A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa... É a maior viagem que alguém pode fazer... Só para viver a aventura... Assim, sem compromisso, você vai me entender...
Não pertencer a ninguém... Não pertencer nem a mim... Ser outro constantemente... É tempo de me fazer, eu sei...
Que o tempo me dê a resposta... Preciso ir em busca de novos sonhos e encantos... Não quero mais a prisão de lembranças...
Tão estranho carregar uma vida inteira... A estrada é aquela por aonde eu vou... Terei um longo caminho a percorrer... Sentindo a brisa leve tocar meu rosto... Tocar o horizonte até onde posso...
Sonhando e viajando além das estrelas... Nunca esquecendo das coisas boas... No meio de um nada e em minha feliz melancolia... Mil perguntas passam pela imensidão... Todos os dias...
Espaço ao compasso dos dias e noites que correm... Emoções e pensamentos se misturam... Quero trocar as minhas bagagens... Quero voltar a ser puro...
Não sei se consiguirei... Não me custa tentar... Abro minhas asas e vou voar...
Com a imaginação de uma criança... Criança que ainda existe... Dentro de mim...
Já peguei mais um... Com esse são três... Será que tem ... Mais algum na bola da vez? Não posso dar mole... Gambá comunista sempre tem por aí algum...
Bicho feio e esquisito... Esse vou soltar lá na ponte do Bento... Não aguento ver esse "coiso".... Acho nojento...
Mas agora vou comparar... De política vou falar... Se der cachaça... Igual ao mestre mor... Vai se embriagar... Bebe, ri e se mija todo... E vomita porcaria... Na cara dos outros...
Tem quem ache bonito... Tem quem vê utilidade... Mas gambá e comunista... Para mim não vale nada... Decerto é furada... Para desaparecer... Merece chicotada...
Peludo e fedorento... Dorme o dia todo... À noite não sossega... Muito barulhento... Vejo ambos... Como algo peçonhento...
Vai em minha cozinha... Revira minhas panelas... Por onde anda, mija e caga... O gambá com raiva guincha... Já o comunista... Relincha...
Faz arruaça em toda casa... Praga maldita... É gambá e comunista... Ambos são oportunistas...
Rouba e é preguiçoso... Bicho imundo... Ocioso... Pernicioso...
A gente prende... E tem quem defenda... Mas ter em casa... Ninguém quer... Ninguém aguenta...
Praga que não termina... Nem cadeia ou exílio resolve... Sem percebermos... Volta... Para nossa má sorte...
Querem casa, moradia... O dia todo dormir... Rouba até comida... Gambá e comunista... Personalidade carcomida...
Se dou uma paulada... Vão dizer que sou fascista... Direitos humanos e proteção ao animal... Sinceramente... Ambos para mim... Só causam mal...
Não sei mais o que fazer... Com essa raça doente... Se tem alguma sugestão... Por favor...me ajudem aí gente...
Sandro Paschoal Nogueira
http://conservatoriapoeta.blogspot.com
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2400 vezes por ano
2400 #vezes #por #ano...
A leveza que impressiona... No fado das horas contadas... Encontrar nas noites... Um abraço bem dado...
Um copo de catuaba... Uma prosa jogada fora... Rir e descontrair... Viver é sentir...
Não esperar a morte... Com medo de agir... Trancado dentro de casa... Não sou assim...
Não troco uma boa conversa... Cheio de pilhéria... De gente faceira... Sem amizade traiçoeira...
Porém não lhe critico ... Faça como melhor achar... Use máscaras... Fique em casa... Ande de quatro... Se alguém lhe mandar...
Enquanto você aceita... Em casa ficar... Se deixa manipular... Estão a sua vida a roubar...
Me chamem de tolo... Quem assim desejar... Prefiro ser um tolo... Do que me permitirem usar...
Se amanhã.... A morte vir me buscar... Saibam vocês que o tolo viveu... Enquanto, você em vida, pereceu...
Que eu viva momentos de alegria... Que eu me sinta bem... Já que eu não faço... Mal a ninguém....
Vou continuar... Como sempre quero ser e estar... Fique em casa você... Mas deixe-me viver... Enquanto assim... Deus me conceder...
Sandro Paschoal Nogueira
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Dormir
#DORMIR
Coisas mansas como o luar... Águas de um lago adormecido... Abandono de um jardim sem flores... Lamento de uma vida... Sem amores...
Antes da morte por vir... Nascendo de vez para a vida... Deixo os desejos sem rumo... Me entrego, por completo... Ao mundo...
No barco sem ninguém... Anônimo e vazio... Aonde irei ter? Tudo passa...passa... Sem perceber...
Com meus cansados olhos... Do mesmo modo, a vida é sempre a mesma... Quero a mim próprio embalar... Não ver mais nada...
O sono que desce sobre mim... É o sono de todas as desilusões... E os anos vão passando... Deixarei que morra em mim.... Vivendo na sombra de seu encanto...
Porque o melhor enfim... É não ouvir e nem ver... Tudo aquilo que um dia... Deixei de ser para você...
No fim de tudo, dormir... Para já não mais... Poder sentir...
Sandro Paschoal Nogueira
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ASAS
#ASAS
Ah tão bom seria... Se asas eu tivesse... Aqui já não mais estaria... Nem se você quisesse...
Tão logo acordasse... Já as abriria... Às nuvens eu iria... Para brincar todos os dias...
Voaria o muito longe... Que pudesse... Pouco olharia para trás... Minha vida sempre seria... Um eterno conto de fadas... Sem fim jamais...
Com as aves do céu... Eu poderia... Sempre estar a brincar... Até sobre as águas... Poderia caminhar...
Quando o poente chegasse... Ali eu ficaria... Meu ninho seria... Um mar de cores... Pura fantasia...
Com o vento poderia bailar... As estrelas tocar... Acima das tempestades... Sempre estar...
Visitaria muitos jardins... Planícies assim... Colheria as mais belas flores... E sempre me enfeitar...
Mas Deus não me quis assim... Não me deu asas para voar... Me presenteou com uma grande vontade... De sempre sonhar...
Sigo eu aqui então... Menino homem perdido... Sonhando e sempre querendo... Na imaginação encontrar abrigo...
Procurando ter a alma leve... Da maldade alheia me ausentar... Mas a poeira me persegue... Nem sempre posso me limpar...
Desejo então deveras... Que eu possa alcançar... Quem sabe um dia... A luz... E às trevas jamais retornar...
Não sou de muito sorrir... É verdade eu sei , me desculpo... Mas muito fui iludido... Por esse mundo...
Quando criança pensava... Que tudo era inocência... Que tudo era bom... Não sei quando perdi... Essa pureza que já não mais está comigo aqui...
Não me dei conta... Até hoje não acredito... Que algo se partiu... Bem no fundo de minha alma... Onde me sinto...
Então sigo assim... Talvez um pouco triste... Sonho, mais não vôo... Nesse tempo que para mim... Não existe...
Sandro Paschoal Nogueira
Comecei a escrever poesias a partir de janeiro 2020 até o dia de hoje.
E então, sem você perceber... O futuro é hoje... Tanto tempo buscando sabe-se lá o quê...
Sonhar... Para viver... Não espere... Faça acontecer...
Nada dura para sempre... O mundo está cheio de mágica... Mergulhe fundo no encantamento... Hoje é certo o momento...
Há sempre um vago instante... Eu sinto, sem no entanto compreender... Mude sua história... Sempre é hora de renascer...
Sandro Paschoal Nogueira
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Geração sem música geração perdida
#GERAÇÃO #SEM #MÚSICA, #GERAÇÃO #PERDIDA
As músicas acabaram... O tempo se foi... Como me causa pesar... Como isso me dói...
Os dias já são tão chatos... Tudo tão maçante... Somente sendo saudosista... Para me levar adiante...
Tive Bee Gees... John Lennon... Fred Mercury... Michael Jackson... Tina Turner... Madona... Carpenters... Abba... Que saudade...
Tantos outros... Mas não esquecidos... Ainda amo a todos... E carrego comigo...
E os bailinhos? De passos coreografados... Dançar juntinho... Ou como um pião desordenado...
Quem se lembra do primeiro amor? Duvido alguém ter esquecido... Dizem que o primeiro e o último... São os mais fortes... Os mais sentidos...
No meu primeiro porre... Engoli tudo em um só gole... O mundo girou... E vomitando... O chão me amou...
A ressaca... Nossa um horror... Pior era lembrar... Do que tinha feito... Na noite anterior...
Me lembro ainda... Da fumaça do baseado... De quem fumou ao meu lado... Só o cheiro já me deixou dopado... Desmaiei em minha cama... E só me recordo... De minha mãe arrancando meus sapatos...
Não era por ser jovem... Que foi a era dourada... Tudo era mais inocente... Não tinha tanta maldade entre a gente...
Hoje o que vejo... Fico abismado... Já tantas vidas perdidas... Sem mesmo ter começado...
Não ouço mais as músicas... Que me faziam viajar... Me embalavam... Faziam-me sonhar...
Geração sem música... Geração perdida... Quais lembranças levarão... Por toda sua vida?
Aonde isso se perdeu? Serei eu o culpado? Aonde tive o azar... De ser tão descuidado?
Às vezes bailo aqui sozinho... Junto às minhas flores e passarinhos... Segurando nas mãos do vento... Abandonando-me a esse sentimento...
Sei que nada mais retornará... Passou... E aqui estou... Mas também sei.... Que continuo a sonhar...
Sonhar com o que de bom vivi... Com quanto fui tão feliz... Como o tempo passa rápido... E dele fui aprendiz...
Sandro Paschoal Nogueira
http://conservatoriapoeta.blogspot.com
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Tão longe de mim distante
#TÃO #LONGE #DE #MIM #DISTANTE
Deixa em paz os passarinhos... Deixa em paz a mim... Deixe que eu trace meus caminhos... Por esse mundo sem fim...
Ah , quem me dera alagar meu coração de esperanças... Ter a alma leve... Em todas minhas andanças...
O tempo é algo que não volta atrás... Existe gente que precisa da ausência.. Para querer a presença... Do perdido que já não tem mais...
Vai, minha tristeza... Chega de saudade... Porque eu não posso mais sofrer... Um sorriso sincero... É toda minha vontade...
O vento vem vindo de longe... O dia está perfeito... Olho para cima... Felicidade se faz presente... Em meu peito...
Quem me dera, ao menos uma vez... Ter de volta minha aurora... E assim eu sonhar... Junto ao que nunca se alcança...
Sandro Paschoal Nogueira
http://conservatoriapoeta.blogspot.com
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A quarentena
#A #QUARENTENA
Ai meu Deus... Me responde logo... Já não mais aguento... Esse sufoco...