Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
Nem prata e Nem ouro, só porcelanas.
Baby, eu sorvi todo o seu ouro branco em um prato de porcelana estampado com flores, e acho que eram flores de pessegueiro. Sua mãe dormia no quarto ao lado, bêbada. Isso me incomodava pois você queria fazer amor, e justamente por ela estar ali, eu desconversava na tentativa de fugir do convite. Eu pensava: "Seu filho não tem pai. Você não tem pai. És mais uma garota que excedeu os desejos e agora carente, junta-se com a menor parte de um todo. Do todo de homens que te rejeitaram; tanto a você como sua prole bastarda. Sujeitar-se a escolher o menos vil, o menos canalha, foi a escolha que te coube e aí eu entrei. Eu com meus pensamentos maliciosos e escasso caráter. Te convenci de que era o seu salvador. Que te redimiria de todos os erros e a partir daí, descortinaria uma nova vida perante aos seus olhos tristes. Mas como sou vil, te tranquei em uma masmorra. Torturei! Torturei! Torturei o teu coração! E quando a angústia começou a calar a tua voz eu gritei alto: "Tu serás o fruto do meu bel-prazer". Teu silêncio se tornou o teu mantra. Hahaha! Tu ainda era tão cega. Me amava apesar de tudo, e esse amor tolo enfraquecia tuas orações. Tua fé em minha mudança era justificada pelas minhas crises de bom samaritano. Quando eu te citava poemas e te prometias flores. Tola! Foi tão mal instruída, esperou tão pouco da vida. Deves ser feliz nesta tortura de parede a que te comprimes; Cada vez mais triste e cada vez mais infeliz. Eternamente imersa na ilusão do falso amor que lhe dou
Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
Saco de Mentiras
Meu saco de mentiras está furado. Eu o trouxe comigo até aqui carregando-o sobre meus ombros, e pequenas mentiras começaram a vazar no princípio do caminho. Agora, é grande a brecha, e mentiras bem maiores escapam pelo fundo que descosturou-se. Meus perseguidores, se valendo de minha desatenção, juntaram cada mentira que ficou no caminho que fiz até aqui. Colaram cada mentira uma à outra, comou um quebra cabeças, e me emboscaram enquanto eu descansava conscientemente tranquilo. "Veja esss belo mozaico que montamos com todos os seus pecados caídos na estrada!" Eles disseram. Era realmente bela a arte de meus enganos. Atônito, tentei negar. Me pus a esbravejar e praguejar contra esses algozes tenazes que apontavam contra mim todos os seus dedos acusadores. Contudo, de relance - vi em seus rostos algo de familiar e íntimo. Algo que muito se parecia com àquela velha consciência que deixei, no início da minha jornada, a mendigar minha atenção.
Etílico. Idílico.
Eu odeio essa coisa de alvorada. Não é que eu seja um desses fissurados pela artificialidade dessas luzes intermitentes que complementam a luz natural da lua cheia. É só uma sensação horrível que sinto de que com o passar deve véu nefasto e complacente da noite, eu terei que encarar essa realidade lúcida, Iluminada, límpida e morna; sempre morna, personificando os problemas verdadeiros que os seres diurnos tem que enfrentar. Por mais que meus amigos discordem, eu levo comigo a ideia de que todos os dias deveriam ser noite. Imaginem; seres bêbados vagando sem rumo com suas ideias prolixas e com suas verdades enaltecidas pelo álcool, sendo quem são de verdade e cambaleando sôfregos, por terem perdido tanto tempo tentando merecer a aceitação daqueles seres matutinos e reprimidos. Porque não matamos todos os galos, eu particularmente odeio os galos, pontuando cirurgicamente o momento certo de acordar em cacarejos escandalosos que ricocheteiam nessa minha mente displicente que só se preocupa com a próxima noitada. Eu sou um inimigo declarado do dia!
Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
Boca de Cavidades
Quanto tempo falta?
Todas essas colchas de cama que sujamos enquanto o amor permeava os nossos corpos, e todas a juras que fiz enquanto consumia o seu corpo embebido em vinho, não eram mentira. Ouça o som da bateria, está tocando a nossa música. Eu vou fazer uma marca no seu corpo com esta bituca de cigarro, quero ouvir um gemido seco e silencioso. No meio destas garrafas e cinzeiros a gente pôde encontrar um certo tipo de amor paradoxo, encobrindo o meu corpo e o seu. Você poderia morrer agora e ainda sim eu só sentiria falta dos seus suspiros suados, pois o momento mais importante de sua vida foi este; o momento em que você quase se sufocou com o peso do meu corpo sobre o seu. Me diga, quanto tempo falta para que o amor vaze completamente através de nossos ossos e não reste mais nada?
(Thalyson Huxley)