teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

294

sinfonia dos arcos


soam notas

quando me notas
penetrando teu olhar
que me convida
a tocar
você

puplilas a dilatar
em busca de infindos brilhos
no olhar
de
profundo desejo

sigo adiante
avanço
tateando
seus tons
suavemente

no céu interior
de você
vejo estase em forma
de
estrelas guias

admiro os teus sons
abafados num vibrato
que produzo
ao deslisar pelo corpo
os meus nos seus braços

somos dois semi-arcos
um só
inteiro
sem produzir semi breves

violinos imaginários
dedos certeiros enlaçados
afinizados
pelo leve toque
num delicado contato

dedilhados
vagarosos conhecendo
seus instrumentos

buscamos com leve tato
produzir multiplos sons

procuramos nos guiar
buscando a nota
que
vibra
LÁ

cores de um arco-íris
fluem do teu e do meu corpo
num prazer
sem esforço

novos sons semelhantes
na sinfonia ensaiada

êstase do gozo
por vir

surge dessa atmosfera
nossa música transcendente
vinda de outras esferas

e
terna
e
serenamente
compomos sem pressa
nossa única sinfonia
improvisada
no ato

interminável
amor
liberto

expresso
por
puro
prazer


Ella de Castro

289

Senhora das minhas asas

Imatura
sigo segura pois tenho asas

desenvolvida e adquiridas
durantes anos de tompos

cai muitas vezes do ninho
com cheiro de mofo

tentei... saltei... me quebrei

mas hoje estou voando

sou hoje sem hora
livre e com tempo
de criar espaços

espaço/tempo
formula exata
de fracassos

abri as asas
cheias de falhas mas voo

queria um dia
que todo menino e menina
não fossem paralizados
em seus sonhos de voos

crianças anjos
que por mais capetas e apoquentadas
que sejam

são mais capazes
de serenarem

em momentos bobos
do
adulto maturado
pronto para ser consumido no prato

adulterados
seguem calados
buscando um aninho

no prédio frio
no vão vazio
das ruas frias
desses
estados
de
ser
multiplos na rígidez
incoerente

somos a razão de ser
de um
único
Brasil
que
não voa
porque
maturou suas dores


316

féretro

em
pensar
sobre a vida
quem não pensa?
quem de sosláio olha
vendo-a correndo solta
como uma dança espontânea
um
cirandar com ares
de
prazenteiro

quem pensa que a vida pensa
ao passar... tropeça

a vida não pensa
nos passos que dá

quem leva a vida a pensar
na hora da morte esquecerá

e
sem pensar
intuirá
soltando no ar
o derradeiro suspiro

com um delicado
sorriso a revelar
um alívio

ares... da Graça

somos um féretro
em marcha diaria

pensando
que o morto
é um outro qualquer,
que não eu

pensam que vivo
do lado de fora
daquela urna lacrada
a caminho do chão
por outras vias
e
caminhos


penso que existo e insisto
pensando
sobre tudo
que já vi
findar
sem vida

fantasmagórico
pensar
sobre
a
morte
em
vida


428

quando

Quando

O vazio

O silencio

O negro espaço noturno

Deixaram de nos amedrontar o corpo

Foi nessa hora o quando

O quando se revelou no mesmo instante

sem pressa... com demora

onde nos olhos claros... nús

nos despimos do corpo

atingindo outras esferas e

nossas almas se olharam
se encontraram
frente a frente
e
se tocaram sagradamente

foi quando nos entregamos

e recebemos

o estase divino

o tempo acabou

os espaços se abriram

o coração deleitou-se

no gostoso
estado
de
gozo

314

fui

Fui sem querer me deixando fluir como água

Fui gotas aspergidas

Fui... eu sendo água me aquecendo

Fui vaporosa

Fui nuvem branca solta a vagar

Fui atrás da lua

Fui nesse meu ir... me sentindo abrir... insurgir

Fui deixando-me desconformar

Fui sem volta, nem olhar para trás

Fui viver meu presente

Fui o que passou

Agora só vou

Agora sou apenas...

ir

301

Minha Deusa muda

Ella de Castro

Minha Deusa muda!

Pologlota das minhas idéias
que ganham vóz e
gestos
que brotam de dentro de mim

445

contorno

espaços que invado
sentindo o infinito
entre as letras

infinito-me
em palavras
frases
em
orações

é meu lugar de nudez sagrada
página virgem
sem margens
e
do corpo
despojada

onde sou
me vendo
e
sendo voce
assim existo
no
vazio
do
contorno
fora
de
mim


394

Amizade íntima

Amo você
em mim
você ama
em mim você

não necessito
afirmar-te
nem
perguntar-te

nem eu a ti
nem você
a mim

sabemos
porque nos
amamos

em
nossos segredos
expostos
na atmosfera
que não íntimida
nem corpo nem terra

íntimas
somos livres de críticas
e dos limites
no outro

coisas que sinto
me amam sentiindo-me solta
plena de estase
ao soltar-te
para ser
com prazer

sou una em você
que é sem nós

nos enlaces
dos
corpos conexos
que se abraçam inocentes e puros
como dois laços
em nos

atos e gestos sagrados
de confiante desejo de entrega
momentos de nossas núpcias

entre os braços em abraços
tudo é tão fresco...
virgem






286

porta em vão

o que importa ao porteiro
é que haja a porta

senão
porque razão
se importar

porque razão ser porteiro
se porta não há

vigiar é arte

quem entra ou sai
se transporta
por entre vagãs e vãos

alas abertas
com dimensão
delimitada
no espaço

com batentes rijos
que sustentam
o nada que há

o
sem limites

quem se importa
se comporta
como uma porta

abre é fecha
sem pensar

o porteiro
é quem dirá

se ao trancá-la
perderá a chance
de vigilante

ser viajante
astronauta em pleno ar

portais não tem portas
são rotas
de imaginar
o tamanho do seu céu

viajantes espaciais
semelhantes
à
DEUS

Almirante
somos todos
agindo como tolos
no
espaço
sideral



290

Meio

no peito
um meio aperto

meio árido
meio vapor

meio vago
meio cheio
meio de dor

meio...
um poema
que não terminou
nem começou

meio acabado
meio começado

meio engraçado
meio tolo

no meio os termos
em meias palavras
um poema meio
sem mim

meio desconstrução
meio interrompido
com o autor meio
pego de surpreza

meio dela
meio meu

meio sem dono
meio sem nexo

meio
sem
ninguém

fazendo
meio
sexo






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