Lista de Poemas
De crônicas de Antonie Hux
"Há uma vibração sombria na solidão das ruas desertas.
Veja Antonie! Alguns fantasmas retornaram do outro lado. Estão cochichando entre eles, e seus segredos vibram friamente através da brisa notívaga. O que chega aqui é apenas um sussurro incompreensível. Parecem estar cansados de vagar pela terra, pois esta terra que para nós se faz presente e real pelo fator de nossas ações e pensamentos vívidos, para eles é deserta e antiga. Pois para os que perderam a capacidade de sentir, o presente é sempre tão desconhecido como a morte. "
Veja Antonie! Alguns fantasmas retornaram do outro lado. Estão cochichando entre eles, e seus segredos vibram friamente através da brisa notívaga. O que chega aqui é apenas um sussurro incompreensível. Parecem estar cansados de vagar pela terra, pois esta terra que para nós se faz presente e real pelo fator de nossas ações e pensamentos vívidos, para eles é deserta e antiga. Pois para os que perderam a capacidade de sentir, o presente é sempre tão desconhecido como a morte. "
110
Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
155
Saco de Mentiras
Meu saco de mentiras está furado. Eu o trouxe comigo até aqui carregando-o sobre meus ombros, e pequenas mentiras começaram a vazar no princípio do caminho. Agora, é grande a brecha, e mentiras bem maiores escapam pelo fundo que descosturou-se. Meus perseguidores, se valendo de minha desatenção, juntaram cada mentira que ficou no caminho que fiz até aqui. Colaram cada mentira uma à outra, comou um quebra cabeças, e me emboscaram enquanto eu descansava conscientemente tranquilo. "Veja esss belo mozaico que montamos com todos os seus pecados caídos na estrada!" Eles disseram. Era realmente bela a arte de meus enganos. Atônito, tentei negar. Me pus a esbravejar e praguejar contra esses algozes tenazes que apontavam contra mim todos os seus dedos acusadores. Contudo, de relance - vi em seus rostos algo de familiar e íntimo. Algo que muito se parecia com àquela velha consciência que deixei, no início da minha jornada, a mendigar minha atenção.
103
Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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REGINA
Regina, distingui em teus verdes olhos os planetas e as estrelas no céu distante. Enquanto tu olhavas para o céu enevoado, procurando os astros que eu apontava sem saber. Eu refletia sobre mundos bem mais terrenos e íntimos. Tu disseste que tuas crises existenciais não possuiam fundamentos e que se tu sofria, sofria se não por uma causa que teus pobres sentidos não puderam ainda conhecer. Regina, o mundo não é esteticamente perfeito e polido como nossos ínfimos objetivos. Quantas vezes sofreste no escuro canto do teu quarto e quantas vezes me alegrei por estar no que eu dizia ser o melhor lugar do meu mundo. Posso tragar para dentro de mim todos os teus anseios. Morreria arquejante, diria teu nome três vezes ou o meus motivos uma so vez. Haveria beleza em meu torso asfixiado, e morreria roxo, pois roxo é tua cor preferida.
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