pmariabotelho

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n. 1965 PT PT

serei breve serei ave

n. 1965-10-22

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A espera

Não só a vida, também o tempo.
A questão da vida e do tempo não interessa absolutamente nada.
Dizemos frequentemente esta frase no dia-a-dia, para atenuar a circunstância do momento ou o tema da conversa.
Em verdade, resume-se à longa espera do tempo novo.
Mas a espera ou as esperas que fazemos ao longo da vida, concluo que é um grande erro.
A espera é um engano e são imensas as desculpas que damos a nós próprios, quando não temos a coragem para virar a página ou quebrar um hábito, …
Aqui não só a vida, mas essencialmente o tempo é mestre nos argumentos da preguiça e do medo.
Esperar por um tempo novo é um erro.

pmariabotelho
20210306
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Poemas

5

Efemêro

Na minha vida

Entra e sai

Quem eu deixo

Na minha vida

Não existe o eterno

O imutável

A vida morre e nasce todos os dias

 

pmariabotelho
Inpensamentosdia1
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30 de Novembro de 2020 In folhasembranco de pmariabotelho

Somos seres estranhos e por vezes mudamos o rumo das nossas vidas em uma fracção de segundos. Muitas das vezes destruímos num ápice de vaidade e raiva, tudo aquilo que levamos uma vida inteira a construir. Somos seres estranhos e muitos de nós não sabemos analisar o que reflecte o espelho. O lado errado.
Tempos estranhos e seres estranhos estes de agora.

218

12 De Dezembro 2018 In folhasembranco de pmariabotelho

Para aqueles que dizem, que a vida tem de continuar e seguir em frente! Sim, é certo.
Eu acrescento, tem de continuar, mesmo não sendo nunca mais a mesma vida até ali. A perda de alguém que faz parte da nossa vida no seu todo é como uma ferida incurável. É uma ferida crónica, que ora cura ora infecta e dói as entranhas, ora aquece e adormece, ora fica curada e até sorri, sei lá eu,.. Mas, todos sabem que só existe vida, porque existe morte e uma não fica distante da outra, caminham lado a lado, passo a passo.
Não existem palavras na medida certa para escrever emoções, sobre a dor da perda.
Cada um saberá da sua dor, costumo dizer eu, …
169

12 De Julho de 2018 In folhasembranco

12 De Julho de 2018 In folhasembranco de pmariabotelho

Desequilíbrios.
Porque é que a vida dói? Dói! Mas, porque dói?
Porque fazemos e dizemos o que não merecemos? E porque o fazemos e porque o dizemos, se não o queremos?
O que nos move dia após dia e faz de nós seres alegres e tristes?
Completos e incompletos.
Desejados e detestados.
Amados e sofridos.
Felizes! Tristes.

A vida, parece-me um jogo de bolas lançadas ao ar aleatoriamente.
Por vezes elas voam tão alto, tornando-se inalcançáveis. Outras vezes ficam á deriva e umas outras estáticas e em silêncio, suspensas no ar, na espera de um milagre ou de um resgate.·
Fechamos todos os sentidos entre paredes não caiadas. Ver/ ouvir /falar.
Porque dói a vida?
Porque é sentida!
Sentida...




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E assim ao longo das nossas vidas

E assim ao longo das nossas vidas
vamos cultivando dentro de nós esta sensação de perda
que parece lenta
desencadeamos o grito e aprendemos de imediato a abafá-lo
ou então no desespero desmaiamos  e aguardamos o amparo
e depois remexemos as nossas entranhas e ganhamos a "tal" força e coragem
seguimos em frente

agora
um dedo
das mãos que se cruzaram imensas vezes
agora
um pé
das pernas que caminharam lado a lado
e agora
o coração

o que fazer
o que pensar
por onde começar
o que virá a seguir

E assim ao longo das nossas vidas
vamos cultivando dentro de nós esta sensação de perda
que parece lenta
desencadeamos o grito e aprendemos de imediato a abafá-lo
ou então no desespero desmaiamos  e aguardamos o amparo
e depois remexemos as nossas entranhas e ganhamos a "tal" força e coragem
seguimos em frente

pmariabotelho
tempoausencia
16012020
97

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