Poemas
122Secando lágrimas
Por acreditar que me amavas,
Despreparei meu coração para o sofrimento,
Caí na rotina do véu do sentimento
E agora rasgo o tecido, secando lágrimas...
Matando a saudade
Tempo que vai
Matando a saudade.
Tempo que vem,
Trazendo ansiedade,
Deixa no peito
A plantada a vaidade.
E quando paramos
Para pensar de verdade,
Há muito que fomos
engolidos pela idade!
Amor conselheiro
Estou certo que não vou desistir!
Tenho o ar como meu companheiro(...)
O vento que me impulsiona a seguir
E o teu amor que me encoraja como conselheiro.
O tempo e o amadurecimento
Para dissipar o cheiro da saudade, o vento;
Para nos enlaçar no mar profundo da ilusão, o sentimento.
Para confundir a eterna felicidade, o momento
E somente o tempo, com a experiência... O amadurecimento!
Cheiro de extravagância
Nos caminhos que trilho, nada me impede de chegar:
Se encontro pedras, desvio-me delas;
Se surgem espinhos, estou bem calçado com a perseverança...
Se encontro flores... Ah, as flores! Tento colhê-las,
Pois servirão, os seus perfumes, o cheiro da minha extravagância!...
Terra fria
Quando as primeiras camadas de terra,
Friamente caíram sobre mim,
Percebi que todo meu amor havia
Chegado ao fim.
Nos bares boêmios
Quando a madrugada chega nos bares boêmios da rua da capital,
Eleva seus freqüentadores de simples consumidores a grandes faladores...
E eles falam, se cumprimentam e lastimam a solidão, como tema central,
Mas não se permitem sofrer pela ausência delas, em seus corações sofredores.
Mente passiva
O menino, fascinado pelo sol, subiu no morro para vê-lo nascer
E quando o viu surgir atrás dum monte se decepcionou.
Num outro dia subiu no monte, mas então questionou
Porque o mar chegara antes... e ele viveu até a morte sem compreender.
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