rianribeiro

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Poeta amador

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Como eu te amo, querida?

Como eu te amo, querida?
Faltam palavras para dizer-te quanto;
Toma-me o amor em encantos.
Amo-te como se ama a vida.

Amo-te tanto querida, amo-te assim,
em silêncio, com graça e carinho,
Sem medo de ser sozinho,
Amo-te sem ter fim.

É por isso que minha voz te chama,
nascendo nas espumas,
Em rugidos amorosos como um puma.

É por isso que minha voz te chama, querendo em ti beber os aromas das flores: te chama para morrer de amores.
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Poemas

42

Traga-me nessas mãos calejadas beijos ardentes...

Traga-me nessas mãos calejadas beijos ardentes, paixões tão delinquentes e acordadas.

Como pássaros a pousar nas mãos enchendo o mundo de cantos, teus beijos cheios de encantos encanta meu coração.

Minha querida, em gracioso amar
Te espero, assim, meu bem, te quero, como os peixinhos querem o mar.
223

Nutro por ti um amor profundo

Nutro por ti um amor profundo,
Não negue que me ama.
Meu amor é maior que o mundo,
Que queima nessa chama.

Minha amada querida,
Que amor maior pode existir!?
Não lances fora a vida,
Que o desamor virá ferir.

Não lhe proponho aventura,
Como o amante inseguro,
Propício a loucura,

Em seu amor imaturo.
Quero-lhe tanto, por doçura,
dar meu amor cândido e puro.
164

Abençoa os meus olhos com os teus

Abençoa os meus olhos com os teus,
Não venha, oh amada, os condenar,
Porque, se de mim, desvia teu
olhar,
É que me encena mudo o teu adeus.

Onde vou eu achar olhos como os teus?
Tão puros, tão castos e sem
fim,
não me apresente a dor a tira-los de mim,
que eu me recuso a andar como quem já morreu.
 
191

Pequena peça

Hoje não escreverei nenhum poema de amor, eu disse a Deus. O que ele respondeu? Nada. Está quieto há meses.
Ouço sua sombra bater asas sobre o cume da casa. Suas mãos rasgam o silêncio: o amor é uma fruta.

Deus... És uma árvore, eu digo. Ele grita:escreve. Escrevo:- coração machucado bate asas ao infinito.

Meu amor, Deus é uma árvore... És fruto? Chama minha boca a teu corpo.

- Ele bate asas na cumeeira da casa.
- Acende o candeeiro.
- Vai assusta-lo.
- muito antes disso, sua voz me chamava.
184

Essa noite fui feliz

Essa noite fui feliz, feito criança, sorrindo, não me esqueci do eu menino, para ter mais esperança.

No meu peito a alma dança, sem se lembrar de cicatriz, as vezes fui infeliz, mas agora ela só canta:

Que bom lembrar de ser criança, nesta noite de alegria, não abandonei minha infância nesta vil fantasia.
194

Meu amor! Meu amor!

Ah! Minha querida,
Vai a janela ao sentir minha falta
e proclamando ao vento a tua fala, bela, responderá minha alma em serenata:

Meu amor! Meu amor!
Não me procureis entre os cravos
e entre os lírios, porque a mim não vereis, não façais do amor, escravo, nem martírio.
175

O que há embaixo do teu vestido, amor?

O que há embaixo do teu vestido, amor? Rosas e cidades inteiras; vinhedos e uvas?

O que há embaixo do teu vestido? Mansos rios e pés de laranjeiras; amoreiras e frutos saborosos?
170

Te amava tanto

Te amava tanto que o meu amor por ti era meu alimento.

Te amava tanto que nenhuma espera era longa, nenhuma noite era dolorosa de mais sem tua presença.

Porque eu te amava tanto que a vida era amena. A tua ausência era uma saudade tranquila.

Porque eu te amava eu amava somente a ti. Te amava tanto que não me sobravam palavras para dizer-lhe.
183

O teu amor fez-se semente em mim

O teu amor fez-se semente em mim, trazida pelo vento.

E as tuas raízes atravessaram meu peito, traduzindo-se na chuva.

Nossas almas se tocaram e confundiram-se, como se colocadas ao espelho.

E tu e eu era a mesma coisa, de modo que, a tua fala em mim, era a minha e teu gesto em meu corpo era o meu gesto.

E o nosso silêncio espalhado no mundo, era o jeito mais triste que tínhamos de ser.

Agora, quando as almas não mais se tocam e nao se confundem, quando as rosas não brotam ao fundo, tua fala descansa no meu peito, e tuas mãos abrem-se para o mundo.
169

Assim cansado, assim calado

Assim cansado, assim calado,
foste embora, marido;
Um pouco mais, e preciso:
Não quero a ter ao meu lado.

Indeciso? E posto, sem fim,
Sofreu doído e morno
Tocou-me a flor do rosto;
Morreu em mim.

Teu silêncio é uma espada, amor,
Contra o peito meu,
esse coração que é teu,
padece em dor.

O amor é uma flor amarga, aquém!
Na boca, fere a alma sem dó.
Deixou-me num pranto só,
Como de novo amar alguém?
198

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joaoeuzebio

LINDO POEMA AMIGO O AMOR É TUDO ÉPROFUNDO É DESEJO PARABÉNS