Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
nem nada mais que o vazio que ficar, o qual estará, sem sombra de dúvidas, ratificando
o que realmente foi minha vida vã!
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E CHEGOU MESMO O MALDITO TARDE DEMAIS!
Meu amor, meu amor, não deixas de povoar meus sonhos,
e eu fico a imaginar como foi tão forte o que tivemos e não aproveitamos enquanto ainda cresciam flores nos jardins e se esverdeava às margens das estradas por onde andamos;
meu amor, meu amor, ao berço da morte é onde te deitas agora, estás tão fria e distante, que tornou nossa ventura impossível:
Como se não bastasse, sem tu aqui, a noite já se me desponta também negra e finda!
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TANTO ENGANO!
... tantos rostos perdidos na multidão,
tantos passos e tropeços na grande avenida da procissão,
tanto sonho, tanto delírio, tanto desejo,
tantas bocas que se beijam, tantas mãos que se tateiam, tantos corpos que se excitam,
tantas veredas abertas pelos reflexos das luzes às retinas dos que pensam ver,
mas que, na verdade, não veem nada!
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DESCUIDO
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INDECIFRÁVEL PARADOXO
Sempre me atraiu a subjetiva ideia do não ser,
a visão por cima do muro sapiens
do que não nos haja ao reflexo de nossas retinas abnormais:
pelejei, antes fosse somente uma vontade, mas tornou-se uma busca incessante,
não sei quantas vezes tropecei, mas eu devo assumir que, além da vontade paradoxal de entender o não ser,
eu, hoje, tenho plena consciência de que tudo, e até tal subjetivação de não ser, pertence somente à minha terrível condição de ser!
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*