Lista de Poemas

ESCREVER !?

Escrever... para quê e para quem ? 
Escrever para alguns é um sacrifício, uma dificuldade, para outros é um prazer, assim como o é para mim. 
Escrever para posterizar acontecimentos, lembranças: descrever experiências, lugares, pessoas, ou...apenas para brincar com palavras! Para quem... escrevo para quem gosta de ler, para meus amigos, para as pessoas que amo e para todos aqueles que tem tempo para uma leitura, os amantes da escrita. 
O que escrevemos jamais saberemos até onde irá. Pode ir parar em qualquer ponto da Terra, em qualquer parte do Universo onde haja uma inteligência capaz de decodificar o código lingüístico que utilizo.
Não tenho nenhuma pretensão de superar nenhum escritor, nem ser mais um a despejar palavras ao léu.
Apenas lanço minha escrita a todo navegante e espero que minhas palavras escritas caem em solo fértil!...
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A SENHA


M iríade humana espalhada

I cástica sobre os quatro cantos

C amada que habita o Universo

T estemunho de retidão exemplar

M aromba a União Fraterna

R etábulo do Delta Sagrado.
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Meu Silêncio

Meu silêncio não é ausência,
Meu silêncio é como
o da Senhora do Silêncio.

Meu silêncio é presença.
Meu silêncio é pensar e ouvir você.

Meu bem, no silêncio da noite
quero lhe ouvir.
Só quero quebrar este silêncio
para lhe dizer

O quanto amo você e o prazer
de estar ao seu lado
e seus carinhos sentir
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NATUREZA MORTA

Assim é o poeta
transformando o invisível
em beleza sutil !
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CHIQUINHO

Vovó gostava de criar filhotes de pássaros em casa para domesticá-los. Cuidava dos filhotes ainda sem penas com papa de fubá e de frutas.
Lembro ainda dos filhotes de maritacas, de pássaros pretos e canários da terra que ela criava com todo carinho dentro de casa
Mas de um lembro em especial, um pássaro preto que foi batizado de Chiquinho!
Foi pego ainda bem novinho, e tratado com muito carinho e cuidado.
Cresceu e acostumou com todas as pessoas da família!
Ele possuía uma gaiola que ficava pendurada na sala, onde ele dormia e ficava. Mas a gaiola estava sempre com a porta aberta para que ele saísse quando quisesse.
Ele gostava de voar para o ombro de alguém e pedir carinho, abaixava a cabeça esperando um cafuné!
Ah como ele gostava que coçasse a sua cabeça!
Estava sempre feliz a cantar e quando queria algo dava aquele piado que todos sabiam interpretar.
Costumava voar até alguma árvore próxima, ir até o pomar e depois retornava para a sua gaiola.
Cantava um canto alegre e firme e era um encanto, uma euforia só!
Incrível, atendia sempre que ouvia seu nome, sabia que ele era o Chiquinho! Acreditem!
Certo dia apareceu pela fazenda, de passagem, um caixeiro viajante, um viajante que trazia produtos da cidade grande para vender.
Vovó interessou-se pelos tecidos e permitiu que ele entrasse até a sala e mostrasse o que havia de novidade.
Logo foi dizendo:
- Ah que pássaro lindo!
- E ele não foge, com esta portinha aberta?
- Não - respondeu vovó – ele foi acostumado a viver em liberdade.
Mas algo estranho começou a acontecer!
Chiquinho que era um pássaro alegre, calmo e manso começou a demonstrar um comportamento estranho!
Saltava de poleiro em poleiro e soltando alguns piados tristes!
Algo não estava normal todos perceberam.
Assim que aquele estranho se foi vovó apressou-se a pedir que eu fosse correndo chamar a Mariana.
Como já era de costume quando alguém adoecia mesmo um animal da fazenda Mariana era solicitada para vir benzer.
Em pouco tempo cheguei pouco a frente da Mariana que veio já preparada com um galho de arruda e pegando o pássaro no colo passou ao ritual de benzedura aspergindo água com aquele ramo de arruda e balbuciando algumas palavras que não podia entender. 
Chiquinho estava quase paralisado, sem ação, não era mais aquele pássaro alegre e esperto que conhecíamos!
Mariana disse:
- “Cumade Nita”, a coisa tava feia, este homem botou um mal olhado muito brabo nele!
- Coisa pesada, mas ele vai ficar bom, deixa ele ai na gaiola e vai ver amanha ele vai estar bom de novo!
Eu que estava lá de pé encostado na porta observando atento todo o ritual apressei a sair e aproveitar o resto da tardezinha que terminava para brincar, correr lá pelo pomar.
Sei que Mariana, uma negra empregada antiga da família ficou ainda um pouco conversando com vovó e vi quando ela passou na estrada e disse:
- “Inté Adarto!”
Ai disse também o “inté” e continuei a brinca!
Só sei que no dia seguinte ao levantar encontrei o Chiquinho todo serelepe a saltitar e já arriscando algum canto afinando suas cordas vocais..

(Tudo aconteceu na minha infância na fazenda de meus avós, em Minas Gerais, por volta de 1955)
 
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Elienai


É
L indo
I maginar
E star
N ascendo
A gora a
I nfinita paz!
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A Lua


Hoje de manhã
eu vi a Lua
solitária,
perfumada,
toda linda,
sorrateira,
e faceira
mas pálida
na imensidão
do firmamento.

Do Astro Rei
contentava-se
apenas em sentir
seus raios
matutinos
que lhe servia
de consolo.
Inspiração
aos amantes.

Pobre sina esta
seu amor
sempre a
correr.
 
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QUANDO A NOITE CHEGAR

Quando a noite chegar...
quero poder descansar
e sob a luz do luar ...
minh`estórias contar.

Quando a noite chegar...
quero meus amigos visitar
entre as estrelas navegar
e toda beleza admirar.

Ah quando a noite chegar!
a mais bela estrela vou pegar
para minha guia eu levar
e meus caminhos iluminar.

Depois que a noite passar
eu minhas estórias narrar
minha bagagem vou pegar
e num corcel alado viajar.
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INSIGHT


Ah se pudéssemos
N´aquele instante mágico
D´inspiração reter algo !
 
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Adauto Neves


A ndavas amigo, companheiro
D antes, amargurado a procurar
A quele motivo alvissareiro
U m alguem a quem amar.
T oma o caminho, ergue o olhar,
O uve o compassar que no peito cala!

N ao tornes o passado buscar
E h no futuro que a felicidade fala!
V a, siga em frente que a vida,
E merge em tua mão,
S implesmente ame
e abra completamente o coracao !

Nota: Acróstico elaborado pela minha amiga Andréia Cuesta
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Comentários (1)

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Diones
Diones

Esse escrito me fez lembrar a minha amada! Gostei muito. Parabéns...

Sou um viajante do tempo, em busca de meus sonhos; na minha caminhada costumo ser alegre... rio, choro, me emociono com o olhar de uma criança, com o brilho do sol, da lua; o cantar dos pássaros. Sou um simples mortal que acredita na imortalidade da essência do Ser, do espírito . . As coisas que eu gosto? ... são as mais simples que existem. Gosto de ver o sol nascer, se por... ver a lua bailar no infinito espaço, e as estrelas enfeitando o manto negro e majestoso da noite... (e só de pensar que viemos e iremos ainda para alguma delas, chega a dar saudade ... !) Ver o rio correr tranqüilo seguindo seu curso sem reclamar, ouvir o sussurro do vento, o som dos pardais ao entardecer, o sorriso de uma criança, a sensualidade feminina, e tantas outras coisas mais que nos rodeiam!Como eu vejo as pessoas? ... Vejo as todas companheiras de viagem, indo em busca de algo; são viajantes das mais diferentes origens, oriundas de algum lugar do Universo e na maioria das vezes perdidas sem saber para onde irão e o que buscam ! Isto é triste! Sonhos ? ... sou um eterno sonhador ! " Sei, que n'algum lugar, muito além dos horizontes... nossos sonhos realmente acontecem! " Vou-me embora para PASARGADA , sonho de todo poeta, ir se embora para Pasárgada,..... Sinto-me privilegiado possuidor das chaves deste lugar, entretanto, sei que nada vale a pena se não for fruto de nosso próprio esforço... Do que adianta ser amigo do rei, ter tudo que se imagina e não ser feliz ? Prefiro seguir meu caminho, colhendo todas as pedras que encontro na estrada e utiliza-las para meu caminhar. Quem quiser ... acompanhe-me e caminhemos juntos!