teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

294

Inércia

não se funda
nem se confunda
sendo assim
não mente

seja
natural
seja
novo
novamente

nada te impede
de ser

sem você
nada é

tudo incontido é
silêncio

que em si
não é
coisa alguma rotulada

é
tudo
nada

sem você
não há
sentido
nem confusão
com razão

apenas vibração
sem
causação

inercia
de coisa alguma

potencia
de
vir
a
SER










327

Ilógica fala

impensadamente
despejo repetições
compassadas

numa ordem
pré
gravada

aperto
o
play

jorram
palavras

lavradas
em
letras
e
pedras
fossilizadas

falas
grafitadas

diamantes
por vir a ser

tão
velhas
palavras
condicionadas
dicionarizadas

nascidas
balbuciadas
no
parto
daquela
velha...

idéia
pré
concebida

a
morrer
definhando
desde
o
princípo
logo
ao
nascer correm riscos

letras combinadas
encaixadas

palavras
cruzadas

linhas
entrecortadas
interligadas
que
comunicam
o
que
é
não
ser

viver
é
como
estar
a
escrever
algo
bem
dito
324

respostas

antagonica
é
a
visão
da
divisão

se pergunte
quem é
este que
pergunta?

e
a
resposta
articulada...
quem responde?

quem aceita a resposta
como exata
e que
finaliza
a
pergunta?

quem acalma
o
questionador?

quem serena
a
pergunta
com
respostas
complementares?

quem se importa
com
as
portas?

quem
é
este
perguntador
solitário
vazio
de
respostas
impensadas?



284

tatuado DNA

tateando
no escuro
procuro palavras
in memorian

palavras
inscritas
traduzem
meus riscos
como
graficos

do
que quase sempre
não sei


poema
confuso
ao pé da letra

sem rimas
onde
tudo com
nada
combina

contudo
escrevo
por
força
de um
hábito
que
em
mim
habita

nada claro
no meu escuro
papel
pessoal

tatuado
sinal de nascença
revela a
alma
impressa
há tempos
presa
em seu silencio
grandioso

no
meu
corpo
codificado

uma genética
poética
de
somente
4

letras



315

meio mundo

mundo
descrito
no
manuscrito
grafado
com letras
TORTAS

linhas retas
não circulam
nem rimam
nem circulam

linhas
prendem
dizeres tortos
celam
o ser
que recusa-se
a
compreender
linhas retas
sob
letras
mortas

riscos
no mundo
repleto
de
sonhos
depois
de
sorver
a
quentura
e
a
ternura
traduzidas
COMO?

sopa
de letras sem vida
engolida

alimento o corpo
mas não serve
a
alma
VIVA


mundo
abafado
sem som
musicado

sem som divagáis

sem vogais
sem consoantes

sois coadjuvante

num mundo de
antes
sem depois

mate
a beleza
deste
semi-breve
AGORA

notas
pautadas
clavadas
de sóis
e
fás
de
contas

mundo
de
breves
compassos

semi
tudo

semi
nada

semi SOUL

sou

semi
MORTO

SENDO

meio
ambiente
em
meio

tudo
UM

CÁOS

mundo
partido
sem
rumo
por dentro

fora de
prumo


fora
do tom
EM
SI

meio
incerto
é
certo por certo

mundo
desafinado

não
este
aqui
por todos
criados

quem
me
aterra à terra
com
força
e
gravidade?

VIDA?

IMAGINA...

composta
de
serei

quando
e...

se
for
alguém...

ALGUÉM AGREGADO
COLADO
REMENDADO
com
passado

DE
FATO
SEMI
PRONTO
INACABADO
SOU

VIVO SOU

iMAGEM
e
SEMELHANÇA

de uma
ideia
frankenstein






324

óbito do obvio

Castrada a homeopática Mente

Desconectada lentamente

Do senti-se... pleno

Limitar tornou-se jargão

Padrão acordado no porão

Condução por indução aceito
por maioria em urnas de votação

Indulto forjado como presente

por liberdade... provisóriaMente
merecida

Vida irrisória... minguada... inanimada

"inamante"
vida tolhida
reclusa
na cela fria

Conduzida a falência
logo na adolescência

Criminosos inocentes
moldados por conveniencia
e
conivência
sociopata

Lobotomizados por sistemas
conveniados
à uma
geral apátia

Escolas deformantes... transgênicas

Soluções genéricas... baratas

Arte do nada claro
ticados e anotados
como
vistos

Discursos certeiros...

Mascaram intenções ocultas

Sofremos de uma cegueira diurna

Um quadro negro nos acompanha
bem à frente

Futuro nebuloso
nos apagaram o saber in natura
em salas
quadradas
e
frias... filas

Enquadros em primeiro plano

Humanoides... subjulgados
torturados
como ratos
esgotados

Órfão de um País "podre... de Rico"

A vida tornou-se "planaMente" sem sentido e

Cheia de NADA!
com toda a pseudo... Razão

Quebrar as grades é SER
como primeiro princípio

para poder rever...
num segundo
o
quadro negro
sendo
iluminado

Sem fugir do escuro nem cobrir a cara

Ver e sentir o mal
impregnado
sem desviar os olhos

sentir o cheiro
sentir o asco
sentir o nojo
sentir o ódio
sentir
as
entranhas
as
víceras

perceber
o que
te
estranha

compreender
de
imediato
o pesadelo pulverizado ar

Baixar cabeça não vai ajudar

Sentir...
O QUE REALMENTE SENTES
É PODER, que vai ALÉM...

poder de SER real
Poder SER o que realmente sentes
E
NÃO
MENTE

Ser
Consciente

Desfaz a ilusão... O feitiço

Estamos hipnotizados

Valendo menos que um cão...
Meu irmão

NOSSA HUMANIDADE
ESTÁ APRISIONADA
NA
ANIMALIDADE

NÃO SOMOS AINDA
CIVIS
SOMOS MEROS SERVIS

socialistados
em códigos
e barras

Servimos a um sistema
natimorto

onde o obvio apego
e o nosso MEDO

se recusam a aceitar
o
óbito
do
obvio





339

Constante

Neste exato momento

Em que escrevo

Tem gente comendo

Tem gente querendo

Estar

Onde uma estrela

Deve ESTAR

Ser e estar

Não se MISTURAM

Uma está

Agora a representar

A outra é...

BRILHO!

Constante...

Tem algo a ser esclarecido

Com a PALAVRA...

CONSTANTE?

Pense antes....

391

Evidente

Dois olhares

Um é amplo

Outro é limitado

Um
busca no não ver...
descobrir

Outro
busca no ver
Conferir
e
Repetir

E cada olho de mim
sou eu
DIVIDIDA

Onde encontrar e exercitar

O terceiro olho?
OU
O TAL
O TAO

CAMINHO DO MEIO?
AQUELE
TAL
OLHO
CENTRAL

QUE VIROU
RECHASSO
ESCRACHO
BULING
E
.
.
.
COISA E TAL?

O olho que vê além da dualidade...
SEPARADA?

Onde DEVO...
ESTAR
PARA JUNTAR?

MEUS
MEUS OLHARES?

aparentemente tão próximos

DIANTE DE MINHA CARA?

Nesse lugar...
Sem centro
ou posicionamento
sou apenas
o centro
do meu
míope
hiper
golpe
vISUAL

golpe
de vista

desejo e busco

Eu almejo

E não vejo!!!

Sinto

Intuo

Percebo

De

Ante

Mão

Minhas mão são

A visão do todo

Vejo também

Com as mão
um absurdo

como um cego
surdo
e
mudo

POSSO SER

cego e vidente!

E
ESCUTO
O
SILENCIO
ME
GRITAR

Evidente
QUE
TUDO
PODE

RESTA
SABER
QUE
SE
TEM
ESSE
PODER

412

Amor agridoce

pólen de flores
doces sabores
que beijam a vida

nuances agridoces
Entre doces meios
salpicados de desejos
por inteiros

Amor sempre UM meio
de calor comum
ofertado aos seres incomum

Comunhão que chama
e inflama
O bem suado pelos poros
Expondo a nú
toda alma
como asas

corpos alados ao sol
no calor
das estrelas

fogo brando
de
brilhos

No roçar da pele
que enxama

estase que brota
e paira ao evaporar

Sobre e acima de tudo

Calor abençoado do ser
sem limites
exatos

Amor eterno é desmedido
e sem razão em fim

almejado
com liberdade de expressão

Amor num moto contínuo
inacabado em pleno gozo

Amando o amar
num mar de maná
diario
alimento que jorra do espirito
em gotas de pura sensibilidade

Animo que arder
sem doer ou macular o corpo

equilibrio dos sumos
sagrados vapores
ofertados

rito pagão
por gratidão
dissolução
que consome
e
absorve a ilusão
das dores

amor é sim
Uma única verdade

Um todo de honestidade
Ao ser...
agirndo em santidade

Amor é... Unidade
Amor é União
entre
os
seres

ao
seres
sejas
o
que
sentes
em
verdade
és
o todo
és
são

Amar sem restrição
é tua ação

396

Extirpação

Fotografei imagens

Como cartões terabytes
de memória

Vivo in memóriam

Enterrei-me nas fotos
vivendo com meu passado
atuante

Desliguei-me dos fatos

Que movem a vida
a toda hora

Depressão no porão

Me encoberta
o medo
de
viver

Disfarço
o lado macabro
com risos
amarelados

boquiaberta
diante
da
tumba aberta

Que me encerra
incontida

sem a manta de terra
que virá um dia
por cima

Chamam a isso vida estabelecida
e
contida

A morte te contendo
como... vida

Vida regrada
Vida reclusa
Exclusa de alegrias

Risos macabros
Falas patéticas

Em nome da ética e da estética
Nunca vividas na flor da pele

Jargões e grilhões
nos fizeram reféns

Em carne viva

Vivemos ocos... extirpados

Sem víceras

352

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