rafaeldasilva

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🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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🔴 Simão Bacamarte




Saiu um novo pedido de prisão de Alexandre de Moraes. O aviso consta na página do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). Curiosamente, o Mandado de Prisão foi expedido pelo próprio ministro. O documento é falso, claro.




O texto ostenta uma pompa, falsa erudição e arrogância típica dos documentos jurídicos, portanto, poderia ser escrito pelo magistrado. Embora plausível, a “brincadeira” deve ter sido executada por um “hacker”. 




Texto: “De todos os inquéritos de censura e perseguição política, em curso no Supremo Tribunal Federal para o CNJ, a fim de que me punam exemplarmente. Diante de todo o exposto, expeça-se o competente mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L”, diz trecho do mandato de prisão falso.




Sem muita atenção, nota-se a inteligência e o humor do “hacker”. No entanto, depois de descoberto, o sujeito será preso. Tudo o que envolve cadeia, atualmente, é um mistério. Advogado (com acesso aos autos), Estado Democrático de Direito e Constituição, esqueça. O máximo de direito que um preso político consegue é uma tornozeleira eletrônica. 




O destemido “hacker” deve ter um diferencial: é letrado. É fácil constatar isto: o trote jurídico pode ter inspiração no conto de Machado de Assis ‘O Alienista’. Nesse conto, Simão Bacamarte, o alienista, é um médico de loucos que, em nome da Ciência, prende no manicômio todos que julga serem loucos. Arrogante, exercendo uma suposta ciência, acaba confinando a si mesmo como louco. Justo.




Qualquer semelhança com a coincidência é mera realidade. Todas as vezes que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) aparece, nos brinda com um discurso ameaçador. Somando a voz arrogantemente impostada, as ameaças e a gargalhada malígna, ele me lembra um vilão caricato de filme de super-herói, dos anos 70. Esses que planejam dominar o mundo do começo ao fim do filme. Este tipo de personagem sempre encontra um fim trágico.




Entretanto, embora não pareça, estamos vivendo o que chamam de realidade, e neste contexto o “hacker instruído” passará alguns dias numa cela fria, lotada e sem cigarros. Ah, sem direito de acesso aos autos. 



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🔵 Lula lá, eu aqui




Naquele dia, acordei mais cedo e tomei o café da manhã. Antes de sair, peguei uma pilha de “santinhos”. No panfleto, havia um sujeito barbudo e alguns escritos, dentre eles, um em destaque: “Lula lá”. Àquela época, ainda era romântico votar no PT e achar que o Lula significava o povo no poder.




Quem não foi socialista na juventude, não tinha coração; quem permanece socialista depois de adulto, não tem cérebro. Esta anedota talvez entregue que eu sempre fui frio e calculista. Não precisei receber boletos, nem DARF’s para descobrir que o Estado seria meu maior inimigo e as estatais são “elefantes brancos” que favorecem a corrupção e expõem a ineficiência do governo. Logicamente, eu ainda não havia estabelecido estes conceitos, de modo que fui convencer alguns eleitores, que assinalando na cédula o nome daquele cara, que eu mal conhecia, teríamos um País melhor.




Eu não sabia, mas aquela experiência tinha o potencial de alterar o rumo da minha vida. O terreno era espinhoso, de modo que gás lacrimogênio, jato d’água, cassetete, bala de borracha, algemas e camburão abririam um portal sem volta, deixariam uma ferida impossível de cicatrizar e alterariam minha incipiente personalidade para o resto da vida. Eu seria cooptado como um adepto de uma seita cujo fim é o suicídio coletivo. 




Nem a escola, nos anos 80, foi capaz de me tornar ávido por justiça social. As aulas de História e Geografia não me convenceram de que éramos todos opressores e oprimidos. A propaganda, feita por um professor, da fundação do Partido Verde não me comoveu, continuei achando o feto humano mais importante do que o ovo de tartaruga.




A contestação, causada pelo choque de gerações, aos meus pais era facilmente dissuadida com um pacote de ‘Biscoitos São Luiz’ sabor chocolate e a revolta com a Igreja Católica era aplacada com a ameaça de um deus vigilante e vingativo.




Essa opção, numa encruzilhada da vida, me impediu de virar um Che Guevara de butique, vestindo sandálias de couro e calça de algodão cru, passar as tardes na Vila Madalena me entupindo de cachaça com linguiça e achando Guilherme Boulos e Marcelo Freixo caras legais.




***




Consegui abstrair aquela situação e vi que não ornava. A estética era péssima: eu distribuindo panfletos do PT, sorrindo e sendo retribuído com indiferença. Constatando que aquilo não era pra mim, devolvi a pilha de panfletos e segui me decepcionando com a política, mas, a partir dali, somente com a direita.




A minha alternativa foi o Collor, o caçador de marajás. 




Fim.
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🔵 Carreta Furacão




A Carreta Furacão, quando surge, parece inofensiva. Apenas parece. Trata-se de um trenzinho turístico feito para alegrar toda a família, independente da idade. Tem o aspecto inofensivo porque apresenta tudo muito colorido, uma seleção formidável de personagens (super-heróis, bichos e personagens infantis sortidos) e uma seleção incrível de canções animadas. Essa fauna de animadores alegra, mas também barbariza e “toca o terror”, por onde passa.




Ao dobrar a esquina, surge o veículo encantado, espalhando alegria e “terror” nos transeuntes distraídos. Ora, quem está nos pontos de ônibus, portas de lojas ou simplesmente caminhando lentamente e cabisbaixo não espera que surgirá um Fofão, Capitão América, Homem-aranha, Goku, entre outros, completamente anárquicos.




Os animadores, devidamente fantasiados, geram um humor involuntário porque são ensandecidos. Fazem rir, porque não é todo dia que vemos uma briga de mascotes. Pois é essa cena, dentre o cardápio de travessuras, que os bonecos anárquicos proporcionam quando são soltos.




O grau de barbarização em via pública corrobora a ideia de que não é obrigatório embarcar na ‘Carreta Furacão’ para se divertir, com direito à trilha sonora infantil. Aliás, quando eu era criança, havia um trenzinho que animava o meu bairro. O mais divertido era seguir esse tipo de “trio elétrico infantil” sem pagar. A rabeira do veículo da alegria garantia uma maior interação com o Fofão, o Snoopy e grande elenco, apesar de ser um atestado de miséria.




A equipe de transição do, vá lá, governo Lula é comparada com a atração infantil. Chamada de ‘Carreta Furacão’, a tal equipe é igualmente numerosa e aleatória. Com quase 1000 integrantes, a equipe junta uma galera quase tão estranha quanto Fofão e Goku, heróis do trem, juntos.




Metendo o pé na porta, a turma do petista tem quatro vezes mais integrantes que a equipe de Bolsonaro. Portanto, tem o potencial para ser inversamente proporcional em competência e honestidade. O estrago começou antes da posse.




Uma coisa a equipe de transição do Lula e a ‘Carreta Furacão’ provaram ter em comum: são utopias que geram um riso involuntário e nervoso.
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🔵Liquidação do Mappin




Com a “roupa de sair” eu ía para a “cidade”. Cidade era como meus pais e avó (todos interioranos) se referiam a qualquer centro de cidade. Na zona rural (sítio) era assim. Com minha mãe, na São Paulo dos anos 80, eu embarcava num ônibus lento e barulhento.




O metrô sinalizava a modernidade da cidade grande e a velocidade necessária para ver um cenário que me lembrava que era Natal. Eu já tinha decorado todo o trajeto: do ônibus, do Metrô e da estação São Bento. A escada rolante, símbolo do sedentarismo, aos poucos revelava o frenético trânsito humano da Rua São Bento.




No caminho, a pé, eu seguia minha mãe, que segurava minha mão: isso me permitia olhar pra frente, pra trás, pros lados, pra baixo e, principalmente, pra cima. No Centro da capital paulista, eu via muitos edifícios que já havia visto na televisão. 




Os enfeites, as marquises das lojas, o clima (em alguns pontos) e as luzes de Natal (antes da Lei Cidade Limpa) eram o mais próximo do que via em filmes e do que deve ser Nova York. 




Entretanto, a seriedade estampando o rosto das pessoas e o mau-humor de alguns denunciavam o clima tenso que aquela urbe carregava. Os incêndios nos edifícios Andraus e Joelma e o endereço escolhido, por muitos, para encerrar a vida — devido a fatalidade do Metrô, intensidade dos veículos e altura dos arranha-céus e viadutos — pesavam o ambiente. O barulho das buzinas e sirenes, os ônibus ameaçadores e a pressa só ajudavam a tornar o ambiente mais tenso.




Como a parte ruim ainda não estava na minha incipiente e seletiva realidade, concentrei-me no ‘Mappin’ que despontava na outra extremidade do Viaduto do Chá. Anteriormente à bem-vinda invasão dós “shopping centers”, o ‘Mappin’ era um cartão-postal no Centro Novo, dominava o comércio de rua e era a referência de que havia chegado o Natal. A loja de departamentos poderia lembrar, guardadas as proporções, as grandes lojas de Nova York, exemplo: Macy’s. 




Liberado da supervisão atenta e preocupada da minha mãe, eu tinha trânsito livre no andar Infantil da loja americana. Curioso, finalmente me sentia na ‘Duncan’s Toy Chest’, loja de brinquedos dos filmes ‘Esqueceram de mim’ e ‘Quero ser grande’.




Com a curiosidade satisfeita e algumas sacolas cheias de promoções da ‘Liquidação do Mappin’, eu descia o elevador ouvindo a ascensorista, com voz anasalada e burocrática, anunciando os departamentos: Cama, mesa e banho; Esportes; Calçados; Vestuário masculino; Eletrodomésticos etc. A ansiedade para pular do cubículo lotado, só acabaria quando a entediada ascensorista falasse: Lanchonete.
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🔵 Cão

Saltitante, trotando como um puro sangue, vinha ele. Pelo negro brilhante e uma mancha branca espalhada pelo peito e as quatro perninhas compridas. Trazia uma característica respeitosa na mandíbula comprida. Merecia um nome nobre: Duque, talvez. Contudo, sua aparência inspirou, ironicamente, a abreviação do terrível pitbull. Como de costume, mas franqueando algum respeito, chamava-o de cão.




Empertigado, pelagem brilhante, mandíbula proeminente, ossatura firme, porte esbelto, um legítimo Fox Paulistinha. Seria assim que o Pit se descreveria se tivesse o dom da fala; eu também exageraria descrevendo os seus atributos se ele fosse inscrito num torneio do Kennel Club. No entanto, o meu cãozinho trazia um rato morto na boca e, pelo que eu saiba, capturar roedores não garante nenhum brinde no Kennel Club. 




Se passeasse com o pequeno cão, sei que não poderia fingir que éramos uma dupla muito perigosa (eu, lutador de jiu-jítsu e ele, um pitbull), por isso, só tinha coragem de levá-lo para tomar vacina contra a raiva, em agosto.




Pit caçava ratos e exibia-os como se alguém admirasse essa sua habilidade. Não bastasse a ausência de higiene, o animal fazia questão de mostrar o resultado de sua busca em qualquer ocasião, inclusive na hora do almoço. Sua única habilidade apreciada — embora repetida por qualquer vira-lata velho e zuado — era pegar bolinhas. Ele apenas cessava quando eu parava de chutar as esferas; pela sua incrível frequência cardíaca, tenho certeza que só desistiria quando caísse morto.




Ele não seria útil perante um cão perdigueiro ou um cão pastor. Ele não vinha de uma raça famosa como um dálmata, a Lassie, o Snoopy, o Benji, o Scooby-Doo, o Marley etc. Ele não era um bicho feroz e temido como um dobermann, um fila, um rottweiler ou um, novamente, pitbull.




Não foi nenhum animal premiado, não possuía habilidades especiais, não fazia truques e não era um bom guarda. Entretanto, era um ótimo companheiro. A maior habilidade dele era mostrar qualidades humanas. O grande truque dele viria no ato final: saudades...




O coraçãozinho do Pit parou. Não foi apanhando ratos, nem bolas.
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🔵 A revolução dos bixos




Resolvi começar mais uma faculdade. Sempre tomando o devido cuidado para não virar aquela piadinha besta do pedreiro que fez cinco faculdades e ía começar mais uma. A decisão era séria, entretanto desta vez os objetivos eram alguns: dar um “upgrade” na minha formação intelectual, bem como obter um diploma para pendurar no lugar do diplominha da escolinha infantil. O principal era que, com o terceiro grau completo, eu poderia prestar um concurso público mais robusto.




Ingressei numa dessas universidades “shopping center”, conhecidas como “pagou, passou” ou, ainda, prédios escolares que, distribuindo canudos, despejaram caixas de supermercados advogados e balconistas administradores de empresas. 




Nosso quadro docente contava com uma equipe pronta para formar uma guerrilha urbana e a luta armada, almejando, eternamente, a “ditadura do proletariado”. Para não sobrar dúvidas, um professor chamava-se Vladimir. Como eu não tinha talento para disfarçar que era capitalista e, além disso, conservador, só continuei o curso porque Vladimir (logo ele!) me deu cobertura e garantiu minha vida enquanto não instalassem o paredão. Descartando a possibilidade de me tornar um marxista, tratei de autopoliciar o emprego das palavras. Sem o estereótipo das classes trabalhadoras, menos favorecidas, minorias ou coletivos, logo vi que eu estava em território inóspito. Portanto, enfrentaria anos difíceis.




Mas, descobri, eu não era o único direitista infiltrado naquele ambiente socialista. O curso de Letras e os descontos atraíram um “enxame” de policiais civis e militares com o objetivo de ingressar na Polícia Federal. Um pouco de tirocínio identificava a ideologia dos indivíduos (professores e alunos).




A profissão da maioria dos calouros intimidava a aproximação dos veteranos e seus trotes. Nós, os calouros, passeávamos pelo “templo do conhecimento” espantando quaisquer ameaças de trote e, até eu evadir-me de mais uma faculdade, do trote. Enfim, consegui dissuadir a ameaça de perseguição dos malditos comunistas.




Me sentindo um veterano já no primeiro dia e incólume à doutrinação escolar, senti-me livre para acessar os gráficos da Bolsa de Valores e outros ícones da burguesia. Naquele momento, me senti incólume às lesões cognitivas causadas pela leitura de Jean-Jacques Rousseau e Michel Foucault, bem como militantes disfarçados de professores implementando sua tática gramsciana. Minhas credenciais garantiam que ninguém se aproximaria de mim me chamando de companheiro. 




Eu nunca tive vocação para me fazer de oprimido, muito menos “posar” de vítima da suposta classe opressora. A utopia socialista jamais me usaria de massa  de manobra. O Diretório Acadêmico, naquele ano, garantiria uma fornada de idiotas úteis voluntários. As expectativas iniciais tornavam tinta na cara e um corte mal feito no cabelo os menores dos males. 

































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🔴 O MST volta a amolar




Não foi por falta de aviso. Aviso deles mesmos. O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) tem um método para realizar ataques terroristas sem ser enquadrado no crime. No entanto, Lula foi eleito, digo, “coroado” chefe do Brasil, apesar das ameaças terroristas do grupo.




É muito curioso como o MST chega nos assentamentos: picapes e outros carros. João Pedro Stédile, líder do MST, já acenava com retomada de invasões, em caso vitória de Lula. Chegou a hora.




Durante o governo Bolsonaro, o movimento resolveu suspender suas perfunctórias atividades, entrando, assim, numa hibernação compulsória e bastante oportuna. Com a tolerância zero tendo dissuadido o bando de tentar invadir propriedades, e a distribuição de terras ter feito o grupo terrorista perder a motivação, o MST não conseguiu conduzir uma turba enfurecida com sangue nos olhos e a faca entre os dentes.




Mas com a invasão-mor do PT (Partido dos Trabalhadores) servindo de exemplo, o MST está amolando os fações e foices. O amor venceu e o estímulo financeiro para colocar a justiça social em prática está chegando. Se o Lula subir a rampa, o agronegócio desce a ladeira.




Pedro Stédile e sua massa de manobra só esperou o Lula ganhar o Brasil de presente para voltar a tocar o terror. Fingindo perseguir a reforma agrária, o MST mutila animais, arrasa pesquisas e destrói plantações. A tática dos manifestantes invalida o argumento de que o grupo só invade terras improdutivas.




Jair Bolsonaro, contrariando as expectativas, realizou uma farta distribuição de propriedades rurais; essa ação desmobiliza o exército do MST. Além de impossibilitar o meio de vida de parasitas, como o Stédile, isso desmascara quem finge que luta pela reforma agrária. Resumindo: é ruim para os negócios. Se Lula não fosse conduzido à Presidência, Stédile teria que, argh, trabalhar.




Facões, foices e pedaços de madeira não são ferramentas de trabalho, são instrumentos de intimidação ou, na hora que o “bicho pega”, armas.




“Fé cega, faca amolada”.
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🔴 “Vou festejar o teu sofrer”




Dançando ao som de Beth Carvalho. Que mal pode haver nisto? Quando o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, está na festa, algo está muito estranho. A letra da música ‘Vou Festejar’ cabe perfeitamente para escarnecer de quem se deu mal no pleito. O curioso é que o responsável pela votação foi parcial. A eleição foi empurrada de qualquer jeito, não foi transparente e colocou  na Presidência um sujeito que não atua como um servidor público, mas um realizador de interesses particulares.




Dentre as imagens que eu vi, chamou a atenção um sujeito dançando solto como um “tiozão” no final de um baile de debutante. Como se não houvesse amanhã, o camarada, que devia ser um cidadão compenetrado, sério mesmo, balançava o esqueleto ao som da “melô da vingança” ‘Vou Festejar”. Com a gravata frouxa, paletó amarrotado e os dedinhos indicadores em riste (como um legítimo japonês sambando), ele gritava: “(...) vou festejar o teu sofrer, o teu penar”. Chora. Deve ser a tal “festa da democracia”. Pode não ser nada do que parece, mas tudo isto tem a estética do escárnio.




Se há políticos e autoridades comemorando absolutamente nada numa festinha brega e nababesca, o interesse público está vazando pelo ladrão. O pouco caso pode ser traduzido numa dancinha. Quem não se lembra da deputada Ângela Guadagnin e a “Dança da Pizza”. A performance, que poderia ser facilmente confundida com uma celebração mística, era a ofensiva e obscena comemoração da absolvição de um colega acusado no “Mensalão”.




“Eleição não se ganha, toma-se”; “Já vai tarde” e “Perdeu, mané” contribuem para o argumento do escárnio. Luís Roberto Barroso justifica a infelicidade do que diz como sendo piadas. O repertório de baboseiras é o suficiente para um “open mic” (microfone aberto) de “stand-up comedy”.




Políticos arriscando dancinhas, trilhas sonoras e frases que evidenciam (ao menos simbolizam) que eles não estão nem aí para o povo, são o prenúncio de uma disrupção. O ‘Baile da Ilha Fiscal’ ficou conhecido por isso. O evento que ofereceu diversão para os nobres antecipou a queda do Império e início da República. 




Já temos a dancinha, a trilha sonora e as frases infelizes. Falta pouco.



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🔴 Azar deles




Um povo não merece ser governado por um mandatário condenado. Ontem, Cristina Kirchner foi condenada pela Justiça. Como os argentinos têm azar!




Como dar o exemplo? Os pais ensinam que é feio roubar, que isso não  compensa. Os argentinos não têm mais este argumento. Aqui no Brasil, os juízes têm plena consciência: o crime não compensa. Por isto, lamento muito: que pena dos argentinos.




Governantes amigos de ditadores sul-americanos. Ditadores sul-americanos donos de uma estética caudilha terceiro-mundista. Foro de São Paulo, Grupo de Puebla, Unasul, Bolivarianismo etc. Esse pacote de besteiras faz parte do glossário do Mal e compõe  essa estética latino-americana terceiro-mundista. Todos esses mandatários parecem oferecer um ideal de sociedade tão utópico que não conseguem entregar nunca. Acabam por “quebrar alguns ovos para fazer uma omelete”. Prometem uma igualdade que, se existe, se materializa como escassez para todos. A Argentina padece na mão dessa gente. Que azar!




O futebol é o ópio do povo. É Copa do Mundo, a seleção está classificada para as quartas de final, portanto, tudo é válido; é nessas horas que medidas impopulares passam no Congresso, A nossa rivalidade é só em campo. Por serem tratados assim, tenho pena deles, os argentinos.




Mesmo após a sentença, a permanência no governo é praticamente garantida. O crime, quando não é punido se banaliza, aí a cara de pau é institucionalizada, e até a Presidência abre as portas para quem deveria estar na cadeia. Governados por quem deveria estar na cadeia. E, pela idade avançada, isso não vai acontecer. Ah, os “hermanos”, quanto azar. Graças a Deus, sou brasileiro.




Perseguição política é a narrativa padrão para “vender” a condenação como algo ilegal. A turma da vice também fala em “máfia judicial” e “Estado paralelo”. A Argentina não é para amadores.




As urnas eletrônicas provam que no Brasil, sim, existe democracia. A apuração sempre ocorre magicamente, e os resultados são divulgados como, mágica, no dia. Eleições, aqui, são tão confiáveis e ágeis, que esse dia é conhecido como: “A festa da democracia”.




Realmente, nós temos muita sorte. 
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🔴 Fernando Haddad colou, mas não colou




A equipe de transição do PT (Partido dos Trabalhadores) assusta. A mistura aleatória de colaboradores da volta do projeto nefasto de poder confirma os maiores temores de “volta ao local do crime”, dando uma leve parafraseada na exata fala de Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito. Apelidada de Carreta Furacão — trenzinho infantil que reúne uma turminha inacreditável de personagens —, a absurda e meganumerosa equipe de transição ocupa o Palácio do Planalto como um local abandonado. Calma, quando anunciarem os ministérios, pode piorar.




Fernando Haddad, possível ministro da Fazenda, cursou apenas dois meses de mestrado em Economia, tendo “colado”. Eu não tenho sequer essa curtíssima experiência de 60 dias na disciplina, logo, não colei. Num país em que a maioria valoriza a honestidade, eu ganharia o cargo no quesito confiança. No entanto, como o STE (Superior Tribunal Eleitoral) quis dizer, a maioria não valoriza a honestidade e é ingênua, quando ao mesmo tempo cai fácil no “conto da picanha”. Triste...




Fora de contexto, piada, brincadeira, as desculpas seriam suficientemente tranquilizadoras se o político do PT não fosse cotado para o Ministério da Fazenda. Apesar das ideias assustadoras, o fato do petista ter “colado” na disciplina, pode ser uma excelente notícia, afinal o desconhecimento significa impedimento de implementá-la. Afinal, o que é pior: alguém como Guido Mantega ou Fernando Haddad?




Haddad é uma mentira ambulante. Forma uns três acordes, mas posa segurando um violão que é uma beleza, fingindo, assim, que toca o instrumento. Ele também carrega uma estética meio tucana (petista de paletó). Contudo, não se engane, apesar da estampa de professor do ‘Mackenzie’, suas ideias são radicais como as de um comunista do início do século XX. Só essas características credenciam-no como um Cavalo-de-Troia perfeito. Apesar de multi derrotado, ele se infiltrou no coração do poder.




Quando Haddad confessou que não sabia nada de Economia, a plateia aplaudiu. Essa atitude escancara o jeitinho brasileiro (malandragem). Haddad diria a seus professores: Perdeu, mané.




Não há reza que faça isso dar certo.
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