noites em que eu assemelho meu futuro à curvas sinuosas corrompidas pelo russo... minha luz, nos postes... corta o breu e deixa o inferno com um sorriso amarelado, que me tira pra dançar mas... o céu em mim recusa todas as danças, as vezes eu protagonizo, noutras assisto.
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AS ASAS DA VIDA ALEJAM E TEM CHEIRO DE PÊSSEGO
Vociferando juras de vingança contra a vida... anulado e sem efeito, Recebo dela um olhar de desdém, Já que, Estou debaixo de suas asas...
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O AMOR QUE HÁ ENTRE DEUS E O DIABO
Há momentos em que posso ver minhas mãos esculpindo os sorrisos que seus lábios exalam... noutras, encarcéro o seu sorriso, e quase te vejo, me matando com suas próprias mãos...
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HIGHLANDER
é que com ela, me sinto corajoso... aquele olhar castanho escuro reflete o meu querer, e a mim mesmo, com uma lâmina no pescoço...
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PHUTATORIUS
Pantagruelicamente, Perfurou Prantos Proporcionou Pazes Por sobre Pântanos Prazeres Pecados Perdoáveis Pois são Perigosamente Poupáveis Pedidos Polidos Propostas Perfeitas Prisões Propensas Para promessas Pontiagudas Polinizam Primaveras Perpetuando pares Profundas profusões Pescam Peixes Petrificados Pela Poesia.
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DESDE QUE HABITO EM TEUS DESGOSTOS
Eu caí, Você mastigava a espera... Não preciso de aplausos de vidro, Ou risos de ferro, Amarre a preocupação em balões, Pois, A chuva sempre varre o meu sangue, E quando eu acordar, Algum demônio já terá feito outra trilha de pão, Que me levará pra algum lugar...
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Quem éramos antes do mal?
não fora ontem nossa infância? não sei identificar, olho a dor no olho do outro pra saber que sou de verdade. A vida simplificou minhas vaidades; olhar pro céu sem chorar de saudade. abraços capazes de romper grades. Encontrar os anjos que amo e morar numa estrela da tarde...
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CÉU, OCEANO E CEGUEIRAS
Ontem eu achei que estivesse no paraíso... porém não vi jardim nem ouro, mas sim, ela deitada no meu peito. Com a janela aberta eu intercalava entre olhar para ela e para o azul, mas não soube identificar qual dos dois era o céu, quem era o oceano... foi a prova, de que amor cega.
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VENDAVAL
Só desejei o fim do túnel, Quando notei que você era a luz, Bençãos dançaram sob meus céus, Com o entrelance de nossos pecados, O pôr do sol de meu mundo, Traí com o teu sorriso, A claridade do dia, Denuncia o amor nos meus olhos, Por sorte, A noite castanha escura que traz consigo no olhar, sempre recobre minhas fraquezas... É querer que o mundo acabe, Com tua voz no pé do ouvido, É imaginar o ouro do céu, A partir da precisiosidade do teu riso... Navega sobre meus lábios, Me beija de forma decadente, E não para, até ver meu naufrágio...
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NAVIO NEGREIRO
A noite na pele os fez tripulante, Icem as velas brancas banhadas de sangue, desfilará sob as águas e adiante, O cemitério navegante...
Ópera onde chove choros, E que na bagunça dos gritos, Perde - se até o próprio nome, Buscar o canto dos pássaros, E a trilha sonóra ser a própria fome...
Com sede, Delirantes, Uns se atiram ao abraço do mar, Na fuga dos tubarões brancos caminhantes...
Magras, As esperanças, Parecem até o sorriso, de nossas crianças, Tratadas como se não houvesse alma e coração em seus corpos, Estampado no peito, Uma orquestra de ossos, goteiras, Tornaram - se mamadeiras, Faces frias, Selas comprimidas, Lágrimas escorrem, temperando feridas...
O tinir do ferro, Como um ranger de dentes, Imaginar o som da liberdade, Raspando correntes...
Santo, É quando o mar está franco, Em devaneios afirmam, Que o inferno é branco...
Silêncio construído, A base de cortes, No ar, O estalar de chicotes...
O inferno com caravelas, Não pregou os olhos, comeu as remelas...
A sujeira e o mal odor, No corpo, Criaram - se Crostas, De chuveiro, A madeira arrastada nas costas,
Repetiu o presságio, Não mais sonhavam com terras, E sim com naufrágio...
A friagem crua, Refletida na lua, O arrepio na espinha, Da mãe que fica nua...
Desconhecem seus lares, Enterrados, Sob 7 mares, A melanina, O motivo de seus pesares, Enegreceram - se os pulmões, Com a falta dos ares...
O enegrecer da pele, Tratado como doença, Tornou pessoas, sua própria sentença...
A noite na pele os fez tripulante, De século em século vestimos as máscaras, Deste triste semblante...