EXTENSO DESERTO
Talvez esse meu deserto não seja mais que máxima representação de meus fracassos e de minha covardia por entre as margens e as imagens do caminho ; talvez eu esteja usando minhas senciências espúrias e meu maldito bodoque verbal, tão somente para tentar me refugiar, em vão, de meus próprios e cernientes erros e medos.
AS LUZES E SOMBRAS NOSSAS
Acaso a luz pode adentrar as profundezas côncavas de vossas sombras, para que continueis vos achando assim tão inocentes, enquanto mal conseguis intransitivar o verbo às elucubrações e julgos proferidos aos dissidentes semelhantes? Acaso já destes mais que um paus e uns trocados às putas em seus leitos mordacentos, enquanto vos derramas em amores, lavores e sublimes ensinamentos junto a vossos amigos, esposas e famílias? Acaso já vivenciastes de modo pleno, alguma vez que seja, o vasto limite das purezas divinas que vós mesmos inventastes - e das quais tanto vos regozijais -, enquanto vos escorres dissimuladamente com mãos, sexos, fantasias, insânias e verbos por recantos escondidos de graciosas obscuridades? Ora, caríssimos menestréis e doutos formados em luzes artificiais; se já, então podeis atirar a este cão as piores pedras.
DESORIENTADO
... acabaram-se
as certeiras lâminas verbais,
fizeram
greve as flores nos meus
carnavais,
saíram
todos a se incendiarem
em nuvens,
e eu fiquei,
desertificado com lembranças
do que nunca fora
como disseram:
hoje,
só ouço uma música
e só vejo uma rosa que, também,
provavelmente esteja longe
do meu modesto
alcance!
SORRISOS E LÁGRIMAS
As gentes sorrimos sonhos e conquistas fluorescentes, enquanto outros choram dores e angústias recorrentes, em inexorável, ávido e cíclico vício de cultuarmos - com palavras, sentimentos e halos de pedras - as incomensuráveis paixões pelas imagens, que florescem em nossos suntuosos e abnômalos umbrais.
EXTENSO DESERTO
Talvez esse meu deserto não seja mais que máxima representação de meus fracassos e de minha covardia por entre as margens e as imagens do caminho ; talvez eu esteja usando minhas senciências espúrias e meu maldito bodoque verbal, tão somente para tentar me refugiar, em vão, de meus próprios e cernientes erros e medos.
SER: ERROR AND GLORY!
Humanos, demasiado humanos, condenados à beira do erro inexoravelmente estamos, por isso que concordo com Fernando Pessoa quando disse que "pensar é essencialmente errar!"; mas, querida, é só sendo humanos que podemos também dançar, poetisar e amar!
TODOS OS AMANTES SE DIZEM INFINITOS
Precisas tentar esconder a dor e a suavidade de tuas lágrimas, senão, ao pendular da lua ou ao cintilar das estrelas, quando eu estiver tentando me abrigar às fechadas e escuras matas, eu posso não aguentar imaginá-la assim por minha causa, sem correr o risco de me perder como pássaro jazido!
EU NEM ACREDITAVA NO AMOR
Tua ausência, há mais de ano ainda me apavora; ao ruído do relógio na parede, de madrugada, é como se eu sentisse teu respirar e teu pulso ainda presentes na hora: sempre deixo a luz apagada, para não ver, com meus olhos, o vazio que a luz tras diante do espelho de minha cômoda vazia, onde guardo os tristes poemas que tenho andado a fazer com a dor quem em mim brota!
NUNCA MAIS
Nunca mais queiras me enganar, nunca mais queiras me fazer crer que realmente me amaste, nunca mais tente me devastar com teus ciúmes e com tua mente e língua carrascas, nunca mais tentes te demonstrar a mim de um jeito que por tantos anos tu nunca foste e não és: never try to fool me again!
EM SONHO, OUVIRÁS MEU NOME!
Eu sempre disse a flores, beldades e anjos que ao meu deserto adentraram: cuidado com o que permitires sentir, porque me amar não é nada fácil: sou feito de espinhos, tenho as bordas afiadas como navalhas, por eu ser um niilista humano, faltam-me, obvilmente, várias partes que supostamente queiras, ah, e me viciei demasiado com o silêncios de minhas próprias e secretas tempestades!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*