Lista de Poemas
A ASFIXIA DE SER
Uma página viva,
Que se recusa a ser lida,
Por estar encharcada com o peso das palavras,
Que retiram todo sentido do livro...
Que se recusa a ser lida,
Por estar encharcada com o peso das palavras,
Que retiram todo sentido do livro...
491
CÉU, OCEANO E CEGUEIRAS
Ontem eu achei que estivesse no paraíso... porém não vi jardim nem ouro, mas sim, ela deitada no meu peito. Com a janela aberta eu intercalava entre olhar para ela e para o azul, mas não soube identificar qual dos dois era o céu, quem era o oceano... foi a prova, de que amor cega.
519
VENDAVAL
Só desejei o fim do túnel,
Quando notei que você era a luz,
Bençãos dançaram sob meus céus,
Com o entrelance de nossos pecados,
O pôr do sol de meu mundo,
Traí com o teu sorriso,
A claridade do dia,
Denuncia o amor nos meus olhos,
Por sorte,
A noite castanha escura que traz consigo no olhar,
sempre recobre minhas fraquezas...
É querer que o mundo acabe,
Com tua voz no pé do ouvido,
É imaginar o ouro do céu,
A partir da precisiosidade do teu riso...
Navega sobre meus lábios,
Me beija de forma decadente,
E não para,
até ver meu naufrágio...
Quando notei que você era a luz,
Bençãos dançaram sob meus céus,
Com o entrelance de nossos pecados,
O pôr do sol de meu mundo,
Traí com o teu sorriso,
A claridade do dia,
Denuncia o amor nos meus olhos,
Por sorte,
A noite castanha escura que traz consigo no olhar,
sempre recobre minhas fraquezas...
É querer que o mundo acabe,
Com tua voz no pé do ouvido,
É imaginar o ouro do céu,
A partir da precisiosidade do teu riso...
Navega sobre meus lábios,
Me beija de forma decadente,
E não para,
até ver meu naufrágio...
513
PHUTATORIUS
Pantagruelicamente,
Perfurou
Prantos
Proporcionou
Pazes
Por sobre
Pântanos
Prazeres
Pecados
Perdoáveis
Pois são
Perigosamente
Poupáveis
Pedidos
Polidos
Propostas
Perfeitas
Prisões
Propensas
Para promessas
Pontiagudas
Polinizam
Primaveras
Perpetuando pares
Profundas
profusões
Pescam
Peixes
Petrificados
Pela
Poesia.
Perfurou
Prantos
Proporcionou
Pazes
Por sobre
Pântanos
Prazeres
Pecados
Perdoáveis
Pois são
Perigosamente
Poupáveis
Pedidos
Polidos
Propostas
Perfeitas
Prisões
Propensas
Para promessas
Pontiagudas
Polinizam
Primaveras
Perpetuando pares
Profundas
profusões
Pescam
Peixes
Petrificados
Pela
Poesia.
548
TUA PELE MORENA QUE PERDI
Ô nega,
tentei te firmar em meus braços,
fiz como mandava o roteiro,
mas no final,
você preferiu o abraço de suas incertezas...
tentei te firmar em meus braços,
fiz como mandava o roteiro,
mas no final,
você preferiu o abraço de suas incertezas...
520
Chuva de prata
Vem, e traz aquele beijo que sacia minha sede
Quero beijar - te cedo até o raiar da aurora
Contigo o infinito és aqui e agora
Deita - te, o céu para ti não passa de uma rede
tua presença, é fantasia que me arrebata
Dentro dos teus olhos observo o que és e em vão tento abraçar este mar gigantesco
Pois é a pintura que faz do homem pintor, e porventura és tu que faz da vida um afresco
Inunda minh' alma numa chuva de prata
Quero beijar - te cedo até o raiar da aurora
Contigo o infinito és aqui e agora
Deita - te, o céu para ti não passa de uma rede
tua presença, é fantasia que me arrebata
Dentro dos teus olhos observo o que és e em vão tento abraçar este mar gigantesco
Pois é a pintura que faz do homem pintor, e porventura és tu que faz da vida um afresco
Inunda minh' alma numa chuva de prata
53
Bicho barbeiro
Olhe nos meus olhos e não negues o que vês,
Replique as tentativas em uma, duas, três...
Verás a face de um animal barroco;
Bicho barbeiro no barro de Deus,
Cuja chaga engrandece o teu peito oco.
Replique as tentativas em uma, duas, três...
Verás a face de um animal barroco;
Bicho barbeiro no barro de Deus,
Cuja chaga engrandece o teu peito oco.
48
Beleza ingrata
Poesias e versos são coisas malditas; Ingratas se nascem da flor e jorram beleza quando brotam das feridas...
54
Anjo no vidral
Um gosto intragável na boca me vem quando imagino o meu destino
Insisto a passear num trem, que não se sabe de onde vem, cujo trilho é o desatino
Não me recordo quando cheguei ou se apenas sonhei com sinos e esta catedral
Local onde fui rei, me casei, e porventura me tornei: o anjo chorando estampado no vidral
Ó que angústia não reconhecer o próprio coração...
Que raiva que me dá, o que farei com esta pedra no meu peito já embrutecida?
Arrancar do peito fora, e sem demora... - alvejar o belo rosto da vida?
Insisto a passear num trem, que não se sabe de onde vem, cujo trilho é o desatino
Não me recordo quando cheguei ou se apenas sonhei com sinos e esta catedral
Local onde fui rei, me casei, e porventura me tornei: o anjo chorando estampado no vidral
Ó que angústia não reconhecer o próprio coração...
Que raiva que me dá, o que farei com esta pedra no meu peito já embrutecida?
Arrancar do peito fora, e sem demora... - alvejar o belo rosto da vida?
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