Lista de Poemas

Ode ao Amor Inacabado

amor, você me amou todo o tempo...
todo o tempo...
também te amei, amor, todo o tempo...
todo o tempo...
mas não tivemos tempo
de libertarmo-nos a tempo
de um ao outro nos aprisionarmos...
prisioneiros que fomos
do tempo que dispara
alojando balas em destinos...
407

Cinamomo


Sob a velha árvore
Estenderei meus ossos
Cansados da vida...

Sob a velha árvore
Despejarei meus ossos,
Duzentas partes
De mim...

Ossos que já não
Suportam transportar
A parca carne
Que os recobrem...

Sob a velha árvore
Relegarei meus ossos
Extenuados,
Que me seguirem
Já não podem...

Ossos que esperam
Nada mais...

Sob a velha árvore
Depositarei meus ossos
Fatigados da longa
Caminhada...

Que eterno sepulcro
Seja esta árvore calada,
Para os meus ossos
Que querem paz...

(Rahna)
475

Poema do Adeus Definitivo

Vamos...
Devemo-nos dizer
Adeus!
Dividir os bens e os males...
O pão e as pedras...
O riso e a lágrima...
Esvaziar gavetas...
Rasgar fotografias...
Devemos, num esforço extremo
Do extenuado amor que se finda,
Repartir o horizonte
Para que, desvestido das peles do ontem,
Cada um receba na justa medida
Sua porção de Novo Dia...

(Rahna)
471

Sonetilho a São Jorge


Vós sois o Santo Guerreiro.
Combateis hordas do mal.
Valente, forte e altaneiro.
Espírito Magistral!

Protege-nos o seu escudo
Forjado em Luz Divinal!
Maléticos, fazei-os mudos,
Com gesto Celestial!

Bravo soldado Cristão,
Por sua fé, imolado.
Fiel fostes ao Messias!

Eia, pois! Meu São Jorge, amado!
Subjugais vós, o dragão
Do medo e da aleivosia!

(Rahna - 23/04/2018)
477

Olhos Distantes

Há ainda um riso
Que baila na boca
Do tempo...

Há uma lua vazia
De face tão pálida
A vagar imprecisa...

Há um canto ao longe
Que é prece cálida
à noite solitária...

Há dois olhos distantes
Que serenos adormecem
Pelo canto, entorpecidos...

E ao som do canto esquecido
Capturo a poesia distraída
Perdida na madrugada...

(Rahna)
483

Linha Reta


 Foto grátis foto hipnotizante de uma colina rochosa verde durante a bela hora do pôr do sol

Linha reta

os meus dias

não têm começo e nem fim...

perco-me no galopar incansável das horas

onde cada minuto tem vida própria

e uma vontade louca de ti...

(Rahna)
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Comentários (1)

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luisa13

poemas singelos, mas belos e profundos.

Meu nome é Claudia Dutra Gallo. Meu pseudônimo no mundo poético é Rahna, uma homenagem a uma cadelinha que tive na adolescência. Professora, Pedagoga, formadora e multiplicadora. Na rede estadual de ensino do Estado do Rio de Janeiro há trinta anos acumulei vivências maravilhosas, indizíveis e indeléveis. Gosto de escrever poesia, mas não me diria poeta. Parafraseando um velho amigo, Manoel Satyro, eu diria que "sou uma arrumadora de palavras". Bem, ao menos, é o que tento. Bem-vindos(as) ao meu espaço!