Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

Perfil
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Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

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Poemas

122

Sonho x realidade

Quando se sonha intensamente,

Numa viagem de amor e realização,

Acordar para uma tal realidade é dor na mente,

Pois ela é crua, fria e decepciona o coração!

Melhor então o sonho...é bem melhor pra gente!


273

Silêncio

A opinião sobre amor é querer viver,

Pois quando amo tudo, isso vivencio.

Mas quando me perguntam sobre o que é a dor,

Introspectivo, prefiro o silêncio.


265

Chorando aos montes

Quando o trem vinha se aproximando,
Gustavo corria ansioso para a estação.
Ficava ali, ao lado da coluna expiando
Como expectador de uma sonata na hora do refrão.

Via ele, cabeça por cabeça, cada um desembarcando,
Uns sorridentes, açodando na alegria dum abraço,
Outros em tamanho choro desatando...
E ele, ansioso por uma bela surpresa, esperando(...)

Malas que se amontoavam, vozes que se ouviam...
O sol se pondo languidamente no horizonte,
Crianças correndo para quiosques que doces vendiam...

E Gustavo, já entristecido, chorando aos montes
Sentindo a real dor de ter perdido sua amada
Que não retornara, por ter fugido com um amante!

292

Homem na esquina

Na esquina das decisões, estava o homem meditando,

Sobre o desejo, o amor; sobre suas paixões:

E a solução tinha que surgir, para então continuar andando

Então sua decisão se pautou nos anseios do coração...

E ele optou pelo desejo de continuar a vida amando!


275

Quando morremos

Morremos quando o ar se torna rarefeito;
Ou morremos quando deixamos de respirar...
Morremos também quando o amor se perde em nosso peito.
Mas morremos mesmo, quando deixamos de amar!

319

Tênue distância

Só o silêncio tem a necessária força,
Para amainar nossa inteira arrogância!
Quando negligenciamos o absorver do viver,
Descobrimos, entre felicidade e saudade, a tênue distância!

367

Chamado da saudade

Ouvi o chamado da saudade
E todo enternecido me coloquei à disposição...
Mas esqueci que, para viver saudade,
Teria de sobreviver a solidão!

290

Morte completa

A morte que te tomar por sorte,
Não deixa saudades, não deixa sequer um nome.
Morte completa é aquela te leva ao esquecimento...
Morto que não se sabe quem foi: se criança, mulher ou homem.

304

Creio

Creio em tudo que sobre a terra vejo;

Creio em teu amor, creio em teu desejo

De tornar vivo em mim aquilo que existe por sorte...

Creio que me amas abertamente, além da morte!

Creio que nosso amor supera a resistência da rocha


286

Música dos lábios

Música suave, ouvi dos lábios teus!
Era doce, melodiosa e reconfortante...
Compunha-se de uma frase ressonante:
-Te amo! Então calou-se, tocando nos lábios meus.

296

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