Lista de Poemas
IMAGEM E SEMELHANÇA
O homem original
cria incessante mente e
Aceita
que uma nova ideia pode surgir
Do NADA!
De um repente e
Tudo inesperadamente...
Mudar!
Ideias chegam silenciosas
Ideias prontas são cópias
Capciosas...
Tendenciosas...
Que apontam o que já foi
E está finalizado!
Quem cria com base nos TÚMULOS
feitos...
Tem APENAS um defeito...
Não sabe utilizar seu poder criador
Pois ainda não acordou!
Nem...
Se imagina CAPAZ de
imaginar semelhante...
Ao DOM que DEUS lhe DEU!
PENSAR é CRIAR
Pensar...
Conduz a chama do AMOR...
Seja ele o que for...
ACESA
Memória liberta
como pássaros soltos
livres e alçando voos
Sou livre pensando
Pensando voo
Voar para longe
livre até onde
o horizonte
avistar
não há passado presente
nem ontem
só...
me inspira
a voar
agora
Sem noites
Sensação de estar maior
Mais leve...
Criei espaço
Desatei amarras
Soltei nós... apertados
Deixei ir
Recolhi os braços
Separei-me
de ti
depois de ficar
incontida
voei
Não sei definir ao certo
O que foi
O que ficou
Incompletamente bom
E Indefinido
como chances possíveis
Que sempre irão de vir
em constante
Dèjávu
fora de hora
Fora de prazo
e validade
Sem tempo
Sem pressa
Sem perguntas concebidas
Nem respostas vazias
Sinto-me gravida
Por tal ventura concebida
Com sua presença imensa
Que jorrou em mim... Nova vida
multiplicada
Semente boa florescente
Brotando em cores diversas
tão abundante riquesa
Neste céu azul
Que encobre os topos elevados
Indicando os sem limites
Recolho-me em prece
Calada
Sentindo o silencio
Na boca
Gesto novas imagens
Novas mensagens
Novos presságios
Novos estágios
Novas paradas
Novos encontros
Ao vivo
Nas casas
Na rua
Na curva
Que une
A lua
Ao sol da gente
No dia a dia
Que nunca termina
sem noite
certamente
Personal
Quero dizer tanto mais...
Usando as mesmas palavras...
Usadas e desgastadas
por tantos... Outros!
Na verdade...
Palavras não caberiam
ao dizer de mim
pois rumo... sem fim
Quero dizer o que sinto...
Em outras palavras
que encontro
Falo idioma comum
Em meio à outros tantos...
sem fim
Busco meu idioma
prá começar, em fim
Sinto que não disse nada!
ainda
Vou procurar aprender...
Vou fazer um curso...
Personal!
Com quem?
Acho que encontrei...
A mim!
Cacos
Detalhes são cacos
Refletindo UM espelho
Quebrado em partes
Milhares de brilhos
Irrefletidos
Perdidos como indivíduos
Cortantes
Somos UM
Diferente de UM como um TODO
Indiferente aos demais
Negamos
Ser um com ele
Humanidade alquebrada
De mentes brilhantes!
Somos todos UM
Solitário pedaço
Anelado de vidro
Que já não reflete
Em verdade
Uma só IMAGEM SEMELHANTE
Somos todos UNS...
Errantes e ignorantes!
Perdidos
que não sabemos
ao que
viemos
Por isso
fantasiamos
que
aprendemos
sobreviver
Olhando
sem julgamento
deveríamos
nos
abraçar
e aceitar
que
estamos
juntos
aprendendo
não sabemos
onde isso
vai
dar
enquanto
há dúvida
esta
continuará a brotar
enquanto
não assumirmos
que
estamos iludidos
guiamos
cegos convencidos
que
junto
vamos
a algum lugar
despertar
é
rir
de
si
como
sendo
cópia
dos
outros
que
esperam
através
de
ti
chegar
Me escondo no tempo
meus medos
atrás das
núvens
Choro com tempo
triste contemplo
lágrimas
enevoadas
ninguém me vê
nestes
momentos sombrios
Meu sorriso
amarelo
revela o sol
apagado
que é tudo
que há
em
mim
O tempo chora
lá fora
em forma de chuva
Eu...
Sempre confusa
choro com ele
as duvidas
Tempo virá
onde o sol
dissolverá
toda esta vida fosca
e
cinza
digito Um meio
em meio
a
UM
Uso palavras
para
dizer
tudo que sinto
quando diante
do
verbo
indefinido
como
zero
circulo rodopiando
entre
círculos sociais
verborrágicos
com passado
mais que perfeito
ensaiando plano
de
voo
deviche
retorno
fora
de
hora
ou
sem escala
Giro
imaginando
a reta conduta
na esfera
do todo
que
somam
o
que
somos
UM
meio
a
NENHUM
e
sem
área
quadrada
Chuva
me envolvo
com as cobertas
me escondo
Portas trancadas
Janelas baixadas
vapores nos vidros
Odores no ar
No bule café quentinho
Na sala madeira queimando
Atiço brasas encantada
faíscam brilhos vermelhos
Gotas se formam
no vidro
e escorrem dos olhos
alguns pingos
Pingos escorrem
no vidro
revelando riscos
ao léu
Poças no parapeito
No peito um grito afogado
O corpo treme com o inverno
e a mente treme com o inferno
A chuva chora lá fora
e meus olhos...
imitam
seus
pingos
Retrovisor
Hoje...
Somente hoje
percebi a minha carga pesada
Amarrada as costas
como um presente fechado
ligado a um passado
pobremente
embrulhado
em papel amarrotado
tal roupa velha
puída de tão surrada
dentro de minha mochila
zipada
que já não me serve para nada
Meu tesouro precioso
não passa de um fardo
Que libero só AGORA
e
escolho seguir em frente
olhando o caminho
presente
que piso suavemente
sem mirar o retrovisor
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