Lista de Poemas
AVESSOS
Não raciocineis
- nem sonheis -
pois, ao fazê-lo,
estareis (re) inventando
vossas próprias e exíguas
possibilidades;
e nada há
que possais fazer
aos ocasos e às possibilidades,
nem a vossos (di) simétricos
semelhantes sapiens
- seja em amores, dores
ou rancores -
que não seja
tão somente para vos servir
e aprazer.
- nem sonheis -
pois, ao fazê-lo,
estareis (re) inventando
vossas próprias e exíguas
possibilidades;
e nada há
que possais fazer
aos ocasos e às possibilidades,
nem a vossos (di) simétricos
semelhantes sapiens
- seja em amores, dores
ou rancores -
que não seja
tão somente para vos servir
e aprazer.
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AINDA DANÇAMOS NAS CORDAS DO UNIVERSO!
Lilith, a enegrecida,
com sua maqueagem de anjo
branco,
com sua pálida
beleza, com sua afiada filosofia
com sua improvisada e sedutoríssima
poesia,
quando chegava
envolvia-me de tal modo, logo
ao niilista do diabo,
que me fazeia
chover com tanta vontade
e tão aluscinadamente descontrolado
que, por um bom tempo,
o sol se apagava!
com sua maqueagem de anjo
branco,
com sua pálida
beleza, com sua afiada filosofia
com sua improvisada e sedutoríssima
poesia,
quando chegava
envolvia-me de tal modo, logo
ao niilista do diabo,
que me fazeia
chover com tanta vontade
e tão aluscinadamente descontrolado
que, por um bom tempo,
o sol se apagava!
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O COSMO TREMEU NAQUELE DIA
... quando foi a última
vez que te vi andando pelas sombras
da madrugada
com aqueles
teus olhos de molhados de chuva
não sei;
mas sei que agora,
enquanto os anjos e os santos
contigo festejam nas nuvens em cama
do céu,
enlouqueço-me
angustiado e solitariamente
sob a cheia, clara e tresloucada
lua!
vez que te vi andando pelas sombras
da madrugada
com aqueles
teus olhos de molhados de chuva
não sei;
mas sei que agora,
enquanto os anjos e os santos
contigo festejam nas nuvens em cama
do céu,
enlouqueço-me
angustiado e solitariamente
sob a cheia, clara e tresloucada
lua!
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TUA MORTE NÃO ENCERROU NOSSO SONHO!
Nosso sonho ainda
ecoa no Universo contínuo,
somos elementares mínimos
fazendo parte de um todo que sempre
quisemos decifrar, e não
conseguimos,
ainda ouço teu mar,
ainda sinto o cheiro de teu corpo,
ainda sinto o gosto de tua boca
sedutoramente linda:
ensaio um poema,
aquela janela por onde olhávamos
ainda está lá,
vejo o infinito,
a lua, as estrelas, o vento, tudo
parece refletir nosso condenado
momento!
ecoa no Universo contínuo,
somos elementares mínimos
fazendo parte de um todo que sempre
quisemos decifrar, e não
conseguimos,
ainda ouço teu mar,
ainda sinto o cheiro de teu corpo,
ainda sinto o gosto de tua boca
sedutoramente linda:
ensaio um poema,
aquela janela por onde olhávamos
ainda está lá,
vejo o infinito,
a lua, as estrelas, o vento, tudo
parece refletir nosso condenado
momento!
114
A SENCIÊNCIA É A GLÓRIA E A DESGRAÇA DO SER!
Embriagado e perdido,
a vagar pelos estranhos fulcros
de minhas próprias
senciências,
tudo que já se me ocorreu,
desde a raiz brotada ao chão
até o galho mais alto que
já alcancei na vida,
agora parece repassar-me,
em câmera lenta,
aos falhos e doloridos sentidos
da memória:
arlequins, pierrots e colombinas
com suas fantásticas estórias
e aventuras pelos caminhos
do mundo,
menestréis e damas puristas
com suas esplêndidas palavras
feitas a fluorescências
tremeluzidas;
e, entremeio a eles,
um alucinado niilista
ora se pensando um deus,
ora um mito ou lenda,
ora ainda um cão a se esgueirar
pelas sobras das imagens
fabricadas,
mas que, após aplausos e vaias
em tantas atuações pelos palcos mambembes,
percebeu-se um mero e acidental sapiens
condenado à pseudoimensidade
que de si faz emergir
abnomalamente.
E compreendeu, enfim,
que o esplêndido e o abissal de tudo
sempre esvaem juntamente
nos rápidos veios
do tempo.
116
ÁGUA, FOGO E PÓ
Anjos de todos os paraísos,
demônios de todos os abismos,
e espíritos
sim, espíritos
sapiens de todos os tipos,
com vossas vocálicas
luzes e viscos;
não queirais mais
me ofertarem prazeres em cura
a minhas tormentas,
nem me presentearem
com virgenss para que eu coma
em delírios uivantes;
pois eu vos desprezo,
(há tempo cobrindo-me
com toalhas e com mascaras adequadas,
nada se me vingou a algum
sublime momento)
e já não confio mais
na fausta realidade de vossos
fundamentos!
demônios de todos os abismos,
e espíritos
sim, espíritos
sapiens de todos os tipos,
com vossas vocálicas
luzes e viscos;
não queirais mais
me ofertarem prazeres em cura
a minhas tormentas,
nem me presentearem
com virgenss para que eu coma
em delírios uivantes;
pois eu vos desprezo,
(há tempo cobrindo-me
com toalhas e com mascaras adequadas,
nada se me vingou a algum
sublime momento)
e já não confio mais
na fausta realidade de vossos
fundamentos!
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NÃO RESTOU UM LUGAR PARA ONDE IR, ANA!
Depois de tantos amores
onde me dispus a amar e a ser amado
com desejos, com sorrisos, com flores
e com dores,
(em paraísos,
em infernos,
em sonhos e em camas térreas
em voos e em quedas)
descobri tarde demais,
com esta sombra de saudade de ti,
que me acompanha por
todo lado,
que
somente contigo o meu inferno
realmente teve
um céu!
119
Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!



Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*