Lista de Poemas
contorno
sentindo o infinito
entre as letras
infinito-me
em palavras
frases
em
orações
é meu lugar de nudez sagrada
página virgem
sem margens
e
do corpo
despojada
onde sou
me vendo
e
sendo voce
assim existo
no
vazio
do
contorno
fora
de
mim
In maturos
Imatura idade é coisa de época
Que todos se dêem conta
Da importância de suas experiências lúcidas...
as lúdicas
Mas que nunca se envelheçam
nem se esqueçam disso
Que nunca se curem
como um queijo cristálizado
duro... carrísimo
maturado
a ser ralado, comido e carcomido
pelo tempo
regado a uma
boa safra de vinho
a ser ex-tinto!
A natureza é in natura
Continuem in maturos
Cremosos e amorosos
como um bom
queijo
que
acolhe
todos
os pratos
onde todos os sumos
fluidos
são bem-vindos
A melhor idade
é sempre agora
sem planos nem hora
e muito menos
RECEITA
DE
OUTRORA
Amizade íntima
em mim
você ama
em mim você
não necessito
afirmar-te
nem
perguntar-te
nem eu a ti
nem você
a mim
sabemos
porque nos
amamos
em
nossos segredos
expostos
na atmosfera
que não íntimida
nem corpo nem terra
íntimas
somos livres de críticas
e dos limites
no outro
coisas que sinto
me amam sentiindo-me solta
plena de estase
ao soltar-te
para ser
com prazer
sou una em você
que é sem nós
nos enlaces
dos
corpos conexos
que se abraçam inocentes e puros
como dois laços
em nos
atos e gestos sagrados
de confiante desejo de entrega
momentos de nossas núpcias
entre os braços em abraços
tudo é tão fresco...
virgem
Jardim no mar
lentamente...
os sons... as falas...
viraram sussurros
o calor quente dos corpos distantes em separados
se aproximaram
com o encanto das faíscas de um fogo novo
que ardia sem machucar
em pleno auto... amar
exalavam um cheiro doce
de insenso
por sobre as encostas e as ondas
gestos do amar que eram calmos e as eriçavam
como o gosto de frutas silvestres
colhidas ainda verdes
e aguçavam a língua
suave era a brisa que não dexistia
do sopro cálido da vida
entrecortados e inspirados
na suave maresia
expirados
sons que ouvidos, se abriam
como as velas e veias do coração
Num delírio inflado e brando
quase palpável
como estase em ascensão
deixei me levar, nas marolas
num vem e vai
do amar imenso
serenos sentidos
pequenos grunhidos ao luar
de dia feito para não terminar
som das estrelas abertos a canais
como
sereia a nos chamar...
Vem!
Meu corpo velejava
em busca dela
meu tudo, se rendia
a este sonho lúcido
Ella sereia, procuro...
e ela?
Me canta ao longe
como um farol palpitante
que me rodopia com ele
ouço a estrela guia
que farfalha nas águas mas...
não pia
eu, a mirava à deriva
entregue ao sons sinalizantes
com sua colcha brilhante
tecida de silenciosa luz
sem tramas ou medidas conhecidas
neste mundo científico e
ainda cru
O vento soprando absorto
despertava a florescência
do linho em alinho
Éramos até então
Um barco naufrago, no jardim do mar
Enamoradas em si mesmo
pelo proprio desejo e por puro prazer
de remar a sós
Não queríamos chegar
pois...
já estávamos!
Unas e alinhadas
como folhas num galho
disposto pelo simples gozo de estar ali... presente
sem braço de mar a separar
encostas, falésias ou laços
tudo era limites
de outra esfera
limites de sem terra
entre ellas
fora de proporção e adequação
úmidas a espera do surgimento em flor
do mimoso gerânio
gestado nos abraços da terra
ainda em semente
berço que espera
camada fofa que aterra
local sagrado
onde se dará a luz
ao amado rebento
botões atiçado
eriçados pelos ventos
calor de sol manso, de um belo dia
sem hora nem data
para reger os segundo
desperta da timidez, verde imatura
pétalas de um tom virgem... rosado
Matizes... miríades...
dançam
buscando tons e sons
como vida
deleite no clímax final
se dará
ruborizante
como bebida espumante
frizante na pele em arrepios
intensos desejos de entregar-se à vida
plenas de todas as cores vivificádas
Rosas
de um
vermelho encarnado
brotam nas faces sem maquiagem
sem máscaras
despidas de todo
pudor
nuas
entregues como oferenda
abertas à receber
numa taça de vida
o que jorra incontido
fazendo das cores amores
indescritíveis
Sê navegante pioneiro
sem desejos de rota ou roteiros
Sê marinheiro em pleno instante da Graça
Nem pense!
Nem julgues!
Apenas... NADA!
Conforme a maré
Isso é Viver no AMAR
refletir sobre nada
sobre a demora
que fica
agora
como
nada
vazio que reflete
um vago
sem tempo
que custa
passar
ver
e
paralizar
ouvir
o
silenciar
na boca
a lingua
morna
no corpo
o peso
do
ar
e tudo
se torna nada
contudo
fora do ar
só por hoje
quero só estar
só por hoje
sou além horizontes
só por hoje
sou toda eu
só contigo de longe
avento saber só de mim
só quero um dia
que agora sei
amo também
só e contigo
só por hoje
ouça-me
por bem eu digo
só
em silencio
íntimo
vivo
em
você
e
só
r
i
o
Minha Deusa muda
Minha Deusa muda!
Pologlota das minhas idéias
que ganham vóz e
gestos
que brotam de dentro de mim
féretro
em
pensar
sobre a vida
quem não pensa?
quem de sosláio olha
vendo-a correndo solta
como uma dança espontânea
um
cirandar com ares
de
prazenteiro
quem pensa que a vida pensa
ao passar... tropeça
a vida não pensa
nos passos que dá
quem leva a vida a pensar
na hora da morte esquecerá
e
sem pensar
intuirá
soltando no ar
o derradeiro suspiro
com um delicado
sorriso a revelar
um alívio
ares... da Graça
somos um féretro
em marcha diaria
pensando
que o morto
é um outro qualquer,
que não eu
pensam que vivo
do lado de fora
daquela urna lacrada
a caminho do chão
por outras vias
e
caminhos
penso que existo e insisto
pensando
sobre tudo
que já vi
findar
sem vida
fantasmagórico
pensar
sobre
a
morte
em
vida
Abalos sísmicos em mim
sou humana e pequena
mas queria sentir o imenso
que atinjo
em gotas pequenas
como sereno
que recolhe das flores
sua essência divina
Queria ser homeopaticamente medível
chacoalhável
e
revelável
na medida exata da florada
mas...
sou intensa
produzo réscue sem francos
tudo o que ocorre brilha
dispara ondas atômicas
de coisas
que navegam por ai
Sou maremoto
sou terremoto
sou tsunames
em acomodação
rochosa
tectônica
Que Deus me livre
de todos os atômos
quando sismam
de se agrupar
quando sísmicos abalam
de dentro
mar
para além
amar
amém
porta em vão
é que haja a porta
senão
porque razão
se importar
porque razão ser porteiro
se porta não há
vigiar é arte
quem entra ou sai
se transporta
por entre vagãs e vãos
alas abertas
com dimensão
delimitada
no espaço
com batentes rijos
que sustentam
o nada que há
o
sem limites
quem se importa
se comporta
como uma porta
abre é fecha
sem pensar
o porteiro
é quem dirá
se ao trancá-la
perderá a chance
de vigilante
ser viajante
astronauta em pleno ar
portais não tem portas
são rotas
de imaginar
o tamanho do seu céu
viajantes espaciais
semelhantes
à
DEUS
Almirante
somos todos
agindo como tolos
no
espaço
sideral
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