HORA VAZIA III
... não dá para viver assim, ainda temos, mesmo que não nos seja possível, de tentar subir os montes, secar os mares e colher algumas estrelas, mesmo que seja apenas para enfeitar a pequena eternidade em que nos ainda estamos despertos.
HORA VAZIA IV
Fora-se teu sorriso pueril, fora-se teus desejos febris, for a-se aquele sonho encantado, for a-se aquele sentimento machucado; ficaram o amor, a dor e a saudade se mmais nenhuma chance ou esperança de te ver novamente um dia, bandonei-me na eterna ausência teu olhar gentil em uma fria solidão que parece não ter mais fim!
A GRANDE MANCHA
Que bela a marcha dos sapiens, em sublime e lúdica ___ existência, a esculpirem asas de liberdade com verbos ___ níveos; mas, se alguma voz se lhes vai contra, enrubram as clavas ___ em fúria, engendram com correntes de ouro a escravidão, e tingem de vermelho ___ o chão!
HORA VAZIA IX
... acalma-te, coração autopurificado, aquieta-te e te abriga em teu Deus, ___ amor ou prazer? ___ alma ou imagens? ___ honra ou quedas recorrentes? Acalma-te, coração doente, para nós dois, a morte tem uma grande vantagem: não poderemos a mais ninguém, com nossas palavras, com nossos jogos e com nossas seduções baratas ___ enganar!
HORA VAZIA X
... chora silêncio! os cemitérios ficaram lotados mesmo antes de minha ___ morte; o que os inccautos amantes pensaram que nem a morte ___ poderia destruir, destruíram ___ ainda em vida! Reina deserto, chora silêncio, eu sinto agora o teu medo, o teu terrível ___ medo, aquele medo que nunca mostraste ter nos magníficos bailes e nas notivagas ___ noites a meu lado. Chora, morte, és a mãe de todos e respeitada apenas pelos ___ mais fortes!
HÁ MOMENTOS EM QUE O SILÊNCIO E A ATITUDE DIZEM TUDO
Na delicadeza, na espiritualidade na sublimidade como no fervor, no rancor e no extremos desejo que às vezes se nos invade, convém deixarmos cessarem as vesanias e as palavras e aflorarem de modo intendo os sentimentos!
NÓS SOBREPUJAMOS O HUMANO!
Correm os amigos e as amantes quando estamos jogados às portas do inferno; com tantos tumores, como Ana, muitos, mas muitos espalharam por aí que tínhamos ambos morrido, esquecendo-se de eque o Eterno também é nosso pai: e eu estou aqui ainda a carregá-la na lembrança e na poesia!
ENGANOS
Enquanto o amor lhe era servido em lúdica bandeja de luzes, ele começou a a sorrir. E foi-se sorrindo assim, todo seguro de si - e mais e mais -, até que, de repente, enrubrou-se-lhe a face com a descoberta de uma pequena bruma entre a fluorescência. Então deu um cruciante grito de dor e caiu-se em doloroso e angustiante choro: havia percebido que nunca tinha tido o controle.
HORA VAZIA IV
Se o homem se mostra pelas imensidades que fabrica com suas senciências, talvez eu esteja errado e lhe haja realmente luz ao cerne; mas, se eu estiver certo, talvez o homem não seja mais do que tudo que fabrica com suas razões e vesanias. Pensando bem, o beco parece ter se fechado e não nos parece haver em meio à escuridão iluminada, alguma saída!
MORREREI, MAS NÃO MATARÃO MINHA SOMBRA!
Anjos, anjinhos sapiens anjinhos como eu, paralisaram meus sonhos mais sublimes, detonaram minhas esperanças mais firmes, beberam de meu suor, de meu sangue e de meu sêmem derramado em estranhos êxtases nos gloriosos campos e nos brancos leitos da terra; e tais como eu foram-se morrendo entre erros, tropeços e autovenenos injetados com imagens de toda orden, como eu!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*