Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

Perfil
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Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

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Poemas

122

A morte, vontade de Deus?

Como gostaria de entender as religiões!
Uns crêem que a morte é vontade de Deus
Mas cá fico perguntando a meus botões:
— Se é verdade, a bíblia mente e corretos são os ateus?

Fico imaginando um humano sendo assassinado,
E seu algoz, embridando o peito todo orgulhoso
Por uma vida ter ceifado
E recebendo grandes honras pelo seu ato trabalhoso...

...E pela justiça e polícia, condecorado
Por um cumpridor agente da vontade do Criador!
Se as religiões pensam assim, por que, então

A polícia acossa e prende um assassino
E tal ato é movido e encaminhado por um promotor
E o juiz o condena e o leva para o fundo da prisão?

274

Viver livremente

Tantas vezes me fizestes chorar,
Que hoje meu choro não mais me convence.
Antes chorava por teu amor desejar
E hoje por viver livremente.
432

Perfume da Paz

...E o forte vento do bom senso que soprou a noite inteira,
Espalhou o perfume da paz por toda a terra,
Para que os homens que se degladiam em sua guerra
Não comentam mais tanta besteira!

273

Uma rosa

Se me trazes uma rosa,
Levas por favor, de presente, este cravo vermelho.
Enquanto aquela me ensinará a amar,
Este te proporcionará um belo conselho.
406

Desgosto

... E ela caminhava à beira mar...

A areia suspirando seus passos

As ondas lambendo seus pés

No afã de um desejo crasso

 

E a brisa que lhe envolvia o corpo

Era como o abraço carinhoso

Do então amante generoso

Que se desfalecera num porto.

 

E envolvida em saudades

Ela sobe em uma pedra,

E lá de cima, fita seu rosto

 

No espelho das águas do mar...

E agora perdida em desgosto

Se lança às águas pra nunca mais voltar.
394

Ora sorrindo, ora chorando

...eestava lá o homem que a amava;

Eleestava a esperando como o combinado.

Comele estava: a saudade, o desejo e o coração pulsando...

Masnão estava com ele a paciência.

Eela, quando o encontrou, o viu perdido, chorando...

Eà noite inteira passaram, ora sorrindo, ora conversando.

988

As horas não conto mais

Esperar-te tem sido minha ocupação
Desde o nascer ao por do sol.
Do início ao fim dos meses...
E fico chorando meus ais.
Os meses não conto mais

E os calendários na parede?
Nem trazem mais os dias assinalados.
Que me faziam viver das dores os prazeres...
Sentimento que há muito em minha vida jaz.
Os dias não conto mais

Do relógio procuro me afastar
Para o tempo seguir o seu curso.
Reprogramo-me todas as vezes
Que a saudade lembranças traz...
Pois as horas não conto mais

Então a onda do tempo vem e vai(...)
E, levando-me de carona,
Sustenta minha vida nos revezes
Que o destino que criei lança-me nos cais
Da esperança que não volta mais!

491

Teu Sorriso

Aodesenhar as linhas do teu sorriso,

Revelam-semeus íntimos sentimentos...

Entãovocê encontra a chave

Queabre a porta desse meu aposento.

494

Quando...

Quandome amas,

Separeces com uma árvore que ao balançar do vento,

Livra-sedas folhas, solta seu perfume, lança seus frutos...

Quandome odeias,

Soltasas raízes e cai sobre uma casa indefesa!

427

Lençol da saudade

...e quando partistes,

procurei de todas asformas, despir-me da vaidade,

Sofrendo a ausência de teu corpo me aquecendo...

Conforto que destruístes...

...e quando o diaestava amanhecendo,

Procurei dormir sob ofrio lençol da saudade...  

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