Reirazinho

Reirazinho

n. 1999 BR BR

Túneis de pensamentos perdidos.

n. 1999-01-09

Perfil
13 549 Visualizações

Luna

A melodia que se escorrega nua
Em seus florais que se revelam almas
Numa sonata que acorda a lua
E o seu som desliza em folhas calmas.

A sua beleza que se encarna crua
Pelas magnólias nos pés e palmas
E seu amor cheiroso atenua
O musical das madrugadas alvas.

Todos sorriem pelo tom solene
O lumiar, pelo contrário, chora.
A madrugada se tornou Selene…

E as magnólias viraram sono
Onde se dorme a perdida hora.
Não haverá outra voz nem outono.

Ler poema completo

Poemas

1

Ordem Impura

Numa órbita cinzenta giramos em torno da pureza. Ela brilha no raio distante da nossa ótica, nós não podemos alcançar, às vezes nem entende-la. A ordem foi obliterada pelo caos como a tibieza de nossos pálidos membros. O lampejo de esperança definha na ímpia vontade; talvez sejamos uma espiral de morte, tudo o que nos atrai, mata. O impuro bebe do sangue, como o rei do cálice subjuga os servos. Não tem oração que alivie, como não há arte que exprime: a tinta de nossa civilização pinta a realista obra de vis mãos.
O astro melopeia, a priori, o grave tom de tristeza, feito órgão na missa o acorde macabro. Luz apagada, ansiedade acesa, a intuição vai longe, a prática, nem perto. Altivez, soberba, ego: a tríade do ser: imparcial, indiferente, imperfeito: geometria do cosmos.
128

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.