DENTRO DE MIM
... dentro de mim,
sinto a incessante chuva
cair,
o passado
já está morto, como se nem
se tivesse havido,
a tarde
está cinzamente nublada
e o caos se faz
presente,
e a grande
noite sque se me aproxim
ó me parece um triste
e inevitável fim,
para
as luzes que emanamos
nos dias de hoje.
DELÍRIOS
Sim, querida,
podes levar-me
ao delírio com teu
sonho nuvem,
ou ao martírio com tuas
chuvas de fogo;
e ali, entre as cinzas,
podes deixar-me,
solitária e angustiadamente,
jogado,
ou podes soprar-me,
ao coração,
uma cândida brisa
fênix;
mas eis uma coisa
que não podes
fazer:
matar-me
o amor que te tenho
em minh'alma.
MAIS QUE DE COSTUME
Ultimamente, mais que de costume talvez pelo efeito de tantos dias enfermo, sob antibióticos que atiçam a calmaria minha células nervosas, ou pela constante tosse que, todas as noites, vem fazer amor com minhas amígdalas, ao solitário leito -, tenho andando, sem sonhos, vesanias ou chuvas, a me pendular entre vãos e nadas, deixando o ar livre para os vôos e para as dissimulações dos outros pássaros sapiens.
O TEMPO É INFINITO, MAS NÃO PARA NÓS!
Não posso adiar o amor para uma suposta eternidade que habitaremos em espírito como me pediste (não posso!), porque nada, absolutamente nada resiste à inexorável e fria desintegração do apagamento. Não posso, não posso adiar o amor que nos recusamos aqui para o ter na eternidade, porque só expancionário espaço, o tempo e as possibilidades são infindos, e as nossas senciências impiedosamente confinadas à nossa sapiens condição que parece imensa, mas é, na realidade, ínfima!
A QUÂNTICA, O INFINITO E A SENCIÊNCIA HUMANA
É muito possível, quanticamente, que nos reencontremos novamente um dia, aliás esta realidade já existe independente de morte ou vida: é que o comportamento ondulatório das elementares partículas que nos compõem já se fragmentam em meu ser que ainda está sob a ponte, em teu ser que dela já passou e em todos que já houve, há ou haverão, assim como em todas as coisas possivelmente existentes neste infinito Cosmo em expansão; porém, advindos de tal imprevisível e comportamento de ondas, totalmente comuns e incomuns, fragmentadamente em possibilidades de eternos sins e nãos.
QUANDO A CASA CAIU
Acreditava naquela história de que ela contava que era pura, pura, puríssima e que sempre fora e seria eternamente minha; eu me considerava um homem inteligentemente arrogante dando-me o poder de contrariar a condição sapiens para vê-la assim: agora sei que sou um abnômalo burro como outro qualquer, que amo, que desejo, que me masturbo, que tremo, que deliro, que gozo e que choro como outro qualquer!
A BUSCA DA SOLIDÃO
Ainda
não descobri o que me é mais
solitário,
amar
uma sublime puritana
bastarda,
andar
às areias de um deserto
empedrado,
ou caminhar
sozinho nas sombras
das madrugadas!
GENIALMENTE TENEBROSA
Mais que uma queda: morte! Sinto-me destruído com o que, em vida jamais conseguiu a ta ponto ___ me atingir: agora, enternecido, mesmo aos mais ensolarados dias, com as recordações de nosso maior, mais intenso e mais doloroso ___ amor, visto aos versos teu ausente manto frio e, em mim, uma escura e constante ___ noite sem sentido!
VÉU BRANCO
... quando
retirou seu véu branco,
vim uma sombriedade
tão grande,
mas tão
grande qu, se diluíram
todas as minhas
emoções,
como se
nem se tivessem se havido
ali naquela poça
dágua:
a sombra
que vi em sua caverna,
assustaria decerto
até ao diabo!
TUDO PODIA TER SIDO DIFERENTE
Ela escolheu amar sob cerradas chuvas de fogo e, assim sendo, deparou-se com o frio golpe de meu hiemal deserto; e de tal forma que nem ela conseguia me matar com suas tempestades, nem eu a ela com meu frio silêncios e desleixo dissimulados. Resultado: quando a morte a levou, ficou tarde demais até para que eu me aproximasse para lhe dar meu último adeus!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*