thalysonhuxley

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Elisa

Elisa, o vento frio carrega as nuvens que garoam sobre a sua cabeça, e enquanto você anda lentamente em direção a sua casa, mais preocupada com o destino dos carros que consigo mesma, eu pacientemente a aguardo, protegido do sereno, no ponto de ônibus. Nenhum de nós dois quer chegar em casa. O frio da noite e os presságios de chuva nos interessam bem mais que o conforto dos cobertores ou o vapor do café recém-preparado. Você espera ansiosamente que as primeiras gotas que caírem sobre sua pele, libertem-na do vazio ao qual você sucumbiu. Já eu, em minha temeridade, aguardo sua chegada e um provável convite para valsar na chuva. Eu sei que sua contemplação das coisas é um mistério, que pode tanto demandar um segundo quanto um ano inteiro. Desisti de consola-la, pois para mim é clara a sua inclinação para as coisas que transcendem o meu entendimento, e as palavras de conforto que existem em meu pobre vocábulo, servem apenas para extrair de ti um olhar de complacência. Por isso, eu me limito a esperar apenas um singelo gesto, onde você estende uma de suas mãos, e sem nenhuma palavra, me convida para dançar sobe a tempestade.
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Poemas

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Nem prata e Nem ouro, só porcelanas.

Baby, eu sorvi todo o seu ouro branco em um prato de porcelana estampado com flores, e acho que eram flores de pessegueiro. Sua mãe dormia no quarto ao lado, bêbada. Isso me incomodava pois você queria fazer amor, e justamente por ela estar ali, eu desconversava na tentativa de fugir do convite. Eu pensava: "Seu filho não tem pai. Você não tem pai. És mais uma garota que excedeu os desejos e agora carente, junta-se com a menor parte de um todo. Do todo de homens que te rejeitaram; tanto a você como sua prole bastarda. Sujeitar-se a escolher o menos vil, o menos canalha, foi a escolha que te coube e aí eu entrei. Eu com meus pensamentos maliciosos e escasso caráter. Te convenci de que era o seu salvador. Que te redimiria de todos os erros e a partir daí, descortinaria uma nova vida perante aos seus olhos tristes. Mas como sou vil, te tranquei em uma masmorra. Torturei! Torturei! Torturei o teu coração! E quando a angústia começou a calar a tua voz eu gritei alto: "Tu serás o fruto do meu bel-prazer". Teu silêncio se tornou o teu mantra. Hahaha! Tu ainda era tão cega. Me amava apesar de tudo, e esse amor tolo enfraquecia tuas orações. Tua fé em minha mudança era justificada pelas minhas crises de bom samaritano. Quando eu te citava poemas e te prometias flores. Tola! Foi tão mal instruída, esperou tão pouco da vida. Deves ser feliz nesta tortura de parede a que te comprimes; Cada vez mais triste e cada vez mais infeliz. Eternamente imersa na ilusão do falso amor que lhe dou
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Berlin

Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin

Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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REGINA

Regina, distingui em teus verdes olhos os planetas e as estrelas no céu distante. Enquanto tu olhavas para o céu enevoado, procurando os astros que eu apontava sem saber. Eu refletia sobre mundos bem mais terrenos e íntimos. Tu disseste que tuas crises existenciais não possuiam fundamentos e que se tu sofria, sofria se não por uma causa que teus pobres sentidos não puderam ainda conhecer. Regina, o mundo não é esteticamente perfeito e polido como nossos ínfimos objetivos. Quantas vezes sofreste no escuro canto do teu quarto e quantas vezes me alegrei por estar no que eu dizia ser o melhor lugar do meu mundo. Posso tragar para dentro de mim todos os teus anseios. Morreria arquejante, diria teu nome três vezes ou o meus motivos uma so vez. Haveria beleza em meu torso asfixiado, e morreria roxo, pois roxo é tua cor preferida.
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Lady of the forest

Senhora da floresta, proteja os filhos de Durin. Pois so seu brilho pálido pode confortar os corações aflitos. E somente suas histórias que falam sobre a graça dos vallar os encorajarão no temor da guerra. És a nobre senhora antiga, cuja as lágrimas fizeram com que as árvores saíssem de sua dormência ao teu socorro. As folhas destas, escondem teu povo do mal que vem de além das montanhas. Senhora das flores e mãe de toda a fauna da terra, tu podes acalmar o bravio rio ou impaciente mar. A escuridão assombra o mundo dos homens, e os homens se corrompem em meio a escuridão que avança. Contudo, tu senhora, poderá guiar no prado ou nas montanhas longínquas, a seta de nossas ações.
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Berlin

Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Etílico. Idílico.

Eu odeio essa coisa de alvorada. Não é que eu seja um desses fissurados pela artificialidade dessas luzes intermitentes que complementam a luz natural da lua cheia. É só uma sensação horrível que sinto de que com o passar deve véu nefasto e complacente da noite, eu terei que encarar essa realidade lúcida, Iluminada, límpida e morna; sempre morna, personificando os problemas verdadeiros que os seres diurnos tem que enfrentar. Por mais que meus amigos discordem, eu levo comigo a ideia de que todos os dias deveriam ser noite. Imaginem; seres bêbados vagando sem rumo com suas ideias prolixas e com suas verdades enaltecidas pelo álcool, sendo quem são de verdade e cambaleando sôfregos, por terem perdido tanto tempo tentando merecer a aceitação daqueles seres matutinos e reprimidos. Porque não matamos todos os galos, eu particularmente odeio os galos, pontuando cirurgicamente o momento certo de acordar em cacarejos escandalosos que ricocheteiam nessa minha mente displicente que só se preocupa com a próxima noitada. Eu sou um inimigo declarado do dia!
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Berlin

Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin

Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin

Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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linx_10

Sensacional ! Me veja no Site !!