Lista de Poemas
🔴 Jogo baixo
Espalharam uma “fake news” de grife, que nem sequer blogueiro sério lançaria. Só podemos atribuir a disseminação desta notícia falsa à má-fé dos militantes que se disfarçam de jornalistas. O inquérito das “fake news” e as agências checadoras deixaram escapar essa!
Dessa vez, o “clubinho” “abraçou” a história que Jair Bolsonaro e sua esposa, Michelle, almoçaram com Guilherme de Pádua, assassino de Daniella Perez, e a esposa. Na verdade, decepcionando os jornalistas que correram para publicar sem apurar, Guilherme não estava, portanto o desinteressante material jornalístico se resumia a uma fotografia da Michelle com Juliana Lacerda, atual esposa do assassino. “Barriga” (informação errada) coletiva, “fake news” de grife.
Sem vergonha de espalhar uma notícia falsa, os militantes infiltrados nas redações “morderam a isca”; ou melhor, distraídos, foram”puxados numa rede de arrasto”. Como esses auto-intitulados jornalistas compartilham e/ou copiam uma “informação” dessas, achando que é a “bala de prata”, a mentira “viraliza”. Na sanha de “flagrar” o casal Bolsonaro em pleno encontro sórdido, inventaram que a inocente (pelo menos, no crime famoso) Juliana e Michelle são melhores amigas. Detalhe importante: o assassinato completa 30 anos (este ano), mas o documentário que relembra a história está em alta. Eis a imprensa dita séria noticiando coisas do nível “Bebê diabo” e “Homem grávido”. Pelo menos, o Notícias Populares, que veiculava “fatos” desimportantes ou mentirosos, era deliberadamente escrachado.
Escolas e faculdades, na pretensão de “formar” agentes de transformação social, despejam profissionais doutrinados, dentre eles, jornalistas. Por isso o Jornalismo está tão ruim. Para não ficarem autolaudatórios, elogiam-se uns aos outros. Mesmo quem pensa diferente dessa “beautiful people” tem que fingir que pensa igual para sinalizar virtude, bem como não ser “cancelado”, ter a reputação destruída e “viver um inferno”
Esse noticiário de “Twitter” rebaixou quase tudo (política etc) a fofoca. O clique substituiu grande parte do jornalismo investigativo, e “notinhas”, que preencheriam bem espaços entre “merchans” do ‘Ômega 3’ e ‘Tekpix’, circulam em manchetes de grandes jornais. As mídias que se sujeitarem à vontade das redações ficarão estigmatizadas como “velha imprensa”.
O antibolsonarismo psicótico (segundo Ana Paula Henkel) contaminou um tipo de jornalista que não consegue comentar nada, seja trânsito ou previsão do tempo, sem “espinafrar” o Bolsonaro. Essa imprensa, que inventa fatos para corroborar argumentos, é apelidada pelo Guilherme Fiúza de “consórcio”. São os mesmos que queriam derrubar o Michel Temer.
Isso é só uma amostra de como nessas eleições o jogo será baixo como nunca antes visto neste país. Isso é só o começo.
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🔴Pode isso, Arnaldo?
Jair Bolsonaro foi ao ‘Flow Podcast’. A entrevista, que durou mais que 5 horas e, nesse momento, chega em 10 milhões de visualizações, provavelmente, foi estudada e sinalizada pela equipe de campanha como algo que poderia ser muito positivo para a imagem, porque dialoga com um público que só liga a televisão para assistir às séries em “streaming”. O tiro também poderia sair pela culatra. Não foi isso o que aconteceu. Pelo contrário, o presidente conseguiu mostrar o que antes alguns canais de televisão e jornais tentavam esconder, e só a “bolha” (bolsonaristas) enxergava. Na saída, devido o assédio da molecada, tenho certeza, a “bolha” estourou. E o Lula fracassará seu golpe nessa turma que desconhece o Mensalão e o Petrolão.
Igor, entrevistador e sócio do ‘Flow’, deu uma “aula”, a qualquer jornalista, de como questionar um político — principalmente o controverso Bolsonaro. Ele foi incisivo, mas não ofensivo, Igor abordou temas polêmicos e extraiu respostas reveladoras e sinceras. O que vemos, quase sempre, são jornalistas militantes agressivos com Bolsonaro e bajuladores com Lula.
Em igual estratégia, Lula, mais uma vez em ambiente controlado, transformou um ‘podcast’ em palanque, e os entrevistadores em plateia abobada e meros bajuladores. Contudo, como este outro ‘podcast’ obteve uma audiência muito mais baixa o estrago não foi tão abrangente.
Com este ousado passo do ‘Flow’, o formato ‘podcast’ ganha maturidade e se consolida como importante meio de comunicação. Se antes se restringia a um bando de moleques chapados de álcool e maconha “jogando conversa fora” com “influencers”, agora eles se comportam como quem fala, literalmente, para milhões de pessoas. Mas a informalidade, que é a boa característica do ‘podcast’, continua.
O ‘Flow’ (Igor) não chega a ser um território hostil, tampouco se classifica como zona de conforto; preciso é encará-lo como “isentão”, ou seja, aquele que não se considera nem “de direita” nem “de esquerda”. De certa forma, e utilizando uma linguagem apropriada ao Capitão, ele estourou o cativeiro e libertou algumas almas.
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🔵 O pai, dois irmãos e um cão
O pai carregou sua ‘Variant’ com os dois filhos e o cão. Eu sempre chamei meus vira-latas de “cão”, com a finalidade de atribuir alguma nobreza aos animais. Não era esse o caso, pois se tratava de um exemplar de Pastor Belga.
O histórico passeio reuniu uma combinação explosiva: um pai pouco afeito a arriscar passeios do tipo “domingo no parque”, juntando dois irmãos prestes às vias de fato e transportando uma fera com dentes afiados.
Ao pararmos e desembarcarmos num terreno baldio e árido, a questão: o que viemos fazer ali?O que poderia ser decepção tornou-se um dia inesquecível. O desembarque do trio (os irmãos e o cachorro) foi tranquilo; entretanto, a cordialidade no futuro embarque não estava garantida. Contudo, a liberdade e a alegria de um cão correndo livremente faz qualquer um esquecer que existem boletos, buzinadas, maldade, decepções e tristeza. Um cão correndo, sem corrente, sem os limites de um portão, pareceu sorrir; eu sempre vou ter a certeza: aquele dia, o Teg sorriu.
Depois de muito tempo, meu irmão, eu e o cachorro preto voltamos, sujos pela poeira. Mas ninguém levou bronca porque a sujeira fazia parte dos planos. O cachorro, zuado, mas feliz, continuou o “serviço sujo” quando “notou” que aquilo era, enfim, permitido. A ancestral raça ofendida finalmente tinha sua vez: era consentido lamber a cara, pular em cima, brincar de avançar e sujar o banco do carro.
Esse dia inesquecível só ficou gravado porque contou com a condescendência do meu pai. Talvez ele tenha saído de casa carregando o fardo da obrigação de levar “os dois meninos” pra passear; contudo ele ficou zelando para que o momento fosse sublime. E foi.
Há muito tempo, aquele “território de brincar” não existe mais, foi construída uma casa. A princípio, sempre pensei que aquele episódio havia sido sepultado; mas a existência merece que ele exista: em lembrança, em sonho ou naquele mesmo local.
As melhores baladas, os maiores shows, as mais surpreendentes viagens, nada mais pode ser melhor que um momento desses, em família, que não pode se repetir. O pai, dois irmãos e um cão...
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🔴 Guerra das cartas
A moda retomada por Lula pegou, e agora temos uma profusão de cartas. Sem dúvida, a tal “carta pela democracia” é hipócrita do começo ao fim. Bolsonaro ironizou a atitude, mas seus apoiadores lançaram a “carta pela liberdade”. Esta já está liderando no número de assinaturas.
Como percebemos, quem fala em “democracia” procura atingir um objetivo que passa longe do real significado da palavra. Falam de uma democracia esvaziada de sentido, da boca pra fora. O único objetivo é ludibriar. Pois, se todos prometem essa tão falada democracia, deve ser boa. Dito de maneira correta, esse termo engana. Gera até uma carta que reúne a nata da hipocrisia.
Se, com postura e impostação, alguém disser que a lâmpada é democrática, pois ilumina todos, e o piso é democrático porque mantém todos com os pés no chão, esse sofista contemporâneo ganhará reportagem no Jornal Nacional e no Fantástico, é possível que ganhe uma medalha no Supremo Tribunal Federal (STF); no entanto, claro, é um embusteiro. Essa é a “carta pela democracia”, um embuste eleitoreiro.
Dentre as classes que almejam a volta dos privilégios, estão banqueiros, lulistas e empresários. Os empresários desejam a volta do malandro”, na fila para obterem empréstimos generosos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e tornarem-se os novos “campeões nacionais”. Todos os que estão esperneando contra o governo sentem um certo asco do povão, desejam a volta do dinheiro fácil.
Cada um dos que assinaram a intitulada “carta pela democracia” defendia um interesse particular ou de um setor que, claro, o beneficiará. O evento de assinatura do documento foi com evidente viés político, embora, envergonhados, os signatários tentassem disfarçar.
Revelando o indisfarçável distanciamento do povo, e até um certo nojinho, mais uma vez os “ungidos” vêm com essa “decisão” de cima pra baixo. Com a arrogância de sempre, eles fazem pose, cara e voz de “condutores da Nação” e praticamente dizem em quem devemos votar.
A “carta pela liberdade” foi quase ignorada. As eleições são chamadas de “festa da democracia”. Agora começo a entender melhor porque a utilização da palavra “festa”. Pouquíssimos são os convidados.
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🔵 E lá se vai mais um dia...
Ainda criança, é claro que eu preferia o rock nacional dos anos 80. Era completamente inteligível “Eduardo e Mônica” ou “Bete Balanço”, em vez daquelas músicas estranhas que falavam de “Vento solar” e “Um girassol da cor de seu cabelo” ou com nomes diferentes: “Nuvem Cigana”, “Trem de Doido” etc.
Já adolescente, trabalhando no estoque escuro e claustrofóbico, em uma loja de roupas, no Shopping Center Norte, eu ouvia coisas como: “Viagem de ventania”; “Vendaval, carrossel, segue a vida a rolar”; “Coração vulgar que navega no céu, que navega no ar”; músicas com nomes estranhos: “Chuva na Montanha”; “Vento de Maio”; e “A Página do Relâmpago Elétrico”, músicas com harmonias “difíceis” e “acidentes” que faziam muito bem aos meus ouvidos.
Sem saber, eu estava “fugindo pra outro lugar”. Dava até vontade de tocar um violão imaginário. Isso tudo dava saudades de algum lugar que eu nunca estive. Eu interpretava aqueles versos oníricos, às vezes literalmente ou “viajando” de maneira bastante particular. Mesmo sabendo que tudo aquilo certamente foi escrito com outro sentido, descrevendo algum acontecimento ou momento, que merecia ser eternizado, sempre soube que as palavras e versos ganham o mundo. O poeta/compositor quer isso: que no fundo de um estoque de roupas, em São Paulo, pregando alarmes, cumprindo ordens desconfiadas e repressivas, alguém imagine subjetivamente, portanto diferentemente, poesias emanadas das montanhas de Minas Gerais.
Desse modo persegui (reencontrei) as músicas do Clube da Esquina. Gravando em fitas cassete, tocando no violão, simplesmente ouvindo e inclusive lendo, fui atrás de quase tudo o que referia-se ao famoso clube das esquinas, becos e bares.
Precisei conhecer o cruzamento das ruas Divinópolis com a Paraisópolis para descobrir que nas esquinas das ruas da Vila Galvão acontecia a mesma coisa. As letras de música e as rodas de violão rolavam despretensiosas. Longe de querermos mudar o mundo, atingimos nossos objetivos mais palpáveis.
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🔴 Dando bandeira
Não têm o mínimo pudor e acusam o golpe quando vilipendiam a nossa bandeira. Na triste e desesperada tentativa de atingir o “genocida” que nunca matou ninguém, atacam a bandeira. Revelando uma estratégia errada, entregam um símbolo nacional e suas cores para o “mito” e seus seguidores.
A juíza Ana Lúcia Todeschini Martinez, de Santo Antônio das Missões, RS, sem juízo, acordou achando que o “símbolo augusto da paz” era item da propaganda eleitoral bolsonarista e proibiu seu uso no período eleitoral. Felizmente a imbecilidade não prosperou.
A cantora Bebel Gilberto, numa apresentação nos Estados Unidos, recebeu uma bandeira de alguém da plateia. Sem saber que os imigrantes brasileiros amam o Brasil ou deixando o ódio político tomar o protagonismo de suas ações, pisoteou o “manto sagrado”. Racionando que não é bom para um artista eliminar grande parte do público por paixões políticas, desculpou-se. Tarde demais.
Recentemente, a seleção feminina brasileira de futebol foi proibida de exibir o símbolo do seu país de origem. O gesto constrangedor e autoritário foi transmitido pela televisão. A Copa América mais uma vez ficou marcada por polêmica. Nesse quesito, o esporte masculino e o feminino conquistaram a tão sonhada igualdade.
Cenas de bandeiras incendiadas sempre foram vistas, sendo que geralmente EUA, Israel ou Palestina eram vítimas do fogo e do pisoteamento do “bem”. O que vem se tornando comum são brasileiros, exalando rancor eleitoral e brincando de terroristas extremistas, gostando de ser flagrados queimando o “lindo pendão da esperança”.
Não é só hoje que a bandeira vem sendo desrespeitada. Na escola, numa ofensiva de recontar a história e enterrar nosso passado imperial, as cores da bandeira ganharam significados, digamos, muito significativos, sobretudo o verde e o amarelo: verde - vegetação brasileira; amarelo - o ouro e as riquezas. Originalmente: verde - Casa de Bragança; amarelo - Casa de Habsburgo.
A oposição sempre ostentou a bandeira vermelha; os bolsonaristas adotaram as cores verde e amarela, antes desprezadas, em sinal de patriotismo. Deram bandeira.
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🔴 Para quem odeia quem tem ódio
Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é. É com essa inversão de papéis que, sem se dar conta, aquele que age “dentro das quatro linhas”, pede desculpas a uma turba enfurecida. Nessa polarização política, quem ameaça, simula assassinatos e tenta matar, acusa o lado oposto e pacífico de pregar o “discurso de ódio”.
Muita gente só passou a conhecê-lo depois da polêmica do “atentado ao presidente”. Para quem não tem talento, é um bom subterfúgio: o choque causado pela obra, substituindo a ausência de dom, é chamada de “genialidade não compreendida”. No entanto, o cineasta Ruy Guerra, com 90 anos, resolveu entrar no jogo dos medíocres e transformar sua obra em panfleto.
O cineasta disse que o vídeo do “atentado” foi tirado de contexto. Dentro do tal contexto deve ser exatamente o que foi interpretado. Mas, exercendo a minha boa vontade, sei, como Ruy Guerra também está careca de saber, que daqui a uma semana ninguém mais lembrara que esse filme existe. Sua sina é ganhar a “Chinchila de Ouro” como escolha do júri, o “Prêmio Arapuã de Cinema”, ser exibido numa mostra de cinema e o filme terminar seus dias esquecido numa cinemateca empoeirada.
A cena que o nonagenário resolveu gravar fará parte de um filme que encerra uma trilogia. Ah, tá... Então é uma cena fora de contexto, dum filme que poucos decoraram o nome, duma trilogia desconhecida... Poucas vezes vi algo tão avulso!
Jornalistas também tentam compensar a falta de talento, ficando conhecidos com uma polêmica besta. Desesperadamente, caçando cliques e repercussão, procurando um reconhecimento, mesmo que pela repulsa, jornalistas, apesar de não ser funkeiros, estão “descendo até o chão”. Esquecendo-se do endereço do lixo, publicam qualquer coisa que julgam ser uma boa ideia.
Hélio Schwartsman, da Folha de S. Paulo, resolveu compartilhar por que desejava matar Jair Bolsonaro; Mariliz Jorge, também da Folha de S. Paulo, gastou seu dicionário de palavrões para demonstrar seu ódio pelo Chefe do Executivo; Marcelo Coelho, claro, Folha de S. Paulo, vendo que o arsenal contra o presidente não surtia efeito, como covarde que é, resolveu ofender as apoiadoras do Bolsonaro com insinuações libidinosas. Tamanho mau gosto, revela um desespero. Talvez queira seu retrato pendurado na parede da Folha como o “funcionário do mês”.
Diogo Mainardi, O Antagonista, descobriu um trocadilho bem sacado, porém irreal e impublicável: chamou os caminhoneiros que pararam na Marginal Tietê de marginais; Ricardo Noblat sugeriu que o tiro no pé será um tiro no peito do presidente da República.
Todos estes jornalistas perderam a noção da profissão e perderam a vergonha de expor o que são, para exercer uma subserviência disfarçada de ideologia. No caso do cineasta soma-se a busca desesperada por um público.
Poderia citar falas de um professor, um sedizente poeta, políticos, excetuando tuiteiros, no entanto não quero me tornar prolixo. Certamente a Psicologia teria muito mais trabalho nessa pequena amostra de ódio explícito.
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🔴 Não denigram o jornalismo
Estamos assistindo cenas explícitas de “lacração” na televisão. Não detectei se apenas para sinalizar virtude ou também para bajular o patrão, mas vemos jornalistas corrigindo outros jornalistas no ar sobre quais palavras convêm usar. No afã de demonstrar que seguem o “politicamente correto”, erram.
O canal de televisão de notícias CNN exibiu um episódio constrangedor de “aula” ao vivo. Apesar de politicamente incorreto, contou com a aquiescência bovina do comentarista Alexandre Borges. Este, foi “corrigido” ao vivo pelo apresentador Evandro Cini.
A palavra em questão era “denegrir”, que foi “cancelada” porque seria racista. “Denegrir” está sendo falsamente acusada de racista com uma etimologia feita “nas coxas” (uma expressão falsamente chamada de racista). A inocente palavrinha deriva do latim “debigrare” e não refere a cor de pele.
Apesar de exercer uma “fake news” digna do ‘Twitter”, a CNN jamais será investigada no “Inquérito das Fake News”. A TV americana tem licença para mentir, assim como as brasileiras. Mas quando o jornalista não trabalha num veículo de grife é facilmente apelidado de blogueiro ou youtuber. Apesar de ainda não serem fontes inteiramente confiáveis, cada vez mais nos blogs e, sobretudo, no YouTube que se encontrarrá o “antes e depois” conflitantes dos políticos.
Alexandre Borges aceitou a corrigenda do colega de CNN porque também reza a cartilha do politicamente correto e teme ser perseguido e cancelado por sua turminha vigilante e perseguidora. O jornalista, preocupado em pagar o caro pedágio ideológico, abaixou a cabeça, fechou os olhos e, tacitamente, pediu desculpas a uma turba enfurecida. Segundo Jordan Peterson, isso não se faz.
A CNN está prestes a demitir jornalistas porque passa por uma crise. Certamente, Evandro Cini acenou para sua patota ideológica e fortaleceu sua candidatura a funcionário do mês, em detrimento do colega comentarista. Prevendo a “foice” da demissão, fez o seu ”comercial” em cima do subserviente comentarista, porém, na ansiedade, errou. Assim, a crise é, também, de credibilidade.
O canal de televisão de notícias CNN exibiu um episódio constrangedor de “aula” ao vivo. Apesar de politicamente incorreto, contou com a aquiescência bovina do comentarista Alexandre Borges. Este, foi “corrigido” ao vivo pelo apresentador Evandro Cini.
A palavra em questão era “denegrir”, que foi “cancelada” porque seria racista. “Denegrir” está sendo falsamente acusada de racista com uma etimologia feita “nas coxas” (uma expressão falsamente chamada de racista). A inocente palavrinha deriva do latim “debigrare” e não refere a cor de pele.
Apesar de exercer uma “fake news” digna do ‘Twitter”, a CNN jamais será investigada no “Inquérito das Fake News”. A TV americana tem licença para mentir, assim como as brasileiras. Mas quando o jornalista não trabalha num veículo de grife é facilmente apelidado de blogueiro ou youtuber. Apesar de ainda não serem fontes inteiramente confiáveis, cada vez mais nos blogs e, sobretudo, no YouTube que se encontrarrá o “antes e depois” conflitantes dos políticos.
Alexandre Borges aceitou a corrigenda do colega de CNN porque também reza a cartilha do politicamente correto e teme ser perseguido e cancelado por sua turminha vigilante e perseguidora. O jornalista, preocupado em pagar o caro pedágio ideológico, abaixou a cabeça, fechou os olhos e, tacitamente, pediu desculpas a uma turba enfurecida. Segundo Jordan Peterson, isso não se faz.
A CNN está prestes a demitir jornalistas porque passa por uma crise. Certamente, Evandro Cini acenou para sua patota ideológica e fortaleceu sua candidatura a funcionário do mês, em detrimento do colega comentarista. Prevendo a “foice” da demissão, fez o seu ”comercial” em cima do subserviente comentarista, porém, na ansiedade, errou. Assim, a crise é, também, de credibilidade.
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🔵 O juízo final
Secretaria da faculdade de Direito, o atendimento estava tranquilo. Entrou na Secretaria o Sálvio Spínola Fagundes Filho. Sálvio era árbitro de futebol. O senhor que trabalhava comigo conhecia o juiz, o primeiro assunto foi o próximo jogo do time dele. É claro que ele aproveitou a oportunidade para pedir pra ele “roubar” para o seu time. Não deu tempo nem pra me aproximar da conversa e tentar “ajudar” o meu Corinthians, o árbitro se dirigiu para mim, sério, e solicitou um documento à Secretaria com uma urgência exclusiva. Burocraticamente e impessoalmente, eu passei o prazo comum a qualquer aluno. Sálvio Spínola não ficou satisfeito e quis falar com o diretor.
Eu subi até a “Sala da Justiça” para falar com o diretor do curso de Direito. Ele desceu rapidamente e foi, solicito, atendê-lo. Com afã e rapidez dispôs os melhores serviços da faculdade. Foi meio embaraçoso testemunhar aquele marmanjo muito prestativo, célere e estabanado, escorando e tropeçando nos móveis, expedito, prestimoso, e atencioso com o dileto aluno. Feito o exclusivo e inédito atendimento, ofertados prazos — até então inexequíveis — o, anteriormente respeitável, diretor voltou às suas tarefas meio sem jeito, embora aparentemente satisfeito de ter proporcionado um privilégio à subcelebridade. Então tá!
***
Corinthians contra o Bragantino no estádio do Pacaembu. O árbitro era Sálvio Spínola Fagundes Filho. Ele, novamente, se encontrava em situação vantajosa. Embora o placar da partida dependesse da honestidade do seu trabalho, não ter que enfrentar o diretor bajulador já era algo para mim.
Desde a entrada em campo (antes do jogo) e durante a disputa, Sálvio Spínola, o árbitro, foi hostilizado. O auge das ofensas foi quando o Pacaembu inteiro “homenageou” sua mãe. Normal, é um jogo de futebol no estádio. Eu já havia esquecido do episódio, mas esse jogo ganhou um aspecto mais pessoal. Ouvindo mais de 30 mil vozes gritando aquilo, e sabendo que o juiz de futebol estava acostumado a ignorar aqueles impropérios nos ouvidos, ri sozinho.
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🔵 Rock in rio
Rumo a São Paulo para o show dos Rolling Stones, no Pacaembu, e voltar, depois de uma hora e meia de viagem, para pegar os ingressos esquecidos instigou, dando a impressão que eu também esquecera algo. Mas eu não iria, já estava resignado.
Em Guarulhos, instigado pela expectativa da apresentação da banda e exibição dos respectivos bilhetes, não pensei duas vezes quando surgiu uma entrada para ver o show. O ingresso parecia dizer: me possua. Como não vivi os loucos anos sessenta, o cartão falando só poderia ser ilusão de óptica. Portanto, mesmo de cara limpa, eu seria seu novo dono.
Chegando no Pacaembu, não nos espantamos com várias figuras no estilo “Hell’s Angels”, mas, logo vimos, estávamos num concerto de rock para um público mais, digamos, maduro. Como nós, havia um público jovem que parecia ter se perdido dos pais ou se enganado de show. Não teve como vivermos uma tarde sem a sensação de pertencer ao fã clube da Sandy & Junior. Mas isso durou pouco, afinal, minhas credenciais eram Guns ‘n Roses, Nirvana etc.
As apresentações de abertura foram a contento, mas a chuva incessante frustrou a “partida da locomotiva”, se é que vocês me entendem — apesar de não me interessar pelo assunto, eu fiz essa observação. Entretanto, como o prato principal era a música do grupo inglês, nem sequer uma tromba d’água interromperia o sonho. Contudo, depois do espetáculo, à noite, parou de chover, e a cidade ficou iluminada. Para muitos, o momento histórico só ficaria completo iluminado por “leds” alucinógenos. E assim foi feito.
Fui assistir aos Rolling Stones com meus amigos, mas minha irmã ficou incumbida de infiltrar uma bolsa com fundo falso. O estratagema escondeu uma inocente câmera fotográfica antiga. Numa época anterior aos celulares com câmera, tínhamos que pôr em prática um esquema de alta espionagem para registrar uma cena do espetáculo.
Tudo era antigo: a câmera fotográfica com filme de rolo, o trólebus “soviético” que pegamos na Rua Augusta e a banda, que está até hoje em atividade.
“Os sonhos não envelhecem”
(Milton Nascimento/Lô Borges/Márcio Borges)
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