PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

n. 1970 -- --

Escritor, poeta e pensador niilista, sempre em busca da análise do ser jogado em meio de suas reinauradas coisas!

n. 1970-03-07, Bom Despacho

Perfil
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FLOR DO DESERTO, VÊS COMO ME ENCONTRO?

Flor do Deserto,
vês como já há tanto tempo
me encontro?

Sabes quanto
me custa ser franco
quanto a meus sentimentos por alguém
que já passou a um leito negro
de onde jamais
retornará?

Alguns anjos me julgam
dizendo que é derespeito amar
uma defunta,

outros
vão além e dizem que com ela
ainda me masturbo,

e há os que
não me perdoam por quererem a carne
deste corpo, que nada vale perante
o sentimento que se assentou
em minha alma;

e eu fico aqui
pensando: "O que posso fazer
por alguém, uma flor tão boa para comigo,
de modo que a agrade, sem que minta
ou a engane sobre meus sentimentos
mais profundos?
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Poemas

2763

O EXISTENCIALISMO TAMBÉM NÃO EXPLICA NADA

Se para
Jean Paul Sartre, a angústia surge
no exato momento em que o ser se descobre
aprisionado em sua própria
liberdade,

se para
Shopenhauer viver é necessariamente
sofrer

e, se para
Fernando Pessoa, pensar
é essencialmente errar;

Thor Menkent
decreta que viver é simples,
irrevogável e inalienavelmente estar
atrelado à abnormal condição
em que foi em meio das coisas
jogado!

165

AMORES LÍQUIDOS

... o cão se interna por um longo
período, para químio e uma puristana que se acha boa
liga a ele para apoiar, pedindo sexo
telefônico ou virtual;

outra amante,
a chamada Lilith, liga para dizer
que enfrentam a mesma doença e lhe conta
estórias de seus namorados e putos
com quem traiu o esposo
corno;

uma nuvem,
em quem ele cria no amor, liga
e ele liga a ela como a última esperança
de morrer simplesmente como
um homem;

ao retornar para casa,
é recebido com cobranças, jugos
e ferradas por comentários feitos em suas
poesias.

E eu fico pensando
como são bons os anjos, que vivem a refletir
suas alvíssimas almas às negras sombras
dos piores e devaneados
cães.
213

UM SOL NA JANELA

138

UM AMOR DE GUERRA

... ó loucura incógnita,
atravessei estrelas e enfrentei deuses humanos
que fabricaste como vindos de paraísos
longínquos,

encarei monstros
e terríveis sombras para ver se nos
achava alguma luz no fim
do túnel,

suportei
pesos, culpas ao caminho em que
te puseste a andar comigo
fedendo a porras
e enxofres,

aceitei
teu paradoxo e tua crise existencial,
advindos de labirintos escuros de tua infância
perdida,

procurei
pelo caminho menos espinhoso
para alívio teu, muitas vezes silenciando-me
com minhas angústias e dores:

quando o ópio
se misturou completamente com o perfume
da flor, já era tarde demais,

já habitávamos o limbo,
com trajeto certo para precipício final.

192

VAI DOER DE TODO JEITO!

Que coisa meio estranha
e demasiado doída:

depois de dois
anos habitando um distante
frio,

com ela subestimando
a minha precária condição física,
as imagens e as cores
lida,

sozinho numa
intensa luta pela vida e ela
a se mantendo distante
e vazia,

apareceu uma flor
que entrou em meu deserto
já nenhuma experança
exígua.

Agora se me irrompe
uma luta entre o antes tempestuoso
mar de amor e o calmo, sensível e amoroso
lago de águas tranquilas!
218

NÃO DEVIAS PENSAR E, SIM, PERGUNTAR

103

EM ALGUM CEMITÉRIO

Em um cemitério qualquer,
um túmulo sobre o qual está uma velha
cruz:

ao túmulo,
encontra-se enterrada a sendual
magia

que causava
a quem, lhe tocasse, amor
com excitadíssimo fogo e venenosas
flechas!
114

AS NOBRES PROJEÇÕES SAPIENS

Mitos, lendas, deuses
e seus poderosos criadores multiplicam-se
exponencialmente, como se, de fato,
fossem criaturas a cavalgarem
lumes plenos;
​​​​​​​
não obstante,
abnormais e bipolarmente confusos,
é na obscuridade que se alastram
de modo inalienavelmente
cancerígeno.
190

A RESSUREIÇÃO

Quarenta e sete,
fragmentos de quedas,
pedaços de sonhos e de ilusões
quebradas,

e eu tentando
ao deserto me reagrupar
com ela, sempre ali, amorosa
e delicada,

a me envolver,
a me acalentar,
a me embalar,

a me abraçar,
a me beijar,
a transar comigo,

a me proteger,
a me aquecer
e a me amar!
141

POR QUE ME OLVIDASTE?

Sabe, depois
de nove anos caminhando juntos,

sempre ovidando-me
quando eu te alertava para
tomarmos cuidado com o tarde
demais;

parece ter
chegado o momento, enfim,
que compreendeste
o que eu falava,

pois não
restou mais nada para renascer,
depois que deixamos o amor
se acabar!
116

Comentários (7)

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fernanda_xerez

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez

Lindo e provocante!