Lista de Poemas
Luxúria pálida
Esta noite a lua será testemunha
Quero vê - la lumiar e banhar tua pele pálida
Quero - te assim, nua e cálida
a saciar desejos que minha mente pressupunha...
Flor do desejo e da obsessão
Semeia no calor do fogo a cor da tua estação
Sublinhaste o sentido da minha vida no contorno do teu quadril
Idolatrar a tua imagem tornou - se o meu pecado pueril...
Devoro teu corpo, enfraqueço teu sexo, dos pés até as espáduas
Violo teu templo, e tu assistes com exemplo: na plenitude de mil estátuas
Quero infinitas noites mais de culto ao hedonismo
Experimentar na tua silhueta um obsceno algarismo...
O ato de possuir - te me evoca um sentimento nobre
Permita - me ser teu candelabro de ouro, retira - me da miséria do cobre
Quero desconcertar - te anjo; esvoaçar teus cabelos, entortar tua auréola
Extrair de ti impuros cânticos, dardejar a lingua úmida na tua roséola...
Quero vê - la lumiar e banhar tua pele pálida
Quero - te assim, nua e cálida
a saciar desejos que minha mente pressupunha...
Flor do desejo e da obsessão
Semeia no calor do fogo a cor da tua estação
Sublinhaste o sentido da minha vida no contorno do teu quadril
Idolatrar a tua imagem tornou - se o meu pecado pueril...
Devoro teu corpo, enfraqueço teu sexo, dos pés até as espáduas
Violo teu templo, e tu assistes com exemplo: na plenitude de mil estátuas
Quero infinitas noites mais de culto ao hedonismo
Experimentar na tua silhueta um obsceno algarismo...
O ato de possuir - te me evoca um sentimento nobre
Permita - me ser teu candelabro de ouro, retira - me da miséria do cobre
Quero desconcertar - te anjo; esvoaçar teus cabelos, entortar tua auréola
Extrair de ti impuros cânticos, dardejar a lingua úmida na tua roséola...
364
NAVALHAS NO AVESSO FAZEM O SUSPIRO ENTRECORTAR
Inspiro, bem devagar... fecho os meus olhos, o mundo está escuro. Já não sei mais como é a sua face, e bem de longe ouço seus cânticos, que se desfazem antes de chegar em meus ouvidos. Solto o ar. E com ele um suspiro entrecortado, como se meu avesso soluçasse, de tanto chorar..
612
UM POUCO MAIS DE CANDURA AO CRESCER
Palavras afinal, são brinquedos em nossas mãos...
Que amamos
Que nos ferem
Que nos iluminam
Que nos apresentam às sombras
Que nos trazem verdade
Que nos iludem...
E é triste ver, que com o passar do tempo, todo brinquedo em nossas mãos acaba sofrendo com nossa falta de zelo...
Que amamos
Que nos ferem
Que nos iluminam
Que nos apresentam às sombras
Que nos trazem verdade
Que nos iludem...
E é triste ver, que com o passar do tempo, todo brinquedo em nossas mãos acaba sofrendo com nossa falta de zelo...
543
O céu de Icaro tem mais poesia que o de Galileu
Costumo me sentir deslocado com frequência,
então me jogo fraturado nos braços dela em busca de conserto,
Ela me diz que eu sou muito aéreo,
e minhas asas,
de cera,
e que isso aqui não é mitologia...
que devo viver mais sob as linhas da realidade,
sem cambalear como um bêbado....
então me jogo fraturado nos braços dela em busca de conserto,
Ela me diz que eu sou muito aéreo,
e minhas asas,
de cera,
e que isso aqui não é mitologia...
que devo viver mais sob as linhas da realidade,
sem cambalear como um bêbado....
415
ESMERALDAS
Vai da paz ao caótico,
trilhando estrelas com teu andar,
Constelações,
são extensões,
do desejo de modelar,
As perfeições,
das esmeraldas,
que garimpo,
no teu olhar;
trilhando estrelas com teu andar,
Constelações,
são extensões,
do desejo de modelar,
As perfeições,
das esmeraldas,
que garimpo,
no teu olhar;
382
BRECHTIANO
Não se importou com a distância,
De nossos rostos,
Ao ver que,
Haviam mil máscaras sob minha face,
Afim de esconder,
A falta de sorrisos,
Que tornara - se,
O meu maior talento...
De nossos rostos,
Ao ver que,
Haviam mil máscaras sob minha face,
Afim de esconder,
A falta de sorrisos,
Que tornara - se,
O meu maior talento...
536
NAVIO NEGREIRO
A noite na pele os fez tripulante,
Icem as velas brancas banhadas de sangue,
desfilará sob as águas e adiante,
O cemitério navegante...
Ópera onde chove choros,
E que na bagunça dos gritos,
Perde - se até o próprio nome,
Buscar o canto dos pássaros,
E a trilha sonóra ser a própria fome...
Com sede,
Delirantes,
Uns se atiram ao abraço do mar,
Na fuga dos tubarões brancos caminhantes...
Magras,
As esperanças,
Parecem até o sorriso,
de nossas crianças,
Tratadas como se não houvesse alma e coração em seus corpos,
Estampado no peito,
Uma orquestra de ossos,
goteiras,
Tornaram - se mamadeiras,
Faces frias,
Selas comprimidas,
Lágrimas escorrem,
temperando feridas...
O tinir do ferro,
Como um ranger de dentes,
Imaginar o som da liberdade,
Raspando correntes...
Santo,
É quando o mar está franco,
Em devaneios afirmam,
Que o inferno é branco...
Silêncio construído,
A base de cortes,
No ar,
O estalar de chicotes...
O inferno com caravelas,
Não pregou os olhos,
comeu as remelas...
A sujeira e o mal odor,
No corpo,
Criaram - se
Crostas,
De chuveiro,
A madeira arrastada nas costas,
Repetiu o presságio,
Não mais sonhavam com terras,
E sim com naufrágio...
A friagem crua,
Refletida na lua,
O arrepio na espinha,
Da mãe que fica nua...
Desconhecem seus lares,
Enterrados,
Sob 7 mares,
A melanina,
O motivo de seus pesares,
Enegreceram - se os pulmões,
Com a falta dos ares...
O enegrecer da pele,
Tratado como doença,
Tornou pessoas,
sua própria sentença...
A noite na pele os fez tripulante,
De século em século vestimos as máscaras,
Deste triste semblante...
Icem as velas brancas banhadas de sangue,
desfilará sob as águas e adiante,
O cemitério navegante...
Ópera onde chove choros,
E que na bagunça dos gritos,
Perde - se até o próprio nome,
Buscar o canto dos pássaros,
E a trilha sonóra ser a própria fome...
Com sede,
Delirantes,
Uns se atiram ao abraço do mar,
Na fuga dos tubarões brancos caminhantes...
Magras,
As esperanças,
Parecem até o sorriso,
de nossas crianças,
Tratadas como se não houvesse alma e coração em seus corpos,
Estampado no peito,
Uma orquestra de ossos,
goteiras,
Tornaram - se mamadeiras,
Faces frias,
Selas comprimidas,
Lágrimas escorrem,
temperando feridas...
O tinir do ferro,
Como um ranger de dentes,
Imaginar o som da liberdade,
Raspando correntes...
Santo,
É quando o mar está franco,
Em devaneios afirmam,
Que o inferno é branco...
Silêncio construído,
A base de cortes,
No ar,
O estalar de chicotes...
O inferno com caravelas,
Não pregou os olhos,
comeu as remelas...
A sujeira e o mal odor,
No corpo,
Criaram - se
Crostas,
De chuveiro,
A madeira arrastada nas costas,
Repetiu o presságio,
Não mais sonhavam com terras,
E sim com naufrágio...
A friagem crua,
Refletida na lua,
O arrepio na espinha,
Da mãe que fica nua...
Desconhecem seus lares,
Enterrados,
Sob 7 mares,
A melanina,
O motivo de seus pesares,
Enegreceram - se os pulmões,
Com a falta dos ares...
O enegrecer da pele,
Tratado como doença,
Tornou pessoas,
sua própria sentença...
A noite na pele os fez tripulante,
De século em século vestimos as máscaras,
Deste triste semblante...
547
DISTOPIAS
fazendo desejos
ao chutar dentes de leão...
iluminado,
por não sei o que,
um esfregar de olhos úmidos,
ao olhar prum céu que de tão azul,
parece falso,
descalço
(nos meus caminhos trôpegos),
às vezes eu a beijo no rosto,
um anjo,
daqueles que me fizeram,
irmão de caim...
ao chutar dentes de leão...
iluminado,
por não sei o que,
um esfregar de olhos úmidos,
ao olhar prum céu que de tão azul,
parece falso,
descalço
(nos meus caminhos trôpegos),
às vezes eu a beijo no rosto,
um anjo,
daqueles que me fizeram,
irmão de caim...
508
LÚCIFER JA ASCENOU PRA MIM NESSAS ESQUINAS
noites em que eu assemelho meu futuro à curvas sinuosas corrompidas pelo russo...
minha luz,
nos postes...
corta o breu
e deixa o inferno com um sorriso amarelado,
que me tira pra dançar mas...
o céu em mim recusa todas as danças,
as vezes eu protagonizo, noutras assisto.
minha luz,
nos postes...
corta o breu
e deixa o inferno com um sorriso amarelado,
que me tira pra dançar mas...
o céu em mim recusa todas as danças,
as vezes eu protagonizo, noutras assisto.
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