Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

Perfil
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Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

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Poemas

122

Descontrole

Desconfiei de mim

Quando as pernas ficaram moles.

E meu coração quando te sentiu...

Enveredou pelo caminho do descontrole!


231

Secando lágrimas

Por acreditar que me amavas,

Despreparei meu coração para o sofrimento,

Caí na rotina do véu do sentimento

E agora rasgo o tecido, secando lágrimas...

242

O tempo e o amadurecimento

Para dissipar o cheiro da saudade, o vento;

Para nos enlaçar no mar profundo da ilusão, o sentimento.

Para confundir a eterna felicidade, o momento

E somente o tempo, com a experiência... O amadurecimento!


267

Cheiro de extravagância

Nos caminhos que trilho, nada me impede de chegar:

Se encontro pedras, desvio-me delas;

Se surgem espinhos, estou bem calçado com a perseverança...

Se encontro flores... Ah, as flores! Tento colhê-las,

Pois servirão, os seus perfumes, o cheiro da minha extravagância!...


279

Amor conselheiro

Estou certo que não vou desistir!

Tenho o ar como meu companheiro(...)

O vento que me impulsiona a seguir

E o teu amor que me encoraja como conselheiro.


246

Chama do milênio

Quando o fogo do meu desejo

Recebe como alimento o teu oxigênio,

Nem o contato com teu doce beijo

Pode apagar a chama por um milênio!


438

Nos bares boêmios

Quando a madrugada chega nos bares boêmios da rua da capital,

Eleva seus freqüentadores de simples consumidores a grandes faladores...

E eles falam, se cumprimentam e lastimam a solidão, como tema central,

Mas não se permitem sofrer pela ausência delas, em seus corações sofredores.


242

Sem vida, nem malícia

Quando ficares pasmado com uma mera desgraça

E plácido com uma catástrofe numa estatística,

Então sua cauterizada mente já não percebe a graça

E nem vive o amor, a vida, nem sua malícia!


246

Terra fria

Quando as primeiras camadas de terra,

Friamente caíram sobre mim,

Percebi que todo meu amor havia

Chegado ao fim.


246

Amargura no calabouço

Somente se ouvirá da música a nota perfeita,

E se sentirá o melhor perfume da flor...

Ou somente se gozará o melhor dia de sol...

Dormirá a melhor noite repousante

ou beberá da fonte a água mais pura,

Quem se deixar viver do mais impoluto amor

E prender no calabouço da vida sua amargura!


268

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