Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

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Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

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Poemas

122

Amor e vida em discussão

De acordo com o amor,

Quando conversava com a vida,

Sobre o assunto: sentimento,

Pensava ele que uma atração recaída


Vinda de um envolvimento,

É nada mais que uma fraqueza,

Resposta prontamente debatida,

Pela vida que quis expor sua opinião:


— O sentimento é a saída

Que os amantes buscam na paixão!

É algo forte, inebriante como bebida,


Mas a vida tinha a respeito, sua sugestão

E a discussão durou uma eternidade...

E até hoje as pessoas amam, sofrem, culpando o coração!


263

O que há?

O que há, na água, entre o líquido e o sólido,

Senão a condensação eficaz das moléculas?

O que há entre a sombra e o objeto,

Senão o intervalo oculto da claridade?

E entre te beijar e te amar,

Senão, a sensação de flutuar?


288

Vivendo o sentimento

Um dia marcado,

Por um amor vivido;

Um dia vivido

Por um amor encontrado.


Um amor sentido,

Num dia vivido,

Ocupa o tempo

Vivendo o sentimento!


Tem-se que viver,

Tudo de uma vez,

Pois a dúvida, talvez,

Nos faça sofrer...


Então vivamos cada instante

Esquecendo de hoje a apatia,

Sua melancolia,

Sonhando o sonho de amantes!


Para que o amanhã,

Possa tornar este dia!


256

Chama do milênio

Quando o fogo do meu desejo

Recebe como alimento o teu oxigênio,

Nem o contato com teu doce beijo

Pode apagar a chama por um milênio!


443

Amargura no calabouço

Somente se ouvirá da música a nota perfeita,

E se sentirá o melhor perfume da flor...

Ou somente se gozará o melhor dia de sol...

Dormirá a melhor noite repousante

ou beberá da fonte a água mais pura,

Quem se deixar viver do mais impoluto amor

E prender no calabouço da vida sua amargura!


274

Sonhos e versos

Perdido em pensamentos diversos,

Fica o homem que tem seus sonhos lancinados,

Seus desejos mais intensos desarraigados

E que não consegue transformá-los em versos!


236

Entre quatro paredes

Entre quatro paredes se tem piedades!

Entre quatro paredes se confidencia a ilusão...

Entre quatro paredes, os ingredientes da verdade:

Dois amantes, uma cama, a escuridão!


266

Rancor, o ponto cego

O ponto cego que existe quando o amor aflora,

Torna-se real quando a paixão vai embora!

Pois o principal ingrediente do amor a dois,

É o rancor, quando enfim, surge depois!


268

Eterna madrugada

Se falo contigo, minha noite se torna dia,

Se te beijo, minha tarde não fica fria...

Mas quando se ausentas ou ficas calada,

Minha vida sofre uma eterna madrugada!


282

Sonhos e ideais

Nem tudo está perdido!

Abra os olhos, balbucie palavras!

Mova teus lábios, faça um pedido!

Talvez te ouvirão, os presentes!


Alguns riem alucinadamente;

Sem ao menos um grande motivo...

Outros choram copiosamente

Como ensaio ou improviso.


Mas estão ali, enquanto você percebe.

Não fique aí parado, assistindo,

Enquanto teu corpo está inerte!


Levanta-te daí, cante, grite e faça te ouvirem!

Mostre a todos que você não morreu!

Seus sonhos, ideais e sentimentos ainda vivem!


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