Lista de Poemas
Como por ti não suspirar de amor
Teus braços teceram muros contra a dor
Tuas mãos morenas, são para mim mãos santas
Como por ti não suspirar de amor, quando teu corpo, no meu, se levanta?
Tuas mãos morenas, são para mim mãos santas
Como por ti não suspirar de amor, quando teu corpo, no meu, se levanta?
160
Pouco a pouco
Pouco a pouco, descubro o silêncio de minha alma. Assim, pouco a pouco, transbordo. Nesse sigilo, milhões de mistérios; sou todo segredo. E não me conto a mim mesmo.
64
não me prive de te amar
Não me prive de ver a ti, porque tudo seria triste. Não me prive dos teus olhares, dando-os a outro, nem de habitar teu coração, chamando-te pelo nome. Deixa estar, minha fala aos teus ouvidos. Não me prive de te amar nunca.
79
A todos os amigos
Quero, sim, que me amem, mas que amem sem pressa e sem medo, amem manso, e falem-me com entusiasmo sobre como é linda as flores na primavera. Quero que, me amando, se calem as vezes, e ao me verem triste não se afastem, não guardem nenhuma pena de mim por eu ser sozinho. E que, quando eu divagar, no meio de alguma conversa, não me repreendam nem julguem falso meu amor: outras vozes me chamam do mundo.
204
No regresso do mundo
Teus olhos, perdidos entre os meus, vai cortando os nevoeiros, afastando brumas.
Tudo é encanto, e em nós dois vamos nos traduzindo em amor.
No regresso do mundo, podemos descansar um no outro.
E chorar nossa dor pelos mesmos olhos. Amar pelo mesmo coração. E quando partir, ir com os mesmos pés. Morrer pelo mesmo corpo. Sangrar pela mesma pele.
Tudo é encanto, e em nós dois vamos nos traduzindo em amor.
No regresso do mundo, podemos descansar um no outro.
E chorar nossa dor pelos mesmos olhos. Amar pelo mesmo coração. E quando partir, ir com os mesmos pés. Morrer pelo mesmo corpo. Sangrar pela mesma pele.
151
Acolá, no mundo...
Acolá, no mundo, os amigos contam essa história: flui um rio, vestido de um venusto airoso lençol cristalino, que se estira tombando para abocanhar a bacia de marfim oceânica. E o mar em sal é de uma mulher muito bela e quem se deitar com o rio se deita também com ela.
123
Em meus braços
Em meus braços teu corpo é um silencioso poema:emblema de rosas, folha mansa, ruidosa. De teus cabelos pendem diademas,
Emblema de rosas, pequenos poemas.
Emblema de rosas, pequenos poemas.
218
Teu rosto...
Teu rosto - desfigurando a água - de súbito sobe do rio e - ainda escorrendo - entrega-me um beijo frio.
Depois te afasta, descansa o semblante sobre o olhar sossegado, far-te saudade para querer-te ao meu lado.
Esse teu charme, vulgar, e arredio, sempre - depois de um beijo frio - 'inda há de funcionar.
Depois te afasta, descansa o semblante sobre o olhar sossegado, far-te saudade para querer-te ao meu lado.
Esse teu charme, vulgar, e arredio, sempre - depois de um beijo frio - 'inda há de funcionar.
211
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
LINDO POEMA AMIGO O AMOR É TUDO ÉPROFUNDO É DESEJO PARABÉNS