Lista de Poemas
🔴 O Mensalão, o Petrolão e o fujão
Lula tinha compromisso mais importante que dar satisfação por que quer voltar à... Presidência da República. Jair Bolsonaro, que não foi neutralizado neste ano, compareceu. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) transferiu para Lula um latifúndio de inserções na televisão. Entretanto, caiu no colo do candidato à reeleição uma sabatina que era para ser um debate.
O “pool” de imprensa que sabatinou Bolsonaro “pegou leve”. Não poderia ser diferente, já que a simples presença do morador do Palácio da Alvorada garantiria uma ótima audiência. Mas ele “deitou e rolou”. Fez da sabatina seu “cercadinho” no SBT; fez propaganda do seu governo; convocou a audiência para uma “live”; colocou “acidentalmente” seu número (22) na tela e, mais incrível, manteve a calma, não respondeu nenhuma pergunta atravessada, não deu uma voadora em nenhum jornalista, não distribuiu coices e não precisou voar com os dois pés no peito de ninguém.
Na Record foi melhor que no SBT. Na emissora do bispo, ele pôde desgrudar de si o episódio do Roberto Jefferson. Com o latifúndio de tempo para se defender do oportunismo eleitoral que estão tentando fazer da resistência do ex-deputado, Bolsonaro eliminou, inclusive com documento, quaisquer movimentos de trapaças,
Lula tem motivos de sobra para se arrepender do não comparecimento aos debates, a não ser por, diferentemente da presença de pessoas abobadadas e amestradas, os debates contarem com jornalistas e um debatedor hostis.
Fazendo uma analogia tosca com o futebol, como Lula tanto preza, não ir a debates e querer vencer a eleição é como querer ganhar a Copa sem jogar as partidas. Além disso, Lula tem o péssimo vício de comprar juízes. Jogo sujo.
A semana promete. Randolfe Rodrigues, André Janones e a tropa de choque farão o diabo para o ex-presidiário voltar a segurar a chave do cofre.
É tarde demais para alguém da tropa de choque de Lula judicializar, mais uma vez, pedindo para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) obrigar Jair Messias Bolsonaro a fugir de debates. Com o eleitor, as considerações finais.
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⚫️ Churrasco Grego
Caminhando pelo Centro de São Paulo, tinha o trabalho de desviar do lixo. Dizem que Nova York também é assim. Mas lá não tem o Churrasco Grego. Assim como o beijo, o iogurte e o presente, são coisas que, apesar do nome, não são típicas ou facilmente encontradas na Grécia.
Aquela traquitana, apesar de inexplorada, era familiar. O comerciante com o desbotado avental azul — avental ostentando um logotipo referente a algum bar inexistente. O tal churrasquinho era uma pilha de gordura, algo indecifrável e algum tipo de carne girando.
Não sei se pela fome ou pela determinação do desafio autoimposto, mas o conjunto comestível me hipnotizou. Li o aviso da promoção que parecia pouco atraente, embora eterna: lanche suco. A carne tinha um aspecto atraente, mas os sucos amarelo e vermelho, eram demasiado artificiais.
Disputei espaço com desocupados, transeuntes, motoboys e demais trabalhadores com “ticket” de vale-refeição insuficiente para um prato-feito. De fato, o baixo preço era compatível com os piores cortes que giravam incessantemente no carrinho/churrasqueira.
O sujeito abriu um pão francês e esfarelou a carne que girava no carrinho e hipnotizava a ralé esfomeada. Pronto, estava construída a mítica iguaria. Pensei: com esse nome europeu, só pode ser coisa fina. Para completar esse exemplar da baixa gastronomia “Jesus me chama”, o suco: pedi, e, disputando a torneirinha com abelhas urbanas, o atendente colocou em metade do copinho de plástico, o suco artificial amarelo.
Quem consegue digerir e absorver nutrientes desse sanduíche mitológico da culinária paulistana, ingere qualquer item da região mais remota do Planeta. Larvas, insetos e raízes são fontes de proteínas palatáveis para quem consegue engolir o Churrasco Grego do Centro da Cidade.
Obs: Esta é uma obra de ficção. Eu já passei da época de me atirar a experiências insalubres. No entanto, na falta de consumir tal comida de rua paulistana, resolvi reproduzir como seria o episódio. Talvez eu tenha exagerado. Ou não.
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🔴 Ofensa bárbara
Quando critico o atual nível do Jornalismo, estou falando da militância. Contudo, não acho que o Jornalista não deve assumir o seu viés político, pelo contrário, só não deve fingir isenção, imparcialidade.
Jornais que foram referências estão publicando quaisquer coisas que os colunistas resolvem escrever (ou melhor, cometer). Ódio por quem pensa diferente, ameaça de morte etc. Porém, a Barbara Gancia acordou mal-humorada... Não, pela frequência dos absurdos que escreve, corrijo, nasceu mal-humorada e despejou no Twitter o seguinte (ipsis litteris):
“Pra bolsonarista imbrochável feito o nosso presidente, quando a filha do Bolsonaro se arruma, ela parece uma puta”
Sim, uma jornalista da Folha de São Paulo escreveu isto. Foi no Twitter, mas trata-se da mesma pessoa. Além de pessimamente redigido, o texto exala mágoa e rancor que até pinga. A Laura (filha do Bolsonaro) completou segunda-feira 12 anos de idade! Se a Barbara Gancia não se arrepende, ou pior, queria e se diverte com a repercussão negativa do caso, aí estamos lidando com uma psicopata. Nesse caso, a literatura e a ajuda médica são mais aconselháveis. Como o estágio da doença parece pouco grave, o tratamento pode recuperar uma alma da podridão, e devolver uma pessoa ressocializada.
O Twitter surgiu como uma ferramenta tecnológica excelente para exercitar a concisão. Com textos limitados, o autor tinha que exprimir toda a ideia em poucas palavras. Esta prática já revelou sacadas geniais. No entanto, o enganoso anonimato deu coragem para se esconderem atrás de nomes falsos e textos mal escritos e ofensivos. Conclusão: o Twitter virou o esgoto da internet.
Desde que o Twitter se tornou um depositório de coisas impublicáveis, penso que jornalistas devem economizar e não franquear seus pensamentos na “Cracolândia” das redes sociais, que virou o aplicativo do “passarinho”.
O comportamento antissocial da Barbara Gancia vai de encontro com o propósito das redes sociais. O teor do que ela escreve serve para ilustrar o Jornalismo: carece de credibilidade e a imprensa amarga baixos níveis de audiência e vendas. Não bastasse a concorrência amadora da internet.
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🔴 Os surfistinhas
O que Dayane Pimentel, Joyce Hasselmann, Alexandre Frota, os “Irmãos Weintraub e Soraya Thronicke têm em comum? Todos surfaram na onda bolsonarista de 2018, o sucesso subiu à cabeça, desgarraram do Capitão, aderiram ao “antibolsonarismo psicótico” (expressão de Ana Paula Henkel), se candidataram, porém não se elegeram.
Supostamente, por não serem contemplados numa esperada distribuição de cargos, passaram a exercer uma oposição raivosa, ou seja, o “antibolsonarismo psicótico”. Alguns, como Joice Hasselmann e Alexandre Frota acreditaram, inocentemente, no próprio capital político e não no herdado de Bolsonaro. Se deslumbraram com as festas de Brasília e, com alguns tapinhas nas costas, achavam que poderiam confiar em alguém, articulavam alianças e estavam costurando ótimos acordos. Foram enganados.
Soraya Thronicke não fugiu do “script”, achou que chegou ao Senado por forças próprias e bastava fazer cara de má para galgar cargos maiores. O engano se materializou em forma de “memes”
Os “Irmãos Weintraub” (Abraham e Arthur) quebraram a cara. O ex-ministro Abraham, esquecendo-se que Jair indicaria o candidato ao governo de São Paulo (e não o contrário), “queimou a largada”. Não deu outra: foi infectado pelo “antibolsonarismo psicótico” e arrastou seu fiel escudeiro, seu irmão Arthur.
Sérgio Moro viu a desconstrução política dos ex-bolsonaristas e voltou pro barco do Capitão. O antigo ministro da Justiça pesou na balança, lembrou-se dos tempos de herói da “Lava Jato”, comparou com os dias de traidor e pária, voltou para os braços do povo. Foi eleito senador e resgatou o “lavajatismo”.
Absolutamente, todos surfaram na “onda Bolsonaro”. Como declarar-se “de direita” era incipiente, bastava fazer o “símbolo da arminha”, dizer umas três palavras gatilho, como Deus, pátria e família e abominar o aborto, que estaria praticamente eleito. Neste embalo vieram todos estes citados aqui, e até desconhecidos como Dayane Pimentel.
É muito provável que o fenômeno ocorra novamente, pois choveram pessoas sem o menor perfil bolsonarista, mas que rezaram a cartilha do conservadorismo. Outro detalhe, esses neoconservadores sabem que se traírem o Capitão a marcação será implacável e o futuro político, inexistente.
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🔴 Censura livre
Barbra Streisand, atriz e cantora americana, resolveu processar um fotógrafo que registrou sua mansão. Ela quis a retirada da fotografia e um punhado de dólares. Resultado: a notícia propagou a curiosidade, e a foto bombou.
Desse episódio surgiu a expressão “Streisand Effect”, que significa quando tentam remover, ocultar ou censurar uma informação. Efeito: esta tentativa gera o efeito contrário, disseminando muito mais o que se tentava esconder. Com a internet e o destemor da “molecada” a replicação do que seria proibido é certa.
Livros, exposições, vídeos, imagens etc, quando foram proibidos, mesmo que de qualidade ruim, ganharam muita repercussão. A simples notícia da proibição tornou-se propaganda gratuita e viralizou devido à curiosidade.
As sucessivas censuras a tudo o que é de um específico espectro político levantou quem é simpático a esse mesmo lado político, tornando as medidas ditatoriais, mais que sem efeito, de efeito contrário. Uma prova disto: eu, que nem assino a ‘Gazeta do Povo”, jamais saberia que o jornal foi proibido de chamar o Lula de ladrão.
Proibiram noticiarem as “cabulosas” relações do PT (Partido dos Trabalhadores) com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e a declaração de voto do Marcola em Lula. Logo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) irá proibir o que muita gente supôs: que o PT do Lula transitou livremente pelo Complexo do Alemão devido autorização e simpatia. Só falta a proibição para a notícia correr até onde nunca chegaria.
Alexandre de Moraes passa vergonha ao fingir que o peso de sua caneta é respeitado. Quando vêm quaisquer determinações, a vítima cumpre sabendo que a censura perderá a força e o objeto ganhará o mundo. Conclusão: Alexandre de Moraes finge que cumpre a lei, a vítima finge que acata a determinação.
Todo o esquema perpetrado para reconduzir o “L” de ladrão ao poder mostra que a ditadura já existe, vem do Judiciário e é executada pela caneta. O TSE trabalha firme por sua candidatura de estimação, quase sem disfarçar. As longas filas comprovaram que a TSE largou à própria sorte sua principal atribuição (realizar as eleições) e se dedicou a prejudicar um candidato. É a democracia sem povo.
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🔴 Vendem-se pesquisas
DataFolha e outros institutos de pesquisas começaram as campanhas desacreditados. Já não se confiava pelo histórico; viraram motivo de chacota pela insistência em negar a realidade. Sempre “errando” para o mesmo lado, o comércio de preferências, de tanto se enganar foi questionado quanto ao método, local de amostragem, quantidade de entrevistados ou idoneidade.
Mais eficaz, embora nada científica, é a impressão popular — algo mais confiável, como a sensação térmica ou a sensação de segurança. É a realidade espanando a frieza dos números. Foram promovidos a termômetros da corrida eleitoral o Datapovo e o Datafeira. Lugares como a fila do supermercado, a barraca de frutas e o boca a boca ridicularizaram, mais uma vez, o militante DataFolha. Insistindo com o argumento de que a pesquisa é um “retrato do momento”, os institutos revelar-se uma fraude ou, utilizando o eufemismo, enganaram-se.
As pesquisas estimularam um arrogante, porém falso, discurso vitorioso; do outro lado a confiança no DataPovo era tão grande, que a disputa seria liquidada no primeiro turno. Definitivamente, o DataPovo é mais confiável. Melhor, é o único confiável. O Ibope já desistiu: errou tanto, que caiu em descrédito e mudou o nome. A vontade de sumir da praça foi tanta, que o comerciante de pesquisas mudou um nome que tinha virado sinônimo de pesquisa.
As “lojinhas de porcentagem” (expressão dada por Augusto Nunes) já eram desacreditadas desde o primeiro “retrato do momento”, tanto que se esperava a corroboração da desconfiança com a totalização dos votos. Tanto que, paralelamente às eleições, houve uma confirmação da inutilidade e uso eleitoreiro dos institutos. Inclusive, eu tinha tanta certeza da precariedade da descrição da realidade, que escrevi este texto antes da apuração, domingo, dia 2 de outubro.
Esses resultados são divulgados com bastante seriedade pelos órgãos de comunicação. É clara a manipulação do pleito. Os vendedores de pesquisas perderam feio, entretanto, como uma mosca chata e insistente, ressurgem. Com outro nome, mas ressurgem. No segundo turno, ressurgirão.
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🔴 Arco do Futuro
O Arco do Futuro, o Fura-fila (sinônimo de estelionato eleitoral) de Fernando Haddad, elegeu o petista, prefeito de São Paulo em 2012. O Arco do Futuro, promessa de campanha, não existe.
Haddad tenta, novamente, aplicar o golpe. Já tentou, sem sucesso, eleger-se prefeito (reeleição), presidente e, agora, governador. O postulante a quaisquer cargos públicos é um poste a ser evitado pelos paulistas.
O “eixo de desenvolvimento” que ía “atrair empresas, estimular construções e melhorar o sistema viário” era o prometido, embora ainda inexistente, Arco do Futuro. O marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) inventou Fernando Haddad, como um tocador de obras visionário, atrás de uma maquete de uma São Paulo futurista, exercendo o papel de um candidato explicando como isso seria plausível nas suas mãos com o tal Arco.
Foi de encher os olhos. O computador, competente, levantou prédios, plantou árvores e pavimentou ruas, tudo isso na, até então, infértil Marginal Tietê. Se o Haddad fizesse tudo o que vi na televisão, poderia descansar no sétimo dia. Mas não foi assim. Na propaganda televisiva, inocentemente, eu vislumbrei um futuro. Durante a campanha, ele prometeu que ainda ouviríamos falar muito do Arco do Futuro. Nem isso ele cumpriu.
Fernando Haddad tocava violão! Pior que eu. Mas ele sabia construir o Arco do Futuro, eu não. Lula, assim como Paulo Maluf com Celso Pitta (“pai” do Fura-fila), ungiu Haddad. Isto gerou uma desconfiança inicial, porém acreditaram e elegeram o “poste”. Colocaram-no na prefeitura, entretanto ele não assentou nenhuma pedra da obra.
Por que é professor, ganhou o Ministério da Educação. A partir daí, sua incompetência foi nacionalizada. Apesar da roupagem social democrata do candidato, o paulista não vai cair nessa armadilha petista. Aliás, o interior do estado vem evitando um governo sindicalista.
O sujeito surge com o beneplácito do Lula, inclusive pedindo a bênção e as diretrizes ao chefe, mesmo que as ordens venham detrás das grades. Realmente, a escolha errada pode trazer prejuízos irreparáveis.
Agora, Fernando Haddad, de olho no Governo do Estado de São Paulo, saca do bolso do paletó puído uma promessa populista: o salário mínimo paulista (R$ 1580). Será um Fura-fila ou um Arco do Futuro?
Como um vendedor de tônico capilar que não funciona, sabemos que, depois de descoberto o golpe, a fuga é certa.
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🔴 Não seja leviano, candidato!
Ninguém senta no sofá esperando ouvir as propostas dos candidatos. Debate programático é um desastre: chuva de picanha, zerar o SPC... Sabendo que os políticos apenas repetem o que os marqueteiros ensaiam, o público espera duelos verbais. Desde que não haja ofensa familiar, alguém gaguejando ou sem resposta define um debate.
Paulo Maluf, Leonel Brizola, Jânio Quadros, Franco Montoro, Orestes Quércia etc. Embates históricos, nos quais prevalecia a inteligência, mesmo com a intenção de destruir o adversário. Apesar de ficar óbvio que a rivalidade já era apenas diante das câmeras, portanto falsa, o diferencial era a cultura e a inteligência. O objetivo, aparente, dos debates é escolhermos gestores eficientes, aí a tarefa é subjetiva e difícil. Na verdade, todos querem um bom entretenimento no final do dia. Uma rinha entre humanos.
Os confrontos verbais são onde fica mais patético e claro o “teatro das tesouras”. Patético, quando vemos os candidatos fingindo e quase rindo quando “obrigados” a encenar um antagonismo. Claro, quando, contrariando o “teatro”, se unem para atacar um concorrente.
O neologismo “tucanopetismo” define bem essa união fingindo lados opostos. Lula e Alckmin juntos ilustram completamente esta realidade. Nessa ilusão, o Brasil seguia as máximas: “Brasil, o país do futebol”, “Deus é brasileiro” e “Brasil, o país do futuro”, frases que funcionam como uma cenoura inalcançável na frente do burro.
Os debates de hoje são enfadonhos porque são demorados. São enfadonhos e demorados porque abrem espaço para um monte de franco atiradores que, não tendo nenhuma chance, unem-se para atacar o adversário do “establishment”. Além de tudo, há um vazio cultural e faltam bons oradores para prender a atenção. Resultado: como um péssimo jogo de futebol, um debate político merece, no máximo, os “melhores momentos”.
No momento das perguntas de jornalistas, que é quando se espera a manifestação de vida inteligente, assistimos atuações promíscuas de vaidade e militância. Quando os jornalistas, somando com a inépcia, tentam ser mais relevantes que os candidatos. Perde o debate e perde o Jornalismo. A prova mais contundente disso é a grandiloquência com que a ‘Band’ joga confete em si mesma por sempre abrir a temporada de debates.
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🔴 O encantador de serpentes
Em agosto, Natuza Neri, da GloboNews, relatou como Lula circulava nos salões republicanos sendo tratado como um verdadeiro presidente, ao contrário de um Jair Bolsonaro sisudo e escanteado. É fácil imaginar a plausibilidade da cena, pois Lula franqueou facilmente o acesso aos cofres públicos a qualquer espectro político. Além de tudo, é fácil imaginá-lo circulando com desenvoltura como um mafioso pelos salões de Brasília.
Natuza Neri, ao contrário de preocupada, parecia deslumbrada a ponto de chamar Lula de mito. Sim, ela não chama Bolsonaro de mito porque, para a jornalista, mito e futuro presidente é o petista. Fica óbvio que a moça está sofrendo da Síndrome de Estocolmo em estágio avançado e irreversível ou é uma dedicada funcionária das Organizações Globo, para a qual ela dedica todo o seu empenho, acima até de sua própria honestidade e moral.
Nas andanças do petista, não houve a participação orgânica do povo. Para Lula, com mais uma demonstração de que não está interessado no que o povo necessita, basta o beneplácito de juristas, empresários, políticos e “amigos” aliados. Depois, ficamos assistindo, bestificados, o trânsito frenético de dinheiro.
Aliás, durante esta campanha eleitoral ficou muito claro como Lula domina a arte da demagogia; ou seja, ele ajusta o teor do discurso, de acordo com a composição da audiência. O resultado deste comportamento: contradições. Se o palavrório é para empresários, economistas, juristas etc, o discurso é responsável, edulcorado para agradar aos ouvidos pró-mercado; para uma audiência sindicalista, aparentemente excluída, majoritariamente sedenta por sangue e querendo seguir lideranças explosivas, o papo é incendiário, inflamando uma turba ensandecida para pegar em armas e fazer a eternamente prometida revolução. Esse é o Lula.
Ciro Gomes chamou Lula de “encantador de serpentes”. Mesmo não sendo literalmente uma serpente, Merval Pereira, também da GloboNews, ficou encantado com as coxas do ex-presidiário. Essa observação anatômica não qualifica ninguém para um cargo público, mas talvez aos olhos e preferências do jornalista, foram as qualidades encontradas. Definitivamente, para agradar o chefe e garantir o emprego, esse é o subterfúgio do Merval Pereira.
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🔴 Escusas eleitorais
Depois das “pesquisas incontestáveis” vieram as desculpas esfarrapadas. A cara de madeira é tanta, que a sensação incômoda é de estar por fora de algum acontecimento importante. É exatamente isto o que acontece.
As “lojinhas de porcentagens” decepcionaram (manipularam, influenciaram?), de modo que deveria se recolher a uma relevância de horóscopo de jornal de bairro. Horóscopo de jornalzinho de bairro, porque é escrito pelo estagiário e não por um astrólogo; as supostas pesquisas deveriam ser “chutadas” por qualquer estagiário e publicadas em qualquer cantinho do folhetim.
Nada disso é por acaso. Cientificamente, foi comprovado que grande parte das pessoas tem tendência a seguir a maioria. Mesmo que no início seja claro que foi escolhida a opção correta, seguem a suposta unanimidade — Efeito Manada, popularmente conhecido como “Maria vai com as outras”. As pesquisas estimulam esse comportamento.
Candidatos desistiram da campanha, influenciados pelas pesquisas iniciais; candidatos arrefeceram a corrida eleitoral, desanimados com os números divulgados por estas mesmas empresas; e candidatos se surpreenderam com a diferença entre os levantamentos virtuais e a “bigorna da realidade” (expressão do Emílio Surita). Conclusão: as pesquisas esquisitas prejudicaram muitos candidatos.
CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das pesquisas eleitorais pra quê? Além desses “circos” servirem mais como palanque e terminarem inócuos no objetivo de investigação e punição, podem servir um projeto de censura. Bastaria a imprensa ignorar quando saírem novos números. O descrédito já é uma realidade, o próximo passo é o descaso.
Não adianta, esta semana já começam a ser anunciados os primeiros números do segundo turno. Isto irá ocorrer. Não houve erro, já que os “enganos” são deliberados e recorrentes.
Quando saírem pesquisas que concluam que pesquisas não são confiáveis, talvez nesse dia eu confie em pesquisas.
“Estatística é a arte de torturar os números até que eles digam o que você quer”.
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