Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

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Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

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Poemas

122

Silêncio

A opinião sobre amor é querer viver,

Pois quando amo tudo, isso vivencio.

Mas quando me perguntam sobre o que é a dor,

Introspectivo, prefiro o silêncio.


260

Sonho x realidade

Quando se sonha intensamente,

Numa viagem de amor e realização,

Acordar para uma tal realidade é dor na mente,

Pois ela é crua, fria e decepciona o coração!

Melhor então o sonho...é bem melhor pra gente!


270

Sonhos e ideais

Nem tudo está perdido!

Abra os olhos, balbucie palavras!

Mova teus lábios, faça um pedido!

Talvez te ouvirão, os presentes!


Alguns riem alucinadamente;

Sem ao menos um grande motivo...

Outros choram copiosamente

Como ensaio ou improviso.


Mas estão ali, enquanto você percebe.

Não fique aí parado, assistindo,

Enquanto teu corpo está inerte!


Levanta-te daí, cante, grite e faça te ouvirem!

Mostre a todos que você não morreu!

Seus sonhos, ideais e sentimentos ainda vivem!


267

Creio

Creio em tudo que sobre a terra vejo;

Creio em teu amor, creio em teu desejo

De tornar vivo em mim aquilo que existe por sorte...

Creio que me amas abertamente, além da morte!

Creio que nosso amor supera a resistência da rocha


283

Choro e meditação

Senta aqui do meu lado

e olhe para onde agora olho...

Se o vislumbre o deixar fascinado,

Compreenderás porque tanto choro!

Verás que não choro por amor,

Nem choro por aquela abelha que procura uma flor,

Nem pela árvore que sucumbe ao machado,

Ou pelo cão correndo assustado!

Choro pela verossimilidade que é a vida

Que muitas vezes a levamos ao despojo

Quando desvalorizamos a sua essência

Ao se procurar fugir da realidade num artifício

Ao se dizer uma mentira, tomar uma bebida e, na carência

Resumir a alegria, buscar um banal prazer em um vício.
287

Lágrima e sorriso

Como objeto pesado, que sobre a água flutua
Ou uma pena sobre o fogo que não queima,
Assim sofro amargas e doces lembranças tua,
Daí eu sorrio, quando uma lágrima ainda teima.

276

Tênue distância

Só o silêncio tem a necessária força,
Para amainar nossa inteira arrogância!
Quando negligenciamos o absorver do viver,
Descobrimos, entre felicidade e saudade, a tênue distância!

365

Quando morremos

Morremos quando o ar se torna rarefeito;
Ou morremos quando deixamos de respirar...
Morremos também quando o amor se perde em nosso peito.
Mas morremos mesmo, quando deixamos de amar!

315

O sol da tua presença

... Então, quando a noite cai,
A solidão assume seu irremovível posto
E ela somente irá embora, no dia seguinte,
Quando o sol da tua presença mostrar o rosto!

298

Chorando aos montes

Quando o trem vinha se aproximando,
Gustavo corria ansioso para a estação.
Ficava ali, ao lado da coluna expiando
Como expectador de uma sonata na hora do refrão.

Via ele, cabeça por cabeça, cada um desembarcando,
Uns sorridentes, açodando na alegria dum abraço,
Outros em tamanho choro desatando...
E ele, ansioso por uma bela surpresa, esperando(...)

Malas que se amontoavam, vozes que se ouviam...
O sol se pondo languidamente no horizonte,
Crianças correndo para quiosques que doces vendiam...

E Gustavo, já entristecido, chorando aos montes
Sentindo a real dor de ter perdido sua amada
Que não retornara, por ter fugido com um amante!

284

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