É CURIOSO COMO PODEMOS NOS NEGAR QUE SOMOS CRUÉIS?
Aos 47
eu já sou uma causa
perdida,
e tu ainda
ficas querendo que eu arranje
forças para lutar
por um amor
sob um sol de verão
por nós dois,
sem sequer
me estender uma mão para
ajudar em qualquer
coisa,
enquanto
estou já me congelando
(semimorto) ao árido e hiemal
deserto?
MEU MODO DE AMAR
Sobre meu modo de amar, transfigurando-te e dissimulando-me em lúdicas fluorescências que não podemos conter, e abraçando-te como que se me pudesse entrar mais que língua, pau e dedos em teu corpo - sem que entendas quase nada além de teus sonhos e esperanças brancas, sem que eu te diga quase sobre as rasuras côncavas do ser -, é algo que me angustia, e tanto, que jamais poderias, com tua inocência cega, compreender.
O NAVEGADOR QUE PERDEU O MAR!
Dai-me forças para tentar seguir e para tentar manter erguida aquela nossa hiemal cabana, pois a imensidade foi rompida com tua partida, e eu nem sei se foi a morte que te roubou do mundo em que vivo ou se foi esse mundo fantásticas imagens que sempre terminam em coisa nenhuma que te roubou, outrora, do apagamento tão frio e sublime!
A VAIDADE É ALGO EXCLUSIVO DO SER
A fome e sede do neandertal sapiens, por viver e voar sem crer em seus parceiros enfermos é tanta que, em presenças de desejos fantasias e insânias, permitem se instalar a horrenda condição do medo; e, entre chuvas incontidas, esquecem-se, às vezes, do que possa haver de mais importante: a doação gratuita de um sublime e verdadeiro amor incondicional.
SOLIDÃO
Uma noite só, e outra, e tantas, em sucessivas escolhas por silentes solidões às madrugadas frias, com angustiosas - e algumas cândidas, mas não menos dolorosas - reminiscências de caminhos e descaminhos tantas vezes trilhados por aí; e, assim, o deserto vai se firmando como amargo remédio - ou refúgio -, com suas coleções de destroços e vazios, nesses mal traçados versos que andais lendo por aqui.
O INTERIOR DO DESERTO
... fragmentos fantasmagóricos estouram para todos os lados de minha mente, (Ana, antes de partir, deixara ao deserto um absurdo um estrado): cicatrizes mal cicatrizadas, o chão coberto por cinzas de chuvas suadas, ataques de erotismo me moveram à altura de poucos metros, mas incapazes de manter abertas minhas asas; do escuro e dos restos que me sobrei à singular secura de mim mesmo, amaldiçoo os céus, o sol dos poetas, as estrelas das inspirações e os sapiens anjos que bancam os profetas!
SOU TÃO FRACO QUE FUI TEU PORTO
Sim, sou como Ana disse, fraco, sou tão fraco que resisto a chuvas bravias, ao amor bastardo das beldades de doces xanas, às palavras voltáreis dos anjos, menestréis e puristas conselheiros do que nem para si aplicam; sim, sim, eu sou tão fraco como a brachiaria que se dobra com a brisa, mas que não se quebra, mesmo com a maior e mais impiedosa das tempestades!
VIDRO TRINCADO
Depois de haver se consumado (na inevitável passagem ao mundo dos sapiens adultos) a corrupção da sublime e desmaliciada puerícia havida na infância perdida; seria conveniente que eu não mais criasse ébrias ilusões e grávidas esperanças por céus mares e castelos fulgurais, mesmo que eu consiga ainda cultivar algumas flores, não tão suaves (seja bem esclarecido isso, nem tão libertamente brancas como quando me caminhava (párvulo) em fluxos cândidos.
TRISTE E DISTANTEMENTE DEMAIS!
Longe está aquela a quem amo, e nem por isso - apesar da cruciante dor da saudade - me esvazio; antes, lanço ao vento, durante as solitárias noites, alguns tristes suspiros em poesias, para que, quem sabe num desses acasos da vida, cheguem-lhe à clara manhã de algum dia.
A PSIQUÉ PRECISA SER LIMPA TODOS OS DIAS!
Nossa alma é como o telhado de nossa casa, compõe todo nosso ser com as demais imanências sapiens; mas é bom ter mais cuidado com ela, porque ela é como o telhado que ao resto protege, e se falhar como cortina que nos protege das chuvas e das vesanias, todo o resto embolora e se perde!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*