Nascido no Brasil, na cidade de Apucarana, estado do Paraná, em 07 de outubro de 1957.
Pai: Node de Barros Mãe: Gilda Montilha de Barros
Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Taubaté - UNITAU
Graduado em Biologia - Bacharelado pela Universidade de Taubaté - UNITAU
Especialização em Gerontologia pela Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP - São José dos Campos - SP
Mestre pelo Programa de Pósgraduação Interdisciplinar em Desenvolvimento Humano: Formação, Políticas e Práticas Sociais da Universidade de Taubaté - SP. Área de Concentração: Contextos, Práticas Sociais e Desenvolvimento Humano.
Tese de Mestrado: ASPECTOS DA CULTURA ORGANIZACIONAL E DO ENVELHECIMENTO EM SERVIDORES PÚBLICOS DE UM INSTITUTO DE PESQUISAS
O perdão entre pais e filhos alivia o coração, melhor que o seja em vida.
Paulo Afonso de Barros
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Perto de você...
Há alguém perto de você que sofre calado ou grita sem ser ouvido.
Paulo Afonso Barros
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Lembrar é sempre bom...
Lembrar é sempre bom,
mesmo que sejam recordações tristes,
dos dias doídos que passaram,
das noites em choros escondidos,
na solidão dos quartos escuros,
em preces suplicando socorro,
longe da mãe, do pai, de um amigo,
para que houvesse um outro amanhã.
Lembrar é sempre bom,
de dias felizes,
de quando o médico,
ainda pela madrugada,
trouxe a boa nova,
o(a) filho(a) estava fora de perigo.
Lembrar é sempre bom,
Recordando e se perguntando,
nos vários tempos das crises,
como foi que tudo não desmoronou?
como foi que se aguentou?
Lembrar é sempre bom,
tudo passa,
o que fica são as memórias
das escolhas possíveis para aquele
tempo que passou.
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O Felipe chegou...
O Felipe chegou bem, estranhando um pouco o ambiente fora da casinha materna onde, por nove meses, teve de tudo, comidinha à vontade, temperatura rigidamente controlada, nem muito quente, nem muito frio, a ideal.
Enquanto pode se mexer fez o que bem queria, espreguiçou gostoso várias vezes ao dia ou de noite, chutou todas as bolas imaginárias que pode e comemorou, punhos cerrados, cada uma delas como um golaço.
Nesse período teve todo o amor de seus pais, Lucas e Gisele que, para marinheiros de primeira viagem, deram um show de ternura e serenidade.
Com o tempo vai escolher para que time torcer, tem torcidas do São Paulo, do Corinthians e, correndo por fora, por conta do avô, até o Santos tem lá uma chancezinha.
O mais importante é que o Felipe é uma centelha divina, uma bênção de Deus em nossas vidas.
A Deus agradecemos pela oportunidade de nascer, viver, aprender e crescer como espíritos imortais em busca permanente da evolução, buscando vivenciar a verdade que Jesus nos ensinou, "Ama ao próximo como a ti mesmo", seja solidário, fraterno e generoso.
A Deus, hoje, agradecemos pelo Felipe,pelo Lucas e Gisele e pedimos que eles estejam sempre amparados em suas escolhas.
A Deus rogamos por todas as criancinhas que estão desamparadas, para que recebam a energia divina do Seu amor e que Ele coloque todos os anjos disponíveis para acolhê-las e dar-lhes carinho e paz.
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Faz 33 anos...
Em 13 de abril de 1985, dissemos sim, nos abraçamos e nos beijamos, olhamo-nos e trocamos carinhos, procurávamos um ao outro, marcamos um encontro quando ainda não nos conhecíamos, para todo o tempo desta e de outras vidas, finalmente nos encontramos para caminharmos de mãos dadas e corações aquecidos.
Temos ainda um tempo, que não seja breve, que dure um pouco mais, para desfrutarmo-nos e, quando partirmos, quem for na frente, ajeita o canto novo de mais uma parada, continuaremos nossa jornada, confiamos em nós, superamos momentos difíceis, nos amparamos, ora eu, ora você.
Passamos para nossos filhos jeitos de amar, outros, eles construirão, com ingredientes imprescindíveis, tolerância, paciência, ternura e perdão.
Não mais o mesmo amor, outro, mais leve, melhorado, sutil, desinteressado, te amo, você me ama, nos amamos.
Amamos nossos filhos, Lucas, sua esposa Gisele, nosso netinho Felipe, Mateus e Tatiany, Marcos e Laís.
Agradecemos aos nossos pais, Node de Barros e Gilda Montilha de Barros, Taketomi Tamashiro e Shizu Oshiro e a todos antepassados.
Gratidão a Deus por permitir que essa união continue, a cada dia um aprendizado, uma palavra a mais escrita em nossa história.
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Oi Deus...
Aqui é o Felipe, nome que meus pais, Lucas e Gisele, escolheram para mim, já faz quase dois meses que cheguei, correu tudo bem, tô me adaptando a eles e eles a mim, é um pouco estranho, mas algo me diz que já nos conhecíamos, não é a primeira vez que estamos juntos.
O cheiro da minha mãe é diferente do cheiro do meu pai, o dela não me alerta só para a comidinha de 2 em 2 horas, já sei a diferença entre os dois.
Minha mãe e meu pai conversam comigo o tempo todo, a voz de um e de outro também soam em tons diferentes.
Sei quando é meu pai que está trocando minha fralda e me dando banho ou quando é minha mãe.
Sabe Deus, no fundinho eu estava muito receoso com essa nova vivência, mas tá tudo ótimo.
Eu lembro vagamente que o Senhor me falou que, além dos meus pais, eu teria um anjo guardião sempre por perto, ainda não o reconheço, mas sinto sua presença.
Deus, estou com a família que precisava estar e, como o Senhor me falou, tudo foi preparado com muito amor e carinho para que fizéssemos uma jornada de aprendizado juntos.
Obrigado Deus por essa benção na minha vida e de meus pais, eles são tudo o que eu precisava.
Valeu...
Felipe Casagrande Tamashiro de Barros
PS. Não posso deixar de agradecer também pela minha irmãzinha, Stellinha, ela é igual a gente, cuida sempre de mim, dá umas lambidas nos meus pezinhos fazendo cosquinhas e carinho.
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Brasil sem rumo, é possível mudar...
O Brasil de hoje, sem rumo, possui um presidente e legisladores reativos, que acreditam que o limite da indignação do povo não tem fim e que a banda pode seguir assim, tocando uma ciranda já de há muito insuportável.
Por sua vez, a população segue dividida, fazendo o jogo desses senhores que não querem nenhuma mudança que venha rearranjar a estrutura social do país, razão para que poucas famílias nos ditem regras já há mais de 70 anos, mantendo a espoliação escandalosa de 205 milhões de brasileiros.
A ausência de líderes, nesse momento, impede uma agenda mínima de ações para, de imediato, desarmar espíritos, estabelecer uma trégua e acordar o que contemple a dignidade do povo sofrido que não tem emprego, vive na informalidade, não tem acesso à assistência médica, medicamentosa e social justamente pelo sucateamento do SUS e ainda são taxados de vagabundos, comprovando-se que generalizações denigrem, ofendem e antagonizam.
Caminhoneiros, até semanas atrás, historicamente vivendo em situações precárias, com jornadas de trabalho absurdas, muitos deles doentes física e emocionalmente, com casos de dependência química funcional, recebendo valores vis por fretes, malnutridos, dormindo pelas estradas malcuidadas, escorchados por custos de pedágios e financiamentos abusivos de sua ferramenta de trabalho, conseguiram parar o país e dar um alento geral, é possível reagir.
A culpa que os reativos e agora açodados governantes querem impor aos caminhoneiros é injusta, eles, os caminhoneiros, é que foram colocados contra a parede.
As demais categorias de trabalhadores precisam também acreditar que o momento de agora é crucial.
Pequenos e médios agricultores não estão conseguindo escoar sua produção, endividados, sem seguro contra seca e inundações, são também vítimas históricas de nossos reativos governantes e não dos caminhoneiros.
A população que já sofre com o desabastecimento, justamente indignada com o passar dos dias, deve lembrar, faz parte dos 205 milhões de brasileiros que almeja um futuro melhor para as próximas gerações, ações de agora germinarão nos próximos 50 anos, pode parecer muito e muitos de nós não estaremos aqui para ver esse Brasil melhor.
Faz tempo que essas velhas raposas não se sentiam acuadas, precisam assim continuar e entender que são empregadas do povo.
O tempo perdido pelo descaso para com as áreas da Educação, Ciência e Tecnologia, que representaria retornos garantidos, exigirá décadas para minimamente reorganizá-las, não podemos esperar mais.
Precisamos de equilíbrio, brasileiros, os que nos governam é quem devem merecer nossa vigilância e cobranças permanentes.
Não podemos nos confundir, ao invés de muros e desavenças, façamos mais pontes.
Independente dos credos e doutrinas professados peçamos a Deus por um Brasil melhor, é possível.
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O sorriso do Felipe...
Aí você acorda, mais pra lá do que pra cá, um certo cansaço e o dia é de outono, nublado, seco, notícias velhas e requentadas de muita gente sofrida e sofrendo, sem esperança de tempos melhores, como se estivessem invisíveis dentro de uma anormalidade que viola os mais básicos preceitos da dignidade humana.
Nesse contexto a tendência é de mais tristeza, sintonizar-se com energias pesadas, negativas, tendendo a se contaminar e imantar num período já longo de banalização da dor humana ou se alienar, fazendo de conta que, se não é com um dos nossos, razão simples para deixar de lado.
Mas não há como tentar se esquivar na indiferença achando que não nos cabe resolver os problemas do mundo, especialmente se eles, apenas aparentemente, não nos afetam ou não causam dores maiores porque vivemos melhor que bilhões de irmãos nesse planeta maravilhoso.
Jesus e Maria nos ensinaram tudo sobre o amor, ou ao menos nos deram caminhos para com esse sentimento aprender que, enquanto houver um pequenino sofrendo, com fome, frio, sede ou sem teto, não haverá equilíbrio e normalidade.
A distância física do sofrimento alheio não nos exime da ação, que seja a de uma prece por todos os que sofrem e pelos líderes políticos, religiosos, espirituais e empresariais para que entendam o significado de que, muito se pedirá a quem muito recebeu, não lhes cabendo alegação da ignorância justamente pela posição que ocupam.
O sorriso do meu neto Felipe me faz acreditar que ele e muitas outras crianças e jovens que já chegaram e estão chegando nesse tempo de dores farão do nosso mundo um lugar melhor para todos, esse é o nosso destino, a família humana vivendo em harmonia e cultivando a paz.
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Todas as Marias do mundo...
Na vida, para bilhões de pessoas, há muita rudeza desde a concepção, ainda assim são também incontáveis histórias de carinho, devoção e generosidade, sentimentos que caminham junto às almas velhas, espíritos encarnados mais evoluídos graças ao conhecimento conquistado que os faz mais sensíveis, menos embrutecidos, razão para serem mais ternos e fraternos, impulsionando os irmãos adormecidos que necessitam de um pequeno ou maior empurrão.
As Marias, mães do mundo, em geral assim o são, desde sempre, quando a mãe de Jesus tudo suportou pelo seu filho, elas nutrem um amor que transcende as relações apenas humanas e se conectam ao que é mais sublime, o olhar de mãe.
Quantas Marias, já sofrendo com as escolhas de seus filhos, aturam outros lhes deitando falação pelos cantos, pelas ruas ou pelas mídias, apontando-lhes execrações com dedos e línguas nervosas e inquietas?
As mães que ainda serão, que partejam, que adotam, que cuidam, que colocam limites, que pedem para avisar quando e onde os filhos e filhas chegarão, que estão entre nós ou que já nos antecederam no plano espiritual, que estão prestes a parir, que estão aprendendo com os nenéns recém-chegados, que acolhem os nascidos com necessidades especiais, que fervorosas rogam ante doenças graves que ameaçam seus filhinhos, que se resignam ante o desencarne aparentemente precoce de seus pequenos, todas elas, tal e qual Maria, não tem jeito, amam, amam e amam.
Obrigado à minha mãe querida, Gilda, que se foi cedo e com quem falo todos os dias.
Obrigado a Deus e à Maria, mãe de Jesus, pela família que tenho e oportunidade de mais uma vida.
Filhos e filhas, cuidem de suas mamães.
Com carinho, um beijo grande a todas as mamães.
Fiquem bem, fiquem com Deus.
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Não há castigo de Deus...
Todos os dias, por breves instantes, nos sintonizamos com o Criador e humildemente compartilhamos com o Cosmos a mais singela e pura energia de que dispomos, que brota da centelha divina que nós todos, filhos de Deus, possuímos, bons ou maus, não importa.
A centelha divina está em todas as criaturas de Deus, mesmo que em muitos de nós ainda embrutecida, opaca, mas o amor que contagia, desapegado, espontâneo, vai, pacientemente, tocando-a, realimentando-a e a revivendo pois que, em sua essência, nunca deixou ou deixará de sê-la.
Se alguém se acha em condição material e moral superior a outro, um alerta, Deus não faz essa distinção.
Cada um de nós colherá nesta vida terrena e na que se segue após a morte física apenas o que plantou e cuidou.
Graças ao nosso livre arbítrio e, de acordo com a justiça divina, a semeadura é livre e a colheita compatível, razão pela qual não há castigo de Deus.