Meu nome é Claudia Dutra Gallo. Meu pseudônimo no mundo poético é Rahna, uma homenagem a uma cadelinha que tive na adolescência. Professora, Pedagoga, formadora e multiplicadora. Na rede estadual de ensino do Estado do Rio de Janeiro há trinta anos acumulei vivências maravilhosas, indizíveis e indeléveis. Gosto de escrever poesia, mas não me diria poeta. Parafraseando um velho amigo, Manoel Satyro, eu diria que "sou uma arrumadora de palavras". Bem, ao menos, é o que tento. Bem-vindos(as) ao meu espaço!
Lista de Poemas
Ode ao Amor Inacabado
amor, você me amou todo o tempo...
todo o tempo...
também te amei, amor, todo o tempo...
todo o tempo...
mas não tivemos tempo
de libertarmo-nos a tempo
de um ao outro nos aprisionarmos...
prisioneiros que fomos
do tempo que dispara
alojando balas em destinos...
todo o tempo...
também te amei, amor, todo o tempo...
todo o tempo...
mas não tivemos tempo
de libertarmo-nos a tempo
de um ao outro nos aprisionarmos...
prisioneiros que fomos
do tempo que dispara
alojando balas em destinos...
407
Cinamomo
Sob a velha árvore
Estenderei meus ossos
Cansados da vida...
Sob a velha árvore
Despejarei meus ossos,
Duzentas partes
De mim...
Ossos que já não
Suportam transportar
A parca carne
Que os recobrem...
Sob a velha árvore
Relegarei meus ossos
Extenuados,
Que me seguirem
Já não podem...
Ossos que esperam
Nada mais...
Sob a velha árvore
Depositarei meus ossos
Fatigados da longa
Caminhada...
Que eterno sepulcro
Seja esta árvore calada,
Para os meus ossos
Que querem paz...
(Rahna)
475
Poema do Adeus Definitivo
Vamos...
Devemo-nos dizer
Adeus!
Dividir os bens e os males...
O pão e as pedras...
O riso e a lágrima...
Esvaziar gavetas...
Rasgar fotografias...
Devemos, num esforço extremo
Do extenuado amor que se finda,
Repartir o horizonte
Para que, desvestido das peles do ontem,
Cada um receba na justa medida
Sua porção de Novo Dia...
(Rahna)
Devemo-nos dizer
Adeus!
Dividir os bens e os males...
O pão e as pedras...
O riso e a lágrima...
Esvaziar gavetas...
Rasgar fotografias...
Devemos, num esforço extremo
Do extenuado amor que se finda,
Repartir o horizonte
Para que, desvestido das peles do ontem,
Cada um receba na justa medida
Sua porção de Novo Dia...
(Rahna)
471
Sonetilho a São Jorge
Vós sois o Santo Guerreiro.
Combateis hordas do mal.
Valente, forte e altaneiro.
Espírito Magistral!
Protege-nos o seu escudo
Forjado em Luz Divinal!
Maléticos, fazei-os mudos,
Com gesto Celestial!
Bravo soldado Cristão,
Por sua fé, imolado.
Fiel fostes ao Messias!
Eia, pois! Meu São Jorge, amado!
Subjugais vós, o dragão
Do medo e da aleivosia!
(Rahna - 23/04/2018)
477
Olhos Distantes
Há ainda um riso
Que baila na boca
Do tempo...
Há uma lua vazia
De face tão pálida
A vagar imprecisa...
Há um canto ao longe
Que é prece cálida
à noite solitária...
Há dois olhos distantes
Que serenos adormecem
Pelo canto, entorpecidos...
E ao som do canto esquecido
Capturo a poesia distraída
Perdida na madrugada...
(Rahna)
Que baila na boca
Do tempo...
Há uma lua vazia
De face tão pálida
A vagar imprecisa...
Há um canto ao longe
Que é prece cálida
à noite solitária...
Há dois olhos distantes
Que serenos adormecem
Pelo canto, entorpecidos...
E ao som do canto esquecido
Capturo a poesia distraída
Perdida na madrugada...
(Rahna)
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Comentários (1)
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poemas singelos, mas belos e profundos.
