Falsa ilusão em que mergulhei, Terei eu a humildade dos mestres, Para reequacionar o sentido da vida, Há tão pouco tempo julgado desvendado, E novamente e sempre posto em causa, Na sua essência tangente mais viral.
Falsa modéstia que me encheu a alma, Orgulhosamente só julguei perscrutar, O silêncio da transumância cósmica, Que me sufocou de presunção alienada, Não me serviu de nada a luz epifania, Que um dia julguei ter em mim incidido.
Falsa ausência de arrogância que esconjuro, A maldição da indiferença absorta que instaurei, A noção do ridículo que me absorve de comoção, As inenarráveis teias dos pesadelos que me assaltam, As noites mágicas transcendentes que idealizei, Para morrerem na infinidade das probabilidades.
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“ Poesia Eterna Parte II”
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“ Amor Eterno - Antologia Poética”
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“ Poesia Eterna Parte II”
O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…
Hoje acordei com vontade de te beijar, Começar beijando teus pés um a um, Subindo dando largas à imaginação, Beijando as tuas pernas torneadas, Docemente e devagar com sentimento, Passar beijando tua virtude casta, Com caricias envolventes à mistura, Mais alto no teu peito mais tempo demorei, Belisquei carinhosamente teus seios, Beijei apaixonadamente teu pescoço, E como tu suspiraste loucamente de prazer, Cheguei finalmente à tua boca carente, E foi quando pousei meus lábios nos teus, Que em delírio ofegante me rendi ao amor, O imenso amor que realmente sentia por ti.
491
Amor Eterno
Amar-te-ei para todo o sempre minha querida, Mesmo na derradeira e dorial hora da despedida, O teu nome será a minha última palavra dita, Teu sorriso etéreo me acompanhará senhorita. Enquanto tuas fiéis lembranças me apaziguam.
Ao sabor das tão dóceis carícias imaginadas, Melodrama atónito do meu sofrido predestino, Onde e por andaste meu Amor mor dançarino, Roubaste-me todas as dores mais desalmadas.
(Acróstico)
491
A Anarquia Ordeira
A ordem que respira caoticamente, Ao sabor das ânsias celestiais, A anarquia da simples ideia anuente, No primor belo das cores outonais.
A anarquia do meu arquear inteligível, Promissórias do meu alheio desencanto, Que sussurram-me alto o inatendível, Desobrigado de advir em óbvio espanto.
A anarquia que me percorreu a mente, Na discórdia de meras linhas obliquas, Formatadas em pejorativa reflexão sapiente, Num indelével negativismo sem tréguas.
A caos onde mergulhei a razão, Esse mito vestido de utopia, Vagueia ao sabor da monção, Da casual ilógica entropia.
Lisboa, 26-9-2013
671
A Imortalidade Perdida
O sonho equívoco da perpetuidade da vida, Para além do céu estrelado pirilâmpico, Pelas constelações serpenteando agnóstico, Na procura vã de recolher à minha ermida.
A falência do bem incorrupto paradisíaco, O maniqueísmo que subsiste em nós, Interpretado na secular vivência a sós, No dealbar de um devaneio afrodisíaco.
A filosofia da humanidade absorvida, Diz-nos sem hesitações o caminho, Irreversível para um fim sozinho, Intransigente sem contrapartida.
A utopia da salvação e eternidade, Difundida até à exaustão em delírio, Idolatrando a alma em martírio, Amordaçando o facho da liberdade.
Lisboa, 21-9-2013
544
Desencantos
Desencantos alados que me corroem, Nas sombras fugidias desenhados, Que busco incessantemente trazer, À luz enamorada do luar trajado.
Desencantos finados que me arruinaram, Nas trevas me deixaram enclausurado, Desabrigado da chuva insolvente que cai, Que não me deixa desassossegar.
Desencantos que mergulham-me fundo, Sem sequer poder ou saber respirar, Nas entranhas da terra que por mim, Suspiram sem parar tão saudosas.
Desencantos do meu desencantamento, Que me inebriaram de tanto enfastiamento, No meu leito de prenúncio de má sorte, Onde gizei o luto do meu inconformismo.
Lisboa, 25-8-2013
598
Porquê?
Porque só chove hoje para mim, Porquê? Porque não ouço hoje ninguém, Porquê? Porque as sombras hoje não me largam, Porquê? Porque não vislumbro hoje as cores, Porquê? Porque o calor hoje me abandonou, Porquê? Porque o vazio hoje perdurou, Porquê? Porque hoje não acordei, Porquê? Porque estou hoje tão sereno, Porquê? Porque não estou hoje equivocado, Porquê? Porquê? Estás morto afinal e amanhã enterrado.
Lx, 31-7-2013
690
Suspiros Do Além
Suspiros do Além chamam por mim, Segredam-me ao ouvido a hora do fim, Inebriam-me a mente obscura, Gasta de tanta clausura, Liberta-me hoje, Sem falta, Enfim.
Lx, 31-7-2013
610
Moratória do Viver
A longa espera do último amanhecer, A longa espera dum último adeus, A longa espera do compreender, A longa espera por um Deus, A longa espera dum despertar, A longa espera de mim ausente, A longa espera do perfeito achar, A longa espera letárgica dormente, A longa espera por ninguém, A longa espera pela felicidade, A longa espera por alguém, A longa espera no jardim da minha cidade.
Lx, 18-6-2013
566
O Último Adeus
Sonhei com o meu último adeus, Esqueçam as flores, Esqueçam as indumentárias, Esqueçam os lamentos, Esqueçam os choros, Esqueçam as lágrimas, Esqueçam as lembranças, Pois só restou o Mar, O meu cendrário, Onde repousar, Diluído nas águas turvas, Esquecido na eterna, Acalmia do fundo abissal, Sereno e leal.
Lx, 20-5-2013
643
Êxtase
Estou em êxtase, Pelo calor a correr lá fora, Longe da minha cela, Onde definho a divagar. Estou em êxtase, Pela música que soa, Apaziguadora e terna, Que ilumina o meu ser, Como um luar, Ao alto. Estou em êxtase, Ao sonhar com aves, A planarem na brisa, Que me refresca, A alma dorida, Esquecida no mar. Estou em êxtase, Pelo meu alvoroço, Ciente do todo, Envolvente no sentir, Afundar devagar. Estou em êxtase, No definhar do corpo, Da mente libertada, Do teu sorriso esquecido, Eternamente recordado. Estou em êxtase, No meu entendimento, Mal retratado, Da força irrelevante, Que jaz maculada.
Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.
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