steliochitlhango

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Filho do DEUS Humano

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A flor da minha vida

A flor da minha vida

Aquela flor, não é uma flor
Que murcha, que envelhece, que morre...
Ela simplesmente
Fulgura, rutila, tremula....
Estimula o sabor do odor

Aquela flor, não é uma flor
Pois não tem pétala nem odor
Mas, abalos produzem olor

Aquela flor, não...Não pode ser uma flor
Polem-escuro, pétala-negra, sepata-incolor
Não... ela só pode ser divinal

(*Significância )
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Poemas

54

2000 depois dos primeiros 20

2000 depois dos primeiros 20

Dois mil anos depois
Alguns anos-luz se passaram
Caminhando vácuos e paraísos
Procurando o compatível vector da luz

Dois mil anos depois
O mundo pariu a mim
O hospedeiro reluz
Que a profecia prometeu

Dois mil anos depois
Surgiu o ser de capuz
Que pôs a praga do tempo
Cá dentro, em dois mil e vinte
-------------------
O ano da morte

Dois mil anos depois
O mundo treme
E pára tudo
Sintetiza crime
Separa tudo….

Dois mil anos depois
O mundo treme
Treme pelo meu nome
E sussurra-o dizendo, covid-19
47

O mundo malvado

O mundo malvado


O mundo não se resume apenas no globo azul de verde
Tem também o vermelho de fogo
Que arde até na noite, procurando a quem assolar
Para o dormir

O mundo verdadeiro tem garras
Do leão e cede do vampiro
Que caminha entre nós dando tiros
Destruindo sem puder contar o numero das guerras sofridas pela terra

Conhecer o universo não é conhecer o mundo
Que eu conheço
Que te dá, só para te arrancar como preço
Este mundo é mudo irmão
Se tem medo do cão, então não desfile nesse portão
Senão, se arrependerá de ter nascido neste mundo
35

Por ser uma estrada

Por ser uma estrada

Caminhavam e me pisavam com pernas estragadas
Com arco vestido de preto, como se fosse um nada
Desdenhavam e zombavam com bocas de rodas
Como se soubessem que era uma estrada
De verdade

Gritavam e saltavam quando me chamavam de covarde
Diminuto, só porque era mestre de bodes
E ainda me chamavam de tractor verde
Sou porque não me cansava, pela minha virtude
Única

Que fez de mim, um ser que cria os dias
Não porque tenho sempre as claras, tenho também as sombrias
Assim como qualquer um que caminha
Em busca da verdade que se esconde
Nas artimanhas de andorinhas.
42

Sou poeta, por acidente (Identidades Ocultas)

Sou poeta porque sinto
O que sente

Não por escolha
Simplesmente sinto
Amor….
Dor, fervor….
Ardor de algo que não sinto
Completamente
Apenas nacos de sentimentos
- Manipuladores
- Metamorfos

Que saiem de dentro para fora
Como palavras
Em versos
Estruturados em estrofes
Que as vezes nada dizem
Literalmente

Metaforicamente descrevem tudo
Tudo que sinto sem querer
Fizeram de mim um poeta por acidente
E ainda foi por acidente que escrevi este poema.
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