Reirazinho

Reirazinho

n. 1999 BR BR

Túneis de pensamentos perdidos.

n. 1999-01-09

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Luna

A melodia que se escorrega nua
Em seus florais que se revelam almas
Numa sonata que acorda a lua
E o seu som desliza em folhas calmas.

A sua beleza que se encarna crua
Pelas magnólias nos pés e palmas
E seu amor cheiroso atenua
O musical das madrugadas alvas.

Todos sorriem pelo tom solene
O lumiar, pelo contrário, chora.
A madrugada se tornou Selene…

E as magnólias viraram sono
Onde se dorme a perdida hora.
Não haverá outra voz nem outono.

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Poemas

1

Soturna melancolia

Soturna melancolia
Que de sua sombra
Me dá nostalgia
Açucarada dose de morfina
Para conseguir dar mais um passo
No dia a dia

Do cansaço consigo crescer
Por mais perene que esse
Caminho parece ser
Aqui lá vou eu mais uma vez
Agradar mais um freguês
Que é uma anta
Mas que finge sensatez

Ando com a pomba branca no peito
Não imponho respeito
Até porque impor pode levar a um leito
Nessa selva de animais eu sou uma lesma
Em meio de gorilas ariscos prontos para
Retirar a escopeta
Mas não me importo, o que vale é o meu café
Sem ele eu não voo igual o meu caburé
Corujinha observadora, mas diferente de mim
Ela felizmente vive atoa
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