Lista de Poemas
Poemas publicados
SOL-TO [MANOEL SERRÃO]
Canto em Sol,
Canto [O] Sol-to!
Canto à gosto.
Canto grato em Dó, Ré, Mi maior...
Canto o Sol-dado de A-gosto.
MINHA BOCA
Minha boca pede beijo e saborosamente beija
Sem importar-se se o beijo sente a boca
Porque às vezes o alvo do beijo são os teus olhos
E por outras certezas a conc…
Quantas vezes
Quantas vezes você chorou por você mesma não saber te entender.
ARDENTE
Após o chope
Olhos no chão
Os pés flutuam na solidão escura
Vontade de um banho quente
O corpo envolto pela toalha macia
Feito abraço no entorno d…
DESABAR
QUANDO QUERO DESABAFAR EU DESABO
Outro luar
Outro luar, outro lugar, outro amor...
E assim a vida segue se esgueirando nas paredes do tempo,
Enquanto os ponteiros do relógio brincam ao construírem dias sem…
(Sol de Glauber))
faca de gume afiado
a dialética do caos
coloca lado a lado
os bons e os maus
rio perene, imaginário
nuvens de arribação
são pés cortando cami…
Ao meu amor
Em todo momento, de quaisquer dos meus lamentos a vida me trouxe sentimentos melancólicos. Meu amor, com todo seu esplendor, sobrepôs ela com sua maior força. Todos seus sorri…
Dor
Se a dor que dói em mim, assim doesse,
doída, como um nada, a doer tanto,
talvez doera só pelo interesse
de que, por fim, não doeria o pranto.
…
LÍNGUAS DE TRAPO [MANOEL SERRÃO]
Enquanto as línguas falam mal,
As bocas beijam bem!
GESTO FRATERNO (MANOEL SERRÃO)
Às vezes basta um
Gesto fraterno pro
Mundo ficar em paz
iniciar
A vida não tem botão para parar ,apenas para iniciar
existe fim?
Não existe fim,apenas nomes que dão à coisas que acham que acabam!
Tempo Feliz
Por falta de tempo
Perdemos o mais precioso
De todos os tempos
O de perder tempo
Proseando com os amigos
É o tempo perdido
Mais útil que podemos te…
MIL SÓIS [MANOEL SERRÃO]
Almas afins
Somos Tu e Eu uma só pessoa.
E a mil sóis, seremos nós, o amor sonhados, juntos, às sós!
(psicotrópico)
plantar no mar
as estradas, abrir caminhos
sinalizar estrelas
perder o medo, ver moinhos
agora o tempo sobra
a tarde reparte silêncios
n…
(Belatucadrus)
e vinha, aura mítica
na palidez da neblina
talvez sofresse
e ninguém soubesse
talvez amasse
ou louco estivesse
olhar sagrado metia …
Pausas
Na fonte das certezas e dos medos
escorrem meus silêncios, minhas pausas,
enquanto uma esperança morre cedo
e a minha solidão tem sombras rasas.
E depois do caos
A noite atropelou a solidão e dela
Se alimentou até à exaustão
Deixou um caos de lamentos calcorrear os carris
Deste silêncio alimentado com tantos pa…
AOS PÓSTEROS [MANOEL SERRÃO]
Nenhures os de somenos soltos,
Tampouco estranhos de ecos vão.
Aos pósteros, só loas e lis de aromas doces...
Ad eternos pelo etér…
Mantra
Tinha um mantra do amor...
Murmurava sempre o nome dela,
Dia e noite, noite e dia,
E como se fosse uma prece.
Repetia a frase “Te amo”,
Centenas d…
PARTILHADO [MANOEL SERRÃO]
Quem conta um conto, aumenta um ponto.
Distorcidas as verdades? E o partilhado que não se propague.
IRMÃO DO MEU TEMPO [Manoel Serrão]
[in memória do meu irmão Idalgo da Silveira Lacerda]
Pétala arrastada pelo vento,
A vida como um sopro enlanguesce.
Mu…
Eterno sonhar
Por que meu corpo dorido,
Em nada lembra o vigor,
Dos tempos em que a pouca idade,
(Que só restou na saudade)
Me inflamava de amor.