Lista de Poemas
🔴 Os velhacos amigos
Lula e Alckmin são os mais novos melhores amigos de infância. Essa bela relação nasceu depois de mútuas ofensas e acusações de corrupção. Ou estavam mentindo, ou realmente se uniram, vá lá, pela democracia
Ficou famosa a frase do Alckmin: “Lula quer voltar à cena do crime”. Tem razão, só que agora revelando a estratégia das tesouras, unirá forças para dificultar o trabalho da polícia.
A estratégia das tesouras consiste na constatação de que o PT (Partido dos Trabalhadores) e PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) sempre agiram em simbiose. Ou seja, travavam batalhas os velhacos amigos, mas alternavam-se no Poder. Eficaz nesse “teatro”, o PSDB conseguiu disfarçar-se de direita, capturando uma fatia (talvez a maioria) dos não representados por esta ideologia. Resumindo: o PSDB representou a direita permitida.
Agora que a máscara teve que ser arrancada, Lula e Alckmin surgiram mais fracos, como se soubessem os pontos fracos um do outro (talvez saibam) e transparecessem a vergonha da indefensável união. O “Picolé de Chuchu” não agrega nada, muito pelo contrário, como se um fosse a “kryptonita” do outro, ambos se anulam. Esta chapa não agrega e tem cheiro de naufrágio.
Hoje, Geraldo Alckmin é obrigado a desmentir (desfazer uma mentira) as acusações de quando eram inimigos. Inimigos não, apenas adversários. Como a internet não esquece, todas as acusações foram eternizadas.
O ex-governador de São Paulo se esforça muito para seguir a cartilha marxista/sindicalista do PT. Ele já emulou um Getúlio Vargas atemporal e nada convincente; cantou a “Internacional Socialista”; gritou no palanque um “Lula, Lula” com entusiasmo exagerado e tentou proibir a veiculação das verdades que havia dito sobre Lula. Para Alckmin, os fins justificam os meios.
A junção de forças obedece a interesses comuns (inconfessáveis). Interesses que envolvem muitas pessoas e instituições. É sempre importante lembrar: Lula pode, por obra do destino, deixar a cadeira do Palácio do Planalto para o vice-presidente. O efeito Covas pode colocá-lo (Alckmin) mais uma vez no atalho do poder.
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🔴 Vergonha alheia
Os “Artistas” fizeram papel de bobos mais uma vez. Quando falo de “Artistas”, não me refiro à classe artística, mas a um clubinho desesperado pela volta dos “pixulecos” estatais. “Pixuleco” é aquele dinheirinho que surge independentemente da bilheteria. Ou seja, mesmo que o resultado seja ruim, e não atraia público, o faturamento é garantido. Não me parece que seja justo.
Pois agora essa turminha resolveu sair da toca e, ignorando as pesquisas que apontam Lula (ladrão) vencendo as eleições quase no primeiro turno, implorar pro povão “virar o voto”. Mas... se as pesquisas mostram que o Lula (chefe da quadrilha) praticamente líquida a fatura, virar o voto pra quê?
Erraram novamente na estética. A peça publicitária comunica com os “convertidos” de jurisdições como o Leblon (RJ) e Vila Madalena (SP). Talvez pra essa “tchurma” a encenação pareça “descolada”; para as pessoas reais, aquelas que não podem ficar em casa” (que vendem o almoço pra comprar a janta), tudo isso apenas causa uma vergonha alheia. Essa mesma patota despreza as “pessoas normais” que já foram chamadas pejorativamente simplesmente porque supostamente votarão em Bolsonaro. Escroto é apenas um dos “simpáticos” nomes.
Esteticamente, a, digamos, propaganda, como um tiro que saiu pela culatra (lembram-se do “Ele não”?), abasteceu a internet de memes. É patente o constrangimento de alguns. Estes, para não ser “cancelados” ou “simonalizados” pela classe artística, foram “obrigados” a estrelar o filme de gosto duvidoso e resultado incerto.
O formato é sempre igual: preto e branco e cara de mau, quando a intenção é causar medo; neste caso, música, sorrisos, colorido e clima de festa, tentando sinalizar que com Lula (“et caterva”) o futuro será alvissareiro. Sei...
Se tudo der errado, muitos desses fugirão para a França, Itália, Alemanha...; o povão, se tiver um dinheirinho poupado, encontrará um imóvel na periferia de alguma cidade brasileira ou refugiar-se-á na Argentina, Venezuela, Colômbia...
A instituição do “rouba, mas faz”, devia-mos saber, é relativa. Dependendo de quem é o ladrão (Lula) é tolerado. Imposto, nada pode ser aceito; a ausência de caráter merece um punhado de memes.
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🔵 Telefante
Para quem enfrentou um sorteio de consórcio de videocassete, encarar a fila para garantir uma linha telefônica num esperado plano de expansão não deveria ser tão cansativo. Ainda era madrugada, porém a fila estática já se revelava interminável. Os primeiros raios de sol só surgiram para clarear a roubada em que me enfiei. Eu estava com viagem marcada naquele dia. Querendo estar longe dali, meus pensamentos me transportaram para os telefones públicos (“orelhões”) e as fichas. Decidi, ficaria ali até adquirir a maldita linha, pois um telefone significava ascensão social.
O Plano Real tornou a hiperinflação coisa do passado, o Windous 95 enterrou de vez a reserva de mercado, o aparelho de DVD mandou o videocassete para a obsolescência e os automóveis já não eram mais “carroças”. Contudo, o telefone ainda era item de luxo. Para poucos, um, hoje, simples telefone tinha que ser declarado no Imposto de Renda.
Antes das facilidades do celular, o telefone de disco (discar) e o “orelhão” “quebraram um galho” “quando tudo isto era mato”. Entretanto, não eram raros os que, não possuindo o aparelho, transportavam imensos “pentes” de fichas, rumo ao “orelhão da esquina” ou apelassem para um “televizinho”.
A privatização das telecomunicações eliminou aquela absurda fila que eu enfrentei em 1995. O celular veio para democratizar (palavrinha tão na moda) a telefonia, bem como transformá-la em algo exatamente igual ao que víamos no desenho ‘Os Jetsons’. E tem gente que sonha com a volta do “elefante branco” chamado ‘Telesp’...
O “orelhão”, quando não infectado ou depredado, era objeto disputadíssimo. De novo, a fila organizava a espera pela vez. Enganavam-se os que acreditavam na sorte ao encontrar o telefone público com uma pessoa apenas. Se o indivíduo fosse encontrado com fichas enroladas até no pescoço, provavelmente ele estivesse “matando as saudades” de algum parente distante (e surdo).
Atualmente, com a disseminação da comunicação, os problemas são outros: propagandas impertinentes, ligações erradas e trotes são alguns dissabores da facilidade de se obter uma linha telefônica. Provavelmente, os “orelhões” somente serão encontrados em museus.
Hoje, a comunicação pelas redes sociais são tachadas de “fake news”. Como a sanha autoritária não é recente, a simples conversa no telefone pode significar ameaça, mas ainda é difícil de ser censurada.
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🔴 O fim da imprensa como a conhecemos hoje
O que acontece com o Jornalismo que insiste em querer reportar algo diferente do que todos estão vendo? Pior, estão torcendo contra o país e tratando a preferência popular como uma escolha impensada.
O que aconteceu no 7 de Setembro era para encher páginas e capas com fotografias e manchetes de espanto com o que se viu; no entanto, houve um “choro” generalizado, um clima de fim de Carnaval frustrado e uma infrutífera tentativa de distorção dos fatos. O Jornalismo virou uma “bolha”, na qual apenas uma opinião é unânime (devido a doutrinação escolar). Esse “clubinho” troca elogios rasgados e afasta-se do mundo real.
O mau desta postura não é torcer descaradamente para um lado; pior é “pagar” de “isentão”, sendo que é visível a “esquerdice” patológica, a tendência “lacradora” e a sinalização de virtude. A total ausência de postura caracteriza-se pelas “opiniões”: nem esquerda, nem direita, veja bem...
A nossa imprensa não se preocupou em disfarçar o descontentamento com o sucesso das manifestações. Detalhe: juntando forças com o STF (Supremo Tribunal Federal), os jornalistas tentaram esvaziar a massa de apoiadores do Bolsonaro. Os vaticinadores da desgraça, numa trama quixotesca, previram acontecimentos que seriam facilmente catalogados como “teoria da conspiração” ou seriam ignorados (como foram) e tratados como mera alucinação.
Nestes tempos, a “elite” — alguns “ungidos” que se têm como portadores da verdade suprema, das melhores escolhas e dos destinos legítimos da Nação — demonstrou uma arrogância, desdém e certo “nojinho” do povo (que é tratado como um ser inferior).
O pudor de esconder que as difusoras de informação visam ao lucro, não o “bem estar social” se esgotou. A crise de abstinência é muito grande, pois o governo federal diminuiu a derrama de recursos públicos — nos comerciais de TV e anúncios de jornais e revistas — Vimos também a proliferação dos ”melhores funcionários do mês”, subservientes que esquecem os próprios valores para favorecer os interesses do patrão. Eu reconheço facilmente alguns; são aqueles que, demonstrando um “antibolsonarismo psicótico”, dão um “duplo twist carpado” para criticar o presidente: acidentes de trânsito, atentado sofrido por Cristina Kirchner, morte da rainha da Inglaterra... Torna-se tudo culpa do Bolsonaro.
Finalmente, os estertores da velha imprensa são um processo lento, mas foi acelerado nos governos Trump (EUA) e Bolsonaro (Brasil). É visível, a revolução está em curso quando recorremos a canais do YouTube para nos informar. E isso está acontecendo.
Essa imprensa faz vistas grossas para ajudar a volta do lado negro da força.
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🔴 Melhores momentos
Simone Tebet e Soraya Thronicke são como atrizes coadjuvantes com alguma fala irrelevante. Dizem platitudes ou promessas inexequíveis. São aquele franco atirador que todo debate eleitoral é obrigado a colocar atrás de um púlpito. Como o Cabo Daciolo, Eduardo Jorge ou Plínio de Arruda Sampaio, são folclóricas, e não passam de opções para não anular o voto ou não votar em branco.
A Simone Tebet promete coisas básicas e constitucionais como: fim da polarização e volta da democracia. A primeira promessa é assustadora ou impraticável, porque só se aplica numa ditadura e nunca por decreto. A segunda promessa de campanha não atrai votos, porque não convence o “Seu José” ou a “Dona Maria”. Ninguém vai ao supermercado comprar meio quilo de democracia. Outra insignificância repetida por Tebet é o “blábláblá” feminista. Eu trabalhei numa empresa em que duas mulheres operavam empilhadeiras. Provavelmente, ganhavam, merecidamente, mais que eu e, em vez de ficarem com discursinho feminista, “baixavam pallets” (estrado de madeira para armazenar mercadoria).
Simone é vitimista e diz que “mulher vota em mulher”; essa é a maneira mais impensada de se escolher um candidato ou é o voto de “cabresto” do Século XXI. Tenho certeza que se ela ganhasse a eleição, ficaria quatro intermináveis anos repetindo: uma mulher ocupa a Presidência. Também, quaisquer reclamações legítimas seriam consideradas misoginia.
A Soraya Thronicke, além do enfadonho e vitimista discurso feminista, promete zerar o Imposto de Renda Anual dos professores. Este ano ela quis superar Ciro Gomes em termos de promessa mais demagógica e absurda. Supondo que chegasse o grande dia da Soraya cumprir o prometido, outras classes reivindicariam o mesmo benefício. Eu também. Tal promessa revela o desespero, a mitomania ou a prática do estelionato eleitoral. Isso é igual “pirâmide financeira”, que só engana as novas gerações ou gente que combina ganância com inocência.
Em São Paulo, já votaram esperando o Fura Fila e o Arco do Futuro, promessas de Celso Pitta e Fernando Haddad, respectivamente; o primeiro, não foi entregue pelo prefeito; o segundo, nem saiu do universo onírico do fantástico mundo de Haddad. Ambos os engodos funcionaram eleitoralmente.
Estamos assistindo a algo parecido com a fase de grupos da Copa do Mundo, na qual somos quase obrigados a tolerar Emirados Árabes Unidos ou África do Sul enquanto esperamos Alemanha ou Inglaterra, por exemplo.
Até o segundo turno.
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🔴 7 de Setembro
Alguns ficaram muito satisfeitos, outros demonizaram desde muito antes, mas os protestos do 7 de Setembro foram um sucesso.
Barroso disse: “no 7 de Setembro, nós veremos o tamanho do fascismo”. Ele tinha razão. O recrudescimento dos atos arbitrários e inconstitucionais vindos do STF (Supremo Tribunal Federal) corroboram o vaticínio do ministro.
Além de associar o fascismo aos futuros manifestantes, tentaram desencorajar as pessoas de ocupação das ruas, esvaziando e criando uma narrativa de enfraquecimento do apoio do Bolsonaro. Na verdade, as manchetes e as críticas já estavam prontas: se lotasse, saberíamos o “tamanho do fascismo” ou se fosse um fracasso, o apoio ao Bolsonaro teria se esvaziado. Teve quem jurou, brigando com as imagens, que havia sido um fracasso. Como as imagens não mentem, a falácia não prosperou.
Algumas tentativas de sabotagem do 7 de Setembro: pré-acusar de fascista quem ousasse botar o pé nas ruas e adjetivar os protestos como golpistas; posicionar “snipers” prontos para alvejar; busca, apreensão, proibições e bloqueios de contas de empresários “bolsonaristas”, a fim de evitar financiamentos para o evento. Nem as ameaças, nem a chuva desanimaram a massa de sair às ruas.
Essas são apenas algumas ações que mostram o desespero de uma oposição tácita. Todas as atitudes evidenciam a hipocrisia de quem assinou aquela carta partidária de quem almeja uma “democracia” sem povo. É essa oposição que se manifesta de acordo com a pauta que a imprensa sinaliza.
O “consórcio” (velha imprensa) se reuniu para procurar as “derrapadas” do presidente. A “velha imprensa”, esquecendo-se do bicentenário da Independência, em alusão à mobilização extraordinária que Bolsonaro atraiu, em cartel, abusou de palavras pejorativas: monopoliza, capturou, faz uso, faz comício, faz campanha etc. Um detalhe importante que passou, talvez propositalmente, batido: os outros candidatos poderiam ter se exposto à multidão, porém prefeririam ficar em casa. Faltou coragem para enfrentar o povo.
O que mais me marcou neste feriado, foi uma frase infeliz: “no 7 de Setembro, nós veremos o tamanho do fascismo”. Essa declaração evidenciou a existência de pelo menos um autoritário.
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🔴 A fé move montanhas de votos
Está aberta a temporada de frequência aos templos religiosos por políticos. Em duas oportunidades, qualquer um apela pra Deus, mesmo não acreditando. Marcelo Freixo (PSB), postulante ao governo do Rio de Janeiro, largou na frente. O candidatíssimo foi “flagrado” rezando em uma igreja. A incompatibilidade está no fato dele ser a favor do aborto, da liberação das drogas, defende a bandidagem e é contra a polícia. Mesmo assim, Freixo carregou um fotógrafo para retratá-lo no melhor estilo “homem de fé” ou “Freixo paz e amor”. É do jogo.
A pose do político foi fotografada no momento exato e o resultado é muito representativo: olhos fechados, mãos unidas e o número do candidato — talvez o mais importante. O clique só seria perfeito se caísse um raio divino, o personagem entrasse em combustão expontânea ou ele fosse atacado por uma nuvem de gafanhotos bíblica.
Abraçar crianças, ir a um templo religioso, passear por uma feira livre, comer salgado e beber um cafezinho num bar são atividades quase obrigatórias em ano de eleições. A Trabalhosa tentativa de parecer “gente da gente” pode render alguns votos ou muitas vaias.
“Graças a Deus”, o primeiro turno acontecerá antes do Dia de Aparecida, assim seremos poupados da “romaria” de candidatos (ateus e carolas) à Basílica.
Fernando Haddad e Manuela D’Ávila também escaparam de ser atingidos por um castigo digno de ilustrar o Antigo Testamento quando, crendo que seria bom para a campanha à Presidência da República de 2018, resolveram assistir a uma missa e saborear uma deliciosa hóstia. Por votos cristãos, caminhariam sobre as águas, curariam os enfermos, multiplicariam os pães e, para comemorar a vitória, transformariam água em vinho.
Esse fenômeno, se autêntico fosse, seria interpretado, pelo Padre Antonio Maria, como milagre, arrebatamento ou epifania. Certamente, Padre Quevedo, se vivo fosse, desmascararia a fraude. Definitivamente, mesmo detectando que “isso é uma mentira”, diria que tudo isso é charlatanismo ou parapsicologia. Contudo, os políticos, quando vão a uma igreja, só pensam em colher votos, não a Salvação, embora precisem.
Em tempo: qualquer um reza quando seu avião está caindo e em ano de eleição.
Obs: utilizei uma linguagem comum ao referir-me a liturgias e dogmas católicos, para realçar a hipocrisia de ateus.
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🔴 “Fake news”
A velha imprensa — de métodos arcaicos e pensamento emperrado — acha que, atualmente, gente demais têm opinião. Engano, o que mudou foi a plataforma e sua disseminação. Alguns jornalistas acham que possuem o monopólio da palavra, da informação.
O formador de opinião é um bicho em extinção; quem é lido e ouvido já é o agregador de opinião. Ninguém quer acompanhar um comentarista que procura desinformar e, principalmente, tem uma narrativa diferente do que ocorreu. Tudo tem que ser chamado pelo seu devido nome. Exemplos: assassino não é suspeito, homicídio não é suposto homicídio. Frase de Groucho Marx: “Afinal, você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?”
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das ‘fake news” é apenas o meio que políticos encontraram para calar as vozes roucas do povo nas ruas, sem pronunciar sua verdadeira intenção, mera perseguição e censura. A oposição está procurando um crime para fazer o que, contra eles, seria golpe. É a incessante busca de um terceiro turno. Para isso, procuram a materialidade dos fatos.
Voto censitário ou de cabresto, isso já era; com a volta das eleições diretas, foi implantado, sorrateiramente, o “voto de boiada”. O “voto de boiada”, ou de manada, consiste em guiá-lo para eleger candidatos que manterão o “esquemão” funcionando. Somente os novos “homens bons” são reeleitos.
Como ousam, pessoas do povo decidindo quem será o presidente! Isso é coisa de robô, milícias digitais e “fake news”. “Tias do Zap”, são aquelas suas parentes, ou colegas do trabalho que enviam aquele “bom dia”, frases otimistas com dez exclamações, emoticons e gifs no seu celular. Agora, elas resolveram trocar ideias políticas, aí é demais para os novos “coronéis”, que fizeram da máquina pública uma sinecura para chamar de sua. Cargos (boquinhas) são passados, como herança, para filhos, netos, sobrinhos, primos, genros etc.
Os meios de comunicações tradicionais, tentando esconder o óbvio, perdem a credibilidade. A internet “mete o pé na porta” e abre esse caminho. Sim, têm muitos sites duvidosos, mas, também, gente muito boa criando conteúdo. O telejornal, no horário nobre, era importante para quem passava o dia trabalhando ou estudando, ficar informado do que ocorreu durante o dia; hoje, com a internet, quando é meio-dia, já sabe-se de todas as noticias e seus comentários.
O “caso Escola-Base”, que destruiu famílias, com falsas acusações de abusos infantis; em 2014, a campanha da Dilma mostrava: se a Marina Silva fosse eleita, o Bolsa Família iria acabar. São só dois exemplos de “fake news” (notícias falsas) graves, no entanto, o Congresso não correu instaurar nenhuma CPMI. Por que não?
A democracia (poder do povo) está em perigo, sim. O perigo não vem de onde apontam.
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🔴 Os 8 odiados — Pai, afaste de mim esse cale-se
Arbitrariedade: comportamento arbitrário; capricho.
Oito empresários foram vítimas de operação de busca e apreensão da PF (Polícia Federal). A PF mancha a sua imagem e atua como a “Gestapo” (polícia secreta nazista) ao cumprir ordens absurdas vindas da mente de Alexandre de Moraes. As “missões” encomendadas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) são arbitrárias. Frutos de uma interpretação muito subjetiva da Constituição, as decisões de Alexandre, quase sempre, são muito, diria, polêmicas. Com essa perseguição o ministro deverá usar a “capinha” por uma curta temporada.
Os oito empresários, que trocaram mensagens no celular — cujo conteúdo foi considerado crime —, são: Afrânio Barreira (Grupo Coco Bambu), André Tissot (Grupo Sierra), Ivan Wrobel (Construtora W3), José Isaac Peres (Shoppings Multiplan), José Koury (gestor do shopping Barra World), Luciano Hang (Havan), Marco Aurélio Raymundo (Mormaii e Meyer Nigri (Tecnisa). O tratamento “empresários bolsonaristas” evidencia como a imprensa tradicional trata determinada adesão política como algo pejorativo e corrobora o cale-se.
Incrível é, principalmente, jornalistas defenderem esses mandados de busca ilegais, que configuram “denuncismo”, perseguição e vingança. A atitude arbitrária é um claro recado eleitoral para a direita não se manifestar: a espiral do silêncio. A possibilidade de Bolsonaro ser reeleito gerou um desespero, por isso vemos mais atitudes insanas como esta. Bateu o desespero.
As conversas do grupo de WhatsApp dos empresários ameaça um golpe de estado tanto quanto a “carta pela democracia” da USP ser realmente... pela democracia. Aliás, têm signatários da tal carta que apoiam ditadores e essa sanha persecutória de Moraes.
O STF está “limpando” o caminho para Lula vencer as eleições, e Alexandre de Moraes, recém-empossado presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), está desempenhando um papel preponderante. Contudo, o “start” (início) do “serviço sujo” foi dado pelo “dilmista” Luiz Edson Fachin, que mandou soltá-lo (Lula) e torná-lo elegível.
A Globo está fazendo a sua parte. 33 anos depois de dar uma forcinha para o Fernando Collor de Mello, o Jornal Nacional está favorecendo Luiz Inácio Lula da Silva, entretanto, agora, sem vergonha. A arrogância da Globo é tanta, que William Bonner “deu o veredicto a Lula”: inocente.
Em suma; as ações do ministro começaram erradas e, logicamente, estão fadadas a terminar bem pior.
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🔴 Ligue pro meu celular
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é altamente dispensável e caro. No entanto, o Brasil possui esta estrovenga e tem que usá-lo. A instituição é dispendiosa, entretanto produz muito pouco ou atrapalha. O TSE, este ano, ganhou um protagonismo inédito, devido, também, a desconfiança do uso das urnas eletrônicas. É com este panorama que Alexandre de Moraes assumiu a presidência do tribunal dispensável.
A posse de Alexandre de Moraes deu uma ideia do que foi o Período Imperial, e o grau de subserviência foi norte-coreano. Disputadíssimo. O peso da caneta do novo presidente também foi imperial, mas irrefletido.
O “imperador”, achando que possui poderes divinos, resolveu proibir o “porte” do aparelho celular nas seções eleitorais. É claro que a decisão absurda não será cumprida e, pelo contrário, irá instigar o uso do telefone. Mesmo sem emergência, haverá uma chuva de celulares, bem como fotografias da urna. Aí está uma lei que apareceu natimorta. Poucos a observarão.
O ministro, caçador de bolsonaristas, com mais poderes, recrudesceu sua busca implacável e começou a minar os seguidores do Capitão no “nascedouro”, a rede de comunicação. Assim está sendo com jornalistas (que são pejorativamente chamados de blogueiros), “youtubers”, médicos, empresários etc. A disputa é muito desigual e vai piorar. Quem diz que a luta é espiritual está correto, pois, além de envolver valores humanos, envolve valores financeiros (Mensalão e Petrolão).
Muitos comparam tudo o que está havendo, com os livros “O Processo”, Franz Kafka e “1984”, George Orwell; situações que se está sendo procurado sem saber o porquê, nem o advogado ter acesso aos autos ou tudo ser encarado como crime, respectivamente.
O brasileiro foi, como um burrinho segue uma inalcançável cenoura, acostumado a acreditar que o Brasil seria “o país do futuro”. Entretanto, caiu a máscara de quem fingia querer o progresso. Jornalistas, artistas, parasitas e desavisados almejam o retorno do maior corrupto nunca antes visto neste país.
O protagonismo mudou de lado.
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