Lista de Poemas
ferruginoso

Deixa acontecer
de sorrir o seu
no meu sorriso triste
de rir de um amor que
sequer
existe.
que não é meu
que não é meu e não me enternece
que não é seu
que não é seu, embora pudesse.
Esquece de lembrar
de lembrar que não se insiste
e se puder esquecer
que não resiste a esse sorriso
metálico e triste
Deixa acontecer.
Foi

Talvez fosse o que não tem mais jeito, eu.
Talvez fosse o que podia ter sido, eu.
Talvez fosse o silêncio que ardia perdido, eu.
Ou minha ausência emudecida, você.
O resto é Silêncio
A lucidez
parece desaparecer
perante esse escuro.
Esse, não outros.
Ouço as vozes
por vezes
uníssonos murmúrios:
"O próprio sonho não passa de uma sombra."
Altos muros
de uma sanidade
sem pertinência.
Ente desnudo
unindo oamor
e a ausência.
A lucidez se assemelha
a areia de uma ampulheta
quebrada.
Ouço vozes
por vezes
dissonantes sussuros:
"Dormir, dormir... talvez sonhar."
A morte é acordar.
Sobre Madeleine ( e um pouco sobre Ronnie)
ISTO
impulso
atividade cognitiva
irracional,
"Você está bem, meu bem?"
Termos deprovidos de relação
formas incongruentes.
"O que é que você tem?"
Do outro lado do espelho,
ALGUÉM.
um sonho.
Quadrado preto sobre o branco - ausência
Quadrado preto sobre o preto - ausência da ausência.
Atitude beligerante, belicista, surreal e delicada.
Soberania de um pensamento encarnado no desejo
elemento de coesão, rota de colisão.
tempo, tempo, tempo, tempo
"Ela nunca pegou na sua mão, meu bem."
Planeta hostil
colonizado por afetos
projeções, ilusões, destino.
Institucionalização do instinto paranoico
e hostil, ilusório e hostil.
Instauração do espaço comum impróprio
corpo hermetico e instável
órbita irregular.
"ELA NÃO EXISTE."
Nunca será um objeto de apropriação.
Ela é sua Tereza da Praia.
impaupável.
Afetos complementares,
incidiosos,
dessituados da estrutura do tempo,
desprividos de rotina e tormento.
"ESQUEÇA!"
O que não é representável,
não é inexistente.
Inadequado, talvez.
Inseguro, talvez.
Como confiar no que não se constituiu?
Indesejavel? Jamais.
Indefectível? Jamais.
Desnecessário? Jamais
Existia nas fendas do tempo,
esquecimento, e memórias auditivas.
No ínfimo espaço vazio entre duas mãos,
guerra e paz.
mesmo coração
batendo uníssono
ensurdecedor.
Alguns chamariam de amor.
Todos chamavam de ilusão.
ousa

Falo de mim


Sismo
A essa altura
qualquer um, coisa ou situação
que abale os sentidos
poderia ser chamado de aventura
válvula de escape,
ou simplesmente, bênção
O frisson do vento frio na pele quente.
Desmemórias.
O vento que sopra do Sinai em direção ao oriente
enquanto o lagarto corre sobre duas patas.
Paixões desmesura, clausura
Insensata.
Perda abrupta e iminente dos sentidos
ser,
deixar ser
sem queixas
deixar-se ser
queixar-se ou não
e ser
a essa altura se deixar ir
é rente de encontrar a si,
e se perder,
se puder ainda
longe dos desastres antropogênicos
longe de si e em si mesmo
um cismo
qualquer um, coisa ou situação
que abale os sentidos
sismo
atração ( variável oculta )
a vontade era menor
que a velocidade de escape
calor, suor, entrelace
aquele olhar
singularidade inapropriada
o traço branco na linha d'água
um horizonte de eventos
nunca dantes explorados
inócuos
ondulatórios
simultâneos
instantâneos
ilusórios
marginalizados
- o poeta - a caneta - o abismo -
lineares
olhares desviados
similares a ensaios
sonhos
soslaios
a vontade era menor
que a velocidade de escape
inserindo valores indeterminados.
emaranhados
sem escape
ensimesmados
e sem escape
principiando a incerteza
e sem escape
de quando em quando
e sem escape
um traço branco na linha d'água
a vontade era menor
que a velocidade de escape
Comentários (1)
horrivel infantilizada