Lista de Poemas

MEU CÃO INESQUECÍVEL

Sou um apaixonado por cães grandes, já tive vários pastores alemães e um belga e muitas estórias para contar.
Mas na infância o meu primeiro cão ( aliás era o cão dos meus avós ) chamava-se Norte. Era um cachorro grande para um menino de dois ou três anos de idade. Eu podia até andar em cima dele, coitadinho, agüentava sem reclamar!
Era muito dócil vivia perambulando pelo casarão, pela cozinha, sala, varanda e ajudava meu avô na lida com o gado. Cachorro muito esperto, ia em busca da vaca mais arredia e trazia ao cural.
Uma coisa que me lembro muito bem era o seu sumiço diário, a certa hora do dia ele desaparecia. Depois de algum tempo descobri o que ele fazia todos os dias!
Ele ia até a fazenda do tio Orozimbo todos os dias ficava lá um pouco em busca de agrado e depois antes do final da tarde retornava para a fazenda da Mata. Era um percurso de cerca de dez quilômetros ida e volta.
Isto já era natural, todos sabiam, só eu que demorei um pouco para descobrir sua façanha.
Certo dia meu avô, a noitinha, chegou na cozinha onde estava minha vó e perguntou:
- Anita, você não viu o Norte ?
- Não, por quê, ele não voltou lá do Orozimbo?
- Não, costuma estar sempre aqui a esta hora, deitado lá na porta da sala, na varanda.
Ficamos todos ansiosos e ficamos a espera que no dia seguinte encontrássemos na porta abanando seu rabo.
A noite passou e logo pela manhã, com a chegada do retireiro veio a notícia.
- Madrinha Anita, o Zé encontrou o Norte morto lá na porteira, debaixo o velho Ipê.
A tristeza foi geral. Mas como morreu, o que lhe acontecera?
Meu avô logo veio com a resposta.
_ Anita, o Norte foi mordido por um cascavel, vi as marcas no pescoço dele.
Certamente ao passar lá pelas bandas do Morro da Onça deparou-se com um Cascavel, apesar de ter lutado mal deu para chegar até aqui.
Estava ele lá ao lado do Ipê, na porteira estirado no chão - morto. Inchado e no pescoço estava a marca indelével das presas da serpente.
Ele se foi, mas a sua lembrança paira até hoje em minha memória!
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O CRUZEIRO


Era uma criança humilde, encabulado, tímido, mas com sede de saber.
Lembro-me quando tinha meus cinco anos morava com meus pais na roça, passava maior parte do tempo na fazenda de meus avós. Vovó embora não letrada era uma pessoa culta. Contava que no seu tempo foi alfabetizada e instruída em casa. Não freqüentou escola, mas teve professor particular em casa, pois ela era a única mulher da família e teve educação a domicílio.
Enquanto cuidava dos afazeres da fazenda, com sua lida entre a cozinha, o monjolo e a administração geral sobrava tempo para orientar e incentivar-me na leitura e na audição de rádio.
Dizia, - “.Adarto” é muito importante a gente saber ler, saber o que está acontecendo no mundo. Vai ouvir o Repórter Esso para saber o que está acontecendo. Pegue jornal e vê as figuras, leia o que você puder.
Sempre trazia da cidade pacotes de jornais e deixava por lá. Sempre que me via desocupado, sem o que fazer mandava que arranjasse um canto na sala, geralmente deitado debaixo da mesa, ficar folheando algum jornal.
De vez em quando eu corria a pedir ajuda, explicação de algo que me chamava atenção.
Mas uma coisa que mais me deixou saudade e até sinto aquela sensação especial que sentia quando criança lá na roça era a esperada Revista O CRUZEIRO.
Engraçado mas, quando eu era criança o dia de Natal demora muito para chegar assim como nosso aniversário e outras datas como Semana Santa. Ficávamos ansiosos e o tempo não passava, d emorava-se muito, muito mesmo!
Mamãe contava que lá na cidade grande Papai Noel comprava presentes e levava a todas as crianças e que havia grandes árvores com enfeites, lâmpadas e bolas coloridas e muita festa nesta época. Eu ficava noites e noites sonhando com o Papai Noel e procurando sua carruagem no meio das estrelas lá no céu. Mas não cansava de folhear e admirar cada página da Revista O CRUZEIRO que mamãe trazia da cidade. Havia muitas fotos do Papai Noel, de seu trenó, de suas renas!
A minha imaginação ia longe! Nada daquilo acontecia na fazenda, mas eu sonhava com Papai Noel e tinha certeza que ele pelo menos na noite de Natal viria deixar um presentinho para mim.
Logo percebi que apesar de acreditar na existência de Papai Noel sabia que nossos pais é que compravam os presentes. Mesmo sabendo disto eu fazia questão de manter o se gredo, aquela atmosfera de segredo, suspenso mesmo sabendo antecipadamente o que mamãe havia comprado. Na véspera da noite de natal, conforme orientação de mamãe, eu sempre colocava meu sapato na janela e ia dormir e logo de manhã corria para ver o resultado, Ah quanta saudade desta época.E da Revista O CRUZEIRO a lembrança da magia que havia no mundo que vivi quando criança. Lembro do cheiro de suas folhas. Papel cheirando tinta. As cores fortes, as imagens chamativas. As propagandas engraçadas. A caricatura do Amigo da Onça. Ah que saudades de O CRUZEIRO !
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Libertas quae sera tamem

A humanidade inventou mecanismos para dominar as mentes e desviar os seres humanos de seu trajeto original!
No Princípio o homem era livre e senhor de si...
Então começou a criar normas, regras, e impor verdades e continua até os dias de hoje...
Cada vez mais restringindo a verdadeira liberdade dele próprio.
Hoje, está reduzido a números, senhas e a uma série de convenções que obriga cada pessoa viver de acordo com os interesses da classe dominante!
Os seres mais primitivos ainda são livres, não estão sujeitos a normas, a convenções... Vivem segundo seu instinto, seu desejo, livre e quando sentem a presença humana, fogem para não perder a liberdade original. Vejam só os animais e mesmo as tribos mais primitivas são ainda livres, vivem mais junto à natureza e mais felizes.
Outrora, fez se dos mais fracos escravos para servir os mais poderosos.
A escravidão acabou.
Acabou?
Não, apenas mudou se a forma de escravidão...
Hoje a maioria dos seres humanos vive submissos a uma escravidão maior!
Observem, nascem e são confinados a um carrinho, a um berço com grades, depois para aprender a andar são colocados num andador com cinto de segurança que mal podem se mexer. Depois, leva-se para uma escola, onde recebem uma série de regras a seguir, horários rígidos. Em casa, têm que ter horário para sair e voltar. Horário de comer, tomar banho, e de dormir e levantar, ... o pior... acordar cedo!
Mais tarde, encontra alguém que gosta e ai começa um ritual de pedir permissão, obedecer a horário e muitas outras coisas.
Ao resolver casar, pensa em liberdade, ter a própria casa, não estar mais sobre a submissão dos pais... engana-se mais uma vez!
Começa então uma outra forma de reclusão, fica preso um ao outro.
Cobra e é cobrado de horários, atitudes e outras coisas mais!
De submisso passa também de opressor, quando os filhos chegam ai o papel de opressor aumenta mais ainda sobre eles!
Que liberdade é essa?
Vive-se sob regras impostas por uma sociedade, são eternos escravos de um grupo, de interesses coletivos, de um governo, de uma religião!
O Homem foi livre um dia?
Voltará o homem a ser livre um dia?
O que é a liberdade para você?
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O tronco de Ipê

Era lindo, robusto, frondoso e estavam enraizadas bem em frente ao casarão, as margens da estrada que trazia os viajantes, os caminhantes, as comitiva que retornavam conduzindo centenas de cabeças de gado.
Em seu tronco estava a base de uma porteira que separava as duas pastagens, a do leste que tinha como cenário de fundo o morro da onça e a do oeste, aos fundos da fazenda, a estrada dos Maias que cortava o morro de vegetação rasteira e coberto de algumas pedras em forma de laje cravadas na terra. 
O velho ipê parecia mais um guardião que ali permanecia desde os tempos de vovó criança, do vovô Abílio abrigando e alegrando as novas gerações com sua imponência, sua beleza.
Toda primavera tingia-se de amarelo, exibindo suas abundantes flores amarelas.
O solo ficava todo tingido de amarelo mais parecendo um tapete com as flores que caiam diariamente e mesmo assim os seus galhos continuavam vestidos de amarelo ouro.
Geralmente vinha da cidade algum tio avô visitar vovó e deixava seu automóvel lá debaixo do Ipê. Todos eles tinham o mesmo modelo, pois na época não havia muitos modelos, eram todos Ford 29, acho eu. Só me lembro bem que eram conhecidos como “furrecas”.
Enquanto todos ficavam lá dentro a conversar e ficava lá perto do automóvel observando o contraste do amarelo das flores que caiam sobre o carro preto (todos os modelos eram pretos, não havia outras corres).
O pára-brisa parecia mais um espelho que refletia o azul infinito do céu e nuvens que mais pareciam barcos apressados a singrar o mar infinito. Ah como gostava de ficar ali, sempre sozinho, falando comigo mesmo e aproveitando cada minuto a sombra e o frescor das flores.
E os pássaros – eram muitas espécies e como brincavam alegres e saltitantes! O João de Barro, ah este parecia ser o dono daquela árvore, edificou sua moradia de alvenaria no mais alto tronco e de lá era o sentinela efetivo.
Eu perdia até a noção do tempo ali junto ao Ipê brincando na relva. Certo dia, estava eu ali absorto em meus pensamentos virando cambalhotas... quando de repente fui surpreendido com papai muito bravo perguntando porque eu não havia atendido ao seu pedido.
Fiquei sem palavras não sabia explica-lo que eu não o ouvira realmente, eu não ouvira ele pedir-me para ir ver as horas no velho carrilhão que ficava lá na sala. Só sei que ele ficara muito bravo comigo neste dia.
Mas nada podia fazer mais e aos poucos toda aquela magia do lugar devolveu-me a alegria novamente e até hoje sinto saudades do velho Ipê.
 
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Homem do Saco

Era uma criança, desde pequena, que gostava de brincar sozinho, absorto em meus pensamentos.
Tinha pouco mais de um aninho de idade, meus pais moravam numa casa simples cercada por terrenos baldios. Lembro-me que não havia muros e nem cercas.
Ao lado de nossa modesta casa havia um terreno onde eu costumava brincar.
Certo dia estava eu brincando na areia quando de repente... Olhei para frente e deparei-me com uma imagem assustadora.
Vi a pouca distância um senhor caminhando lentamente pelo terreno, um pouco agachado, mas o que mais me chamou atenção era o enorme saco que levava nas costas!
Num desespero tremendo gritei por minha mãe:
- Mãeeeeeeeeee ! Mãeeeeeeeeêêê!
E comecei a correr em direção a porta de minha casa sem olhar para trás!
Foi ai que deparei com minha mãe assustada vindo ao meu encontro.
- Que foi menino!?
- o homem do saco!
Repeti assustado:
- O homem do saco mãe !
Olhando assustado para trás, já amparado por mamãe pude perceber o sorriso inocente, daquele homem que tanto me apavorou, olhando para minha mãe sem saber o que dizer.
Foi quando ela sorrindo me disse:
- Não filho, este não é o homem do saco, ele está apenas trabalhando!
- Ele está procurando ferro velho e material usado para vender.
Apesar de estar agora tranqüilo sobre a proteção de mamãe continuei sem entender muito bem.
Afinal ele era o "homem do saco" - eu vi!
E acho que foi um dos maiores sustos que levei em minha vida.
Mais tarde aprendi que nem tudo o que nós vemos é a realidade!
Então fui aprendendo as aparências se enganam.
E que temos que ser cautelosos e nunca tomar decisões precipitada!
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Inocência na luz vermelha

Chegara as tão sonhadas férias. Eu tinha meus 15 anos, estava estudando no Seminário em Itajubá, Sul de Minas Gerais. Só visitava minha família nas férias.
No meio do ano eram pouco mais de 15 dias então passava em São Paulo com meus pais e irmãos. Mas as férias de final de ano, as mais esperadas ia para São Paulo e depois de ficar alguns dias com meus pais, geralmente depois do Natal ia com minha mãe e meus irmãos para a cidade natal, Campo Belo.
Revia os primos, os tios, e a maior parte do tempo queria passar na roça, na fazenda com meus avós. Como eram gostosos estes dias que lá passava.
Finais de semana íamos todos para a cidade, não que eu gostasse, pois na fazenda era muito mais divertido, mesmo quando só eu estava lá. Andava a cavalo, nadava muito, escalava morros e sem falar na fartura de frutas que lá havia.
Quando estava na cidade costumava passar algum tempo em companhia dos primos e principalmente do Nardinho, um primo em segundo grau, mas para mim todos eram primos. Ele era um pouco mais velho que eu e costumava me levar para um restaurante em frente a Praça da Matriz, esquina com a Afonso Pena e lá entre conversas e animação íamos saboreando um torresminho e tomando uma cerveja. Não estava acostumado a tomar cerveja, mas pela sua insistência eu o acompanhava.
Nardinho era uma destas pessoas que conhecia todos da cidade e apresentava-me a todos os seus amigos.
Certo dia ele disse-me - hoje a noite passo na casa da vó Anita para te pegar, quero levá-lo a casa de uma amiga.
Como eu gostava da companhia do primo não poderia recusar o convite.
A tardezinha, já anoitecendo fomos nós em direção a Estação Ferroviária à visita combinada.
Chegamos a uma casa próximo a Estação onde ele foi entrando e cumprimentando a todos.
Entramos por uma sala ampla, com algumas mesinhas e cadeiras onde algumas pessoas conversavam, geralmente casais. Logo encontrou uma moça a qual fui apresentado.
- Este é o Adauto, meu primo ele está estudando no Seminário - disse ele a moça.
Em seguida me vi sentado a uma mesinha com aquela moça que começou a conversar comigo e a perguntar-me sobre a vida lá no Seminário. Como era, o que eu fazia, etc...
Logo notei o desaparecimento do meu primo e continuei lá naquela sala em penumbra, havia algumas lâmpadas vermelhas tornando o ambiente um tanto reservado.
Não faltaram assuntos, a moça parecia curiosa a perguntar-me sobre o meu dia a dia e eu calmamente e inocentemente continuei a responder a tudo até que começou a faltar-me assunto e ela já meio sem graça também silenciou. Vez ou outra lançava-me um olhar e um sorriso.
Indaguei-me sobre o Nardinho, onde teria ido e ela calmamente me acalmou dizendo que logo estaria lá de volta. Tratou de reforçar o prato de petiscos e pedir mais cerveja.
Já se fazia tarde, minha ansiedade e meu desconforto ali aumentava.
Foi ai que surgiu o Nardinho acompanhado de outra moça que da mesma forma da primeira apresentou-me como seu primo que estudava no Seminário.
Perguntou a minha anfitrião se gostou de mim, esta respondeu que sim meia encabulada também.
Despedimos-nos e fomos para casa, minha mãe e minha avó devia já estar preocupadas comigo.
Caminhamos meio em silêncio sem ao menos comentar sobre a visita e cada qual foi para sua casa como se nada tivesse acontecido.
Minha mãe e minha avó nada perguntaram e logo fui para o meu quarto ainda sem saber exatamente o que era aquele lugar que conhecera. Achara sim um tanto estranho, pois a casa apesar de pessoas aparentemente felizes, comendo e bebendo, achei-as um tanto frias para ser uma casa e de amigas do Nardinho.
Passou-se um ou dois dias... pude ouvir a tia Arlete - que era uma daquelas pessoas alegras com uma risada contagiante e forte - contar para o tio Juarez, outras tias e amigas que o Nardinho havia me levado a Zona.
Foi ai então que compreendi o motivo daquele convite. Mas continuei na minha inocência sem ao menos ter deixado ser iniciado.Fiquei morrendo de vergonha, encabulado e evitei confrontar-me com os tios por um bom tempo, se contaram para minha mãe não sei, porque nunca ouvi comentário por parte dela.
Nunca mais falamos sobre o assunto e muitos anos se passaram, mais de 40 anos, outro dia comentei o episódio pela primeira vez com o Nardinho durante uma conversa com ele, no Messenger, visto que mora em Brasília desde aquela época e nunca mais o encontrei, somente agora pela internet.
- Ah, isso não foi nada, das coisas que eu aprontava esta foi a menor. - disse-me ele !
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Campo Belo


Oh que campos belos !
Palavras que ecoam através dos séculos
Até hoje no planalto de minha terra natal!
 
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Santo Padre


 João Paulo Segundo,
Homem de Deus na terra.
Hoje com o Pai.
 
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EU e o TEMPO


A s vezes eu me lembro
D a época em que esperava
A nsioso por um tempo a mais.
U ma folga, um feriado.
T rabalhava o tempo todo.
O lhava meus sonhos escapando.

N ão imaginava quão sutil
E efêmera era a minha vida.
V ejo hoje que tudo foi ilusão
E agora eu sei que o tempo
S omos nós que construímos.

“ Hoje sei que o tempo é todo meu ! “
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Doce menina


Menina mulher, mulher menina
gosto do teu corpo em chama
de tua boca molhada que me alucina
de tua pele macia que me inflama!

Nossos desejos se entrelaçam
se abraçam uníssonos sedentos
que de amor e paixão exalam
como lobos em noite de luar!

Gosto de sentir teu gosto gostoso
no teu sorriso o gozo estampado
do ato do amor maior que sentimos
com o corpo ainda vibrando paixão.

Sinto tua pele suada e macia exalando amor
ainda desejosos e sedentos de mais amor
nossos corpos numa doce e suave atração
vibram cadenciados em busca do êxtase total!
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Comentários (1)

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Diones
Diones

Esse escrito me fez lembrar a minha amada! Gostei muito. Parabéns...

Sou um viajante do tempo, em busca de meus sonhos; na minha caminhada costumo ser alegre... rio, choro, me emociono com o olhar de uma criança, com o brilho do sol, da lua; o cantar dos pássaros. Sou um simples mortal que acredita na imortalidade da essência do Ser, do espírito . . As coisas que eu gosto? ... são as mais simples que existem. Gosto de ver o sol nascer, se por... ver a lua bailar no infinito espaço, e as estrelas enfeitando o manto negro e majestoso da noite... (e só de pensar que viemos e iremos ainda para alguma delas, chega a dar saudade ... !) Ver o rio correr tranqüilo seguindo seu curso sem reclamar, ouvir o sussurro do vento, o som dos pardais ao entardecer, o sorriso de uma criança, a sensualidade feminina, e tantas outras coisas mais que nos rodeiam!Como eu vejo as pessoas? ... Vejo as todas companheiras de viagem, indo em busca de algo; são viajantes das mais diferentes origens, oriundas de algum lugar do Universo e na maioria das vezes perdidas sem saber para onde irão e o que buscam ! Isto é triste! Sonhos ? ... sou um eterno sonhador ! " Sei, que n'algum lugar, muito além dos horizontes... nossos sonhos realmente acontecem! " Vou-me embora para PASARGADA , sonho de todo poeta, ir se embora para Pasárgada,..... Sinto-me privilegiado possuidor das chaves deste lugar, entretanto, sei que nada vale a pena se não for fruto de nosso próprio esforço... Do que adianta ser amigo do rei, ter tudo que se imagina e não ser feliz ? Prefiro seguir meu caminho, colhendo todas as pedras que encontro na estrada e utiliza-las para meu caminhar. Quem quiser ... acompanhe-me e caminhemos juntos!