Lista de Poemas
E O FRONTE FOI MORTAL!
O sonho
dos dois imperadores do ego
e da soberbia
era simplesmente
o de se amarem, sem interferências
humanas, cosmológicas
ou divinas,
por toda e eternidade:
esquecemo-nos,
entretanto, que a morte não tem corpos,
nem cheiros, nem esperanças,
nem amor, nem dor,
nem nenhuma senciência
ou sonho qualquer!
dos dois imperadores do ego
e da soberbia
era simplesmente
o de se amarem, sem interferências
humanas, cosmológicas
ou divinas,
por toda e eternidade:
esquecemo-nos,
entretanto, que a morte não tem corpos,
nem cheiros, nem esperanças,
nem amor, nem dor,
nem nenhuma senciência
ou sonho qualquer!
148
A VISÃO
Vi minha alma sombria
e não tive nenhum receio ou medo:
vi fantasmas,
vi mortos-vivos,
vi deuses apócrifos
e vi demônias sensualíssimas
e bondosas,
vi a fome dos anjos,
das andorinhas, dos tentilhões
e dos abutres, e vi também cicatrizes
que não se cicatrização jamais,
E, confesso,
não tive nenhuma
supresa ou medo;
na verdade,
foi a primeira vez que realmente
me senti bem: vi meu reflexo
nu e por inteiro!
e não tive nenhum receio ou medo:
vi fantasmas,
vi mortos-vivos,
vi deuses apócrifos
e vi demônias sensualíssimas
e bondosas,
vi a fome dos anjos,
das andorinhas, dos tentilhões
e dos abutres, e vi também cicatrizes
que não se cicatrização jamais,
E, confesso,
não tive nenhuma
supresa ou medo;
na verdade,
foi a primeira vez que realmente
me senti bem: vi meu reflexo
nu e por inteiro!
225
APRENDI A GOSTAR DA MADRUGADA
Aprendi a gostar
da madrugada
- escura, silenciosa
e solitária -:
nela não vejo
borboletas com asas flutuantes,
arcanjos com purezas
tremeluzentes,
marimbondos
com venenos horrentes
nem menestréis com atuações
mambembes.
da madrugada
- escura, silenciosa
e solitária -:
nela não vejo
borboletas com asas flutuantes,
arcanjos com purezas
tremeluzentes,
marimbondos
com venenos horrentes
nem menestréis com atuações
mambembes.
98
VOSSO DEUS NÃO, MAS O NIHILLO TRATARÁ A TODOS DE IGUAL MODO!
Enquanto
os santos, os anjos e os representantes
despejam de suas hastes erectas
sêmens,
branqueando
o cálice de Cristo, com ultrajes
que deixariam o apostolad do diabo
assustados;
a nós cães,
pore les, de seus castelos, são proferidas
sentenças que não permitem que sequer
tenhamos um repouso de eterna
paz!
66
A ABERRAÇÃO
E mais uma vez o ser. A minha loucura e os vossos devaneios sobre tudo que naturalmente não nos há e, com o poder senciente de escolhas, estupramos e nos fazemos haver.
Pseudoanjos batem inúteis asas. Pássaros amantes se masturbam e fodem nos ninhos. A luz que reflete as retinas sapiens transforma todo um surreal e pseudorreal. Imperativistas e pensadores sobem aos mais nobres e altos palcos.
As mortalhas vivem a fabricar as coisas num já extinto mundo do qual não sabem. Até os que se vestem das mais ferozes tomam ao centro serus lugares. Todos rangindo os dentes, esquentando as peles e se masturbando com as imagens e qualquer refeição, por sequer poderem negar, serve-lhe às mentes e aos estômagos.
É realmente um horror esses voejos ao solo, mas eles de nada sabem. Podem, amar e foder como deuses ou anjos, mas desprivados do original pecado, que ocorreu em um ponto desconhecido, quântico e probabilístico do Cosmo, de onde surgiram suas abnomalias bastardas, com as quais construíram a grande e insuperável barreira de si mesmos: um infinito dentro de outros infinitos a que não conhecem estão.
Empanturram-se do escuro com a luz do que chamam Sol. E para se salvarem da morte, inventaram outra luz a que chamam de Deus. E fizeram dee seu Deus, escravo e o crucificaram.
Mas a carnificina não acaba por aí, porque absolutamente deles nada mais sobra sem que esteja desvirginado. E assim se vão cingindo, fartando-se e a tudo fodendo com a dilaceração e fragmentação do tempo e do espaço, que também não se há de modo separado, só para conseguirem fazer vigorar seu novo Universo, ao qual espamodiaram com suas razões sencientes e faustas.
Até ao mal inventaram para se contrapor ao bem, também idealisticamente inventado e ao qual nunca atingiram como esperavam. E se criaram um Deus do bem. Para o mal, deram o nome de Diabo.
Tornaram-se, pois, marujos por todos os tempos, por todos os lados e por todos os cantos, inclusive nas profundezas mais misteriosas, inadvertidos, com seus imensos, sublimes, mas frágeis poderes de escolha, que o mesmo abismo profundo do qual foram gerados, um dia, irá tragá-los. E, a não ser o caos, a quânticas e as infinitas possibilidades que não lhes pertencem, deles não restará mais nada no final, entrópico e estranho caldo!
Pseudoanjos batem inúteis asas. Pássaros amantes se masturbam e fodem nos ninhos. A luz que reflete as retinas sapiens transforma todo um surreal e pseudorreal. Imperativistas e pensadores sobem aos mais nobres e altos palcos.
As mortalhas vivem a fabricar as coisas num já extinto mundo do qual não sabem. Até os que se vestem das mais ferozes tomam ao centro serus lugares. Todos rangindo os dentes, esquentando as peles e se masturbando com as imagens e qualquer refeição, por sequer poderem negar, serve-lhe às mentes e aos estômagos.
É realmente um horror esses voejos ao solo, mas eles de nada sabem. Podem, amar e foder como deuses ou anjos, mas desprivados do original pecado, que ocorreu em um ponto desconhecido, quântico e probabilístico do Cosmo, de onde surgiram suas abnomalias bastardas, com as quais construíram a grande e insuperável barreira de si mesmos: um infinito dentro de outros infinitos a que não conhecem estão.
Empanturram-se do escuro com a luz do que chamam Sol. E para se salvarem da morte, inventaram outra luz a que chamam de Deus. E fizeram dee seu Deus, escravo e o crucificaram.
Mas a carnificina não acaba por aí, porque absolutamente deles nada mais sobra sem que esteja desvirginado. E assim se vão cingindo, fartando-se e a tudo fodendo com a dilaceração e fragmentação do tempo e do espaço, que também não se há de modo separado, só para conseguirem fazer vigorar seu novo Universo, ao qual espamodiaram com suas razões sencientes e faustas.
Até ao mal inventaram para se contrapor ao bem, também idealisticamente inventado e ao qual nunca atingiram como esperavam. E se criaram um Deus do bem. Para o mal, deram o nome de Diabo.
Tornaram-se, pois, marujos por todos os tempos, por todos os lados e por todos os cantos, inclusive nas profundezas mais misteriosas, inadvertidos, com seus imensos, sublimes, mas frágeis poderes de escolha, que o mesmo abismo profundo do qual foram gerados, um dia, irá tragá-los. E, a não ser o caos, a quânticas e as infinitas possibilidades que não lhes pertencem, deles não restará mais nada no final, entrópico e estranho caldo!
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EMBUSTE
"Eu decidi ficar com o amor.
o ódio é um fardo muito grande
para suportar"
Martin Luther King
Concordo
com a dissimulação política,
e com todas as outras;
para além disso,
seria necessários o impossível
desumanizar-se.
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A CONDIÇÃO HUMANA NATURAL É TÃO ABSURDA QUE É IMPOSSÍVEL ACEITÁ-LA!
Pudesse eu
aceitar plenamente
minha própria condição
anômala
e superar
todos os meus lumes,
dissimulados em tantas máscaras
que já usei,
talvez conseguisse
andar nu como as pedras
as noites e as estrelas.
aceitar plenamente
minha própria condição
anômala
e superar
todos os meus lumes,
dissimulados em tantas máscaras
que já usei,
talvez conseguisse
andar nu como as pedras
as noites e as estrelas.
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!


Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*