Lista de Poemas
Lamento de Adão
I
Por que não fizeste de mim ribeiros, nascentes de olhos sangrentos e vermelhos?
Por que fizeste de meu corpo cansaço, por que fizeste de mim o primeiro?
Por que não fizeste margens dos meus braços e barragens deste sangue corrompido e fraco? Por que fizeste de minha alma solidão, por que fizeste de mim fracasso?
II
Se me amavas, tão somente, então, por que roubaste as forças de minhas mãos, por que me condenastes ao temeroso inferno para apodrecer meu coração?
Se me amavas com amor tão terno, por que me destes ao sofrimento eterno, por que lanças-te-me o espírito aos aromas e delírios do inferno?
III
Por que fizeste Sodomoa dos meus filhos? Por que me amando, dizeste: és martírio? Por que me deste desejos que consomem, por que me deste a vida por vãos lírios?
Por que fizeste de mim tão miseravelmente homem, cego pobre e nu? Por que destes por alimento as feras o meu abdômen? Por que fui eu e não foi tu!
Por que não fizeste de mim ribeiros, nascentes de olhos sangrentos e vermelhos?
Por que fizeste de meu corpo cansaço, por que fizeste de mim o primeiro?
Por que não fizeste margens dos meus braços e barragens deste sangue corrompido e fraco? Por que fizeste de minha alma solidão, por que fizeste de mim fracasso?
II
Se me amavas, tão somente, então, por que roubaste as forças de minhas mãos, por que me condenastes ao temeroso inferno para apodrecer meu coração?
Se me amavas com amor tão terno, por que me destes ao sofrimento eterno, por que lanças-te-me o espírito aos aromas e delírios do inferno?
III
Por que fizeste Sodomoa dos meus filhos? Por que me amando, dizeste: és martírio? Por que me deste desejos que consomem, por que me deste a vida por vãos lírios?
Por que fizeste de mim tão miseravelmente homem, cego pobre e nu? Por que destes por alimento as feras o meu abdômen? Por que fui eu e não foi tu!
278
Nutro por ti um amor profundo
Nutro por ti um amor profundo,
Não negue que me ama.
Meu amor é maior que o mundo,
Que queima nessa chama.
Minha amada querida,
Que amor maior pode existir!?
Não lances fora a vida,
Que o desamor virá ferir.
Não lhe proponho aventura,
Como o amante inseguro,
Propício a loucura,
Em seu amor imaturo.
Quero-lhe tanto, por doçura,
dar meu amor cândido e puro.
Não negue que me ama.
Meu amor é maior que o mundo,
Que queima nessa chama.
Minha amada querida,
Que amor maior pode existir!?
Não lances fora a vida,
Que o desamor virá ferir.
Não lhe proponho aventura,
Como o amante inseguro,
Propício a loucura,
Em seu amor imaturo.
Quero-lhe tanto, por doçura,
dar meu amor cândido e puro.
146
Abençoa os meus olhos com os teus
Abençoa os meus olhos com os teus,
Não venha, oh amada, os condenar,
Porque, se de mim, desvia teu
olhar,
É que me encena mudo o teu adeus.
Onde vou eu achar olhos como os teus?
Tão puros, tão castos e sem
fim,
não me apresente a dor a tira-los de mim,
que eu me recuso a andar como quem já morreu.
Não venha, oh amada, os condenar,
Porque, se de mim, desvia teu
olhar,
É que me encena mudo o teu adeus.
Onde vou eu achar olhos como os teus?
Tão puros, tão castos e sem
fim,
não me apresente a dor a tira-los de mim,
que eu me recuso a andar como quem já morreu.
172
Assim cansado, assim calado
Assim cansado, assim calado,
foste embora, marido;
Um pouco mais, e preciso:
Não quero a ter ao meu lado.
Indeciso? E posto, sem fim,
Sofreu doído e morno
Tocou-me a flor do rosto;
Morreu em mim.
Teu silêncio é uma espada, amor,
Contra o peito meu,
esse coração que é teu,
padece em dor.
O amor é uma flor amarga, aquém!
Na boca, fere a alma sem dó.
Deixou-me num pranto só,
foste embora, marido;
Um pouco mais, e preciso:
Não quero a ter ao meu lado.
Indeciso? E posto, sem fim,
Sofreu doído e morno
Tocou-me a flor do rosto;
Morreu em mim.
Teu silêncio é uma espada, amor,
Contra o peito meu,
esse coração que é teu,
padece em dor.
O amor é uma flor amarga, aquém!
Na boca, fere a alma sem dó.
Deixou-me num pranto só,
Como de novo amar alguém?
178
O que há embaixo do teu vestido, amor?
O que há embaixo do teu vestido, amor? Rosas e cidades inteiras; vinhedos e uvas?
O que há embaixo do teu vestido? Mansos rios e pés de laranjeiras; amoreiras e frutos saborosos?
O que há embaixo do teu vestido? Mansos rios e pés de laranjeiras; amoreiras e frutos saborosos?
150
Pequena peça
Hoje não escreverei nenhum poema de amor, eu disse a Deus. O que ele respondeu? Nada. Está quieto há meses.
Ouço sua sombra bater asas sobre o cume da casa. Suas mãos rasgam o silêncio: o amor é uma fruta.
Deus... És uma árvore, eu digo. Ele grita:escreve. Escrevo:- coração machucado bate asas ao infinito.
Meu amor, Deus é uma árvore... És fruto? Chama minha boca a teu corpo.
- Ele bate asas na cumeeira da casa.
- Acende o candeeiro.
- Vai assusta-lo.
- muito antes disso, sua voz me chamava.
Ouço sua sombra bater asas sobre o cume da casa. Suas mãos rasgam o silêncio: o amor é uma fruta.
Deus... És uma árvore, eu digo. Ele grita:escreve. Escrevo:- coração machucado bate asas ao infinito.
Meu amor, Deus é uma árvore... És fruto? Chama minha boca a teu corpo.
- Ele bate asas na cumeeira da casa.
- Acende o candeeiro.
- Vai assusta-lo.
- muito antes disso, sua voz me chamava.
163
Essa noite fui feliz
Essa noite fui feliz, feito criança, sorrindo, não me esqueci do eu menino, para ter mais esperança.
No meu peito a alma dança, sem se lembrar de cicatriz, as vezes fui infeliz, mas agora ela só canta:
Que bom lembrar de ser criança, nesta noite de alegria, não abandonei minha infância nesta vil fantasia.
No meu peito a alma dança, sem se lembrar de cicatriz, as vezes fui infeliz, mas agora ela só canta:
Que bom lembrar de ser criança, nesta noite de alegria, não abandonei minha infância nesta vil fantasia.
173
Meu amor! Meu amor!
Ah! Minha querida,
Vai a janela ao sentir minha falta
e proclamando ao vento a tua fala, bela, responderá minha alma em serenata:
Meu amor! Meu amor!
Não me procureis entre os cravos
e entre os lírios, porque a mim não vereis, não façais do amor, escravo, nem martírio.
Vai a janela ao sentir minha falta
e proclamando ao vento a tua fala, bela, responderá minha alma em serenata:
Meu amor! Meu amor!
Não me procureis entre os cravos
e entre os lírios, porque a mim não vereis, não façais do amor, escravo, nem martírio.
156
O teu amor fez-se semente em mim
O teu amor fez-se semente em mim, trazida pelo vento.
E as tuas raízes atravessaram meu peito, traduzindo-se na chuva.
Nossas almas se tocaram e confundiram-se, como se colocadas ao espelho.
E tu e eu era a mesma coisa, de modo que, a tua fala em mim, era a minha e teu gesto em meu corpo era o meu gesto.
E o nosso silêncio espalhado no mundo, era o jeito mais triste que tínhamos de ser.
Agora, quando as almas não mais se tocam e nao se confundem, quando as rosas não brotam ao fundo, tua fala descansa no meu peito, e tuas mãos abrem-se para o mundo.
E as tuas raízes atravessaram meu peito, traduzindo-se na chuva.
Nossas almas se tocaram e confundiram-se, como se colocadas ao espelho.
E tu e eu era a mesma coisa, de modo que, a tua fala em mim, era a minha e teu gesto em meu corpo era o meu gesto.
E o nosso silêncio espalhado no mundo, era o jeito mais triste que tínhamos de ser.
Agora, quando as almas não mais se tocam e nao se confundem, quando as rosas não brotam ao fundo, tua fala descansa no meu peito, e tuas mãos abrem-se para o mundo.
150
Te amava tanto
Te amava tanto que o meu amor por ti era meu alimento.
Te amava tanto que nenhuma espera era longa, nenhuma noite era dolorosa de mais sem tua presença.
Porque eu te amava tanto que a vida era amena. A tua ausência era uma saudade tranquila.
Porque eu te amava eu amava somente a ti. Te amava tanto que não me sobravam palavras para dizer-lhe.
Te amava tanto que nenhuma espera era longa, nenhuma noite era dolorosa de mais sem tua presença.
Porque eu te amava tanto que a vida era amena. A tua ausência era uma saudade tranquila.
Porque eu te amava eu amava somente a ti. Te amava tanto que não me sobravam palavras para dizer-lhe.
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LINDO POEMA AMIGO O AMOR É TUDO ÉPROFUNDO É DESEJO PARABÉNS