O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
O conjunto organizado de caminhões, sob a guarda do Exército, parece ameaçador, mas não é. As bandeiras, estrategicamente colocadas, na frente dos veículos, mostram que há um objetivo maior. As “Tias do Zap”, senhoras com cadeira de rodas, andador e outros sinais da dificuldade de locomoção, escancaram a falácia dos ditos “protestos antidemocráticos” e “atos golpistas”.
Inteligentemente, cada cidadão se considera e age como líder dos protestos, isso impossibilita multas e prisões, bem como a consequente desmobilização do evento. Não contente com a desobediência civil, Alexandre de Moraes ameaçou os caminhoneiros com multa de R$ 100.000 por hora (mostrando que suas ações não obedecem nem a proporcionalidade nem a razoabilidade) e, com a intenção de minar as forças da manifestação, enviou uma turminha de fiscais para tratar o povo como bandido. O plano maligno não funcionou. Os fiscais foram expulsos.
A movimentação não é contra o resultado das urnas; é contra a condução forçada (à Presidência) do chefe da organização criminosa que limpou os cofres do Brasil. Contrariando a lei, a lógica e as evidências, Lula foi solto; não dialogava, nem reunia o povo (a não ser um público amestrado, e controlado em ambientes petistas); foi presenteado com “pesquisas”, embora erradas, muito favoráveis; foi beneficiado com decisões judiciais amigas; foi protegido por ministros togados amigos (que acatam tapinhas no rosto); foi ajudado com desigualdade eleitoral programada (nas inserções radiofônicas) e uma apuração, no mínimo, estranha (dos votos). Tá bom?
Os ministros do STF tentaram voar longe “dessa gente bronzeada”. Não adiantou. A pulverização mundial brasileira não deu sossego e brindou-os com uma amostra grátis do inferno. Sem violência, a manifestação da indignação é legítima, ainda mais no país da “freedom of speech” (liberdade de expressão). Lá, eles não podem censurar, desmonetizar, calar, prender...
Ao contrário da velha imprensa, “youtubers” e a imprensa internacional estão cobrindo as manifestações. Além disso, a ‘Fórmula 1’ (um evento mundial) internacionalizou o que está acontecendo aqui. E isto é tudo o que os togados não queriam que vazasse deste jeito.
A mobilização pode não trazer resultados imediatos, entretanto o presidente não terá sossego. Ele não precisará nem ir ao Maracanã para descobrir isto; do seu gabinete, a impopularidade já será sensível. Nem mesmo o trânsito de “dinheiros” será capaz de resgatar a governabilidade petista.
O conluio sonha com a volta do “Fique em casa”.
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🔵 Pérolas aos porcos
Aquele uniforme era bem ridículo, ainda mais em contraste com o desfile de moda estrangeira que passava na faculdade classe A. Muito embora eu me garantisse metido na calça de tergal e camisa barata. Também tentava, eternamente, ajeitar a gravata torta sem mostrar o elástico substituindo o nó.
Final de ano, o clima era diferente, melhor. As férias estavam chegando, os melhores alunos talvez já estivessem em alguma estação de esqui ou algum balneário na Europa. No “campus” já havia um clima de férias e a Secretaria de Direito, onde eu trabalhava, acompanhava esse ritmo. Alguns inspetores de alunos ficavam na Secretaria “cozinhando o galo”.
A Sala dos Professores estava cheia. Imperava o clima de “jantar inteligente”. Nas conversas, naquele simulacro de Supremo Tribunal Federal, um tentava parecer mais inteligente que o outro. Circulando entre magistrados, juízes, desembargadores, promotores e advogados, não me impressionei com toda aquela afetação verborrágica. Até achei engraçado quando percebi que os professores achavam que falavam em outro idioma ou que eu necessitava correr para o dicionário para compreender as conversas do cômodo.
O Diretor do curso de Direito Tributário anunciava nas rodinhas, grupos e duplas de conversas um vinho italiano chamado Frascati. Os catedráticos examinavam o rótulo da garrafa; nós, o conteúdo do vasilhame. Pouco importavam o nome, a marca e a procedência da bebida, o importante é que tinha álcool.
Aquela nobreza de plástico e o clima pedante eram mera disputa de erudição, farsa que não resistiria a meio copo do maldito vinho italiano. A exibição enciclopédica de conhecimentos, aquela ostentação de cultura e erudição, o desfile de gente grande brincando de Sorbonne estava prestes a ruir, todo mundo via.
A confraria seguia emulando o ambiente intelectual de Harvard, despejando um conhecimento superficial; enquanto isso, a ralé confraternizava com sua festa na Floresta de Sherwood. Era claro, a verdadeira confraternização de fim de ano estava no “churrascão de fundo de quintal”.
E o vinho branco, o tal Frascati, rodando pra lá e pra cá, de mão em mão, recebendo “rasgados” elogios bajuladores.
Enquanto isso, o “chão de fábrica”, o “porão do navio”, “o pagode na laje” era a reunião mais agradável e sincera, com um linguajar simples. Trajando calças de tergal e falando de futebol, ríamos mais que os mestres ostentando paletós ingleses e discutindo a Revolução Francesa.
No entanto, faltava uma coisa: uma bebida alcoólica decente. Quando o festejado vinho italiano chegou no convescote proletário, não faltava mais nada. Dali, o vasilhame só foi liberado seco. Feito um reles Sangue de Boi, o Frascati matou a sede da plebe em simples copinhos descartáveis. Não havia “terroir”, nem “bouquet”, todos só queriam saber de “ficar bem louco”.
Não vi nada de especial na bebida europeia; só sei que, se fôssemos processados pelo delito, estávamos num dos piores lugares. Creio que o episódio foi minimizado porque aquele foi o nosso “Dia da Pendura”.
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🔵 O supermercado hiper assaltado
Inocentemente, me dirigi à caixa do supermercado, coloquei a garrafa de Coca no balcão e aguardei a minha vez. Saindo do meu transe e reparando bem, notei que a demora se devia a um assalto. Obedecendo a autoridade de um revólver, fui expulso para não atrapalhar a “limpeza” da caixa registradora.
Fui ao estoque, esperar os “clientes preferenciais” serem atendidos. Chegando lá, o que vi mudou minhas impressões acerca da gravidade do evento: ajoelhados, clientes e funcionários rezavam com muita fé. O local não era apropriado para aquela genuflexão forçada, mas, naquele depósito imundo, eu somava, entre barras de sabão e pacotes de bolacha, à demonstração de fé.
A cena ecumênica, emocionante, foi interrompida pelos disparos do revólver. Os estampidos acrescentaram às orações, os choros. Foi nesse momento que eu me entreguei ao “muro das lamentações”. O cenário era, definitivamente, de fanatismo explícito em direção a Meca do que os fundos de um supermercado. Como não estávamos em uma agência bancária, não havia cofre, então estava praticamente descartada a probabilidade da quadrilha espalhar o pânico.
Reconheci alguns dos “fiéis”. Apesar da pouca experiência e inédita participação em assaltos, mantive a calma. Minha vida começou a ser reproduzida como um curta-metragem, mas interrompi aquele terrível clichê e tentei lembrar das táticas dos filmes de assalto a banco. Entretanto, não havia jeito, teria que sair daquela situação constrangedora. Foi o que fiz, pois eu só queria sair daquele maldito supermercado vivo e com a garrafa de refrigerante.
Quando acabou a forçada transferência de renda, esperei o som de “fim de festa” para arriscar sair da toca. Sei que a minha humilde bebida não compensaria o prejuízo causado pela expropriação, mas, é claro, paguei a mercadoria.
Semanas depois, quando eu via aquele repositor, concentrado, entre latas de extrato de tomate e pacotes de sal, logo lembrava dele ajoelhado, rezando e murmurando aos prantos.
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🔴 Dores nas articulações
‘O Chefe’ não vai conseguir restaurar a paz entre a população brasileira, mas já tratou de costurar a “harmonia entre os poderes”. Isto é tudo, afinal, como disse Zélia Cardoso de Mello, “o povo é só um detalhe”. A quantidade de ministérios que ‘O Chefe’ voltará a botar para funcionar dá uma dimensão de como será o “diálogo de coalizão”.
A fauna que ‘O Chefe’ trouxe como equipe de transição, apontou como possíveis ministros ou simplesmente sinalizou a aproximação assustou o mercado e as pessoas de carne e osso. Como sempre, os derrotados nas eleições garantem um cargo.
Há um acordo tácito de apelidar uma parte da mídia de velha imprensa. Sem se dar conta de que o nome pejorativo foi dado porque existe uma nova imprensa e quem não dá mais credibilidade à velha imprensa é, justamente, seu antigo consumidor, ela acelera rumo ao abismo.
Quem assistiu à torcida explícita desta imprensa, não se surpreendeu com a redação da Globo festejando a “vitória” do “Chefe”, como se fosse a “festa da firma” ou o “amigo secreto”. Esta, digamos, imprensa não reporta algo incrível que está acontecendo: o povo nas ruas. Quando reporta, descreve, desinformando, como “ato golpista” ou “manifestações antidemocráticas”.
Depois do relatório do Ministério da Defesa, tentaram arrefecer os atos, mas — não lamento — os atos recrudescerão. “O bicho vai pegar”. Enquanto a velha imprensa dorme, a nova imprensa e parte da reportagem internacional mostram o que está acontecendo. Como sempre, muitos se arrependerão de ignorar o fenômeno. Será tarde demais, porque a internet não esquece e é implacável com quem acostumou-se a reescrever a História.
Emílio Surita, programa Pânico, Jovem Pan, chama esta turma (novo governo) de ‘Carreta Furacão’. Carreta Furacão é um trenzinho turístico de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O veículo agrupa uma inacreditável seleção de personagens ensandecidos e aleatórios. Esta turminha sai alegrando e barbarizando pelas ruas da cidade. Eu gosto de comparar a equipe do ‘Chefe” como um catado de pessoas incapazes de administrar um carrinho de pipoca. São os incapazes capazes de tudo.
Agora que terminou a eleição, avisaram que a “chuva de picanha” era apenas uma metáfora. O estelionato eleitoral, que rendeu votos, virou figura de linguagem. Os brasileiros que entenderam a promessa de campanha como a volta do “churrasquinho com cervejinha” caíram no conto da picanha por serem analfabetos funcionais ou ingênuos. Ora, ninguém vai culpar se confundem algo irreal, como uma precipitação de proteína bovina, com fartura de carne. Temos alguns anos de incompetência sendo chamada de herança maldita e metáfora. “Faz o L”
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🔴 Aquele que tudo vê
Chico Vigilante, deputado petista, sugeriu bustos de Alexandre de Moraes em praças do Brasil. Esta sugestão virou manchete. Entretanto, foi a maior demonstração pública e desavergonhada de bajulação ou retribuição de favor. Um neologismo se aplica melhor a essa infeliz ideia: “puxasaquice”.
Coincidentemente, “Xande” foi exaltado pelo deputado petista como merecedor do monumento, depois que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) foi elevado à presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Lá, “Xande” conseguiu emplacar o seu projeto de vida: o “Lava Lula.
Chico Vigilante apareceu com um esclarecedor segundo nome. Vigilante pode ser, sem erro, interpretado pela distopia orwelliana ‘1984’, pelo regime comunista e ditaduras como a stalinista. Para estes paralelos, nada mais adequado como uma homenagem personalista que simboliza aquele “que tudo vê”. A única certeza de um monumento como esse, é sua derrubada.
Alexandre de Moraes vem cumprindo a “cartilha do tirano”: vigiando, prendendo, cancelando e perseguindo quem declara algo que o desagrade. Ele vem censurando, desmonetizando, calando etc quem irrita-o com publicações contrárias a seu objetivo: reescrever a História.
A “xandecracia” extrapola a perseguição do TSE além do período eleitoral. A cena começou errada: uma posse que remeteu-nos ao que deve ter sido a coroação de um imperador. No final de tudo (ou não), foi celebrada a rápida apuração dos votos. Mais rápido, somente nas ditaduras, nas quais é comum se saber do resultado antes mesmo do início do processo. Entendi, o objetivo nunca foi transparência, foi ligeireza. Tudo como num crime perfeito.
Um busto ou uma estátua era o que faltava para ilustrar o grau de tirania do ministro. Medidas mais evidentes de homenagem impopular e inútil só mesmo “nome de logradouro público” ou “dia de alguma coisa”, como “o dia da sanfona”.
A História mostra que o destino das representações de poder acabam representando a queda de um poder. Isso é muito simbólico.
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🔴 Brasil para Lula
O MPE (Ministério Público Eleitoral) de Goiás pediu investigação de adega que “cometia” a promoção de vinhos a R$ 22. A caneta da lei agiu para não impedir a propaganda irregular de Bolsonaro. A ironia me obriga a inferir que a garrafa não estava em oferta adequada; o ideal, para a Justiça seria comercializar a bebida por R$ 13.
“Ridendo castigat mores” (rindo se corrigem os costumes). De tão ridícula e absurda, a medida encorajou uma chuva de “promoções” provocativas. Exemplo: automóvel a R$ 222.222,22. Até 2:22 da tarde. Tem, também, o fusquinha de velho que ficou nacionalmente conhecido. Por que? Porque foi envelopado com a propaganda de Bolsonaro.
A sensação se confirmou: todos que se opuseram ao Capitão, fizeram uma propaganda involuntária. Toda vez que impetravam um pedido insano e determinavam uma arbitrariedade, eu imaginava uma transferência de votos em massa.
Se não for para evitar a lembrança do número do candidato, eu não consigo imaginar alguém decidindo a escolha do voto por um algarismo recorrente. Isso me parece mais aleatório que apostar no Jogo do Bicho. Essa escolha também remete àquela lenda do eleitor que definia o voto, de última hora, baseado num “santinho” (panfleto).
O ”Streisand Effect” funcionou e eu fiquei ciente de uma adega do Centro-Oeste. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na tentativa de demonstrar força, esqueceu-se de organizar o básico. Conclusão: enfrentamos um primeiro turno cheio de filas, como há muito tempo não se via. E os observadores internacionais tendo que fazer cara de que gostaram do que viram.
Estigmatização de palavras e censuras de pensamentos divergentes. E tem parte significativa da imprensa e dos que se alimentam do lema “censura nunca mais” concordando com isso. Dizer-se contra a censura daqui a 50 anos, não cola mais.
Parafraseando um pensamento atribuído a Bertolt Brecht
Um dia desmonetizaram
influenciadores conservadores
Como não era comigo, eu nem liguei
Outro dia prenderam políticos
Como nunca votei neles,
pouco me importei
Antes das eleições,
proibiram imagens positivas
de um candidato
Como era meu adversário,
até achei legal
Num golpe fatal,
censuraram algumas publicações
Diferentemente do meu discurso, concordei
Certo dia, me interrogaram, torturaram e prenderam.
Ninguém veio me ajudar, não sobrou ninguém.
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🔴 No dia seguinte...
Amanheceu chovendo muito! Mas ainda não caiu nem acém do céu. Prometeram um Brasil pacificado, despolarizado e democrático. Não é isso que estou vendo e, pelo jeito, isso não vai acontecer.
Apesar de tudo, deram um jeitinho brasileiro nas eleições. Bolsonaro recebeu discursos cheios de rancor, ameaças de morte e xingamentos (inclusive charlatão e canibal!). Com o esgotamento do dicionário de impropérios, restará chamá-lo de feio, bobo e cara de melão. Tudo e todos contra, por quê? Como o Lula venceu, nós veremos quem se beneficiou e quem ficará com o ônus; afinal, não é todo mundo que pode se refugiar em Paris.
Mesmo assim, é assustador que o discurso anacrônico de “pai dos pobres” ainda “encante serpentes”. As promessas vazias de “ser feliz” e “chuva de picanha” soem como música, em vez de “teto de gastos”, “Independência do Banco Central”ou “responsabilidade fiscal”. O PT (Partido dos Trabalhadores), inteligentemente, relegou estes “palavrões” a coisa de “neoliberal”.
Mas quem votou num ladrão “chavequeiro” deliberadamente, sendo bem esclarecido, perdeu a vergonha. Essa queda pelo discurso fácil equivale a vender a alma pro coisa-ruim. Isso porque tem uma turminha que faz o “L” pra pagar pedágio para a “intelligentsia” ou por interesses muito particulares. Reitero: para muita gente, é mais importante o motoboy trazer uma pizza na porta de casa, do que a transposição do Rio São Francisco.
A grande dúvida é: será que o Lula vai parar de ameaçar o País? O velho caudilho sul-americano poderá, um dia, se aposentar como um exótico mandatário terceiro-mundista subserviente às agendas do Hemisfério Norte e dono de ideias ultrapassadas?
Olhando pra frente, ficou contente quem sabe a importância dos números, da obra embaixo da terra, do saneamento básico, ou seja, do que traz maiores resultados a longo prazo. Mirando o retrovisor, ficou triste quem esperava chuva de picanha, democracia, pacificação e felicidade. Eu sei, essas promessas abstratas e irreais foram tentadoras e renderam muitos votos. Como diria Dilma: quem perdeu, ganhou.
Em São Paulo, o Tarcísio Gomes de Freitas “pavimentou” os adversários. Estes vieram com um papinho xenofóbico de exigir, em vez de competência, certidão de nascimento. Num paroxismo da apelação, o estado foi “defendido” como uma jurisdição do Velho Oeste, com falas preconceituosas. Exemplos: “Aqui não” e “Forasteiro”.
Essas eleições não acabaram. Tradicionalmente, vem aí o “terceiro turno”, e a polarização veio para ficar. Teremos uma divisão muito parecida com a divisão dos EUA, e o PSDB pode reencontrar-se nessa dicotomia. Lula não poderá embolsar R$ 1.00, sob pena de lembrarem sua vida pregressa.
Feliz Dia das Bruxas.
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🔴 O Mensalão, o Petrolão e o fujão
Lula tinha compromisso mais importante que dar satisfação por que quer voltar à... Presidência da República. Jair Bolsonaro, que não foi neutralizado neste ano, compareceu. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) transferiu para Lula um latifúndio de inserções na televisão. Entretanto, caiu no colo do candidato à reeleição uma sabatina que era para ser um debate.
O “pool” de imprensa que sabatinou Bolsonaro “pegou leve”. Não poderia ser diferente, já que a simples presença do morador do Palácio da Alvorada garantiria uma ótima audiência. Mas ele “deitou e rolou”. Fez da sabatina seu “cercadinho” no SBT; fez propaganda do seu governo; convocou a audiência para uma “live”; colocou “acidentalmente” seu número (22) na tela e, mais incrível, manteve a calma, não respondeu nenhuma pergunta atravessada, não deu uma voadora em nenhum jornalista, não distribuiu coices e não precisou voar com os dois pés no peito de ninguém.
Na Record foi melhor que no SBT. Na emissora do bispo, ele pôde desgrudar de si o episódio do Roberto Jefferson. Com o latifúndio de tempo para se defender do oportunismo eleitoral que estão tentando fazer da resistência do ex-deputado, Bolsonaro eliminou, inclusive com documento, quaisquer movimentos de trapaças,
Lula tem motivos de sobra para se arrepender do não comparecimento aos debates, a não ser por, diferentemente da presença de pessoas abobadadas e amestradas, os debates contarem com jornalistas e um debatedor hostis.
Fazendo uma analogia tosca com o futebol, como Lula tanto preza, não ir a debates e querer vencer a eleição é como querer ganhar a Copa sem jogar as partidas. Além disso, Lula tem o péssimo vício de comprar juízes. Jogo sujo.
A semana promete. Randolfe Rodrigues, André Janones e a tropa de choque farão o diabo para o ex-presidiário voltar a segurar a chave do cofre.
É tarde demais para alguém da tropa de choque de Lula judicializar, mais uma vez, pedindo para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) obrigar Jair Messias Bolsonaro a fugir de debates. Com o eleitor, as considerações finais.
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🔴 Censura livre-se
Desordem informacional é o novo eufemismo que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) inventou para evitar usar a palavra “censura”. Pega mal utilizar a ferramenta que repudia-la foi meio de vida pra tanta gente. Entretanto, com os interesses, somados ao poder, lançaram mão de um dos instrumentos mais abjetos: a censura prévia.
Tendo a produtora de vídeo Brasil Paralelo, mas também a emissora Jovem Pan como alvos, o Jurídico estendeu seus tentáculos repressores a quem tem tradição no Jornalismo, portanto longo alcance, respeito e, logicamente, tradição.
Nesses dias de polarização e paixões políticas, somente quem teve coragem se solidarizou ou se indignou com o absurdo. Muitos se calaram e, estranhamente, outros até aprovaram o que está ocorrendo. Em tempos de militância política explícita disfarçada de Jornalismo dava até para esperar o silêncio e a aprovação da censura prévia.
É compreensível o gosto que os “progressistas” têm pelos regimes de exceção; é sabido que a tal “luta pela democracia” foi a narrativa implantada para reinventar a História. Na verdade, os “progressistas” queriam implantar a Ditadura do Proletariado, aquela em que todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros. E continuam tentando. A perpetuação no poder continua sendo tentando, mas através do voto e não da luta armada. Na teoria, o que nunca deu certo em lugar algum, funcionaria aqui. Sei...
Ah, a ditadura está vindo pela hipertrofia do Poder Judiciário (juristocracia) e sua “caneta pesada”. O Senado podia ajeitar as forças, exercendo a função constitucional de freio e contrapeso, mas a pusilanimidade, a covardia e o rabo-preso do presidente da Casa desigualam a tripartição dos poderes.
O TSE, numa tabelinha com o PT (Partido dos Trabalhadores), vem removendo, ocultando e censurando conteúdos que propaguem a verdade. O irônico é que estamos num momento que é justamente quando temos que saber quem são os concorrentes, eles são bem embalados como sabão em pó. Como a verdade prejudica uma candidatura, o TSE entrou na disputa como um marqueteiro talentoso, que “vende” o político bem embalado para enganar o cliente (eleitor).
O TSE e o STF (Supremo Tribunal Federal) abusam de eufemismos para não assumirem que suas decisões são, sim, censura. De “fake news” a “distorção informacional”, todas essas expressões vêm sendo usadas para avançar a arbitrariedade até chegar a uma Jovem Pan. Que não passe daí, porque se passar estamos apenas vendo a “amostra grátis” ou o “test drive” da censura.
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🔴 Deu no New York Times
Por onde passa, ficando um certo tempo, Alexandre de Moraes contamina o ambiente. No STF (Supremo Tribunal Federal) foi assim. De repente, ministros começaram a mudar de opinião, caindo, inclusive, em contradição. Ainda não sabemos a influência que força mudanças de votos. Quando foi presidir o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deixou um rastro de autoritarismo e levou a mão pesada para o processo eleitoral.
Cármem Lúcia deu um nó no próprio cérebro e no de quem tentou compreendê-la, ao refutar qualquer tipo de censura e, depois, corroborar uma decisão censora. Com uma conjunção adversativa (mas), ela deu um “duplo twist carpado” e pronunciou um voto vergonhoso para quem se diz ser contra a censura. Temos a relativização da censura. Proibição, “só até achatar a curva”. Sei...
New York Times e Wall Street Journal noticiaram o que brasileiros insistem em negar, se acovardam em admitir ou simplesmente ignoram. NYT: “Alexandre de Moraes é o homem que decide o que pode ser dito on-line no Brasil”. WSJ critica a esquerda brasileira por tentar amordaçar os conservadores. Respectivamente, os tradicionais jornais norte-americanos constataram de quem saem essas decisões inconstitucionais.
André Janones, o histriônico lulista de ocasião, aproveita-se desse caos judiciário. A julgar pelo empenho no jogo sujo para conduzir o petista aos cofres públicos, a oferta deve ter sido irrecusável. Gesticulando desesperadamente, ele orienta a tropa de choque servil e babando de ódio para disseminar, deliberadamente, factoides.
O caso Roberto Jefferson é um efeito colateral dessa anomia jurídica. Tudo que começa errado, termina errado. Essa situação tem um agravante: Roberto Jefferson está com câncer. As peças estão colocadas. Como tudo começou errado, o fim não será nada bom.
Os “Fique em casa”, “fake news” e “democracia” serviram de laboratório como escalada do autoritarismo. As diretrizes, por mais abusivas que fossem, foram acatadas de maneira servil. Como toda atitude escalonada, a tendência é progredir. Como a arbitrariedade tende a recrudescer, arrefecerá mediante força igual e contrária.
Alexandre de Moraes tem acelerado rumo ao precipício igual a um camicase. Como tem agido insanamente, um amigo pode detê-lo, porque se isso não for feito, terminará como o fim de qualquer sujeito mau: mal.