rianribeiro

rianribeiro

Poeta amador

Perfil
8 382 Visualizações

Como eu te amo, querida?

Como eu te amo, querida?
Faltam palavras para dizer-te quanto;
Toma-me o amor em encantos.
Amo-te como se ama a vida.

Amo-te tanto querida, amo-te assim,
em silêncio, com graça e carinho,
Sem medo de ser sozinho,
Amo-te sem ter fim.

É por isso que minha voz te chama,
nascendo nas espumas,
Em rugidos amorosos como um puma.

É por isso que minha voz te chama, querendo em ti beber os aromas das flores: te chama para morrer de amores.
Ler poema completo

Poemas

42

O amor que deflagrou a rosa...

O amor que deflagrou a rosa, desabrochou-nos em flor e em pomo, encerrando a semente encarcerada no chão fecundo da alegria etérea.

Imagino que agora iremos despertar para o futuro e, brevemente, aperceber-se do fruto da vida que floresce nos recônditos bosques da alma.
110

Em profusa dicção essas palavras miúdas vão soltando-se do limbo...

Em profusa dicção essas palavras miúdas vão soltando-se do limbo,

desmoronando na garganta como enormes folhas secas presas na laringe; engasgando, imediatamente, a boca...

Vai dando voltas na língua, como num festival, como infantes numa ciranda, rodando em éguas e alazões velozes

- dissolve o gosto meio amargo. Diluí o céu em saliva, feito um lavrador preparando a terra para o nome.

De súbito, a pronúncia deste nome, sem timidez surgem na boca rosas, como se ao dize-lo, e de dentro de mim o chamasse minha alma, deitasse em mim mesmo sementes.
222

Sobre as asas frias da morte

Com graciosidade esperançosa e doce temperança,
Levanto hastes aos ventos da pampa, rugindo gladios as temerosas rosas, a fulgida perseverança das campas.

Como aurora imaculada e majestosa;
Como flores castas e vívidas,
Sôfregas a derramar a vida sobre a terra dolorosa.

Com grande espada poderosa cerro as garras da morte;
Mas ao rugir bravo leão, entrego aos céus meu coração a sangrar dum corte:

Malditos corvos espreitam-me a sorte, bebendo os vasos da sangrenta ferida, avermelhando em mim os véus da vida sobre as asas frias da morte.
229

Nas janelas do mundo

Ouço gemidos por entre as nuvens. Vozes doces, embriagadas de desejo. São os anjos, tu dirás. São os anjos, quentes, fantasiosos, perdidos em carícias noturnas. Revelando em prazer uma nova linguagem. Mistério santo, mas erótico. Nas janelas do mundo saltam animais no cio.
186

Desertos

Diz que o dilúvio foi suscitado por uma mãe que perdeu o filho; diz que antes disso não havia tristeza no mundo. 
254

Calo-te quando te escrevo.

Calo-te quando te escrevo. E no teu silêncio umideço a palavra. Estás como escondida em mim. E no vento inquieta a folha. A noite chega no teus braços e o teu corpo é a lua. Sonho-te assim, morena, para ver-te ainda nua.
221

Não impeça o teu coração de chamar o meu nome

Não impeça o teu coração de chamar o meu nome quando sentir saudades, nem os teus olhos quando querer os meus.

Nao transcreva em dor o silêncio. Não converta tua sede em desertos.

Dá teu corpo ao fogo, os teus braços como sacrifício, tua alma em cinzas, os teus olhos crucificados...

Eu morro mil vezes mais.
194

Teu rosto...

Teu rosto - desfigurando a água - de súbito sobe do rio e - ainda escorrendo - entrega-me um beijo frio.

Depois te afasta, descansa o semblante sobre o olhar sossegado, far-te saudade para querer-te ao meu lado.

Esse teu charme, vulgar, e arredio, sempre - depois de um beijo frio - 'inda há de funcionar.
229

Regresso

Regressa o corpo a terra, a sossegar;
Depois de derramar cólera pelo mundo,
terá na campa seu disprazer profundo,
E um gosto de peixe a boca aguar.

Quem foi valente em vida, a lutar,
diga-me, heroi, se conseguiste?
Que a fera imortal tu feriste;
Ou nos braços de tal foste parar?

Se a muito os homens tentam vencer,
Esse animal, inato e feroz,
quem contra a foice não foi morrer,

À aparição perdeu-se a voz.
- Quem poderá o bicho abater?
Enquanto viver: nós!
154

Não conte a ninguém que te amo

Não conte a ninguém que te amo. É um segredo nosso. Não conte o que fazemos nos intervalos do mundo: quantas vezes visitamos o céu; como é a face dos anjos... Não conte do paraíso. Não conte nosso amor aos invejosos. Pois, só quem ama conhece os céus e Deus.
50

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
joaoeuzebio

LINDO POEMA AMIGO O AMOR É TUDO ÉPROFUNDO É DESEJO PARABÉNS