SILENTES TORMENTAS
Em noites de silentes tormentas - sob o testemunho de uma multidão de estrelas que, amadas à escuridão, são traídas ao raiar de todo dia -; o niilista se escorre, com dor de mil lanças, à esferográfica surrada, tentando enterrar, entre as ferrugens das palavras, os terríveis fantasmas de seus próprios mortos.
TUA ALMA É BEM ESCURA LENDÁRIA
... mas isso não faz a menor diferença para mim! Com que tentas encher meus escuros vazio? com as orações que dizes fazer com tua cruz à mãos? Com tua espada verbal empunhada que te põe em cruzada contra este niilista cão? Com sua ID visivelmente incandescente que busca no debate, no paradoxo ou na contradição algum motivo para os embates que provocam gozos mentais? Ou apenas um motivo a mais, um pardão a mais ou um demônio a mais para, fingindo-se de anjo, tu meteres, masturbando-te escondida, tuas mãos na xana?
HORA VAZIA V
A morte veio faminhtas e impiedosa, a terra ainda te come e goza em suas profundezas escuras; sem ter mais como te alcançar, bebe, como e escrevo a saudades, a dores e chuvas de fogo, nosso eterno amor e nossos eternos momentos, congelados naquela cabana hiemal onde tanto nos amávamos, como se nunca houvessem se passado!
É PIOR QUE UM FINGIDOR, PESSOA, É UM ENGANADOR!
Por que te preocupas se tens a beleza que inspira os poetas, se eles não são tão sublimes como pensas, para que te tenhas de ser mais - aliás, são bem mais dissimulados que os arlequins e menestréis - ao fundo, querem apenas o misterioso olhar da flor e as pétalas e espinhos escondidas ao caule, para que, assim, possam fabricar seus próprios sonhos e suas próprias vesanias em versos ébrios, sem se importarem como andas com suas lamparinas, às mãos.
NÃO APRENDERIAS NEM EM MIL VIDAS, NÉ?
A id e a vaidade dos soberbos literários, dos soberbos politicos, dos soberbos que usam em vão o Santo Nome, dos soberbos putos que se exibem em espetaculares performances nos teatros e nas camas; sim, a id e a vaidade, em qualquer de seus aspectos desejos carnais, por stauts ou por poder e glória é a passagem do sapiens em viagem direta ao centro do inferno!
HORA VAZIA VIII
... não houve lágrimas quando nos ___ separamos, para nos amparar, o mundo estava cheio de espetáculos ___ e de anjos; e tu gostavas, maqueavas-te, seduzia-os ___ e com eles fodia, e eu gostava de colocar o ego e o pau ___ em ação; dominamos as noites assim, sempre sabendo e nos descuidando para ___ o fato de que, um dia, era a noite que iria ___ nos engolir!
MEDO
... quando ___ tudo se medra no circunspectro ___ e no medo da morte; os anjos e os fortes ___ heróis se acovardam mesmo e os brutos, ___ e os filhas da puta, precisam tomar suas ___ posições ao fronte ___ ao último combate.
OS ZARATUSTRAS SAPIENS
Pobres de nós, sapiens mortais, que nos imaginamos voarmos como os mais ___ poderosos, ___ puros ___ e inconspurcos deuses, sem nos darmos conta de que nossas asas são inválidas e de que nossos olhos são cegos!
HORA VAZIA VI
Quando a hora
se veste de luto e se torna morta
como a própria amada
perdida,
nada mais
resta a fazer, senão tentar,
vã e enlouquecidamente, sobreviver ao abismo
e ao vazio que ficaram
em si mesmo!
HORA VAZIA VI
ávidos, desejamos, amamos e fodemos; soberbos, desejamos, buscamos e conquistamos; vaidosos, maqueamo-nos, transfiguramo-nos e colhemos os frutos de elogios em forma de verbais encantos; na hora certa, ao chão e à porta do inferno, iremos bater asas dolorosa e loucamente expirando!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*