Lista de Poemas
ADJETIVAÇÃO
liberta o aqui ou lá
limites que desafiam
palavras prá explicar
liberdade
sem escolha
é
imagem de pura ação
indefinindo grandezas
libero pensares
de
infinitude
com fusão
descria
as
...reticencias...
toda
e
qualquer
opção
SILÊNCIOSO
CRIATIVO
ÓCIO
LIBERTO
de
adjetivação
filosófica verdade
apesar do tempo
fracionado como inteiro
ser por eras
apontado
no
espaço
acotecendo...
fica a pergunta
então
que função tem a razão?
tudo passa
o tempo todo
não há verdade
de acordo
só acordos
e ilusão
os tolos
sabem
ser
sãos
riem
de
si
sem
razão
riem
de
ti
com
razão
um tolo
é dono do tempo
faz tempo
contemplando
o espaço imaculado
intocado
no para sempre
amplamente
vago
um tolo
não é um louco
e nem uma estrela guia
quem desatina
ao perceber o sentir
pois nada
e
tudo
podem servir
ao
prazer que é
repouso
a
sorrir
de verdade...
o tempo
nem tem idade
nem
nada
saiu
de lá
para aqui
depois chegar
mente
a razão
do sabio insano
que
complica e não explica
filosofia tola
perguntar
prá
responder
tolosofia sã
silenciar
e
ser não ser
imagine
sem medo
tudo esta
acontecendo
nesse mundo
de
ilusão
na tela
da
tua visão
virtual
tudo
é
verdade e caminho
ou
não
eís
a
verdadeira
interpretação
quem sabe
diz
sim...
ao não
segundos seguidos
e lá se vai o tempo
um segundo
nasce
posterior ao primeiro
segundo o que sabemos
o tempo anda
prá tráz
um segundo
vem primeiro
antes mesmo do terceiro
um segundo
de atenção
lá onde o tempo começou
lá ele terminou
o tempo inteiro
só existe na ilusão do passageiro
ninguém viveu
se... parou
num segundo
o tempo que corre certeiro
mal concebeu...
já findou
o tempo não vinga
não gesta
não faz ideia
nem multiplica
o tempo é concepção vazia
não brota
não vai adiante
nati-morto
no instante
quem diz que
só o tempo dirá...
nem consegue revisar
se a mente parar
prá pensar
e
fora do tempo
se achar... existindo
pergunto
prá onde vai
o que existiu até
agora...
desde o ínicio dos bons tempos idos?
como naquele
atmo de um unico segundo...
gasto fora de hora?
me responda
já
agora!!!
quanto tempo
se
perdeu?
liberdade sem escolha
direitos e livre-arbítrio
seguimos rodando nas telas...
fingindo não ver as celas
buscando frestas
nos muros
ideias mal concebidas
lamentos de homens cegos
com vida
a vida
sem medo
atentando o homem
a
ser
na tela
projetos futuros
devir um dia
aportar
razão
por razões alheias
colhendo dados estáticos
por habito sem o saber
somados todos os anos...
procrástinado
só lhe resta esperar
o prazer
de
aposentar
com
direito
a
velejar
inspira
à
promessas
externas
expira
o tempo
de ação
sem tempo
vencido por prazo de
invalidação
homem semente
não sente-se
amante da propria
prisão
sente-se
assista vidrado
o enunciado
da próxima
programação
ordens vindas de onde?
adultos... homens... meninos...
adulterados
dementizados
acostumados
acomodados
à não ser
respondem por indução
não mude
mute
se aparte
se junte
compartilhe
com
comparsas
e combata...
toda outra
opinião
compre rápido
aproveite a liquidação
pague tudo no cartão
esteje atento
apenas
siga a
instrução
aperte 3 e...
permaneça na linha
avalie
o atendimento que...
de nota
alguém cumprindo
uma cota
pressionando
botões em você
avalie-me senhor... Sem hora
e desatento
meu atendimento
e
não meu intento
avalie
a sua e a minha
vida morta
NÃO se ligue!!!
NÃO desligue...
NÃO ME DEIXE SÓ
nessa
automação
soltos e absortos
seguem todos deslumbrados
numa ilusão
deleitosa
desventurosa
desintegral
desumanos sendo
capazes
muito
aquém do animal
nada...
integral natural
tudo...
dominio e
patente
homem à vácuo
desnaturados
destrambelhados
desajustados
destemperados
desmedidos
absurdamante
segue
o
homem animal...
inconformado
de cabresto...
qualquer rumo
buscando saber o que?
qual a pergunta a fazer?
Ser
homem humanizado...
serve-se lá para que?
perguntas... respostas...
nenhuma pista denota
falação que não esgota
esconde à sombra...
a saida de emergencia...
a porta
e o homem à portado
paralisado... exita
preso no medo sobrenatural
cativa
fantasmas
em
si
a vida toda
treme
balança
sem pressa
segue
nem espera
nem alcansa
segue
solto
o
tonto
em
si
por
si
desperta Óh ser...
e
se ri
navega homem do mar
seu barco
já é
em ti
liberdade não tem rumo
nem se aprisiona
por
muros
o que então te aprisiona?
viver?
não escolhe onde ir
viver é só com sentir
eis
a
unica
missão
use o teu poder
com
razão
quem é que te comanda?
quem é que te direciona?
direita
esquerda
volver
nesse eterno rodopio?
vive livre
a sua
perscipcácia
que esperas?
anima a sua ação
que toda ilusão
transpassa
segue a vida leve e solta...
plena de ti em si
e há
quem nem se admira
nem vê
nem sente
nem ouve
o Todo Pleno cá dentro
e também
fora de si
planejas fazer o que?
homem sem mente ou razão?
ser livre...
Não tem escolha!
ser livre
é
inata ação
de
criar
e
amar
ao ser
veja
O Todo
sendo parte
de
você
bastidores
Vivo nos bastidores
Um mundo sem dores
Onde ser é ter
capacidade assentada
focada
primeira fila
assistindo
o
que
tramas do dia a dia
coreografadas
e
alegorias pré-ensaiadas
No plano
obscuro
luzes
pré-estréia
na camara
fechada
ação
reação
refazendo
repetindo
ressentindo
um scripit
um papel
Nada acontece de novo
no mundo real
Tudo acontece
no
mundo Fantasioso
criado falso
como real
pará inglês ver
o final
o ditado antigo
e
tradicional
no palco a vida sem vida
aparece
manifestada
e
fabulosa
fantasiado é o conto
sem graça
que se paga
sem saber
uma fábula
personas e fadas
duendes
doentes
ilusões em varias formas
imagens
geradas
gestos
com sentidos
de ante mão
assisto
no
gargarejo
ou
camarote
tudo o que
está bem além
Ser
ao ver
e
saber-se
sendo
interprete e não autor
Emaranhado social
E me sinto emaranhada
como um tapete sintético
preso a etiquetas sociais
lavagem à seco
lavagens cerebrais
Vejo o que sinto e calo
Observo rótulos
Todos estão rotos
Mas
celebram a chegada das falsas palavras
transmitida pela mídia
em forma de informes culturais
ludibriantes são os lubrificantes
que colocam as maquinas a funcionar
tornou-se obsoleto... Sentir
antes de transmitir...
Sorria...
PolidaMENTE
manuais de adestramento
olhos sintéticos
óleos antinaturais
são forçosos os treinamentos
espontâneas as novas técnicas
de empobrecimento sinestésico...
sensorial
analgésicos
anestésicos
epilético jeito de virar ser
Atam-me a nós... A vós...
Venha a nos o reino da pura matéria contida
Crescei e multiplicai
por todos os quatro cantos do planeta
Do globo já recortado
Na esfera enquadrada
depilada e maquiada a força
Quinas por toda esquina
Vincam os meus conformes
Vestiram-me com fios nesta teia uniforme
que me oprime
me enlaça e me fisga a inocência
Não sou... Mas pareço ser um ser ciente e social
Inteligente por natureza formal
há uma cela invisível e endurecida
tecida de cola estranha
que me separa de mim
estou presa em nãos e sins
Presa num zipado programa instalado
Cercada por uma pandemia virtual
Onde tudo que é sucesso é... Viral
Virótico
Neurótico
Caótico como um anticristo... Antissocial
Busco o silencio
Onde sei que sou o livre sentir
Livra-me de definir ou nomear verbalmente
O que é... Existência
Existo sem resistência...
Sou um nada capaz de criar um algo
Com a força gestora do meu ser existencial
Sou porque sinto... Muito!
Penso e nomeio tudo o que vejo
Crio meus próprios erros e acertos
Crio os meus medos...
Meus sustos
Meus absurdos
fora de mim
mortos vivos e vultos fantasmagóricos que já
não assombram o meu roteiro
Enlouqueço os zumbis
Pois não reconheço a morte...
O fim
Nada
Começa
Sem
Mim
Nada
Existe
Por fim
Dentro ou fora daqui
Neste sentir pulsante que
É um todo
Concêntrico
Sou excêntrica
Quando penso
No que penso
Fantasio o que
Descrevo
Uso palavras usadas
Mas meu real vocabulário
É
Silencioso e calmo
Por isso
Mudo!
Vivo fora de moda e das ondas passageiras
Sou só...
Sou amante do AMOR
Sou apenas...
um infinito e desmedido exagero
Omito
minto
omito
reconheço
ser
um mito
sei criar
real e falso
aparente
modo de ser
sem ser
admito
me assusta rever
escondidos
gritos
sufocados
aprisionados
algemados
à corrente
de
Não ditos
sentidos
anelados
girado alheios
inconsistente...
É
no caos !!!
sem sentido
dizer o quê?
sobre medos
e
assombros?
do silencio planejado
como algo impensado?
escondidos
com
clareza
pela incerteza
do que sei
de ante mão
como
viver
sem
ter
c
e
r
t
e
z
a
do que pode
v
i
r
à
SER
não é uma
interrogação
Gaivota 3
senti apenas leveza
e
ela se fez gaivota
voou por sobre mim
envolvendo-me
TAO...
leve pluma
aquele sorrir
fluia
enquanto usufruia
sentindo
a causa
daquelas asas
surgidas como um
efeito perfeito
nascidas durante o ritmado roçar
almejado com prazer em pleno gozo
tudo voltou ao que era antes
aquém e além do tu
Tudo e nada
nUM
vago espaço
nomeado
Nú
agora
e
sempre
centrados
fora do
concreto absurdo nomeado mundo
feito fecundo
sentidos no corpo
auto-gerando
sem
eu
dentro pulsando
um todo gestando...
outroras sonhados
há tempos
senti-me
sendo ao vento
aninhada àquele peito
senti
alegria...
aconchego...
presentes
em meus íntimos sentidos
corpo poroso
vulcão lavando odores
molhados vapores
sublimados em
brancas nuvens
sem peso
sem penas
apenas desejo sentido
um só...
amor
com e por tudo
sem pressa
sem medo
sem presas
prá ancorar
cem horas
prá repousar
soltas ao Deus dará
soube dos céus
que amor flutua
por ondas
frequentes de AMAR
frequencias
que descem à terra
molhando o barro
com vida
revestida
de
matéria
risos nos olhos
alegria eterna
brotando dentro
com vida
alvejada
a
pele translúcida era clara
e
tudo luzia
e
eu...
era nela
UMA
CALMA
UNA
só
alma
apreciando
com gozo
um
mistério
revelado
quando
2
é
1
haverá
sempre
3
Engrenagem dentada
Eu não me reconheço
SENDO UM todo
No Universo!
mas
Todos nos achamos
especiais...
ÚNICOS
e
DIVERSOS
Eu não me reconheço... Como terra!!!
Muito embora me explicaram, que eu sou...
química
física
e
ATÔMICA!!!!
Eu não me reconheço... Como País!!!
Muito embora me explicaram, que eu tenho "força" ao... VOTAR!!!
Eu não me reconheço... Como ESTADO
E
NEM
bairro!!!
Eu não me reconheço... Como rua!!!
MUITO MENOS
CAMINHO
Eu não me reconheço... Como casa!!!
MORADA
DA
DIVINA
HARMONIA!!!
Eu não me reconheço...
Como família
DOCE
CAPAZ
e
HUMANIZADA!!!
Eu não me reconheço... Como EU mesmA!!!
Todos me roubaram...
E
estão há muito tempo sendo
despojados
de suas
CAPACIDADES
de
PENSAR
CRIAR
ESCOLHER
E
EXERCITAR
DISCERNIR
Parece que ninguém nos reconhece
Eu não me reconheço!!!
Confesso!
neste
não
sei
de
nada
não
Estou percebendo
o
meu
PROGRAMA
PSEUDO
UM FEIKE
FAJUTO E INSTALADO
COMO...
ALGO VERDADEIRO
CRIATIVO
E
IMPORTANTE
PARA
ALGO
QUE
SEI
NÃO
SEI
EU?
SINTO
QUE
Eu
NÃO!!!
Não...
ACONTECENDO... DESCOBRINDO... SENDO... PENSANDO... DISCERNINDO... INTERAGINDO!!!
e
que
Eu não me reconheço...
COMO SENDO MÁGICO
E
ETUSIASMADO
Eu APENAS reativo e respondo
no
piloto
AUTOMATO
AUTOMÁTICO
SHOW de tristeza...
pobreza de espirito
e
horror!!!
É proibido RIR...
Como um SER
INDEPENDENTE
Somos dormentes
BATENTES
E
COM BATENTES
PARA
QUE
SE
FECHEM
AS
PORTAS
DA
IMAGINAÇÃO
CRIADORA
Nos tornamos
Cumplices SIMPLESMENTE!!!
Descartáveis e inúteis!!!
como DENTES ENFILEIRADOS
NUMA PRÓTESE
DISSIMULADA
Terceiros
EM
SUAS
CLASSES
DE
ESCOLHAS
terceirizando
postiços
sorrizos
e
terceira
dentição
Mas podemos rir...
Dos outros!!!
E até chorar...
Pelos outros!!!
Eu não me reconheço...
E você?
Sabe o que, sobre MIM?
Sobre
esta
dentada
engrenagem
que nos
come
e
consome
como
seres
indigestos?
Equacionada
Como é bom sentir
Que a natureza conduz a cada um
E que ninguém
Depende de mim
Não formular
O ninguém é um alguém
Parecido comigo!!!
Por isso ei digo...
Melhor não explicar
Não confabular
Não formatar
Não formular
Einstein...
É considerado um gênio
Por que...
Formulou!
Eu...
Sou o que não será...
NUNCA ROTULADA!!!
Sou
inadequada
sou
informulada
sou
inacabada
sou
inexplicada
sou
sem ESFORÇO
SOU
sem
precisar
FAZER
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