pmariabotelho

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n. 1965 PT PT

serei breve serei ave

n. 1965-10-22

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A espera

Não só a vida, também o tempo.
A questão da vida e do tempo não interessa absolutamente nada.
Dizemos frequentemente esta frase no dia-a-dia, para atenuar a circunstância do momento ou o tema da conversa.
Em verdade, resume-se à longa espera do tempo novo.
Mas a espera ou as esperas que fazemos ao longo da vida, concluo que é um grande erro.
A espera é um engano e são imensas as desculpas que damos a nós próprios, quando não temos a coragem para virar a página ou quebrar um hábito, …
Aqui não só a vida, mas essencialmente o tempo é mestre nos argumentos da preguiça e do medo.
Esperar por um tempo novo é um erro.

pmariabotelho
20210306
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Poemas

4

noite

noite

ausência de palavras

som de teclas

mãos e dedos

piano arrepio e frio

noite

sossegada do desassossego

copo de branco ou de tinto

feitos e desfeitos

projectos e sonhos

noite

de lavas que lava a doçura

da ausência

das palavras

piano

e apenas noite


pmariabotelho

22.11.2014



456

Bernardo Sassetti - Da Noite - Ao Silêncio ( a minha letra)

Não
Não digas
Não digas mais nada
Que a noite acalma o dia
E agora podes sonhar
Relaxa todos os aflitos e gritos
Porque o sonho
O sonho supera tudo
Mesmo o mais secreto desespero
É nada
E o medo liberta-se virtuoso
Como o sorriso do silêncio
Em pleno Inverno
Não
Não digas mais nada
Porque a chuva é alegria
E tu já cansado
Adormeces te e já não sonhas mais
O desencanto do canto
impossivel acreditar
que além da noite reza agora o silêncio
do teu piano
 
16.11.2014
pmariabotelho

 

880

Para Bernardo Sassetti - Chegada a minha letra

Renasces tão forte

todo tu água e sal

branco cinza

e vens e vais

e insistes nesse bailado

de notas soltas de piano triste

mas insistes

remexes a loucura da doçura

a raiva e o medo

o pé no pé

dedo a dedo

e profundo

bem lá no fundo

o intimo

desabrochas

espuma e meiguice

chegas e partes

partes e chegas

assim como

renasces

morres

mas

nunca partes de verdade

incerta


15.11.2014

pmariaboelho


405

ausência

partiram

tantos foram aqueles

que amamos

mas

nunca anunciamos

partiram

todos aqueles

que

partilharam

um baralho

de sorrisos

de choro

de letras

de cantigas

e guitarradas


a ausência

e o silêncio


a desculpa e o obrigado

falhou

e o abraço se calhar, tambem


partiram

desta fisica toda ela racional

explicada e intrepretáda

devorada a preceito pelos média


eu não sei

para onde não sei, mesmo

não me perguntes

nem o porque

das essências

porque dessas eu só respiro e sinto

e delicio


rasgo as páginas dos jornais

e as noticias masi que fantásticas

que importa

renego a regeração da vaidade e damentira

fico fora abstraída a propósito


e em cada onda branca

que desmaia na areia

com força ou sem força

desvanece


fica o nada

o sal a vapor

e voa

cheiro a algas

cheiro a mar




03/11/2014

pmariabotelho

471

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