Lista de Poemas

ALGUÉNS

Estou a fim de ver ninguém

E quem é ninguém?

É quem já SENTE que É...

Forte o suficiente e...

Serenamente!

Seres que são de ante mão

Sem preconceitos ou programação

Estou a fim de SER ninguém

EM MEIO a tantos ALGUENS absolutamente

Inúteis ao sistema

Seres sem tempo

Seres além do tempo

Sem nome

Sem rótulos

Sem medo de ser apenas

Alguém ...

Apesar de mim

Seres com suas verdades próprias

Seres com suas percepções e

confirmações de existência!!!

Seres sem resistência

Seres libertos de obediência

Seres... Alguéns

Que são como são

Sem

Esforço algum

E

Que

Assumem-se

incomuns

413

Emaranhado social

E me sinto emaranhada

como um tapete sintético
preso a etiquetas sociais

lavagem à seco
lavagens cerebrais

Vejo o que sinto e calo

Observo rótulos
Todos estão rotos
Mas
celebram a chegada das falsas palavras
transmitida pela mídia
em forma de informes culturais

ludibriantes são os lubrificantes
que colocam as maquinas a funcionar

tornou-se obsoleto... Sentir
antes de transmitir...
Sorria...
PolidaMENTE

manuais de adestramento
olhos sintéticos
óleos antinaturais

são forçosos os treinamentos
espontâneas as novas técnicas
de empobrecimento sinestésico...
sensorial

analgésicos
anestésicos
epilético jeito de virar ser

Atam-me a nós... A vós...
Venha a nos o reino da pura matéria contida

Crescei e multiplicai
por todos os quatro cantos do planeta
Do globo já recortado
Na esfera enquadrada
depilada e maquiada a força

Quinas por toda esquina
Vincam os meus conformes
Vestiram-me com fios nesta teia uniforme
que me oprime
me enlaça e me fisga a inocência

Não sou... Mas pareço ser um ser ciente e social

Inteligente por natureza formal

há uma cela invisível e endurecida
tecida de cola estranha
que me separa de mim
estou presa em nãos e sins

Presa num zipado programa instalado
Cercada por uma pandemia virtual
Onde tudo que é sucesso é... Viral

Virótico
Neurótico
Caótico como um anticristo... Antissocial

Busco o silencio
Onde sei que sou o livre sentir
Livra-me de definir ou nomear verbalmente
O que é... Existência

Existo sem resistência...
Sou um nada capaz de criar um algo
Com a força gestora do meu ser existencial

Sou porque sinto... Muito!

Penso e nomeio tudo o que vejo
Crio meus próprios erros e acertos

Crio os meus medos...
Meus sustos
Meus absurdos

fora de mim
mortos vivos e vultos fantasmagóricos que já
não assombram o meu roteiro

Enlouqueço os zumbis

Pois não reconheço a morte...
O fim

Nada
Começa
Sem
Mim

Nada
Existe
Por fim

Dentro ou fora daqui
Neste sentir pulsante que
É um todo
Concêntrico

Sou excêntrica
Quando penso
No que penso

Fantasio o que
Descrevo

Uso palavras usadas
Mas meu real vocabulário
É
Silencioso e calmo

Por isso
Mudo!

Vivo fora de moda e das ondas passageiras

Sou só...

Sou amante do AMOR

Sou apenas...

um infinito e desmedido exagero

293

face... tez

O amor que sinto

como algo tão imenso
inesplicável
de grande

É tão delicado

que pode

marcar

tua face

tua tez

Não quero te distinguir

Entre meus humores
como um de meus
varios
amores

Amores são muitos
muitos
muitos
vãos

Amor é só UM
sentir

sentir-se
completo
por
SER
INTEIRO

UM
Engravidamento

Sem parto

E

sem hora

Prá

Começar...

ALGO

a mudar

Ou

FINDAR

344

acalmação

Amar...
Amar com você, todos e tudo.
Parece absurdo
Aquietar tudo e todos?
Parece absurdo
Amar...
O que é?
talvez...
Acalmar!
Tudo e todos!
370

anestesia

Ruídos

Rangendo no peito

Silenciosa a mente

Prendeu-se

numa repentina dor

Alegrias mescladas de nos

Emaranhadas como nós

Amarras que me suspendem

No corpo

Um estado tão ausente

Que me surpreende

Por não saber mais onde estou

Alegria fria... Sem poesia

Tristezas sem lágrimas

Tristeza nos vãos

Anestesia nas mãos

Perco-me na ação

Um sem saber que me absorve

Dissolve-me

Um silêncio imenso

Que

Revela

Tudo

O

Que

SOU

383

frenética estética

Quero ver deslisar
o pincel
de seus cabelos
guardar para sempre
seus gestos
na tela
de
minha
mente
sua natureza cor
eu sou
seu nú
em
pelo

anseio de amor
nús seios
na boca
beijos
cores vibrantes
que acobertam
sonhos
esboços
e
todos
os
riscos
desejos
que se
completam
como
um
vermelho
sol
alaranjado
incontida
é
a
busca
frenética
por
uma
TAO
estética

pintada
a
quatro
mãos

na
cama
uma
tela
crua
e
nua

amarrotada
de um passado
puro linho

as bocas
cobrem-se
de
vermelhos
beijos

me
cobre
seus
desejos
que
os
atendo
escalando
seus
nuances
e
tons
268

poema mudo

mudei
274

sorria

alegria
é
a
linguagem
da
alma

sorria
e
abrace
com
alegria

sorria
com
o
corpo
dando
asas
a
imaginação

sinta
a
delicia
do
toque
e
do
pulsar
do
coração

sorria
com
vida

sorria
por
ser
você
aquele
que
é
e
sente
no
corpo
a
expressão
do
prazer




284

Amar-te... Em Marte

me apaixonei

pelo teu...
não sei ao certo!

pelo
não te saber
por inteiro

pelo nosso grande mistério

me descobri
curiosa e
atenta
num pequeno mundo

no diminuto
absurdo
da grandeza oculta

gravitando
ao teu redor
subjacente

atraida à você
me senti como que...
flutuando a divagar

em seu
e em meu
tudo nada
neste espaço
ausente

tudo era
e
está
no tempo presente

contente
por não
saber quem de nós
seria

apaixonei-me
por
todo esse estado de ser
enorme
e
sem nome

sendo todo e tudo
um só movimento
de
incompletude plena


solto... frouxo... absorto...
ligado por um
silencio ôco

seguindo ao encontro
de
algo vago

sem mim
nem ti
definidos

quem sou
eu neste agora?

amar-te
e
inspirar-te
com ares de arte
moderna

como
grande é a alegria
daquela inocente
menina que habita
em ti
e
em mim

no continuo ar
que nos revive

contigo sou
e
nada
me
é
negado

desde
que
eu
em suma
não pense
em limites
e
nem me resuma

a um sujeito oculto
em meio
a
verbos no passado
e
adjetivos tolos

assumo sem medo
não ser plenamente...
ainda

liberto-me de tudo
o
que
me
contaram
ser EU

começo algo novo
agora e sempre
neste contínuo
instânte

principio
num princípio eterno
a
principiar-me como sendo UM sempre

Estou sem limites
para
terminar-me

amar-te
é meu inicio

e
pode ser

aqui

ou

aqui

em
Marte

estamos enfim
destinados a amar

em toda e qualquer
parte

somos
um só
sem começo

reconhecendo
UM algo
GERADO VIVENDO

gestando cá dentro
como um lá imenso...
sem fim




236

sei

sei
e
sinto
muito

sei
e
calo
diante
dos
fatos

de fato
capto
intuo

sensações
e
tato
gosto
tão
doce
e
maduro

traduzi-la
é
sempre
um
engano
um
mistério
encantador

me
conforto
com respostas
absurdas

me convenço
de
que
não pertenço
a
este
mundo
quadrado

não
me
enquadro

o tempo todo
me
retrato

vivo pintando
minhas
ilusões

cores
de
amores
sem
saber
sem medir
os
riscos

apenas
arrisco

sinto
o
que
é
co-criar

aleatoriamente
componho
novos
quadros

ao
SER
feliz
com
você
me
auto-retrato
com
cores
vibrantes
que
saem
de
ti
para
mim

abraços
se
fundem
se
mesclam

em
traços
e
abraços

riscados
no corpo
a
quatro
mãos






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Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!