Lista de Poemas
tinto e amadurado
seu substrato
É
minha busca
seu essencial
É
o que me chama
seu calor
me
hipnotiza
me
distrai
me
alcooliza
seu olhar
me abstrai
esgotando
os vão
dos meus excessos
extraio
de
ti
num trago
sua
arte
sedutora
bebendo
em
sua
delicada
taça
absorvo-te
te
injeto
nos olhos
como
um
desejo
que
dilata
as
pupilas
e
as
veias
do
corpo
louca dosagem
nos braços
um
fogo
e
alta-tensão
voltagem
que me enche
as
mãos
de
coragem
de
viver
letárgicamente
embriagada
com
prazeres
que
absorvo
em
pequenos
goles
regados
de
beijos
e
vinho
tinto
sabor
encorpado
curtido
sem pressa
com
uvas
amaduradas
afloradas
no colo
do
seu
adocicado
SER
amar sem ser... sem ter... sem saber prá quê?
de
meus
pensares
afastei-me
de
toda
sentença
afastei-me
de
meus
saberes
sinto-me
alerta
aberta
vaga
sem crença
sinto-me
livre de escolha
sem sentido
consentindo
incapaz
de
paz ao repassar
ao
definir
sou
definhar
assustadora
sensação
de ser tudo
em
apenas
UM
sensação de viver
sem
nenhuma
idéia
complementar
sensação
de
amar
por
amar
amar
sem razão
é
uma
prova
ou
uma
provocação?
sensação
inédita e tamanha
muito
estranha
amar
sem
direção
sem causa
certa
de
ser
ou
fazer
existir
é
o quê?
direcionado...
o remar
é
naufragio
amar por amar
amar
o mar
há mar
amar... remar
amar
é
mais
mais
do que o quê?
é
saber-se
amando
desembaraçando
das redes
de
tudo
que já foi fisgado
amar
é
não
saber
não amar
amar
sem
sentidos
é
todo
sentido
como flor
com você
tudo
É
começo...
nada termina
em
vão
mesmo que...
longe dos braços
te sinto
presente
em
todo
LUGAR
mesmo em vão
é
só
OLHAR
em
qualquer
direção
entre nós
tudo
se
preenche
brotam
idéias
em
miríades
de
cores
não falta
espaço
para
nos
reciclar
sentimos
na
flor da pele
nos braços
os
laços
e
no
peito
floração
brotamos
com
alegria
e
muita
imaginação
criar com
você
é
intenso
perfume
fogo
incenso
e a
cada
momento
tudo
é sempre
ínicio
como um novo
acontecimento
como
flor
rompendo
o silencio
dando asas
ao
seu
botão
voamos
além
das idéias
nasondas da pura
imagiação
e
o
tempo
se
perde
e
se
esquece
de
ser
finito
com
tanto
prazer
ao
nos
ver
presentemente
sorrindo
criamos
com proprio estilo
pintando
bordando
e
assim
prosseguimos
PRESENTEANDO
o
espaço
e
NADA
EM NÓS
se torna
AUSENTE
somos a
BALADA
e
soamos
o
PRESENTE
admirável
estase
é
SER
com
VOCÊ
tudo
o
que
há
de
vir
a
ser
EU MESMA
delicado
é
gestar
o
ATO
gerando
amor
COM TATO
como
um
broto
em
FLOR
que
virá
SER
neste mundo
cor
de
rosa
neblina
Quando me faltam
Suas
Cores
observo
meus
tons
de
cinza
Me vejo
Em
Branco
e
Negro
em
alguns
longos
momentos
Suas cores primárias
Misturam-se
As
Minhas
De
Maneira
terna
como
suave
quentura
com
ternura
original
pintamos
o
mundo
os
peixes
E
plantamos
sementes
nas
mentes
ausentes
de tons
cor
de
Amor
alimentamos
tanta
gente
que olha
a
tristeza
como
se
enterrasse
no
chão
toda
dor
olhares
cabisbaixos
com medo
das
cores
do
céu
da
alegria
tem
arco-irís
no céu
mas
só
depois
de
desaguar
toda
chuva
tem
dia
que
tem
neblina
nestes
dias
Tudo
se
torna
opaco
gorduroso
NEBULOSO
como
A
cor
de
tom
pastel
divagar
sem
resistência
sorrisos
faceis
iluminam
as
faces
silêncio
de
falas
as
claras
falamos
com beijos
sobre
todos
sentimentos
que
vibram
novos
desejos
expressos
tão
lentamente
a hora
faz
tempo
e
com
o
tempo
faz-se
demora
gostosa
que
a
cada
hora
um minuto
é
tão
grande
de
tão
de
vagar
suspiros
e
arrepios
a
todo
momento
com tempo
de
sobra
para
ampliar
o
divagar
vazio de mim
parece
que
sou
um grande
vazio
parece
que me
falta
e
tudo
me
preenche
de mim
do que eu mesma
sinto
nada me falta
nada
me
preenche
a
não
ser
minhas
interpretações
eu crio
eu
me
digo
eu
me
instigo
eu
sou
o
que
há
em
mim
SOU
EM FIM...
SEM
COMEÇO
OU
FIM
querer
parecemos ser duas
na busca
queremos ser unas
na busca
nos percebemos
sendo
uma
em duas
uma
em
multiplas
na busca
nos rimos
na busca
nos cansamos
de
buscar um jeito
tolo
de ser
na busca
nos
alargamos
nos assustamos
ao tentar
compreender
na busca
encontramos
jargões e enquadramentos
muitos modos
de
SER
NA BUSCA
ABSURDA
SOMOS
E
NOS TORNAMOS
SURDOS
TENTANDO OUVIR
O SILENCIO
PREENCHIDO
DE
MIM
COM
OU SEM
VOCÊ
É
ASSUSTADOR
PERCEBER
E
NÃO CONSEGUIR
OUVIR
E
DIZER
Não me assusta
não
ser
capaz
de
fazer-me
compreensivel
não me
assusta
não dizer
me assusta
o querer
afloras
o
botão
em
flor
que
se
abre
docemente
pétala
de
um
amor
brotando
de
una
semente
labios
que jorram
mel
no
corpo
deleite
quente
frenesi
sons
dedilhados
ritmando
tons
de
mim
gozo
fácil
largo
intenso
mergulho
nas
águas
de
ti
espaços
que
nos
preenche
de
despojada
nudez
flor da pele
aflorada
afagando
sem
pudor
todo
seu
algo
profundo
um
beijo
vindo
do
céu
ressoa
palavras
bem vindas
conheço
seu idioma
na
ponta
da
minha
língua
imagino sem dizer
te
imagino
com
palavras
incapazes
de
dizer
imagino
tantas
falas
mas
fico
sempre
calada
sou incapaz de
descrever
te conto
sem
dizer
sorrio
pois
imagino
que
o
que
sinto
não
se
pode
conter
apenas
sinto
e
sorrindo
deixo
fluir
até
você
tem coisas
que
não
te conto
tem coisas
que
só
revelo
quando
olho
no
teu olho
saudade do quê?
mas nada...
nada me falta
sensação de alarde
sem razão alguma
o que me falta?
me preenchi de...
ausência
me preenchi de mim
esse mim
que não SOU
meus sonhos
estão
soltos
sei que já não durmo
sei que observo
que sou um
servo
de algo tão imenso
tão mágico
que me cala
no peito
estou e sou
um colo
um útero
que não se preenche
de
algos
sou
alma
sou
muito
sou
flor
tento explicar
tento nomear
e
só...
faço
limitar
me assusta
ser
e
saber-me
tão
imensa
sou
inominável
não sei
definir-me
tento
saborear
as cores
definir o amor
sem
resistir
sinto saudade
do que?
sinto saudades
de
não saber
sinto saudade
de
viver
entregue e confiante
ao
nada
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