Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Vi minha alma sombria e não tive nenhum receio ou medo:
vi fantasmas, vi mortos-vivos, vi deuses apócrifos e vi demônias sensualíssimas e bondosas,
vi a fome dos anjos, das andorinhas, dos tentilhões e dos abutres, e vi também cicatrizes que não se cicatrização jamais,
E, confesso, não tive nenhuma supresa ou medo;
na verdade, foi a primeira vez que realmente me senti bem: vi meu reflexo nu e por inteiro!
233
A FIEL CONDIÇÃO NATURAL QUE NÃO ACEITAM PARA SI MESMOS!
Dois corpos não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo no Cosmo, dizem os físicos,
inclusive a maior mente que este mundo já viu "Albert Einstein";
sobre o que sempre divirjo porque corpos são represetações consolidadas de ondas, pressupondo-se que, pelo menos nos componentes de suas origens,
podem ocupar não só mais de um, como infinitos lugares; e porque os sentimentos como o amor, o ódio, a paixão, etecetera,
tais como as ondas não são corpos e, assim, não só é possível como nos é inevitável cometer o que chamam de abissal ato de traição, pois estamos condenados a amar e a odiar por todo lado!
176
O PERFUME É COMUM, MAS A ESSÊNCIA É RARA!
Quando a gente
pensa ter encontrado a pessoa
certa,
aquela a quem amamos
e queremos juntos
de nosso lado
é que mais
chances têm as chuvas de flores
se transformarem em chuvas de fogo
nos escuros e frios veios
das madrugadas,
fazendo
com que doa e sangre o que chamam,
os devoradores de carne,
de milagre!
134
AMOR DE CHUVAS
Maldita hora
em que ela empunhava, enciumada,
aquelas navalhas
verbais:
ficava tão
dscontrolada e louca que nem parecia
ouvir que as largesse,
porque navalhas,
por não fazerem curvas, acabam
sempre retalhando o ser
a quem dizemos
amar!
181
APRENDI A GOSTAR DA MADRUGADA
Aprendi a gostar da madrugada - escura, silenciosa e solitária -:
nela não vejo borboletas com asas flutuantes, arcanjos com purezas tremeluzentes,
marimbondos com venenos horrentes nem menestréis com atuações mambembes.
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E O FRONTE FOI MORTAL!
O sonho dos dois imperadores do ego e da soberbia
era simplesmente o de se amarem, sem interferências humanas, cosmológicas ou divinas,
por toda e eternidade:
esquecemo-nos, entretanto, que a morte não tem corpos, nem cheiros, nem esperanças, nem amor, nem dor,
nem nenhuma senciência ou sonho qualquer!
156
A ABERRAÇÃO
E mais uma vez o ser. A minha loucura e os vossos devaneios sobre tudo que naturalmente não nos há e, com o poder senciente de escolhas, estupramos e nos fazemos haver.
Pseudoanjos batem inúteis asas. Pássaros amantes se masturbam e fodem nos ninhos. A luz que reflete as retinas sapiens transforma todo um surreal e pseudorreal. Imperativistas e pensadores sobem aos mais nobres e altos palcos.
As mortalhas vivem a fabricar as coisas num já extinto mundo do qual não sabem. Até os que se vestem das mais ferozes tomam ao centro serus lugares. Todos rangindo os dentes, esquentando as peles e se masturbando com as imagens e qualquer refeição, por sequer poderem negar, serve-lhe às mentes e aos estômagos.
É realmente um horror esses voejos ao solo, mas eles de nada sabem. Podem, amar e foder como deuses ou anjos, mas desprivados do original pecado, que ocorreu em um ponto desconhecido, quântico e probabilístico do Cosmo, de onde surgiram suas abnomalias bastardas, com as quais construíram a grande e insuperável barreira de si mesmos: um infinito dentro de outros infinitos a que não conhecem estão.
Empanturram-se do escuro com a luz do que chamam Sol. E para se salvarem da morte, inventaram outra luz a que chamam de Deus. E fizeram dee seu Deus, escravo e o crucificaram.
Mas a carnificina não acaba por aí, porque absolutamente deles nada mais sobra sem que esteja desvirginado. E assim se vão cingindo, fartando-se e a tudo fodendo com a dilaceração e fragmentação do tempo e do espaço, que também não se há de modo separado, só para conseguirem fazer vigorar seu novo Universo, ao qual espamodiaram com suas razões sencientes e faustas.
Até ao mal inventaram para se contrapor ao bem, também idealisticamente inventado e ao qual nunca atingiram como esperavam. E se criaram um Deus do bem. Para o mal, deram o nome de Diabo.
Tornaram-se, pois, marujos por todos os tempos, por todos os lados e por todos os cantos, inclusive nas profundezas mais misteriosas, inadvertidos, com seus imensos, sublimes, mas frágeis poderes de escolha, que o mesmo abismo profundo do qual foram gerados, um dia, irá tragá-los. E, a não ser o caos, a quânticas e as infinitas possibilidades que não lhes pertencem, deles não restará mais nada no final, entrópico e estranho caldo!
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*