mar,
O meu cendrário,
Onde repousar,
Diluído nas águas turvas,
Esquecido na eterna,
Acalmia do fundo abissal,
Sereno e leal.


Lx, 20-5-2013

643

Suspiros Do Além





Suspiros do Além chamam por mim,
Segredam-me ao ouvido a hora do fim,
Inebriam-me a mente obscura,
Gasta de tanta clausura,
Liberta-me hoje,
Sem falta,
Enfim.


Lx, 31-7-2013

611

Sem Sentido




Sem sentido o Mar se nele não me banhar,
Sem sentido o vento se o inverno nunca chegar,
Sem sentido a chuva se a criança não chapinhar,
Sem sentido o amor se não souber amar,
Sem sentido a música se não ouvir o teu chamar,
Sem sentido o teu sorriso se nunca for achado,
Sem sentido a tua carícia no meu corpo arrestado,
Sem sentido o teu odor se já não houver mel frutado,
Sem sentido o teu consolo sem ficar ao teu cuidado,
Sem sentido o teu calor sem um abraço apertado,
Sem sentido o miradouro sem vista desafogada,
Sem sentido a beleza se não for recordada,
Sem sentido a paisagem se não for queimada,
Sem sentido a vida se não for chorada,
Sem sentido a morte se não chegar pela calada.


Lx, 20-5-2013

632

Êxtase




Estou em êxtase,
Pelo calor a correr lá fora,
Longe da minha cela,
Onde definho a divagar.
Estou em êxtase,
Pela música que soa,
Apaziguadora e terna,
Que ilumina o meu ser,
Como um luar,
Ao alto.
Estou em êxtase,
Ao sonhar com aves,
A planarem na brisa,
Que me refresca,
A alma dorida,
Esquecida no mar.
Estou em êxtase,
Pelo meu alvoroço,
Ciente do todo,
Envolvente no sentir,
Afundar devagar.
Estou em êxtase,
No definhar do corpo,
Da mente libertada,
Do teu sorriso esquecido,
Eternamente recordado.
Estou em êxtase,
No meu entendimento,
Mal retratado,
Da força irrelevante,
Que jaz maculada.


Lx, 4-5-2013

681

Porquê?





Porque só chove hoje para mim,
Porquê?
Porque não ouço hoje ninguém,
Porquê?
Porque as sombras hoje não me largam,
Porquê?
Porque não vislumbro hoje as cores,
Porquê?
Porque o calor hoje me abandonou,
Porquê?
Porque o vazio hoje perdurou,
Porquê?
Porque hoje não acordei,
Porquê?
Porque estou hoje tão sereno,
Porquê?
Porque não estou hoje equivocado,
Porquê?
Porquê?
Estás morto afinal e amanhã enterrado.


Lx, 31-7-2013

694

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
fernandamesquita
fernandamesquita

Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.