O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
A literatura e a psicologia explicam como a vida é insuportável para quem odeia alguém. Odiar Jair Bolsonaro deve ser insuportável. Prometo que não vou aprofundar minha análise, por falta de capacidade, pois isso caracterizaria mero chute ou análise de boteco; também para não despertar verdades inconvenientes.
Pois bem, Bolsonaro desembarcou e automaticamente despertou o antibolsonarismo psicótico, aquele mau sentimento que aciona a sanha exterminadora e a atribuição dos acontecimentos mais absurdos ao ex-presidente. Os Bolsonaristas também pagam por sua predileção, despertando espíritos ditadores e censores. Acredito que até para mim sobra: onde já se viu, escrever estas coisas!
O “viés de confirmação” não foi confirmado. Fascista e nazista são acusações que não param em pé e só denunciam o desconhecimento histórico de quem diz. O que deixa os detratores mais desesperados é que para cada desaforo surgem vários memes, piadas, tuítes etc.
É difícil destruir alguém tão popular. Resta boicotar, excluir, estigmatizar e/ou cancelar os bolsonaristas. Eles (a situação) necessitam desesperadamente sinalizar alguma virtude. O “pedágio ideológico” é a falta de autonomia do personagem que abre mão da personalidade para pertencer a um grupo profissional, agrupamento social, região, turminha ou patota.
Voltando, é muito insuportável, sobretudo para jornalistas, tentar ir contra o fenômeno popular que é o bolsonaristmo. Como alternativa suicida, os jornalistas estão atacando seu próprio cliente, o leitor. O pior, para os jornalistas, é que o público não se importa. Lógico, a ausência de resposta irrita mais. Os jornais, revistas e a televisão veem o reflexo do comportamento insano na queda de vendas e da audiência.
O “vingancinha” tentou demonizar o neologismo “motociata”. Não deu. O “vingancinha” também tentou demonizar o termo “mito”. Não deu. O jeito foi governar o Brasil. Não deu. O “vingancinha” iria pedir ajuda aos chineses. Não deu.
Hoje, Jair Bolsonaro desembarcou sob uma popularidade explícita. Mesmo com a “Operação Recalque”, ficou evidente quem não é, mas deveria ter sido.
Com a volta, o presidente das urnas eletrônicas ficou próximo de uma sombra, porém também de um “bode expiatório” a quem culpar pela própria incompetência. E a imprensa poderá esgotar seu estoque de conjunções adversativas.
Prendê-lo e/ou torná-lo inelegível só aumentará sua (Lula) popularidade. O jeito é desqualificá-lo (Bolsonaro).
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🔴 Cisternas e abóboras
O que esperavam? A transposição do rio São Francisco e a picanha viraram cisternas e abóboras, respectivamente. É o governo da escassez e da gambiarra. Pior, a institucionalização do jeitinho brasileiro no seu péssimo significado.
Pois bem, semana passada assistimos a uma sucessão de “jeitinhos” que saíram pela culatra. Lula sentiu-se à vontade, entre a imprensa vassala, e falou mais do que deveria, porém tudo o que sentia. Após a promessa de vingança ao Sérgio Moro, os “aspones” correram para proteger o ídolo; no dia seguinte, a PF (Polícia Federal) descobriu um plano do PCC (Primeiro Comando da Capital) para sequestrar Moro; Lula insinuou que era armação de Moro, contrariando os sabujos; vendo que tudo isso pegou muito mal, informou que estava ruim de saúde, embarcou para o hospital e saiu de cena.
A turma do PT e seus satélites caíram numa contradição constrangedora, dessas que vemos, em filmes, quando uma quadrilha é interrogada sem combinação. Duas coisas ficaram evidentes: pressa e mentira.
A doença contradiz o candidato com “tesão de 20 (anos)” e a “coxa sarada”, segundo um jornalista. Se for verdade, a doença coincide com uma sequência incrível de “abobrinhas” que o presidente de honra do PT (Partido dos Trabalhadores) e sua turma dizem e cometem. Sendo coerente com o estelionato eleitoral, o PT prometeu amor, entregou ódio; prometeu picanha, entregou abóbora; prometeu a democracia, entregou a cleptocracia; e prometeu um presidente saudável, ele foi parar no hospital.
A operação “Cavalo de Troia” pode surtir o efeito esperado mais cedo do que Geraldo Alckmin imaginava e por meios diferentes. Para quem acha que Alckmin e Lula são novos melhores amigos de infância, é só recordar as acusações. Quem não se lembra do que Alckmin disse: “Ele (Lula) quer voltar à cena do crime”. Pois é, voltou.
Lula foi o remédio amargo a que muitos recorreram para eliminar Bolsonaro. Embora a opção fosse compatível com a “venda da alma ao diabo”, essa foi a única alternativa para aqueles que não conseguiram empurrar uma terceira via.
Os alckmistas estão chegando.
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🔵 Mais pesado que o ar e muito velho para voar — Para o alto e avante
Aquele aparelho não inspirava nenhuma confiança. Mesmo sabendo que quaisquer alterações não deixariam muita margem de sobrevivência, afivelei o cinto de, por assim dizer, segurança. O próprio cinto lembrava o pedaço de pano que, mesmo inútil, equipava o ‘Fiat 147’ e o motor causava irritação e pavor, como o motor de uma ‘Brasília’. Esta não foi a melhor maneira de voar, muito menos pela primeira vez.
Com o tempo, nada mais me preocupava nem a abertura do meu lado, onde deveria existir uma porta, nem os comandos replicados à minha disposição. Sim, para minha surpresa, se houvesse uma traquinagem do destino, logo no meu debute aéreo, eu assumiria o cargo de comandante daquela bicicleta voadora. Mas nada poderia ser pior do que quando aquele troço decolou. A partir daí, meu único medo era o aparelho voltar, da Bolívia, carregado de drogas.
Sinceramente, não notei grande diferença entre a decolagem do ultraleve e o meu ‘Gol’ 86 pegando no tranco. Entretanto, o sonho de Ícaro foi honrado mais uma vez. O voo panorâmico numa praia de São Paulo foi sem maiores sustos. Ser o passageiro e a tripulação daquela traquitana, devido a quantidade de ítens inseguros, gerou uma analgesia e conformação, de modo que eu não via mais perigo naquele voo do que ser transportado numa garupa de motocicleta, entre os carros, na Marginal Tietê.
Eu ainda ensaiei uns “ú-hus”, porém isto não foi necessário, pois o próprio piloto, burocrático, transbordava a mesma emoção de quem empurrava um carrinho de pipocas. No fim, a maior aventura foi pagar pelo passeio. O, digamos, “comandante” apenas pilotava aquela geringonça com um motor velho porque queria o meu dinheiro. Obviamente, achei aquilo justo, afinal concordei com o, vá lá, “plano de voo”.
Conclusão, meu primeiro voo não respeitou o cerimonial necessário a algo que não é tão trivial quanto guiar um ônibus. Muito pelo contrário, se o “piloto” tivesse um mal súbito, eu assumiria o manche.
Anos depois, voando numa companhia aérea, olhando a lotação, tive fé que, se o comandante tivesse um mal súbito, a probabilidade de eu assumir o comando da aeronave era praticamente nula.
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🔴 Aquele abraço
O Flávio Dino é engraçado. Toda aparição do ministro da Justiça e da Segurança Pública é divertida. Seria duvidosa sua credibilidade e contribuição se vestisse um colete com a estampa “Posso te ajudar?” No entanto, o bufão é ministro da Justiça. Para quem se pergunta “que contribuição pode sair dali”, eu respondo: entretenimento involuntário.
Como Dino fará, Dilma Rousseff faz falta, não por suas realizações, que inexistem, mas porque, ao contrário dos que eram obrigados a aplaudi-la, causava gargalhadas com clássicos como: “Saudação à mandioca”, “A figura oculta”, “O estoque de vento” etc.
Flávio Dino agride sem abrir a boca. Basta exibir sua carranca para prevermos que vem alguma manifestação negativa. Quando fala, o desacato é natural. Representação ambulante da inversão de valores, ele é “tigrão com o trabalhador e tchutchuca com os bandidos”.
Eu via notícias de gente desavisada (sobretudo estrangeiros) sendo orientada a tomar o caminho da morte. Explico: aplicativos de orientação (GPS), desorientados, “mandavam” entrar à direita, aí você caía numa bocada nada recomendável. Pois, Dino chegou num desses “bairros proibidos” com uma coragem inédita. Como Moisés abrindo o Mar Vermelho, Dino foi, confiante, ao encontro de quem o aguardava. Sem avisar, ele iria de encontro.
Entretanto, em suas aparições mais descontraídas, Dino causa risos, embora seu figurino seja, quase sempre, um acinte. Mesmo com a simples intenção de se divertir ou de participar da vida picaresca, a simples aproximação do ex-governador maranhense é temerária.
O que ele fala ou escreve, principalmente no ‘Twitter’ vem carregado de reação pouco tolerante às críticas, o que mostra sua dificuldade em compreender o diferente e sua impossibilidade de estabelecer relações humanas.
Dino começou o governo demonstrando como será sua conduta. No dia 8 de janeiro, os Três Poderes foram, fácil como faca quente na manteiga, invadidos e depredados. O ministro fez que não sabia de nada e, pusilânime, correu colocar a culpa nos outros. Contudo, até um guardinha de rua desconfiaria que algo assim ocorreria naquele dia ou nos próximos. Apesar de o governo não querer, a CPMI investigará e esclarecerá o caso.
Em momentos mais descontraídos, Dino alegra multidões. Caindo, pulando ou fantasiado de comunista (que ele é), ele mostra o seu valor. Bancando o Rei Momo ou o Chacrinha, o ministro se sai melhor como o Mister Bean brasileiro, sempre metido em situações hilárias.
O Flávio Dino é engraçado. Muito caro, mas engraçado.
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🔴 Os ricos também choram — Cabral chorou
Sérgio Cabral foi solto e saiu da prisão com o kit ideal para se vitimizar. Em entrevista ao portal ‘Metrópoles’, disse as palavras mágicas: democracia e fascista. Ele sabe o poder da narrativa. Basta falar “democracia” para mostrar que você quer o melhor para a nação. Com esta palavra, todos sabemos que Sérgio Cabral é um democrata. Quando o ex-governador acusou os outros de fascistas, identificou um inimigo comum (não é ele) e apontou mostrando que o Mal está em outro lugar (não é ele). Esperteza é uma característica comum dos malandros como ele. Tenho certeza, como ele já demonstrou utilizar das palavras-chave do momento, não tardará, o ex-presidiário levantará bandeiras da moda: racismo, homofobia, feminismo etc. Resumindo: sinalizará virtude.
Mas não foi apenas isso, como não poderia faltar, Sérgio Cabral chorou. Tá, foi uma comoção sem lágrimas, mas valeu a intenção. A voz embargada foi sensacional. De qualquer maneira, mais uma vez, ele soube lançar mão de um subterfúgio tão utilizado hoje: o choro. Cabral chorou.
Depois de solto, mesmo com mais de 400 anos de prisão e uma “capivara” com mais de 23 processos, o ex-governador saiu acusando a Justiça. Nessa entrevista, o choro seco de Cabral pôde ter emocionado os muito desatentos e sensíveis, mas em nada lembra o cara que comandou a “Farra dos Guardanapos”. Agora que a “casa caiu”, os outros são fascistas. Injustiçado, Cabral chorou.
É incrível a narrativa copiada e a cara de pau. Entretanto o ex-presidiário saiu “lacrando” como se não houvesse amanhã. Ele deve ter decorado, pois repetiu o glossário necessário para ficar bem na patota. E, lógico, elogiou as pessoas que mandam prender e soltar. Porém, todos quererão se livrar do “abraço de afogado” do Cabral, que chorou.
Mesmo tendo se emocionado em público, Cabral não precisa de nossa solidariedade. Ele deve ter um bom dinheiro no banco, muitas jóias e mora em Copacabana. Mesmo assim, Cabral chorou.
Está picaretagem do Sérgio Cabral poderia passar, e nós não estaríamos rindo dessa cena ridícula.
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🔵 Chá com cacto
Não foi minha primeira professora, isso é coisa de gente famosa. Na verdade, nem lembro muito dela. Contudo, três alunos e eu fizemos um gesto inédito (para nós): visitamos e presenteamos a incansável docente. Portanto, fomos resgatados do submundo estudantil e alçados ao panteão habitado pelos alunos exemplares.
Por algum motivo ela foi com a nossa cara, mesmo não sendo os melhores alunos. O atendimento privilegiado durante o ano letivo mereceu uma troca justa. Teríamos que superar os péssimos modos, fazendo uma visita e entregando um presente. O momento ideal seria o Dia dos Professores. Nossos insuficientes conhecimentos de botânica e o baixo orçamento nos inspirou a comprar, em vez de um ramalhete de rosas, a planta mais exótica: um cacto.
Cacto não era a planta ideal para presentear alguém. No entanto, era a melhor metáfora para o Dia dos Professores: cuidar, procurando não se machucar. Por mais ofensivo que pudesse ser, o presente era necessário, pois poderia render boas notas. Além disso, mostrava que não éramos a escória daquele colégio e que, procurando bem, naquelas notas baixas, havia algum sentimento... escondido entre os espinhos.
Diferentemente do que todos presumiam, enfrentar a loja de flores foi bem fácil. Aquele vasinho com o cacto fincado parecia nosso. Chamou nossa atenção, como um cachorrinho numa loja de animais, então compramos a planta.
O presente poderia ser uma caixa de bombons, no entanto o maldito e espinhento cacto tinha uma função nobre: em cima da geladeira ou na estante, o vegetal intimidaria a coitada, toda vez que ela fosse corrigir as nossas provas. A estratégia tinha tudo para funcionar enquanto a nossa “infiltrada” sobrevivesse.
Fazer sala e tomar chá com biscoitos conversando coisas como “esse mundo tá muito louco” e “essa juventude está perdida” foi mais chato que estudar para a prova de Matemática. Para piorar, poderíamos estar jogando bola. Entretanto, o motivo era importante e valia o esforço.
Não sei se foi por causa do vegetal implantado, mas, confirmando a eficácia da chantagem emocional, naquele fim de ano letivo choveram notas boas.
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🔴 Sai Pedrinho Matador, entra Sérgio Cabral
Sérgio Cabral foi solto e resolveu criar um perfil no ‘Instagram’. Se “instagramer” não for sinônimo de “influenciador”, menos mau.
Estamos assistindo a um processo explícito de reabilitação política. Apesar de ter confessado e sido preso, o ex-governador vestiu a máscara do arrependimento, ou até a ausência de culpa, contando com o efeito Lula. Símbolo do contragolpe à ‘Lava Jato’, Cabral quer voltar aos tempos da ‘Farra dos Guardanapos’.
Condenado a mais de 400 anos de prisão, em sua conta no ‘Instagram’ postou vídeos: indicando literatura antirracista (acertando na tendência sinalizadora de virtude) e malhando (errando ao propagandear uma reabilitação diferente da cobrada).
“Paradoxo do destino” não é título de novela da ‘Record’, mas foi o que aconteceu com Pedrinho Matador. Mataram o célebre matador.
Matando (trocadilho) a curiosidade que alguém com esse nome gera, ele virou ‘youtuber”. Queira Deus que ele nunca seja um “influenciador”. O fato é que Pedrinho dava conselhos para a juventude. Temor inevitável: sabe-se lá quais conselhos vinham de alguém com esse nome.
No entanto, Pedrinho mudou o cognome. No ‘Youtube’, ele aceitou ser chamado de “Pedrinho Ex-matador”. Como é fácil deduzir, o processo que “batizou-o é irreversível. Portanto, o novo cognome não colou.
O senhor de fala mansa assustava mais que o seu nome, quando descrevia, como se fossem banais, os seus crimes. Exemplos: jogou o corpo do seu primo em um moedor de cana (sem, digamos, sucesso) e mastigou o coração do seu pai. Porém, ninguém pode ousar dizer que está mais seguro e tranquilo quando sabe que está solto um matador que matou um sujeito com o cognome “Matador”.
Agora, ele ficou famoso. E ficará mais! Um filme e um documentário devem ser lançados contando a sua (dele) história. Espera-se que a narrativa não siga a linha “bandidólatra” (idolatria de bandidos), que enxerga os criminosos como “vítimas da sociedade”. Esta visão “rousseauniana” trata o criminoso como um “Robin Hood moderno”.
Em recente entrevista, Cabral, todo bonzinho, disse que “de uma gota fizeram um oceano”. Pode ter sido a “gota d’água”.
Se continuarmos a errar nas referências (ou, literalmente, influenciadores), nós é que estaremos condenados.
55
Foi golpe
Lula é inteligente. Não, ele é esperto. O sujeito usou, na hora certa, a estratégia que funcionou como o “pulo do gato” que, mesmo com toda ajuda, garantiu a volta democrática à “cena do crime”.
A “cervejinha e a picanha com aquela gordurinha”: o teor e o jeito que foi dito, enganou parte do povo e transferiu votos de uma maneira... Sem medo de errar, acho que até um vegetariano sonhou com a “picanha com aquela gordurinha”, e tudo o que um abstêmio mais quis, era chegar em casa e abrir “uma cerveja geladinha”.
Essa é a mesma estratégia do estelionatário, que seleciona a vítima identificando alguém ganancioso. De maneira lícita, Lula abarcou um grande número de eleitores, aplicando o estelionato eleitoral, sendo o grande chamariz o “Conto da Picanha”. Depois veio a frase célebre (entre os malandros): “Perdeu, mané”.
O “escolhido” soube apelar aos anseios da maioria dos brasileiros. O brasileiro se contenta com o necessário e não quer ninguém (Estado) atrapalhando. Isto pôde ser sintetizado neste trecho da musica ‘País Tropical’ do Jorge Ben Jor:
“Eu tenho um Fusca e um violão
Sou Flamengo
Tenho uma nêga chamada Teresa”
Na verdade, a música toda é uma exaltação à brasilidade, dizendo que basta ter nascido aqui para sair da maternidade com uma felicidade congênita. Lula soube apelar a este instinto introjetado em todo “brazuca”. Afinal, aqui é o país do futebol e carnaval.
Já no cargo, Lula espertamente condenou a ingestão de gordura, ou, quando apelou à memória afetiva, gordurinha. Em cima de um palanque imaginário, de onde nunca desceu, ele jogou uma carga de culpa em quem come demais, porque tem gente passando fome. É esta a lógica que essa turma achou para descumprir sua principal promessa: a gordurinha da picanha. Metáfora era uma palavra ininteligível.
Este golpe não se sustenta. O estelionatário teria que fugir. A gangue só se mantém até a partilha do butim. Depois, o malandro some da praça, cada um vai para um lado e começa a delação.
Voltando à apelação. Do mesmo modo, cria-se uma imagem mental e dá água na boca só de pensar em tomar um café da tarde com pão de queijo na casa da avó. Aliás, Lula falava do café da manhã e das refeições. “Eis o malandro na praça outra vez...”
52
🔴 Dia Internacional das...
Concordo quando dizem: Lugar de mulher é onde ela quiser. Porém, no Dia Internacional das Mulheres, quem finge promover a inclusão ajudou os homens a ocuparem locais que extrapolam aqueles que a Biologia permite. Pois, os homens foram os grandes laureados no 8 de Março!
A marca de chocolates ‘Hershey’s’ escalou uma “trans” para homenagear as mulheres; a ‘Apple’ fez o mesmo. Alguns esportes femininos abusaram da criatividade, encaixando atletas “trans”. Ou seja, homens biológicos surram (figurada e literalmente) a mulherada, aproveitando o “doping” natural proporcionado por anos de testosterona. Sem surpresa, o contrário não acontece. Seguindo a linha de misoginia mascarada, recentemente um rapaz que se sente mulher foi escolhido a “melhor cantora”. Como canta mal, o adjetivo, o artigo e o substantivo estão errados.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) não poderia falar na tribuna porque, segundo a turma da esquerda, ele não tem “lugar de fala”, por não ser mulher. O garoto resolveu o problema e argumentou que acordou se sentindo uma mulher. De aparência duvidosa, mas uma mulher. Para tornar seus sentimentos críveis, ele (ela) vestiu uma despenteada cabeleira loira e adotou o pseudônimo de Nikole. Pronto, o “kit” corroborava a absurda tese. O deputado topou jogar as regras da esquerda, então ele se sente a empoderada e cheia de “lugar de fala” Nikole. Esta foi uma maneira abusada de criticar a teoria do “gênero fluido”.
O deboche foi exagerado, entretanto o sangue da 5ª série C ainda circula nas minhas veias, portanto achei aquilo engraçado, sobretudo quando a turma do mau humor demonstrou seu latifúndio de aborrecimento. Nikolas chegou metendo o pé na porta, sabendo que muita palhaçada acontece em nome da democracia. Contudo, sim, ali (Câmara) é uma Casa de respeito, tanto que o adversário merece ser xingado, desde que precedido do respeitoso pronome de tratamento “Vossa Excelência”.
Clima de primeiro dia de aula: foi assim que Nikolas Ferreira e sua turma chegaram na Câmara Federal. No entanto, sabemos, em pouco tempo eles serão “institucionalizados” (entrarão na linha). A alopração do Dia Internacional das Mulheres tem prazo de validade. O presidente da Câmara enquadrou-o, acelerando um processo que o tempo há de realizar, quando farão o que querem: cooptar um Nikolas maduro.
83
🔴 Bye, Biden
Estamos assistindo à sinais óbvios de senilidade em estágio avançado. Tentaram e conseguiram esconder a natural decadência humana que Joe Biden vem sofrendo. No entanto, a postergação dos sintomas elegeu (com evidências de fraude) o ex-senador norte-americano, mas expôs o novo presidente. Conclusão: estamos testemunhando suas gafes em praça pública. A tendência é piorar.
A situação de Joe Biden não é nada engraçada, causa pena. Diferentemente da macabra estratégia de poder de quem, sabendo da debilidade progressiva, empurrou este senhor para esta situação.
Cair de bicicleta, cumprimentar ninguém, não encontrar a saída obrigatória, cumprimentar a mesma pessoa seguidamente, esquecer de cumprimentar outras e cair durante o embarque eram probleminhas familiares facilmente resolvidos com remédios e repouso; entretanto, ganham um enredo muito mais dramático quando têm holofotes mundiais apontados e a atenção de chefes de estado e uma plateia atenta esperando quaisquer deslizes do principal líder mundial.
Justamente, num período de líderes mundiais fracos como Emmanuel Macron e Justin Trudeau, os Estados Unidos se unem nessa “acefalia”, abrindo caminho para Vladimir Putin brincar de “War” (jogo de estratégia bélica) com a Europa. O panorama mundial que o “czar” russo encontrou era ideal para ele agir sozinho. Destemidos, como o ex-agente da KGB, farejam coragem e medo antes de avançar. Para ele (Putin), a troca foi vantajosa: retiraram o McDonald’s da Rússia, ele embargou o gás da Europa (essencial para o inverno que assola o hemisfério norte).
Putin enxergou no Bolsonaro um presidente forte — interprete como quiser —, não com a popularidade oca do Lula, um caudilho remoto, tão exótico quanto o cacique Raoní nos salões europeus.
Voltando ao presidente dos Estados Unidos. Esse estado de anomia adiantou demais a discussão da sucessão e indicou a tendência dos Republicanos conquistarem as próximas eleições.
Acredite, a quantidade de votos que Joe Biden recebeu o transformou no mais popular presidente americano de todos os tempos, o que deixa evidente que houve um certo exagero na quantidade de cédulas preenchidas. Mas o cara está lá, e mais prejudicial para o mundo seria a vice-presidente, Kamala Harris, assumir. Trata-se de uma pessoa com péssimas intenções, porém com ótima saúde.
Recentemente, o entreguista foi bajular o presidente americano. O chefe brasileiro, ao contrário do que parece, não é considerado um pária internacional, porque diz exatamente o que as autoridades do mundo desenvolvido querem ouvir: que o Brasil vai compartilhar a Amazônia. Lula abusou do discurso neocolonizado.