Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

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Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

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Poemas

122

Morte completa

A morte que te tomar por sorte,
Não deixa saudades, não deixa sequer um nome.
Morte completa é aquela te leva ao esquecimento...
Morto que não se sabe quem foi: se criança, mulher ou homem.

303

O Sol

O sol quando te vislumbrou na rua,
Iluminou teus passos, caiu nas graças tuas.

286

Sonho e te vejo

Se sonho, te vejo
E roubo-lhe um beijo
E depois com um gracejo
Vou saciando meu desejo
De roubar-lhe outro beijo
Enquanto sonho e te vejo!

278

Chorando aos montes

Quando o trem vinha se aproximando,
Gustavo corria ansioso para a estação.
Ficava ali, ao lado da coluna expiando
Como expectador de uma sonata na hora do refrão.

Via ele, cabeça por cabeça, cada um desembarcando,
Uns sorridentes, açodando na alegria dum abraço,
Outros em tamanho choro desatando...
E ele, ansioso por uma bela surpresa, esperando(...)

Malas que se amontoavam, vozes que se ouviam...
O sol se pondo languidamente no horizonte,
Crianças correndo para quiosques que doces vendiam...

E Gustavo, já entristecido, chorando aos montes
Sentindo a real dor de ter perdido sua amada
Que não retornara, por ter fugido com um amante!

287

Antes de escurecer

Ame tudo que puder amar!
Corra tudo que puder correr!
Sonhe tudo que puder sonhar,
Pois o dia logo vai escurecer!

276

Tênue distância

Só o silêncio tem a necessária força,
Para amainar nossa inteira arrogância!
Quando negligenciamos o absorver do viver,
Descobrimos, entre felicidade e saudade, a tênue distância!

366

Música dos lábios

Música suave, ouvi dos lábios teus!
Era doce, melodiosa e reconfortante...
Compunha-se de uma frase ressonante:
-Te amo! Então calou-se, tocando nos lábios meus.

294

Líria e Bartolo

Tudo era céu, para Líria e Bartolo,
Até o dia que em suas vidas Solange apareceu;
Esta aguçou os desejos dele e saciou os anseios dela...
Pelo amor de Solange Bartolo se perdeu,
... e Líria o deixou a clamar ao céu e fugiu com ela!
Bartolo, de desgosto, sucumbiu e morreu!

283

Lágrima e sorriso

Como objeto pesado, que sobre a água flutua
Ou uma pena sobre o fogo que não queima,
Assim sofro amargas e doces lembranças tua,
Daí eu sorrio, quando uma lágrima ainda teima.

277

Quando morremos

Morremos quando o ar se torna rarefeito;
Ou morremos quando deixamos de respirar...
Morremos também quando o amor se perde em nosso peito.
Mas morremos mesmo, quando deixamos de amar!

318

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